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Vai ficar mais caro! Nova Zelândia planeja cobrar taxa de visitação em seus principais pontos turísticos

Luigi Rigoni
08/08/2025 às 5:00

Vai ficar mais caro! Nova Zelândia planeja cobrar taxa de visitação em seus principais pontos turísticos

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A Nova Zelândia pretende cobrar uma nova taxa para turistas estrangeiros que visitarem quatro de suas atrações naturais mais famosas. O valor deve variar entre 20 e 40 dólares neozelandeses (cerca de R$ 64 a R$ 129, na cotação atual) e a cobrança está prevista para começar em 2027. A ideia é reverter os recursos arrecadados em ações de preservação ambiental, mas a proposta já vem gerando críticas. Entenda o porquê.

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Lei de Conservação e novas taxas na Nova Zelândia

Entre os destinos que devem ser tarifados estão alguns dos principais cartões-postais do país: a praia de Cathedral Cove/Te Whanganui-a-Hei, a trilha Tongariro Crossing, o fiorde Milford Sound e a montanha Aoraki Mount Cook. Atualmente, cerca de 80% dos visitantes desses locais são estrangeiros.

Nova Zelândia

Cathedral Cove/Te Whanganui-a-Hei. Foto: Monique Renne | Melhores Destinos

Com a nova cobrança, o governo espera arrecadar cerca de 62 milhões de dólares neozelandeses por ano, valor que será destinado à conservação ambiental. A medida segue o movimento iniciado em 2019, quando o país passou a cobrar a Taxa Internacional de Conservação e Turismo (IVL).

Inicialmente, a taxa era de 35 dólares neozelandeses, mas no ano passado passou a 100 (algo em torno de R$ 324). A IVL é paga no momento da solicitação do visto eletrônico NZeTA, que também é pago e custa outros 17 dólares neozelandeses. Ambos podem ser feitos pelo site ou aplicativo oficial.

Ou seja, além do visto e da taxa de conservação, os turistas ainda terão que pagar para acessar determinadas atrações a partir de 2027.

Nova Zelândia

Aoraki Mount Cook. Foto: Monique Renne | Melhores Destinos

O anúncio da nova cobrança, no entanto, vem acompanhado de polêmica: ao mesmo tempo em que propõe a taxa de preservação, o governo também planeja flexibilizar concessões a empresas em áreas hoje protegidas, levantando o debate sobre a real intenção da medida.

Com informações do The Guardian.

O avanço da taxação no turismo

A Nova Zelândia não é a única a taxar turistas. Pelo mundo, cresce o número de destinos que fazem cobranças para reduzir o impacto da visitação em locais muito procurados.

Veneza. Foto: Camille Panzera | Melhores Destinos

Na Europa, cidades italianas, gregas e espanholas já adotaram diferentes medidas: de taxas para hospedagem em Veneza, limitação no número de cruzeiros na costa da Grécia, até restrições ao uso de carros na ilha de Ibiza.

Em Madri e Barcelona, protestos recentes chamaram a atenção para o impacto negativo do turismo de massa sobre a vida dos moradores. Em Barcelona, inclusive, uma das decisões mais comentadas foi “guerra contra o Airbnb”. O plano é que até 2028 o aluguel de apartamentos por temporada seja proibido.

Fernando de Noronha

Fernando de Noronha. Foto: Bruna Scirea | Melhores Destinos

No Brasil, o exemplo mais conhecido é o de Fernando de Noronha, onde os visitantes precisam pagar a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), atualmente no valor de R$ 101,33 por dia de permanência na ilha.


Taxas turísticas sempre geram polêmica. O que acha sobre a medida? Participe nos comentários!

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