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Lufthansa cancela 20 mil voos na Europa com temores de escassez e alta no preço do combustível

Mateus Tamiozzo
22/04/2026 às 18:31

Lufthansa cancela 20 mil voos na Europa com temores de escassez e alta no preço do combustível

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O Grupo Lufthansa anunciou ontem que vai cortar 20 mil voos nos próximos seis meses por conta do aumento no preço do combustível de aviação e da possibilidade de escassez do produto. Os cancelamentos atingem a Lufthansa CityLine, cujas operações, que aconteciam dentro da Europa, foram totalmente encerradas.

A medida foi tomada no contexto da guerra no Oriente Médio, que causou o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã e por onde passa 20% da produção global de petróleo, e interrompeu o escoamento da commodity para várias partes do mundo, incluindo a Europa.

Segundo a Lufthansa, os cancelamentos permitirão à empresa economizar 40 mil metros cúbicos de combustível. A empresa alega que os cortes resultarão em uma redução de apenas 1% da disponibilidade de assentos por quilômetro e impactam rotas “deficitárias”.

Os primeiros 120 cancelamentos diários aconteceram na última segunda-feira, e, de acordo com a Lufthansa, os passageiros que ficaram sem voos já foram notificados. Até o momento, pelo menos três rotas já foram totalmente canceladas, que ligam Frankfurt a Bydgoszcz, Rzeszów (Polônia) e Stavanger (Noruega).

Europa em estado de alerta pela falta de combustível

Os cancelamentos da Lufthansa representam o capítulo mais grave da crise que envolve a falta de combustível de aviação e o aumento nos preços do produto. A Europa como um todo, porém, já se prepara para um agravamento da situação.

Na semana passada, o chefe da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), Fatih Birol, alertou que a Europa tem “talvez cerca de seis semanas de combustível de aviação restantes“. E complementou: “Posso dizer que em breve vamos ouvir notícias de que alguns voos de cidade A para cidade B podem ser cancelados como resultado da falta de combustível“.

A Lufthansa, de certa forma, segue os passos da companhia aérea escandinava SAS. A empresa afirmou, em março, que cancelaria 1.000 voos ao longo deste mês, mas ainda por conta do aumento no preço do combustível, e não por escassez. A Ryanair, por outro lado, avisou que está considerando cortar 10% de seus voos.

O Grupo Air France-KLM também já expressou preocupação e está elaborando planos para lidar com a possível escassez de combustível. Em outra frente, as companhias aumentaram novamente em € 50 os preços das passagens de ida e volta. Um acréscimo também de € 50 já havia sido feito no mês passado.

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Mateus Tamiozzo

Mateus Tamiozzo

Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.

Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!

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