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5 dias em Istambul: Roteiro e dicas da maior cidade da Turquia

Redação
Redação
06/09/2018 às 17:20

5 dias em Istambul: Roteiro e dicas da maior cidade da Turquia

Istambul é um lugar especial, desses que conquistam a gente à primeira vista. A maior cidade da Turquia tem de tudo um pouco e agrada os apaixonados por história, arquitetura, gastronomia e compras. Nossas leitoras Luiza Machado e Tatiana de Moraes (@mundoparaduas) foram conferir de perto a única cidade do mundo situada entre dois continentes e compartilharam com a gente um roteiro imperdível, confira!

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Roteiro em Istambul

Por Luiza Machado e Tatiana de Moraes / Instagram @mundoparaduas

Dois mil e setecentos anos de história. Mais de treze milhões de habitantes. Uma cidade que existe desde 667 a. C. e já esteve sob domínios grego, romano e otomano. Claro que um lugar assim oferece uma programação intensa (e extensa) para os visitantes! Istambul é histórica, moderna, vibrante e interessante – e não poderia deixar de ser, já que tem influência de diversas culturas e é a única cidade no mundo que marca presença em dois continentes: Europa e Ásia.

É daqueles lugares em que dá vontade de ficar durante muitos dias, até semanas… Mas como a maioria dos viajantes não tem esse tempo todo para uma só cidade, a gente selecionou os programas imperdíveis em um roteiro de cinco dias pela incrível metrópole, que inclusive é uma das maiores do mundo e uma das Capitais Europeias da Cultura, título ganhado em 2010 (merecido, afinal, Istambul tem muita história).

Aliás, falando em história, você sabia que Istambul já teve o nome de Bizâncio (na época da fundação pelos gregos), de Constantinopla (com certeza você ouviu muito esse nome nas aulas de história, né? Os romanos que a batizaram assim). Depois foi a vez dos otomanos dominarem a região, chamando-a de Istambul. Hoje, a cidade continua sendo disputada – mas desta vez, pelos turistas. Se você é um desses e está planejando uma viagem à mais famosa cidade turca, mas não tem muito tempo, dê uma olhadinha nesse roteiro com as principais atrações e sugestões de programas alternativos que vão deixar Istambul ainda mais encantadora!

Dia 1 – Desvendando a cidade histórica

(Hipódromo, Mesquita Azul, Museu de Arte Turca e Islâmica, Cisterna da Basílica e Hagia Sofia)

Obelisco no Hipódromo

Passear por Sultanahmet, o bairro histórico de Istambul, é voltar ao tempo e se perder pela história da cidade. O bom é que é tudo pertinho e ir a pé é a melhor maneira de conhecer as atrações – que são muitas! Depois de tomar um reforçado café da manhã turco (se tem uma coisa que turco gosta, é comer. Prepare-se para refeições bem servidas – e super gostosas), coloque um sapato confortável e se perca pelas ruas cheias de ladeiras e encantos.

Uma dica é começar pelo Hipódromo, um museu a céu aberto que, na época do Império Romano, foi um centro cultural onde aconteciam vários eventos, por exemplo, corridas de bigas (carroças puxadas por cavalos). Monumentos importantes, como o Obelisco Egípcio e a Coluna de Serpente, ficam lá.

Em frente ao Hipódromo, fica a Mesquita Azul, a mesquita mais importante da cidade e muito procurada por muçulmanos. É a única na cidade com seis minaretes (torres de onde se ouve o Adhan, citação do Alcorão cantado em alto falante, uma espécie de “chamada” para oração). A mesquita é enorme e é possível visitar a parte interna, além do pátio. Boa notícia: a entrada é de graça e eles fornecem acessórios exigidos para entrar, como véu.

Mesquita Azul

Bem pertinho da mesquita, atravessando o Hipódromo em direção ao Obelisco Egípcio, fica o Museu de Arte Turca e Islâmica. Um convite para o visitante entrar no mundo árabe e perceber os detalhes artísticos dessa cultura que dominou uma parte do mundo. São peças de cerâmica, castiçais, luminárias, esculturas e até as primeiras cópias do Alcorão estão lá – algumas pintadas a ouro. Segundo o governo turco, o museu guarda ainda a mais rica coleção de tapetes – e realmente, a seção é enorme e maravilhosa. O ingresso custa 25 liras turcas e o museu abre todos os dias, das 9 às 17 horas.

Depois dessa volta ao tempo pelo islamismo, que tal uma volta ao tempo do Império Bizantino? A Cisterna da Basílica, construída no ano 532 d.C. no subsolo do hipódromo, tinha capacidade para 100 milhões de litros de água. O passeio é rápido e os visitantes conseguem caminhar entre as colunas de mármore – algumas têm até esculturas em estilo romano, como medusas. Aberto todos os dias, das 9h às 18h30 (verão) e das 9h às 17h30 (inverno). O ingresso custa 20 liras turcas.

Seguindo um pouco à frente da cisterna, fica a interessante Santa Sofia, ou Hagia Sofia. Fundada inicialmente como uma catedral, foi transformada pelos otomanos em uma mesquita. Depois da construção da Blue Mosque, a Santa Sofia sofreu uma nova transformação e virou um museu bem excêntrico. Isso porque preserva mosaicos de figuras cristãs, como Jesus Cristo, João Batista e Santa Maria, e painéis com escritos islâmicos, como “Allah” em árabe. Uma harmônica mistura religiosa pouco vista em outros países. O ingresso custa 40 liras turcas. Aberto todos os dias, das 9 às 19 horas (verão) ou das 9 às 17 horas (inverno).

Interior da Hagia Sofia

Tá, esse dia está cheio de programações, a gente sabe. Mas é tudo perto e você não vai gastar mais do que 15 minutos andando de um lugar até o outro. Podemos dar só mais uma ideia? Depois de todo esse tour, relaxe em um banho turco! Em Sultanahmet, ficam alguns dos mais recomendados, como o Çemberlitas Hamam (um dos mais antigos da cidade, construído em 1584), Cagaloglu Hamam e o Ayasofya Hürrem Sultan Hamam. Os preços são salgadinhos (em média, uns 350 reais, mas vale cada centavo). Depois de um dia cansativo, você merece! 🙂

Dica: em Sultanahmet, descobrimos um restaurante com comidas super gostosas a preços bem amigáveis (em média, os pratos principais custam 25 liras turcas). O Çesme fica na rua Küçük Ayasofia e tem uma variedade enorme de pratos turcos.

Experimente o famoso Iskender (apelidado de Alexandre), delicioso kebab em cima de cubos de pão ao molho de tomate com iogurte. Simplesmente maravilhoso!

Transporte: Para ir até essas atrações, você poder usar o metrô de superfície (T1 – estação Sultanahmet) ou pegar o ônibus TB2 e descer no ponto Sultanahmet Square.

Dia 2 – Um dia de sultão

(Palácio Topkapi, Parque Gülhane, Museu Arqueológico de Istambul e Museu Chora)

Um dos principais pontos turísticos de Istambul, além da Hagia Sofia, é o Palácio Topkapi, construído entre 1460 e 1478. Era sede do Império Otomano e residência do Sultão e de suas famílias (sim, eles realmente tinham muitas mulheres e todas moravam no mesmo lugar, o harém). Hoje, é um dos maiores palácios-museus do mundo, com um acervo de mais de 300 mil documentos otomanos, além de tapetes, cristais, pratarias, cerâmicas, joias (incluindo um diamante de 86 quilates e uma armadura de diamantes de Mustafá III), entre outros – todas essas preciosidades foram guardadas durante os 500 anos do Império Otomano. Por isso, é bom reservar uma manhã inteira para visitar tudo com calma.

Palácio Topkapi

O complexo é dividido em partes: são quatro jardins diferentes, com mesquitas, construções imponentes e muita coisa interessante. Para ficar mais fácil se programar, a gente selecionou os principais pontos: no primeiro jardim, ficam a Igreja de Santa Irene (ingresso separado, 20 liras turcas) e o Portão Imperial; no segundo, ficam a Seção de relógios, a Torre da Justiça e as cozinhas do palácio; no terceiro, estão as Relíquias sagradas e o hall dos retratos dos sultões, além de diversos dormitórios; no quarto, o Terraço de mármore e a Torre Gülhane Kapisi.

Um dos pontos altos do tour pelo palácio é visitar o Harém, onde moravam as esposas, os filhos e as chamadas concubinas (mulheres que moravam com o sultão, mas não eram oficialmente casadas com ele). Cada uma tinha seu próprio quarto e, segundo relatos, havia muito ciúme e briga para ser a esposa preferida. A entrada para o harém é comprada separadamente por 25 liras turcas. O ingresso apenas para o museu (Harém e Igreja de Santa Irene não inclusos) custa 40 liras turcas. Horário de abertura: das 9h às 16h45 (inverno) e das 9h às 18h45 (verão).

Depois de toda essa caminhada pelo imenso palácio, a gente tem uma sugestão alternativa de programação: ao lado do Topkapi, fica o Parque Gülhane (entrada gratuita), cheio de árvores, bancos e uma grama bem cuidada, ideal para um piquenique. Os restaurantes da área são mais caros que a média, então vale a pena parar por lá, estender uma canga e fazer um lanche antes de continuar o passeio. Um bom jeito de dar um check em outra atração (o parque é lindo!) e reabastecer as energias para continuar o tour.

Parque Gülhane

Próxima parada: Museu Arqueológico de Istambul, que fica entre o primeiro jardim do Palácio Topkapi e o Parque Gülhane. O complexo é dividido em três partes: o pavilhão arqueológico, que ostenta um acervo de mais de um milhão de peças de povos egípcios, gregos, romanos e fenícios (entre outros), incluindo preciosidades mundialmente conhecidas, como o Sarcófago de Alexandre; o Museu de Antiguidades Orientais, que concentra peças das regiões de Anatólia, Egito, Arábia e Mesopotâmia (não deixe de ver a coleção de tabuletas dos faraós egípcios); e o Museu do Quiosque Esmaltado, que guarda uma acervo de cerâmicas e porcelanas. Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 17h. Ingresso: 20 liras turcas. Para visitar todas as atrações do dia até aqui, é só pegar o metrô de superfície (T1, estação Sultanahmet) ou ônibus TB2 e descer no ponto Sultanahmet Square.

Se você adora antiguidades e ainda não se cansou do rolê, uma boa pedida é visitar o Museu Chora. O espaço, construído provavelmente nos anos 500 a.C (a datação não é específica), inicialmente funcionava como igreja. Depois foi transformado em mesquita e hoje é um museu considerado uma joia de Istambul. No acervo, estão mosaicos e pinturas que relatam a vida de Jesus Cristo e de Maria – a arquitetura e as decorações em mármore são atrações à parte. O museu funciona todos os dias, das 9h às 16h30. O ingresso custa 30 liras turcas. A localização é um pouco mais afastada, mas vários ônibus passam por lá, como as linhas 28, 31E, 32, 35D, 36A e 75M).

Dia 3 – Dia de barganhar

(Grand Bazaar, Mercado de Especiarias, Mesquita Süleymaniye e Arasta Bazaar).

É quase impossível ir à Turquia e não querer fazer umas comprinhas. Então, separe aquele bom e velho espaço no fundo das bagagens, ou até mesmo uma mala extra, e prepare-se para conhecer um dos maiores e mais antigos mercados cobertos do mundo.

O Grand Bazaar ou Kapali Çarsi, criado no século 15, tem quatro entradas principais (e outras menores) que vão te levar aos 60 corredores e 5 mil lojas, com os mais variados produtos turcos que você possa imaginar: tapetes, joias, souvenires, doces, tecidos diversos, narguilés, roupas, luminárias de mosaicos coloridos, bolsas, artesanatos, cerâmicas, lenços, peças de cobre e metal, artesanato em pedras típicas da região, jogos de tabuleiro, antiguidades e muita coisa interessante relacionada à cultura do país.

Além dessa infinidade de opções para encher a sacola, o mercado também tem cafés, restaurantes, mesquitas e lojas de câmbio, que aliás, têm as melhores cotações da cidade para troca de euro ou dólar. Fica a dica!

O Grand Bazaar fica no bairro de Eminönü e é possível chegar até lá através do metrô de superfície. A estação mais próxima é a de Beyazit, mas se você já estiver pela região histórica de Sultanahmed, fica fácil ir a pé com uma caminhada média de 15 minutos. O horário de funcionamento é de segunda a sábado (exceto feriados), das 9h às 19h.

Ah, outra coisa: sabe aquela famosa história que turcos são ótimos vendedores? Aqui você pode negociar, claro, mas acredite, a lábia deles é boa. Talvez não seja tarefa fácil conseguir um preço bem diferente do inicial, mas negociações fazem parte da tradição – use seu poder de barganha e boas compras!

Outra feira imperdível da cidade é o Mercado de Especiarias ou Mercado Egípcio, que também fica no bairro de Eminönü. Você pode caminhar até o Grand Bazaar em poucos minutos. A estação mais próxima é a Eminönü, pertinho da ponte de Gálata.

Seus dois grandes corredores com aspecto organizado e lojas padronizadas oferecem uma infinidade de temperos típicos e bem diferentes dos que encontramos no Brasil, além de milhares de frutas secas, doces e chás. Chegando lá, você vai encontrar uma incrível mistura de cheiros, cores e sabores. Então, entregue-se aos seus sentidos e às degustações oferecidas pelos comerciantes e descubra o prazer da culinária turca! 🙂

Aliás, para quem curte um chá, este é o lugar certo. A Turquia é o país que mais consome o famoso Çay no mundo – em média até 5 vezes por dia – e acredite, eles tomam chá quente (sim, quente!!) até na praia, acompanhado por uma boa porção de batatas fritas.

Difícil é resistir a tantos doces deliciosos e tradicionais da região. Aqui o Lokum ou manjar turco (um tipo de goma feita de amido de milho, açúcar e água, cortada em cubinhos e coberta com açúcar de confeiteiro) lidera a diversidade de sabores nas prateleiras. Além dele, a baklava (feita de massa folhada) e a tulumba (parecida com um mini churros) também são protagonistas das delícias. Este lugar é realmente um perigo para quem está de dieta.

Lokum, o famoso doce turco

Uma dica para quem vai colocar os bazares como roteiro da cidade é: separe um tempo e dê também uma caminhada pelas ruas ao redor dos mercados. Elas são cheias de lojas que podem complementar aquilo que não vimos dentro dos mercados e com preços às vezes até mais baixos. Muito movimentadas, chegam a lembrar a nossa querida 25 de Março paulistana. Vale a pena checar!

Ainda na região de Eminönü, você pode visitar a Mesquita Süleymaniye, construída no século 16 por um dos mais poderosos sultões otomanos da época, o sultão Süleyman l (Solimões I). Ela fica perto dos bazares e é um pouco menos badalada que a Mesquita Azul, mas não deixa nada a desejar por toda sua imponência. Para chegar até lá, é preciso disposição, pois a ladeira pode ser um pouco cansativa, mas não se preocupe, porque o cansaço é totalmente compensado pela vista maravilhosa da cidade lá de cima, além do lindo jardim ao redor que pode te ajudar a recuperar o fôlego. Mas fique ligado nos horários das orações, quando a entrada é permitida somente aos muçulmanos.

Para fechar o dia das compras, se você não estiver cansado de tanto mercado, uma opção interessante, mais alternativa e menos frequentada pelos turistas é o Arasta Bazaar. Localizado na região de Sultanahmed e com apenas um grande corredor de lojas ao ar livre, é uma boa opção para quem procura artigos de banho (na Turquia, casas de banho fazem parte da tradição), além de outros produtos facilmente encontrados nos bazares mais populares, como cerâmicas, tapetes, joias, luminárias, doces…

Depois de um dia intenso de caminhadas e sacolas cheias, por que não sentar em um típico bar/restaurante e relaxar tomando o diferente café turco, uma cerveja local, chá de maçã ou até mesmo o tradicional Ayran (bebida gelada e salgada, feita à base de iogurte)? Aos amantes do narguilé, nesses lugares não faltam opções de essências variadas. Por aqui a galera adora um jogo de tabuleiro, como gamão e xadrez, e combina tudo isso (bebidas + narguilé + jogos) de uma só vez. Um bom lugar para curtir o fim do dia de uma maneira divertida e bem turca é o recomendado Serbethane Cafe & Restaurant, ao lado do Arasta Bazaar.

Dia 4 – Europa e Ásia em um só lugar

(Estreito e Ponte de Bósforo, Ortaköy, Mesquita de Ortaköy e Palácio Dolmabahçe)

Que tal estar entre dois continentes ao mesmo tempo? Istambul é a única cidade do mundo onde essa façanha é possível. Basta atravessar a Ponte de Bósforo, que liga a Europa à Ásia. Com aproximadamente 1,5 km de extensão, ela une Ortaköy (lado europeu) a Beylerbeyi (lado asiático), e você ainda pode fazer passeios de barco pelo estreito de Bósforo até chegar ao Mar Negro, observando essa cidade linda por outros ângulos.

Ponte de Bósforo

Algumas empresas oferecem cruzeiros em barcos privados com certas regalias como almoços, jantares, bebidas e serviços de guia turístico – nesse caso, o preço pode ser mais salgado – encontramos de até 100 euros por pessoa. Opções mais simples também são possíveis nos terminais de balsa, e o preço pode variar entre 10 e 20 liras turcas (duração de até 2 horas de passeio). Ali o tráfico na água é intenso, há navios que funcionam todos os dias como transporte de milhões de pessoas que moram/trabalham nos dois lados da cidade.

Caso esses passeios aquáticos não sejam o seu foco, você pode observar a Ponte de Bósforo dando uma volta pelo charmoso bairro de Ortaköy, cheio de ruazinhas decoradas, feirinhas e souvenirs. Ali tem também muitos restaurantes, sorveterias, cafés e bares legais para beber ou comer algo, e claro, aproveitar a vista.

Mesquita Ortaköy e Ponte de Bósforo ao fundo

Vale colocar no check list da região outros dois pontos turísticos super interessantes: a Mesquita de Ortaköy (Büyük Mecidiye Camii), localizada na pracinha simpática à beira do Estreito de Bósforo, e o incrível Palácio Dolmabahçe. Construído no século 19, com uma mistura variada de estilos arquitetônicos europeus, Dolmabahçe é o maior palácio da Turquia, com uma área de 45 mil metros quadrados, 285 quartos, 44 salões, 68 banheiros e 6 banhos turcos. Pense em um lugar enorme e repleto de histórias!

Lá viveram muitos sultões da era otomana com suas famílias e parentes próximos. Foi também usado como residência pelo primeiro e tão aclamado presidente do país, Atatürk. Depois da morte do líder, o lugar foi convertido em museu. Vale demais conferir a dimensão da ostentação dos sultões daquela época! O palácio é aberto das 9h às 16h, exceto às segundas e quintas-feiras, e a entrada custa 60 liras turcas. Ah! Eles oferecem um áudioguia sem custos adicionais para quem quiser aprender mais sobre o lugar, mas as fotos… Só da porta para fora. Infelizmente é proibido fotografar ou filmar o interior do palácio.

Para chegar à região de Ortaköy e curtir todas essas atrações, você pode pegar o metrô de superfície e descer na estação de Kabatas, depois seguir a pé até o destino final (média de 30 minutos de caminhada) ou então, se andar não for muito seu forte, existem vários ônibus que passam perto da estação de Kabatas e levam até Ortaköy (linhas 22, 22RE, 25E, 40, 40T e 42T).

Dia 5 – Onde o ar antigo encontra a modernidade

(Torre de Gálata, Museu de Arte Moderna, Istiklal Caddesi, Praça Taksim e Cihangir)

Você já descobriu a parte histórica da cidade. Que tal dar um pulo no centro comercial e mais moderno de Istambul? O bairro Taksim, um dos mais boêmios, é cheio de galerias de arte, lojas, restaurantes, cafés… Ruas charmosas e com muita street art. Mas tem história também.

Você pode começar a explorar o bairro pelo Museu de Arte Moderna, ou Istambul Modern, que tem uma imensa coleção de obras de artistas turcos (e alguns estrangeiros) do fim do século 19 ao século 21. O prédio é imenso (8 mil metros quadrados) e os dois pisos são dedicados a exposições de arte moderna e contemporânea. Em cima, tem um café com uma vista linda para a cidade. Os ingressos custam 25 liras turcas. Horário de funcionamento: terça, quarta, sexta e sábado, das 10h às 18h; quintas, das 10h às 20h; domingos, de 11h às 18h. (Transporte: metrô de superfície, estação Karaköy).

Torre de Gálata

Depois do rolê pelo museu, ande umas duas ruas no sentido norte e você vai ver a Torre de Gálata, um dos pontos históricos de Istambul. Foi construída para defesa, mas acabou sendo usada também como observatório astronômico e prisão de “inimigos” em tempos de guerra. A vista lá de cima é uma das melhores – dá para ver tanto o lado europeu quanto o lado asiático da cidade, além do Estreito de Bósforo, claro. Para subir (tem elevador, ufa!), o visitante paga 25 liras turcas. Horário de abertura: todos os dias, das 9h às 20h. Dica: vá durante o pôr do sol, vale a pena!

De lá, volte ainda mais ao tempo em um dos sistemas mais antigos de metrô do mundo, o Tünel. O simpático “bondinho” sobe a avenida Istiklal Caddesi, famosa pelas centenas de lojas, cafés, restaurantes e docerias (boa notícia: é uma rua só para pedestres). O Tünel é uma boa opção para quem curte passear em um trem histórico e não quer subir a enorme avenida a pé. Se você prefere ir no seu ritmo, conhecendo as lojas, temos uma dica: no caminho, experimente o Lokum, doce turco facilmente encontrado na Istiklal – aliás, as confeitarias sempre oferecem degustações, uma boa desculpa para descansar um pouquinho. 🙂

O ponto final do Tünel é a Praça Taksim, considerada o coração da parte moderna de Istambul. Foi o ponto do distribuição de água da cidade por séculos, e hoje abriga o Monumento ao Aguador e o Monumento à República. Lá tem ainda um parque bem aconchegante para dar aquela relaxada. Se estiver com fome, dê uma parada no Falafel House, um restaurante bom e barato.

Depois de todo esse rolê, passe pela rua Cihangir, cheia de bares descolados e cafés alternativos, e pare para descansar um pouco e tomar alguma coisa (já experimentou o turkish coffee, o café turco? Esse é um bom lugar para isso). Ah, se você quiser aproveitar o embalo e curtir a vida noturna de Istambul, você já está no lugar certo – Taksim é cheio de festas e boates que movimentam a cidade todas as noites.

Dicas

– Assim como em várias cidades europeias, em Istambul os visitantes podem comprar um cartão que dá passe livre para diversas atrações. O Museum Pass Card custa 125 liras turcas e pode ser usado em 120 horas (5 dias). Dependendo do número de museus que você quer visitar, o cartão pode economizar algumas liras no seu bolso. Mais informações em www.muze.gov.tr. Existe ainda uma outra opção de passe, o Istanbul Tourist Pass, mas o preço é mais salgado: começa em 85 euros.

– Para os fãs de arte, em Taksim ficam várias galerias. Se você quiser explorar esse lado da cidade, a gente tem uma listinha de espaços bem bacanas para visitar durante o caminho: Galerist, Gallery Nev in Istanbul, Arter e Taksim Sanat Galerisi.

– Em relação aos horários de abertura das atrações: o período que os museus chamam de Summer Season (verão) vai de 15 de abril a 30 de outubro; Winter Season (inverno) vai de 31 de outubro a 14 de abril.

– Valor da Lira Turca quando o post foi publicado: R$ 0,63. Confira o câmbio atualizado.


Agradecemos à Luiza e a Tatiana pelo belíssimo roteiro! E você, gostaria de compartilhar sua viagem com a gente? Envie seu relato com fotos para o e-mail convidado@melhoresdestinos.com.br !