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Conheça o novo parque marinho brasileiro onde vive o menor golfinho do mundo

Aline Bernardes
18/03/2026 às 14:08

Conheça o novo parque marinho brasileiro onde vive o menor golfinho do mundo

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Láááá no extremo sul do Rio Grande do Sul, mais precisamente no pequeno município de Santa Vitória do Palmar, agora existem duas novas unidades de conservação, o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental do Albardão.

Na fronteira com o Uruguai, os espaços criados oficialmente pelo Governo Federal no mês de março somam, juntos, mais de 16 bilhões de metros quadrados. E só o Parque Nacional Marinho do Albardão, ultrapassa 10 bilhões de metros quadrados, fazendo dele o maior parque marinho do Brasil. Para ter uma ideia, isso corresponde a quase sete vezes o tamanho do território da cidade de São Paulo!

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O que motivou a criação das unidades de conservação?

Esse pedacinho, ou melhor, pedação, do litoral do Rio Grande do Sul é fonte de pesquisa de cientistas há mais de 30 anos. Eles monitoram um trecho que vai desde o Farol de Albardão até a Praia do Hermenegildo, a mais conhecida de Santa Vitória do Palmar, para entender o comportamento dos animais da região.

Tartarugas marinhas, tubarões, raias, aves marinhas migratórias e vários mamíferos se alimentam, se reproduzem e crescem nessa área. Uma delas é a toninha, o menor golfinho do mundo e o mamífero marinho mais ameaçado de extinção no Atlântico Sul Ocidental. Proteger essas espécies é o que motivou a criação das unidades de conservação.

Por ser um trecho único de biodiversidade no Brasil, especialistas reivindicavam essa proteção há mais de duas décadas. Mesmo assim, as novas unidades de conservação estão envolvidas em polêmicas. Isso porque na área do parque nacional fica proibida a pesca e essa é uma das principais fontes econômicas da região.

Qual a diferença entre Parque Nacional (PARNA) e Área de Proteção Ambiental (APA)? 

Um PARNA é área de proteção integral onde não se pode explorar recursos naturais, sendo permitida apenas atividades de pesquisa científica, educação ambiental e turismo. Já uma APA é uma unidade sustentável onde pode haver atividades econômicas, mas sempre respeitando o uso sustentável.

É por isso que foram criadas duas áreas de proteção na região do Albardão, uma de proteção total e outra onde a pesca será permitida. Agora que o limite está demarcado, o trabalho continua. A próxima etapa será estabelecer as regras do espaço, algo que é feito com a participação dos moradores do entorno, em conjunto com o poder público e outros grupos que atuam na região.

Num futuro a médio prazo, será instalada por lá uma sede administrativa do ICMBio, órgão responsável pela administração de todos os parques nacionais. Esse é um local onde já acontecem atividades de lazer e turismo de aventura, bem como esportes náuticos, que serão mantidas e incentivadas. Nossa chance de visitar o lugar!

Quais são os outros parques marinhos do Brasil?

Além do recém-criado Parque Nacional Marinho do Albardão, existem outros três parques marinhos no Brasil:

  • Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais: fica no litoral do Paraná, em frente a Pontal do Paraná, e tem cerca de 1,3 mil hectares. Protege um conjunto de ilhas rochosas que servem de refúgio para aves marinhas e espécies ameaçadas. Não é aberto à visitação turística regular.
  • Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha: criado em 1988, ocupa cerca de 70% do arquipélago e soma aproximadamente 11 mil hectares. O ingresso para visitar o parque custa R$ 192 para brasileiros e é válido por 10 dias, além da taxa diária de permanência cobrada na ilha.
  • Parque Nacional Marinho dos Abrolhos: localizado a cerca de 70 km da costa de Caravelas (BA), tem cerca de 87 mil hectares e abriga o maior banco de corais do Atlântico Sul, além de ser berçário das baleias-jubarte. A taxa de visitação é de R$ 13 e normalmente está incluída nos passeios de um dia realizados por operadoras autorizadas.

Leia mais sobre nossos parques nacionais: 

* Foto de capa: IMCBio/Divulgação

Aline Bernardes

Aline Bernardes

Sou jornalista formada pela UFRGS, com mais de 12 anos de experiência em conteúdo de viagem. Já escrevi de tudo: guia, revista de bordo, blog, release, post, SMS, e-mail… o que você imaginar. A paixão pelo tema me levou de volta à sala de aula para estudar Turismo, pela UFOP. Na hora de viajar, tenho uma queda por grandes metrópoles, cidades históricas e praias de águas calminhas. Aqui no Melhores Destinos, estou sempre de olho nas novidades em atrações, hotéis, parques temáticos e tudo mais que vale a sua atenção.

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