De volta? Latam é autorizada a retomar voos domésticos na Argentina após 5 anos
De volta? Latam é autorizada a retomar voos domésticos na Argentina após 5 anos
O Grupo Latam está autorizado a operar voos domésticos na Argentina novamente. Em decisão publicada em seu Diário Oficial, o governo argentino atendeu a um pedido da companhia aérea e autorizou a retomada “sem limitação de rotas ou frequências”.
A empresa fechou a sua filial argentina em 2020 por causa da pandemia e da piora nas condições econômicas após 15 anos de operação. Quando saiu, deixou para trás 12 destinos domésticos. Em 2019, último ano completo de presença no país, transportou 3,1 milhões de passageiros.

A Latam, no entanto, não tem planos para o futuro imediato na Argentina. A companhia afirmou, por meio de nota, que “a solicitação aprovada, embora conceda a habilitação regulatória geral para possíveis novas rotas futuras, não implica a intenção de iniciar voos imediatamente em nenhuma rota específica, mas estabelece um marco mais ágil para futuras solicitações.”
Naturalmente, hoje a Latam tem apenas operações internacionais na Argentina. As aeronaves e tripulações são registradas nos países onde a empresa tem filiais com voos de/para a Argentina, como Brasil, Chile e Peru. A Colômbia e o Equador também são filiais da Latam, mas não contam atualmente com ligações diretas da companhia para solo argentino.
Segundo a plataforma Flightradar24, as viagens internacionais da empresa na Argentina partem de Buenos Aires, Rosário, Córdoba, Tucumán, Salta, Ushuaia e Mendoza.
Sindicato argentino de pilotos critica decisão
A Associação de Pilotos de Linhas Aéreas (APLA) da Argentina reagiu à decisão do governo. A agremiação afirmou que a autorização “representa um sério retrocesso para a aviação nacional, para o emprego no país e para a segurança operacional.”

O sindicato destaca que “permitir que uma companhia estrangeira realize voos de cabotagem com aeronaves de matrícula estrangeira, tripulantes estrangeiros, além de realizar manutenção e ter o controle operacional em seu país de origem, implica perda de controle e falta de rastreabilidade sobre uma atividade tão estratégica quanto fundamental.”
Por fim, a APLA diz que “a decisão coloca em risco numerosos postos de trabalho argentinos, enfraquece acordos coletivos, mina carreiras profissionais sólidas construídas ao longo de décadas e abre as portas para um modelo laboral precário, já conhecido na região, caracterizado pela flexibilização, terceirização e práticas antissindicais.”

Ainda não está claro se uma eventual retomada doméstica será com aeronaves e tripulações registradas nos outros países onde já mantém filiais ou se a companhia poderia, por exemplo, “reativar” a Latam Airlines Argentina.
As duas opções são possíveis, e vale lembrar que as aéreas low cost JetSmart e Flybondi operam alguns voos dentro da Argentina com aviões registrados em outros países, como o Chile.
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