Será? Brasil poderá ter duas novas companhias aéreas em 2026 – veja o que já sabemos!
Será? Brasil poderá ter duas novas companhias aéreas em 2026 – veja o que já sabemos!
O Brasil poderá começar 2026 com duas novas companhias aéreas. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que uma das empresas é a Total Linhas Aéreas, que já operou voos comerciais de passageiros no Brasil, e a outra nasceria do zero pelas mãos de empresários com experiência no setor.

O foco, segundo o ministro, estará em operações voltadas a regiões como o Norte e o Nordeste do Brasil, bem como o interior de São Paulo. “[Serão] voos regionais com a visão nacional, mas você tendo que olhar inicialmente para o Norte e o Nordeste, onde nós temos a maior deficiência na malha aérea”, afirmou.
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Uma nova companhia aérea no Brasil?
De acordo com Costa Filho, a nova companhia aérea brasileira será anunciada em janeiro e terá capital nacional. A ideia é liderada por empresários brasileiros “que são do setor da aviação”.

“Eles estão no processo de estruturação da empresa. […] Estão no processo de tratativas com os agentes econômicos. Esse processo vai avançar na Anac [Agência Nacional de Aviação Civil]”, disse o ministro.
O líder da pasta de Portos e Aeroportos disse ainda que o foco da nova companhia aérea será, de fato, a aviação regional. O ministro não deu outros detalhes ou pistas que possam indicar, neste momento, qual seria a empresa ou quais os empresários envolvidos na iniciativa.
Projetos regionais já existem em várias partes do Brasil
Pelo menos três projetos mais recentes de empresas aéreas regionais já ganharam certo destaque nos últimos tempos.

Em 2023, um grupo de investidores de São Paulo deu início a um projeto para criar uma nova companhia aérea regional brasileira. A empresa já teria até nome: São Paulo Linhas Aéreas (Voe SP). A proposta inclui o uso de turboélices ATR (os mesmos já usados pela Azul) para transportar passageiros em rotas a partir do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
Outra iniciativa vem do Sul do Brasil. Em Santa Catarina, o governo estadual vem estudando dois projetos feitos por empresas do setor para o desenvolvimento da aviação regional no estado.
Por fim, o próprio ministro Costa Filho revelou que o governador do Piauí, Rafael Fonteles, está conversando com outras lideranças dos estados do Nordeste para que o governo federal receba uma proposta de companhia aérea para a região.
Nenhuma dessas propostas avançou concretamente até o momento.
O retorno da Total Linhas Aéreas

Uma (re)estreia da Total Linhas Aéreas não seria uma grande novidade, uma vez que a empresa já tem se movimentado neste sentido há pelo menos dois anos. A última vez que a companhia aérea, hoje voltada ao mercado de cargas e ao fretamento de passageiros, operou um voo comercial foi há 17 anos. A Total foi, então, comprada pela Trip, que depois foi adquirida pela Azul.
Foco em aeronaves da Embraer
A principal iniciativa da empresa se refere à chegada de aeronaves para essas supostas operações comerciais. De acordo com o portal Plane Spotters, a Total vai adicionar à sua frota dois aviões Boeing 737, três Embraer E190 e três E195 (de primeira geração).
O site pontua que essas aeronaves ainda estão pendentes de entrega. No entanto, já contam com matrícula (registro) brasileira.

Desde o ano passado, o CEO da Total, Paulo Almada, vem falando sobre a composição da frota da companhia aérea para os voos comerciais. Em setembro de 2024, o executivo disse que a ideia era operar um misto de aeronaves ATR e Comac, fabricante da China.
A declaração mais recente foi em maio deste ano e envolveu apenas a Embraer. “Vamos começar com 10 aviões até dezembro e ano que vem [vamos operar] com 30 aviões”, disse Almada.
Segundo o CEO, a ideia é que os modelos sejam todos da fabricante brasileira, sendo 20 deles completamente novos – as seis aeronaves E190 e E195 que serão designadas para a Total são usadas.

Fábrica da Embraer em São José dos Campos (SP)
Vale ressaltar que construir uma frota do zero requer tempo, e que os prazos de entrega de novos aviões estão alongados por todas as fabricantes de aeronaves por conta de problemas na cadeia de suprimentos e produção. Além disso, a Total ainda não fez anúncios formais ao lado da Embraer ou de qualquer outra fabricante.
Pedido de autorização de pousos e decolagens

Um segundo aspecto importante se refere à solicitação de slots (horários de pousos e decolagens) feita pela Total no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O pedido se referia a um voo diário para Porto Alegre, mas que vigoraria somente até outubro deste ano.
Mais tarde, a Total avançou para um pedido de 40 slots em Congonhas, significando 20 pousos e 20 decolagens por dia. Não há, até o momento, a confirmação desses slots para a companhia – a última distribuição feita pela Anac envolveu os espaços em Congonhas que eram da Voepass e foram repassados a Azul, Gol e Latam.
Site da Total começa a ganhar forma

Outro ponto que chama a atenção é que o site da Total já conta com a ferramenta de busca e compra de passagens. Entre destinos nacionais, a companhia aérea lista Aracaju, Belém, Brasília, Cuiabá, Campo Grande, Rio de Janeiro, São Paulo, Manaus, Natal, Porto Velho e São Luís. O rol de destinos também inclui cidades fora do Brasil.
Não há, no entanto, disponibilidade de voos. Isso indica que a ferramenta pode estar apenas passando por testes neste momento, e os destinos indicados não serão necessariamente operados.
O CEO da empresa afirmou no ano passado que Brasília e Campo Grande serão os hubs (centros de distribuição de voos) da Total.
Faça suas apostas! O que você acha da proposta de uma nova empresa aérea nacional e do retorno da Total? Participe nos comentários!