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Expectativa! Boeing pode apresentar novo avião de corredor único em 2030

Mateus Tamiozzo
14/05/2026 às 9:43

Expectativa! Boeing pode apresentar novo avião de corredor único em 2030

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A Boeing estuda apresentar uma nova aeronave de corredor único ao mercado em meados de 2030, segundo reportagem da Bloomberg. Citando fontes próximas ao tema, a agência de notícias afirma que a empresa está olhando para um avião acima do Boeing 737 MAX 10 (o maior da série MAX), que ainda está em processo de certificação e tem capacidade para até 230 passageiros.

Qual é a ideia da Boeing para o novo avião?

Os americanos estariam dispostos a um modelo mais “evolucionário do que revolucionário”, segundo as fontes ouvidas pela agência. A proposta seria mais próxima do Boeing 757, modelo de corredor único que não é mais fabricado, e mais distante do 737, com design e motores convencionais, sem reinventar a roda da aviação.

O jato 757 teve duas variações: o -200 e -300, sendo a primeira a mais popular. O 757-200 e o 737 MAX 10 são parecidos em espaço máximo de assentos – cerca de 235 -, mas o 757-200 ganha na autonomia de voo. E esse pode ser o ponto crucial para a Boeing: fabricar um avião de corredor único capaz de fazer voos transatlânticos sem grandes desafios, o que falta hoje no seu portfólio e que a Airbus já tem com o A321XLR.

O suposto novo modelo da Boeing terá o já conhecido design tubular com os tradicionais motores que marcam a aviação comercial desde os anos 1950, de acordo com a Bloomberg. As asas, porém, deverão ser mais eficientes do que as de qualquer jato comercial em serviço atualmente. Segundo a apuração da Bloomberg, elas serão mais longas, mais finas e terão extremidades articuladas, semelhantes às asas do 777X.

Bobbie Egan, uma porta-voz da Boeing, afirmou que a empresa continua focada em seu plano de recuperação, incluindo a entrega de sua carteira de pedidos e a certificação dos novos modelos 737 Max e 777X.

“Ao mesmo tempo, como fazemos há décadas, nossa equipe avalia o mercado, desenvolve tecnologias-chave e melhora nosso desempenho financeiro, para que estejamos prontos quando chegar o momento certo de avançar com um novo produto”, disse a porta-voz.

Não é a primeira vez, em tempos recentes, que surgem notícias sobre um novo avião da Boeing. No ano passado, uma reportagem do The Wall Street Journal apontou que a fabricante norte-americana está estudando um substituto para o Boeing 737 MAX.

Quais devem ser os próximos passos da Boeing?

Segundo a reportagem, a Boeing deve começar a fazer as primeiras escolhas tecnológicas para o novo avião de corredor único no próximo ano. As equipes de engenheiros da Boeing estão intensificando trabalhos exploratórios com fornecedores em torno de outros avanços tecnológicos que poderão integrar um novo avião.

O trabalho inclui o redesenho da cabine de comando para torná-la mais amigável aos pilotos após os acidentes envolvendo o 737 MAX.

A Boeing está em negociações com os três principais fabricantes de motores sobre motores avançados com dutos – protegidos por uma carenagem – que devem estar “maduros” até o final da década de 2030, afirmou uma das fontes à Bloomberg.

Preocupações geopolíticas podem ser problema para o novo projeto

As incertezas para a aviação por conta da guerra no Oriente Médio podem ser uma pedra no sapato não só para a Boeing, como para todas as outras fabricantes. A disparada do preço do petróleo desde o início do conflito fez muitas companhias aéreas revisarem seus planos, cancelarem voos e subirem os preços das passagens.

Caso a crise persista, especialmente com o petróleo em patamares mais elevados, o mercado aéreo pode acelerar a aposentadoria de aeronaves – para aliviar custos – e pensar duas vezes antes de comprar aviões totalmente novos. Para os executivos atualmente no comando da Boeing, o apetite ao risco é limitado.

No Brasil, a Azul, por exemplo, já demonstrou mais cautela ao falar de frota futura. É bem verdade que a companhia adotou uma postura mais conservadora ao sair da recuperação judicial, mas os efeitos do preço do petróleo – e do combustível de aviação, por consequência – levam-na a falar em ir atrás de menos aeronaves em um contexto geopolítico mais complicado.

“Acho que não é segredo que nenhuma companhia quer pegar 20, 30, 40 aviões neste ano. O que aprendemos nos últimos anos é que você faz uma decisão de frota antecipadamente e não sabe o que vai acontecer. Você não sabe se vai ter Covid, se vai ter uma guerra na Ucrânia ou uma crise no Oriente Médio que vai dobrar o preço do combustível”, disse recentemente o CEO da Azul, John Rodgerson.

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Mateus Tamiozzo

Mateus Tamiozzo

Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.

Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!

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