Depois do Galeão, Aeroporto de Brasília será leiloado novamente ainda este ano – e inclui concessão de Bonito
Depois do Galeão, Aeroporto de Brasília será leiloado novamente ainda este ano – e inclui concessão de Bonito
O Aeroporto de Brasília irá a leilão mais uma vez. A nova concorrência, prevista para este ano, foi confirmada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) após o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovar o acordo entre o ministério, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a concessionária Inframerica para repactuação do contrato de concessão do terminal.

O anúncio foi feito dois dias depois do novo leilão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que foi arrematado pela espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões.
Como será o novo leilão do Aeroporto de Brasília?
Segundo o MPor, o acordo prevê o que se chama de “processo competitivo simplificado”, com inserção de novas obrigações, transferência de valores de outorga fixa para variável e inclusão de outros oito aeroportos regionais do Centro-Oeste, incluindo o de Bonito, um do Paraná e um da Bahia. Os investimentos no Aeroporto de Brasília devem chegar a R$ 1,2 bilhão até 2037.

O TCU definiu a realização do novo leilão com lance mínimo correspondente a 5,9% das receitas brutas da concessão. Além disso, a Inframerica, atual administradora do terminal, é obrigada a participar do certame.
Outro ponto acordado foi a saída da Infraero da concessão, que será remunerada pela concessionária por sua participação societária de 49% na concessão atual. O mesmo aconteceu no Galeão.
A inclusão de dez outros aeroportos ao contrato de concessão faz parte do Programa AmpliAR, elaborado pelo MPor, com o aval do próprio TCU.
Quais serão as obrigações da nova administração?

Os investimentos de R$ 1,2 bilhão até 2037 incluem a construção de um novo terminal internacional, a implantação de um edifício garagem e de uma nova via de acesso ao aeroporto. Além disso, a concessionária terá que adquirir equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens.
A nova administradora também precisará investir cerca de R$ 857,8 milhões para ampliar, manter e operar os aeroportos de Juína (MT), Cáceres (MT), Tangará da Serra (MT), Alto Paraíso (GO), São Miguel do Araguaia (GO), Bonito (MS), Dourados (MS), Três Lagoas (MS), Ponta Grossa (PR) e Barreiras (BA).
Mateus Tamiozzo
Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.
Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!