Justiça aprova plano da Azul para sair da recuperação judicial e aporte de US$ 650 milhões
Justiça aprova plano da Azul para sair da recuperação judicial e aporte de US$ 650 milhões
A companhia aérea Azul fez novos avanços em sua recuperação judicial ao obter a aprovação da Justiça dos Estados Unidos para o seu plano de reorganização financeira. Agora, a empresa fica com o caminho livre para iniciar a solicitação dos votos dos credores para que a proposta seja aprovada.

O plano da Azul foi apresentado à Justiça em meados de setembro. A projeção do mercado financeiro é que a proposta seja votada em uma audiência em dezembro, o que marcaria os passos finais da empresa no processo de reestruturação financeira.
Além disso, a Justiça americana aprovou um aporte de US$ 650 milhões, que ajudará a Azul em seu processo de capitalização. Esse valor se soma aos cerca de US$ 300 milhões que deverão ser investidos por American Airlines e United Airlines, o que totaliza os US$ 950 milhões apresentados pela Azul no plano enviado à Justiça em setembro.
Azul em recuperação judicial
A Azul entrou em recuperação judicial no fim de maio deste ano, com dívidas bilionárias que se tornaram insustentáveis e fizeram a empresa recorrer à proteção da Justiça contra falência.

Um dos destaques do processo até agora tem sido a devolução de aeronaves, que já chegou a 20. A ideia da empresa é se desfazer de 35% de sua frota futura – esses aviões, segundo a Azul, já estavam fora de operação. Antes, em março, a empresa anunciou o corte de operações em 14 destinos, e tem reduzido a sua frequência de voos em determinadas rotas.
Em julho, a companhia comunicou que estava se desfazendo também de dois Airbus A330-900neo, modelo usado em voos de longa distância, sobretudo internacionais. Esses aviões eram muito criticados por não terem o padrão de conforto da Azul.

Em termos financeiros, a principal aprovação em favor da Azul foi de um empréstimo de US$ 1,6 bilhão, que estava nos planos da companhia aérea desde o início da recuperação judicial. Além disso, a empresa economizou US$ 1 bilhão a partir de um acordo com a arrendadora de aeronaves AerCap.
No fim de outubro, a empresa afirmou que espera sair da recuperação judicial em fevereiro de 2026, com um nível de endividamento menor do que o previsto quando iniciou o processo.
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