Acabou! Paralisação do governo dos Estados Unidos termina, mas aviação ainda pode ter impactos
Acabou! Paralisação do governo dos Estados Unidos termina, mas aviação ainda pode ter impactos
Após 43 dias de paralisação, o governo dos Estados Unidos finalmente voltou a funcionar na noite de ontem. Após a votação, na Câmara dos Deputados, de um projeto de lei que autorizou a reabertura, a proposta foi sancionada pelo presidente Donald Trump. Para a aviação, no entanto, os próximos dias ainda podem ser de incerteza, já que a retomada total dos serviços não é imediata.

As companhias aéreas dos Estados Unidos vinham sofrendo com atrasos e cancelamentos em maior escala desde a última sexta-feira, quando o governo federal reduziu a capacidade operacional de 40 dos maiores aeroportos do país. O motivo era a falta de controladores de tráfego aéreo, essenciais para a coordenação de pousos e decolagens.
Ontem, o secretário de Transporte dos Estados Unidos, Sean Duffy, afirmou que estes profissionais poderão receber 70% de seus pagamentos dentro de 48 horas após o fim da paralisação.
A Federal Aviation Administration (FAA, equivalente à Agência Nacional de Aviação Civil [Anac]), por sua vez, informou que manterá um corte de 6% nos voos dos 40 aeroportos. A expectativa era de que a redução avançasse para 10% até o fim desta semana, o que não será mais o caso, já que os controladores estão voltando ao trabalho, ainda que aos poucos.
Feriado de Ação de Graças escapa do caos aéreo

As companhias aéreas dos Estados Unidos respiraram aliviadas com o fim da paralisação. Havia o temor de que os atrasos e cancelamentos respingassem nas viagens do período de Ação de Graças, que começam já na próxima semana.
A American Airlines disse que “está bem posicionada para se recuperar rapidamente por causa de nossas decisões operacionais para minimizar impactos”. A empresa também afirmou que está “pronta para os negócios e esperando servir a todos os passageiros com uma programação de voos completa, especialmente para os feriados de Ação de Graças e do fim do ano”.
A Delta Air Lines destacou que “espera trazer suas operações de volta à capacidade máxima nos próximos dias […] enquanto olha para a temporada de feriados que vem pela frente”.

A Airlines For America, entidade que representa as maiores companhias aéreas dos Estados Unidos, disse que “quando o FAA autorizar o retorno à capacidade máxima, nossas equipes vão trabalhar para agilizar as operações rapidamente, especialmente com as viagens de Ação de Graças começando na semana que vem”.
A organização também cobrou do Congresso americano que futuros projetos de orçamento não permitam danos colaterais à aviação. E mencionou a existência de um fundo público de US$ 5 bilhões, manejado pela FAA, que “poderia ser usado para pagar os controladores de tráfego aéreo em paralisações futuras”.
Não houve impacto em voos internacionais de longa distância.
Paralisação do governo dos Estados Unidos
A paralisação do governo dos Estados Unidos até ontem estava em andamento por falta de aprovação de orçamento. Foi a maior interrupção da história, chegando a 43 dias – o recorde anterior era de 34 dias, registrado em 2018, no primeiro mandato de Donald Trump.

O corte de serviços envolveu todos os órgãos federais, com a manutenção apenas do que é considerado essencial, o que é o caso de parte dos órgãos direta ou indiretamente ligados à aviação.
Durante os 43 dias de paralisação, mais de 800 mil trabalhadores – ou 40% da força do serviço público do país – estavam em licença forçada entre todos os departamentos do governo.
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