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Prontas para decolar? Novas companhias aéreas brasileiras já têm nomes definidos – e uma pode estrear em junho!

Mateus Tamiozzo
19/01/2026 às 9:14

Prontas para decolar? Novas companhias aéreas brasileiras já têm nomes definidos – e uma pode estrear em junho!

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MOV Air e POP Linhas Aéreas. Esses devem ser os nomes de duas novas companhias aéreas de transporte de passageiros que podem estrear operações regulares no Brasil. A primeira surgirá a partir de uma iniciativa da Levu Air, enquanto a segunda será criada com a estrutura da Total Linhas Aéreas – ambas operam atualmente apenas no segmento de cargas.

No fim do ano passado, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o Brasil ganharia duas novas empresas de transporte de passageiros em 2026. Uma delas é justamente a Total, enquanto a segunda nasceria, de acordo com o ministro, pelas mãos de empresários do setor.

Desde então, pouco se falou a respeito. À época das declarações, Costa Filho disse apenas que as companhias aéreas terão um foco inicial no Nordeste e no Norte, onde há a “maior deficiência na malha aérea”. Agora, porém, já temos um pouco mais de evidências.

MOV Air: nova companhia aérea no Nordeste

As primeiras informações sobre a MOV Air datam de outubro do ano passado, quando detalhes iniciais foram compartilhados em um evento do setor empresarial em São Paulo. As conversas em torno do projeto, porém, teriam começado há pouco mais de dois anos e envolvem o governo do Piauí.

Na ocasião, Rodolpho Oliveira Santos, diretor-presidente do Aeroporto de Parnaíba e membro do Conselho de Administração da Levu Air, disse que a previsão era de que a MOV Air iniciasse operações até o fim do primeiro semestre deste ano. O prazo foi reafirmado pelo governo piauiense ao Melhores Destinos após questionamento feito nesta semana.

As informações públicas sobre a MOV Air acessadas pelo Melhores Destinos mostram que a empresa se apresenta como nascida no Piauí, mas com atuação regional. A operação deve incluir um centro de distribuição de voos (hub) no Nordeste e outro no Sudeste.

Vale ressaltar que o ministro de Portos e Aeroportos assegurou no ano passado que o governador do Piauí, Rafael Fonteles, então presidente do Consórcio Nordeste, vinha conversando com os governadores da região para apresentar uma proposta de criação de uma nova empresa de aviação regional.

Oliveira Santos mencionou que a MOV Air quer voar não só entre rotas dentro do Nordeste, mas chegar também a destinos como Brasília e São Paulo. A intenção, segundo ele, é que a nova aérea tenha 4,3% de participação de mercado em até cinco anos – um objetivo considerado “ousado” pelo executivo.

Frota inclui turboélices da ATR e jatos da Airbus

Em relação à frota, a MOV Air promete chegar ao mercado com mais de um tipo de avião. Um deles é o turboélice ATR 72-600, já usado pela Azul em rotas regionais e com capacidade para até 78 passageiros. Além disso, o Airbus A320, com lugar para cerca de 180 assentos e que opera em linhas mais movimentadas, também está nos planos.

Plano de frota da MOV Air (com um detalhe: a imagem usada na identificação do A320 é, na verdade, de um A330)

A empresa tem, ainda, a intenção de usar o DHC-6 Twin Otter, um modelo menor, para cerca de 20 pessoas, escalado para aeroportos pequenos e de demanda reduzida. É algo parecido com o que a Azul faz hoje por meio da Azul Conecta.

A Levu Air já tem um A321 cargueiro. Essa aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade suspenso, mas o Melhores Destinos apurou que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já liberou a retomada de operações com o avião, o que deve acontecer a partir de fevereiro.

Ao Melhores Destinos, o governo do Piauí também disse que as aeronaves para voos com passageiros ainda estão em “fase de negociação”.

Prazos apertados podem impedir estreia em junho

Mesmo diante de uma ideia que parece já estruturada, vale uma ressalva importante. Com a frota ainda a ser formalmente estabelecida e o processo de certificação na Anac pendente, o prazo pode ficar curto para que a MOV Air de fato faça a sua estreia em junho.

O órgão regulador da aviação civil estima que um processo de certificação para obtenção do COA (Certificado de Operador Aéreo) tenha duração mínima de 180 dias (seis meses). Isso depende, sobretudo, da agilidade da apresentação e precisão dos documentos e respostas da empresa requerente a solicitações, questionamentos e não-conformidades apontadas pela Anac. O trâmite é dividido em cinco fases.

A Anac confirmou ao Melhores Destinos que até o momento não há qualquer pedido de autorização ou certificação em andamento na agência.

MOV Air terá participação financeira do governo do Piauí

Tudo indica que ao menos o governo do Piauí terá uma atuação na MOV Air. Oliveira Santos mencionou que o Estado entrará com subvenções para a operação da nova companhia aérea, bem como atuará com um “sistema regulador” de compra e venda de passagens aéreas o que, segundo o executivo, vai “garantir uma demanda estável para lugares onde não havia demanda estabelecida”.

A “dobradinha” entre a MOV Air e o governo do Piauí deve obrigar a companhia aérea a garantir a operação contínua de “rotas aéreas específicas”. Além disso, deverá assumir um compromisso com tarifas acessíveis, “especialmente para passageiros cujas passagens são adquiridas pelo governo”.

O governo do Piauí confirmou ao Melhores Destinos que, junto com a Investe Piauí (entidade de atração de investimentos), já aportou recursos do Tesouro Estadual para apoiar a estruturação da MOV Air. O valor não foi informado.

Lembra dele? Germán Efromovich está no conselho da Levu Air

Registros oficiais da base de dados de empresas em um sistema do governo federal que consultamos nesta semana mostram que o empresário Germán Efromovich integra o Conselho de Administração da Levu Air. Não está claro quando ele passou a fazer parte do quadro, mas acredita-se que isso tenha acontecido em meados do ano passado e pode indicar que o executivo é uma das mentes por trás da criação da MOV Air.

Germán Efromovich é uma figura muito conhecida do empresariado latino-americano. Foi ele o responsável pela criação da companhia aérea OceanAir em 2002, e ainda nos anos 2000 comprou as operações da colombiana Avianca. Mais tarde, a OceanAir passaria a se chamar Avianca Brasil. A aérea encerrou operações no país em 2019 e teve falência decretada em 2020.

O empresário tem uma história movimentada que supera a aviação. Além de ter investido em outros setores, Germán e seu irmão foram presos, em agosto de 2020, na operação Lava-Jato sob a acusação de corrupção em contratos de uma das empresas da família com a Petrobras. Eles foram libertados três meses depois.

A nova tentativa de decolagem do empresário no setor aéreo não envolve apenas o Brasil. Na Argentina, por exemplo, Efromovich quer reativar a Avian Líneas Aéreas, também conhecida como Avianca Argentina, e que escapou da falência no fim da década passada. A empresa não tinha ligação com sua homônima colombiana.

POP Linhas Aéreas, um “filho” da Total

A Total, por sua vez, parece ter definido como se chamará a empresa que representará a sua operação comercial de passageiro: POP Linhas Aéreas. O nome foi divulgado recentemente pelo portal AeroIn com base em informações dos executivos da empresa de transporte de cargas.

A aposta da POP é atuar em rotas regionais geralmente “esquecidas” pelo setor. A companhia quer operar sob um modelo de “feeder” (uma espécie de “alimentador”) para as maiores companhias aéreas do país, como Azul, Gol e Latam.

A ideia é que a nova empresa, que ainda não tem data prevista de estreia, decole inicialmente com aeronaves ATR, mesmo tipo pretendido pela MOV Air para voos regionais. A estrutura da área de cargas deverá ser usada para as operações da POP.

A Total, aliás, promete uma reentrada no mercado de passageiros há alguns anos. Mais recentemente, a empresa chegou a afirmar que teria jatos da Embraer e até mesmo aviões da chinesa Comac para a nova operação. Até o momento, a Anac mantém em seus sistemas registros de reserva de matrículas para aviões da fabricante brasileira atribuídos à Total.

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