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Como foi a minha passagem pela imigração em Paris

João Goldmeier
João Goldmeier
31/08/2021 às 5:01

Como foi a minha passagem pela imigração em Paris

Quem acompanha o Melhores Destinos no Instagram pode ver que estive nas últimas semanas em uma viagem pela França e Suíça, para mostrar em primeira mão como está a reabertura destes países, novas regras sanitárias e principais atrações turísticas.

Da viagem, logo subi o post com a avaliação da classe econômica premium da Air France que me levou do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, até Paris, no Aeroporto Charles de Gaulle, principal porta de acesso à capital francesa.

Naquele post a principal pergunta nos comentários foi sobre a minha passagem pela imigração francesa. Então, antes de mais nada, vamos relembrar quais são os requisitos sanitários para os brasileiros poderem viajar para França:

  • Maiores de 18 anos devem apresentar comprovante de vacinação completa há pelo menos 7 dias se das vacinas AstraZeneca, Covishield, Moderna ou Pfizer-BioNTech ou 28 dias se da vacina Janssen – até o momento a Coronavac não é aceita pela França;
  • Menores de 12 a 17 anos devem apresentar teste RT-PCR realizado até 72h antes da partida;
  • Menores com menos de 12 anos não precisam apresentar nada, apenas estar acompanhados dos seus pais ou representantes legais vacinados;
  • Apresentar “declaração de honra” que não teve contato com nenhuma pessoa infectada por Covid-19 ou apresenta sintomas associados à doença.

Além disso, continuam valendo as regras ordinárias de fronteiras de antes da pandemia:

  • Apresentar seguro saúde com cobertura mínima para 30.000 euros;
  • Apresentar a passagem de saída;
  • Apresentar reserva da hospedagem;
  • Apresentar meios para se manter durante a estada.

Sabendo da situação e tendo lido relatos sobre a imigração estar mais seletiva nesta reabertura, eu levei todos os documentos impressos, comprovante de vacinação em inglês emitido pelo ConecteSUS e ainda comprovante de vínculo com o Brasil (holerite).

A primeira mudança desta viagem foi ainda no Brasil: no check-in a Air France pediu para ver o comprovante de vacinação. A companhia também exige que a máscara usada a bordo seja cirúrgica.

Durante o voo o uso da máscara é obrigatório em todos os momentos, exceto nas refeições. Fora isso o voo foi bem normal, com serviço de bordo tradicional com jantar e café da manhã.

Ao chegar à França, confesso que estava um pouco apreensivo. Apesar de ter alguns anos viajando por aí, essa seria uma primeira vez entrando na Europa depois do início da pandemia – e eu não falo francês.

Na chegada à imigração os viajantes são separados em duas filas: os que vem de países da lista vermelha, como é o caso do Brasil, têm um fila separada.

Essa foi a única foto que eu tirei do local, já que fotos ali não são permitidas, mas dá pra ver bem as duas filas, sendo a da esquerda dos países da lista vermelha – sem o menor distanciamento social.

Durante a espera foi possível usar o wi-fi grátis do aeroporto, o que além de ajudar a passar o tempo, é sempre algo que trouxe alívio, pois sabia que num caso extremo poderia acessar a rede para procurar algum documento, fazer uma tradução na hora ou pedir ajuda.

Quando chegou a minha vez, estava com um calhamaço de papéis na mão, passaporte na outra, o qual entreguei para a oficial de imigração. Dei bom dia em francês, uma das únicas coisas que sei falar no idioma. E foi só, não sei nem como é a voz da oficial que me atendeu, ela carimbou o passaporte e me entregou de volta. Pois é, sinto desapontar quem esperava por uma sabatina sem fim.

Esse será o padrão adotado agora? Absolutamente não! Imigração sempre foi um pouco sorte, do oficial que te atende, como foi o dia dele, se ele tem outras preocupações (como algum passageiro específico que eles estão aguardando). Um amigo que esteve por lá duas semanas antes e pediram absolutamente tudo pra ele.

Então a dica permanece válida: esteja preparado com toda documentação que eu listei acima. E bon voyage!


Passou pelo Aeroporto Charles de Gaulle recentemente? Como foi a sua experiência? Comente!