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O que esperar da Azul após o fim da recuperação judicial? Veja 7 pontos cruciais para os passageiros!

Mateus Tamiozzo
23/02/2026 às 20:00

O que esperar da Azul após o fim da recuperação judicial? Veja 7 pontos cruciais para os passageiros!

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A Azul está oficialmente livre da recuperação judicial, após anunciar na noite de sexta-feira o término do processo contra falência que durou 9 meses. A aérea colocou um ponto final em uma batalha na Justiça dos Estados Unidos que envolveu a renegociação de dívidas bilionárias, o aporte de dinheiro, a devolução de aeronaves e a garantia de sua sobrevivência.

Agora, a companhia pretende ter um crescimento mais “responsável”. Mas o que realmente esperar da Azul daqui para frente? Neste post, vamos passar por alguns dos pontos que mais importam para os viajantes nesta nova fase da companhia aérea. Confira!

A Azul vai retomar destinos nacionais cancelados em 2025?

A perspectiva do CEO da Azul, John Rodgerson é “olhar para alguns mercados” para possíveis retomadas. A afirmação do executivo aconteceu durante uma conversa com jornalistas hoje para falar da saída da recuperação judicial.

Rodgerson não detalhou quais destinos podem voltar a ter voos da Azul. Disse, no entanto, que a prioridade é “buscar mercados com mais rentabilidade”, e afirmou, sob este contexto, que a “paciência com um mercado que não era rentável era mínima”.

Ao longo do ano passado, a Azul deixou de operar em cerca de 15 cidades brasileiras. O principal grupo de cancelamentos aconteceu em março, dois meses antes de a empresa entrar em recuperação judicial.

“Nós estamos recebendo mais ou menos cinco a dez aeronaves ao ano. Tivemos anos em que recebemos mais de 20 aeronaves. Quando você tem mais aeronaves, você vai errar em alguns mercados, que não vão dar certo. Com isso [menos aviões], podemos escolher melhor onde podemos alocar os nossos recursos […]. Vamos ser muito mais conservadores, alocando onde precisa e onde nós podemos ser mais rentáveis”, afirmou o executivo.

A empresa deverá concentrar esforços nos seus principais aeroportos – Campinas, Belo Horizonte e o Recife -, o que reforça um sinal já dado previamente de que operações que envolvam seus hubs (centros de distribuição de voos) serão uma prioridade. “Quero cidades disputando [voos da Azul] umas com as outras”, disse Rodgerson.

A Azul, inclusive, deve enfrentar uma concorrência mais forte da Latam em mercados regionais. A aérea vai começar a receber no fim deste ano os seus primeiros jatos Embraer E195-E2 – os mesmos já usados pela Azul -, com a promessa de abrir novos destinos no Brasil.

A Azul vai ter novos destinos internacionais?

Segundo a Azul, sim, mas somente a partir do fim deste ano e 2027. Rodgerson não explicou qual é a estratégia neste sentido, mas vale lembrar que, na América do Sul, por exemplo, a companhia atualmente tem voos internacionais regulares apenas para o Uruguai. A partir de março, vai encerrar a operação no Paraguai.

Até o momento, o único sinal claro da Azul para o exterior é o de que vai colocar mais assentos para os Estados Unidos para absorver a demanda para a Copa do Mundo. Este, inclusive, é um dos motivos apontados pela aérea, ao lado da baixa demanda, para a interrupção dos voos entre Campinas e Paris (França).

Os preços das passagens da Azul vão aumentar?

Essa é uma pergunta cuja resposta não é simples. Os preços das passagens aéreas dependem de uma série de fatores, como sazonalidade, inflação, preço do dólar e do combustível, mas a Azul já sinalizou, em documentos divulgados durante a recuperação judicial, um apetite maior por rotas em que possa praticar tarifas médias mais caras.

A companhia tem, atualmente, os preços médios mais caros do Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com o CEO da Azul, a tarifa média da companhia “cresce menos do que a inflação”.

A Azul vai receber aviões novos?

Sim. Segundo Rodgerson, entre cinco e seis jatos Embraer E195-E2, bem como dois novos modelos Airbus A330-900neo diretos de fábrica, vão ser incorporados à frota ao longo deste ano. Atualmente, a companhia tem um total de 175 aviões.

Além disso, o executivo afirmou que quer reativar 13 aeronaves que estão fora de operação. Esse cenário vai ajudar a companhia a ampliar a oferta de assentos e fazer cumprir a promessa do CEO de que a Azul vai crescer “mais em 2026 do que em 2025”. No ano passado, a aérea transportou 32 milhões de passageiros.

Por outro lado, a companhia abriu mão de receber pelo menos 50 aviões que estavam na lista de pedidos – metade deste número é justamente a aviões da Embraer. A decisão faz parte da redução da “frota futura”, que foi anunciada no começo da recuperação judicial e considera unidades que estavam paradas e novos pedidos.

Quantos aviões a Azul ainda vai devolver?

Neste momento, o foco está nos jatos Airbus A330-900neo que a empresa mantém na frota em um contrato com a Avolon, empresa de aluguel de aviões. A expectativa é que todas as sete aeronaves (duas inativas) deste modelo sejam devolvidas até agosto. Esses aviões devem passar para as mãos da Gol.

Segundo Rodgerson, a decisão de devolver os A330 para a Avolon está tomada desde setembro do ano passado, e disse que esses aviões representam um “custo alto”. “O que nós estamos pagando pelas novas aeronaves é mais barato do que pelas aeronaves que estamos devolvendo. Achamos que é um bom negócio”, disse.

A Azul vai ter acordo de voos com a American Airlines?

Sim. O modelo chamado de codeshare vai permitir, por exemplo, que um passageiro em Curitiba, no Paraná, voe para Nova York, nos Estados Unidos, com apenas um bilhete e um despacho único de bagagem, bem como uma integração maior dos programas de fidelidade. Neste caso, o trecho doméstico seria operado pela Azul, e o internacional, pela American Airlines.

Esse arranjo vai ser possível graças ao investimento de US$ 100 milhões que os norte-americanos querem fazer na Azul – ainda sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com isso, a American vai ganhar espaço na aérea brasileira, e a relação próxima vai incluir o alinhamento de conectividade de determinadas rotas.

A Azul já tem um acordo assim com a United Airlines, que tem participação na companhia há mais de 10 anos e agora vai aumentar sua fatia também com um investimento de US$ 100 milhões.

A Azul vai retomar conversas para uma fusão com a Gol?

Rodgerson descarta a retomada da intenção de fusão com a concorrente Gol. O tema ganhou muita força no ano passado, mas acabou interrompido por ambas as partes depois que a Azul entrou em recuperação judicial e após advertências do Cade sobre declarações públicas recorrentes das empresas sobre o tema.

Vale ressaltar que a nova configuração de acionistas da Azul, que envolve um aumento de participação da United e a entrada da American Airlines, acaba aproximando a Azul de sua concorrente de forma indireta.

Isso porque a Gol tem um investimento direto da American que as coloca como parcerias próximas, e a United tem uma participação no Grupo Abra, do qual a aérea brasileira faz parte ao lado da Avianca e da Wamos.

“[A fusão] é uma opção antes de entrar [na recuperação judicial] como uma solução dos mesmos problemas, quando você acumula um monte de dívidas. Ao entrar [em recuperação judicial], não há necessidade [de fusão]. Não vejo isso como algo que está na mesa”, disse o executivo.


Como você acha que será o futuro da Azul? Será que a companhia aérea vai conseguir se reerguer? Participe nos comentários!

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