Ranking de contas globais e cartões de crédito com menor IOF e spread em 2025
Ranking de contas globais e cartões de crédito com menor IOF e spread em 2025
Neste ano o governo federal padronizou (e aumentou) o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em 3,5% para diversas operações financeiras e meios de pagamento, incluindo compras internacionais com cartões de crédito, empréstimos, seguros e câmbio de moeda estrangeira.
A mudança afeta diretamente a nós, viajantes internacionais, pois as contas digitais internacionais, como Wise, Revolut, Nomad, que até então eram a maneira mais barata de levar dinheiro ao exterior, acabaram ficando mais caras. Já os cartões de crédito voltaram a ganhar certo brilho, especialmente aqueles que pontuam ou que têm spread zero.

Neste cenário, entender quanto se paga de imposto nas operações internacionais é fundamental. E mais do que simplesmente olhar para o IOF, é hora de comparar o custo total envolvido em cada forma de pagamento e os benefícios que elas trazem. Por isso, vamos tentar aqui clarear o cenário para você viajante.
O que é o IOF?
O Imposto sobre Operações Financeiras, IOF, é um imposto cobrado em diversas transações que envolvem câmbio, crédito e seguros. Quando falamos de viagens internacionais, ele aparece sempre que você compra moeda estrangeira, faz uma transferência internacional ou usa o cartão de crédito fora do Brasil, ou online em sites estrangeiros. É aquela “taxinha” surpresa da fatura, rs.
Como está o IOF em 2025?
Teve muito vai e vem, com Congresso derrubando o aumento de imposto e o STF revertendo a decisão a favor do governo. Com isso, as contas globais e os cartões de crédito hoje são tributados com a mesma alíquota de IOF: 3,5%. O mesmo vale para transferências para o exterior, outra forma de pagamento possível, mas menos utilizada, e também para a compra de dinheiro em espécie.
| OPERAÇÃO | COMO ERA | COMO FICOU |
| Compra de moeda em contas globais | 1,1% | 3,5% |
| Compra de moeda em casas de câmbio | 1,1% | 3,5% |
| Compras com cartões de crédito | 3,38% | 3,5% |
| Transferências internacionais para outra pessoa | 0,38% | 3,5% |
Spread: com excessões, contas globais seguem mais vantajosas que a maioria dos cartões de crédito
Além do IOF, outro fator essencial é o spread cambial – ou seja, a margem de lucro que cada instituição financeira aplica sobre o dólar para convertê-lo em reais. Nas contas globais, esse spread é menor, variando entre 0,6% e 2%, dependendo da plataforma e do volume negociado. Já nos cartões de crédito, especialmente dos grandes bancos, o spread pode chegar a 6% ou mais, o que encarece ainda mais essa modalidade.
Ranking de spread e custo total no Brasil
Confira abaixo ranking de contas globais e cartões de crédito, ordenados do menor para o maior custo total ao usar dólar. As instituições com custo total mais vantajoso aparecem primeiro, considerando o IOF, spread e ST (Soma Total). (*) Observações importantes estão no final da tabela para esclarecer critérios e variações específicas.
💱 = Conta Global
💳 = Cartão de crédito
| BANCO | IOF | SPREAD | TOTAL | PONTUA? | |
| 💳 | Nubank Ultravioleta | 0% | 3,50% | 3,50% | Sim/Cashback |
| 💱 | Conta Global Nubank Ultravioleta | 3,50% | 0,00% | 3,50% | Não |
| 💳 | Mercado Pago | 3,50% | 0,00% | 3,50% | Cashback |
| 💳 | Cresol | 3,50% | 0,00% | 3,50% | Sim |
| 💳 | Sicoob | 3,50% | 0,00% | 3,50% | Sim |
| 💳 | Sisprime | 3,50% | 0,00% | 3,50% | Sim |
| 💳 | Unicred | 3,50% | 0,00% | 3,50% | Sim |
| 💳 | Uniprime | 3,50% | 0,00% | 3,50% | Sim |
| 💳 | Recarga Pay | 3,50% | 0,00% | 3,50% | Cashback |
| 💳 | Caixa – Cartões Visa (*) | 0% | 4,00% | 4,00% | Sim |
| 💱 | Revolut | 3,50% | 0,60% | 4,10% | Sim |
| 💱 | Itaú Conta Global Personnalité | 3,50% | 0,72% | 4,22% | Não |
| 💱 | Wise | 3,50% | 0,80% | 4,30% | Não |
| 💱 | Remessa Online | 3,50% | 0,80% | 4,30% | Não |
| 💱 | Santander Global | 3,50% | 0,80% | 4,30% | Não |
| 💱 | My Account Bradesco | 3,50% | 0,83% | 4,33% | Não |
| 💱 | C6 Global Account (*) | 3,50% | 0,90% | 4,40% | Não |
| 💱 | Inter Global | 3,50% | 0,99% | 4,49% | Não |
| 💱 | Nomad Nível 5 | 3,50% | 1,00% | 4,50% | Não |
| 💳 | Sicredi | 3,50% | 1,00% | 4,50% | Sim |
| 💱 | Nomad Nível 4 | 3,50% | 1,40% | 4,90% | Não |
| 💳 | Porto Bank (*) | 0% | 4,99% | 4,99% | Sim |
| 💳 | Banco do Brasil premium (*) | 1,10% | 4,00% | 5,10% | Sim |
| 💱 | Nomad Nível 3 | 3,50% | 1,70% | 5,20% | Não |
| 💱 | Nomad Nível 2 | 3,50% | 1,90% | 5,40% | Não |
| 💳 | Nomad Nível 1 | 3,50% | 2,00% | 5,50% | Não |
| 💱 | BS2 GO! / Perrengue Chique | 3,50% | 2,00% | 5,50% | Não |
| 💱 | XP Global | 3,50% | 2,25% | 5,75% | Não |
| 💳 | BTG (*) | 0% | 6,00% | 6,00% | Sim |
| 💱 | Avenue (*) | 3,50% | 2,50% | 6,00% | Não |
| 💳 | Banrisul | 3,50% | 3,00% | 6,50% | Sim |
| 💳 | Banese | 3,50% | 4,00% | 7,50% | Sim |
| 💳 | Caixa | 3,50% | 4,00% | 7,50% | Sim |
| 💳 | Banco do Brasil | 3,50% | 4,00% | 7,50% | Sim |
| 💳 | Banestes | 3,50% | 4,00% | 7,50% | Sim |
| 💳 | BRB | 3,50% | 4,00% | 7,50% | Sim |
| 💳 | BV | 3,50% | 4,00% | 7,50% | Sim |
| 💳 | Inter | 3,50% | 4,00% | 7,50% | Sim |
| 💳 | Neon | 3,50% | 4,00% | 7,50% | Não |
| 💳 | Nubank | 3,50% | 4,00% | 7,50% | Não |
| 💳 | Nomad (crédito) | 3,50% | 4,00% | 7,50% | Sim |
| 💳 | Genial | 3,50% | 4,00% | 7,50% | Sim |
| 💳 | Banco do Nordeste | 3,50% | 5,00% | 8,50% | Sim |
| 💳 | Next | 3,50% | 5,00% | 8,50% | Sim |
| 💳 | PicPay | 3,50% | 5,00% | 8,50% | Cashback(*) |
| 💳 | Uniprime | 3,50% | 5,00% | 8,50% | Sim |
| 💳 | XP (Banco) | 3,50% | 5,00% | 8,50% | Sim |
| 💳 | C6 Bank | 3,50% | 5,25% | 8,75% | Sim |
| 💳 | Bradesco | 3,50% | 5,30% | 8,80% | Sim |
| 💳 | Safra | 3,50% | 5,50% | 9,00% | Sim |
| 💳 | Credicard | 3,50% | 5,50% | 9,00% | Sim |
| 💳 | Itaú | 3,50% | 5,50% | 9,00% | Sim |
| 💳 | Santander | 3,50% | 6,00% | 9,50% | Sim |
| 💳 | Pan | 3,50% | 6,00% | 9,50% | Não |
(*) Observações
- Cartões Nubank Ultravioleta oferecem promocionalmente o cashback do IOF, spread reduzido e cashback de 1,25%
- Global Account do C6 Bank oferece desconto no spread, conforme o volume da transação
- A Avenue também oferece desconto no spread, de acordo com o relacionamento com o cliente
- O MercadoPago disponibiliza cashback apenas para clientes Meli+
- Os cartões Caixa Visa Platinum ou Visa Infinite têm 3,38% de cashback na fatura até 31/12/2025
- Porto Bank oferece uma cobertura promocional do IOF, com cashback na fatura
- Banco do Brasil concede cobertura no IOF para clientes dos cartões Black, Infinite, Dinners e Elo Nanquim
- BTG Pactual conta com uma cobertura promocional do IOF
- PicPay oferece cashback exclusivo para clientes dos cartões Gold e Black.
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Contas globais ou cartões de crédito?
Com o IOF padronizado, alguns (poucos) cartões de crédito voltaram a competir diretamente com as contas globais e, em certos casos, podem até ser a opção mais barata. Isso vale apenas para cartões que não cobram spread ou que oferecem pontos/cashback suficientes para compensar o custo.
O caso mais notável é o Nubank Ultravioleta, que promocionalmente oferece cashback do IOF, spread reduzido e cashback de 1,25% ou 2,2 pontos por dólar gasto. Caso so cliente escolha o cashback, o custo final fica em 2,25%, o menor entre todos os cartões de crédito disponíveis no Brasil.
Há também os cartões com spread zero: Mercado Pago, Cresol, Sicoob, Sisprime, Unicred, Uniprime e RecargaPay. Já os cartões Caixa Visa estão com IOF promocional de 0%, mas mantêm spread de 4%. E há alguns casos específicos de cartões com spread alto e que pontuam, caso do Porto Bank Visa Infinite e dos cartões Banco do Brasil premium, em que o acúmulo pode ser uma vantagem.
Para todos os demais bancos, o custo do cartão de crédito tende a ser maior do que o das principais contas globais, como Revolut, Nomad e Wise, que continuam oferecendo vantagens importantes:
- Conversão instantânea e transparente de reais para dólar ou euro;
- Cartões de débito físicos e virtuais para uso internacional;
- Melhor previsibilidade de gastos (você só usa o saldo já convertido);
- Custos finais menores em relação à maioria dos cartões de crédito tradicionais.
Além disso, cada uma tem vantagens próprias que podem pesar positivamente na escolha. A Nomad, por exemplo, é especializada em dólar, tem o programa Nomad Pass que tem chip internacional grátis, o lounge próprio no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, além de acesso a investimentos nos EUA direto pelo app. Já a Revolut conta com saques grátis no exterior, saldo e compra de moedas de mais de 30 países diferentes e promoção de abertura.
Por isso, vale o alerta: nem todo cartão pontua bem e muitos têm spreads elevados. Cartões dos grandes bancos costumam aplicar spreads de 5% a 6%, e a pontuação, quando existe, pode ser insuficiente para compensar a diferença em relação às contas globais. Afinal, não adianta acumular 1, 1,5 ou até 2 pontos por dólar, se o custo da conversão for muito maior.
Qual a melhor forma de levar dinheiro na viagem em 2025?
Mesmo após esse post, você pode permanecer com a dúvida: afinal, qual a melhor forma de levar dinheiro em uma viagem internacional? A resposta vai depender do seu perfil, do destino e até da duração da viagem. Mas algumas verdades seguem firmes: controle, planejamento, atenção ao custo total (IOF + spread) e evitar pegadinhas continuam sendo os pilares para gastar bem no exterior.
Conta digital internacional
As contas digitais como Revolut, Nomad, Wise e Nubank Global Ultravioleta continuam sendo uma opção vantajosa. Com elas, você compra moeda mais barata na hora ou pode ir comprando moeda aos poucos e montar um valor médio do câmbio, o que ajuda a amenizar oscilações futuras. Você tem um cartão de débito internacional (virtual ou físico) para compras e saques.

Cartão de crédito
Com o IOF fixado em 3,50%, alguns cartões de crédito sem spread voltam a ser alternativas interessantes para viagens. Eles oferecem conveniência – você usa o mesmo cartão do dia a dia – e ainda permitem acumular milhas ou cashback, dependendo do emissor.
O problema está nos cartões com spread, especialmente os de grandes bancos tradicionais, que combinam IOF alto com spreads que chegam a 5% ou 6%. Nesses casos, o custo final é muito maior do que o das contas globais. Além disso, muitos desses cartões dos “bancões” entregam baixa pontuação em programas de fidelidade, o que praticamente anula o benefício.
Outro ponto importante é a exposição ao câmbio: como a conversão é feita somente na data de fechamento da fatura, o consumidor corre o risco de pagar mais caso o dólar ou o euro subam. Como o pagamento também é postergado, há maior chance de perda de controle nos gastos durante a viagem.
A orientação aqui é simples: avalie o custo-benefício real. Milhas ou cashback podem ser atrativos, mas só compensam quando o cartão não cobra spread ou oferece condições realmente competitivas. Na maioria dos casos, o custo total da conversão acaba anulando qualquer vantagem oferecida pelo programa.
Casas de câmbio / Papel-moeda
Serve apenas para emergências. Fizemos uma simulação no site Melhor Câmbio agora pela manhã e o resultado: o dólar ultrapassou a casa dos R$ 5,68 por unidade em papel, bem acima da cotação oficial ou do valor efetivo total de contas globais que estava na faixa de R$ 5,43. E outra: na maioria dos destinos mais visitados na Europa e nos EUA, papel-moeda está deixando de ser usado. Cartão pode ser preferível por conveniência e segurança.

Outras opções com IOF reduzido
AstroPay
Outra opção de conta digital disponível para o público brasileiro é a AstroPay, que conta com a opção de compra de dólar com 1,5% no spread e, atualmente tem uma oferta de subsídio no IOF, ou seja, 0% de imposto – por tempo indeterminado. O AstroPay é uma empresa fundada no Uruguai e com presença em outros países da América Latina. A conta em dólares com isenção de IOF da empresa é operada no Brasil, portanto, com diferenças em relação a outras em que há abertura de uma conta no exterior. A conta global AstroPay oferece um cartão de débito virtual Visa que pode ser usado em sites ou via ApplePay ou Google Pay.
Contas em dólar digital com stablecoins
Além das contas globais tradicionais, também existem as soluções que usam stablecoins – criptomoedas pareadas ao dólar como USDC, USDT e USDG – e que funcionam, na prática, como uma espécie de “dólar digital”. Elas ganharam espaço nos últimos meses, principalmente porque não há cobrança de IOF nas conversões, já que esse tipo de operação ainda não é classificado como câmbio pelo regulador brasileiro.
Apesar da vantagem no custo, é importante entender os riscos operacionais e de custódia, que variam bastante conforme o modelo adotado por cada empresa.
DollarApp: A DolarApp oferece uma conta digital quase completa (incluindo pix e rendimento de CDI) com opção internacional com saldo em USDC, stablecoin pareada ao dólar. A conversão de reais para USDC é feita com spread baixo e IOF de 1,1%. A plataforma disponibiliza um cartão Mastercard virtual gratuito ou físico pago, que funciona como crédito pré-pago, aceito em compras online e presenciais.
OKX Pay: nova opção disponível no Brasil, a OKX Pay também opera com stablecoins como USDC, USDT e USDG, permitindo pagamentos com cartão de débito Mastercard. A empresa é uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo e lançou sua conta global no Brasil em 2025. Um adicional que chama atenção é que o saldo em dólares digitais pode render até 10% ao ano, dependendo da moeda escolhida. Embora não cobre IOF, há incidência de spread de cerca de 1,28% se o método de adicionar moeda for PIX + rede X Layer (o mais simples).
⚠️ Em todos os casos, recomendamos atenção às condições de uso, às cotações e ao contrato das plataformas antes de realizar qualquer operação.
Resumindo: viajar continua exigindo atenção aos custos
Viajar continua exigindo cuidado com os custos (e seguimos torcendo para que o dólar siga caindo e ajude no bolso). A boa notícia é que dá para economizar em suas compras no exterior e até aproveitar promoções em muitas dessas contas e cartões de crédito.

Planejar, entender os custos reais de cada opção e fazer escolhas conscientes é o que separa quem viaja com inteligência de quem estoura o orçamento. Algumas dicas seguem:
- Economize nas passagens aéreas com nossos alertas de menor preço;
- Aproveite descontos como cupons em hotéis e parcelamento sem juros;
- Se usa milhas, veja alertas de boas emissões;
- Economize do seguro viagem e evite perrengues;
- Nas contas digitais, aproveite bônus e cashback ainda válidos na adesão
- Fique atento ao spread cobrado pelo seu banco ou conta digital
E claro, a gente está aqui no Melhores Destinos para te ajudar. Porque viajar mais pagando é o que a gente faz todos os dias.
Compartilhe sua opinião nos comentários: qual opção você tem utilizado para fugir da alta do IOF? Vai usar contas digitais ou seguir no cartão de crédito?
