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Conta internacional Wise muda regras e taxas de saque: agora, só uma retirada grátis por mês

Cleverson Lima
20/02/2026 às 13:43

Conta internacional Wise muda regras e taxas de saque: agora, só uma retirada grátis por mês

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A conta digital internacional Wise está avisando os clientes que, a partir de 1º de maio de 2026, vai alterar as taxas de saque em caixas eletrônicos. As principais mudanças são a redução dos saques gratuitos, de dois para um por mês, mas sem limite de valor; e o aumento da taxa fixa a partir do segundo saque, de R$ 6,50 para R$ 20 e a eliminação da taxa variável de 1,75% por saque.

A mudança parece simples, mas o efeito no bolso depende muito do seu jeito de usar: quem faz poucos ou apenas um saque pode nem sentir, enquanto quem costumava dividir o dinheiro em duas ou várias retiradas tende a pagar mais.

Ou seja, dá para dizer que a mudança melhora para alguns perfis e piora para outros. Abaixo, te mostramos isso com dois cenários.

O que muda na prática?

Para facilitar, colocamos lado a lado as regras de saque da Wise: o que valia antes e o que passa a valer a partir de 1º de maio de 2026:

Regra Modelo antigo
Modelo novo (a partir de 1º/05/2026)
Saques grátis por mês Até 2 saques grátis 1 saque grátis
Limite mensal sem taxas Até R$ 1.400/mês
Não há limite de valor no saque grátis (o 1º saque pode ser de qualquer valor)
Taxa fixa após o gratuito R$ 6,50 por saque (a partir do 3º saque no mês)
R$ 20 por saque (a partir do 2º saque no mês)
Taxa variável 1,75% sobre o valor excedente ao limite mensal gratuito
Removida

Resumindo: melhorou ou piorou?

A mudança deixa a Wise mais vantajosa para quem concentra o saque em uma retirada grande (ou poucas retiradas de mais de R$ 800) – e menos vantajosa para quem fazia dois saques “normais” por mês (mesmo sem ultrapassar o limite antigo).

PIOROU para quem faz vários saques e valores “pequenos”

Exemplo: 2 saques de R$ 700 (total R$ 1.400 no mês)

  • Antes: pagava R$ 0 (dois saques grátis dentro do limite)
  • Agora: pagará R$ 20 (porque o 2º saque já é pago)

Para esse perfil, piorou. Você sai do “zero” para pagar uma taxa fixa relevante só por dividir o saque em duas vezes.

Fica ainda maior se você sacar valores pequenos, pois quanto menor for o valor, mais os R$ 20 de taxa fixa pesarão percentualmente sobre o saque.

MELHOROU para quem saca valores altos no mês (acima do limite antigo)

Já para quem saca valores altos, tende a melhorar, porque a taxa percentual (que cresce junto com o valor) foi substituída por uma taxa fixa.

Exemplo: 2 saques que somam R$ 4.000 no mês (por exemplo, R$ 2.000 + R$ 2.000)

  • Antes: pagava 1,75% sobre o excedente de (4.000 − 1.400 = 2.600) = R$ 45,50 (e ainda poderia haver taxa por saque dependendo da regra aplicada após estourar o limite)
  • Agora: paga apenas o 2º saque: R$ 20 (e R$ 20 a cada saque subsequente)


Querendo ou não, a mudança empurra o cliente para sacar menos – o que até combina com a realidade de viagem hoje nos destinos mais visitados pelos brasileiros. Na maioria dos países da Europa, nos Estados Unidos e no Chile, dá para resolver quase tudo no cartão, mesmo em pequenas cidades (recentemente,  até uma ambulante de rodoviária no Deserto do Atacama eu paguei com cartão!). Poucos lugares exigem dinheiro físico e alguns até abominam.

Mas claro: essa não é a regra e o saque se faz necessário em alguns países e situações de emergência. Por isso, vale ficar atento às regras para evitar pagar mais caro.