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Como é passar pela imigração nos Estados Unidos após a reabertura?

Sandro Kurovski
Sandro Kurovski
25/11/2021 às 5:19

Como é passar pela imigração nos Estados Unidos após a reabertura?

Com a flexibilização das regras para entrada de turistas brasileiros nos Estados Unidos , muitos viajantes decidiram fazer as malas e embarcar rumo à América do Norte, seja para rever familiares, fazer compras, ou apenas para passear por destinos queridos como OrlandoMiami e Nova York.

As companhias aéreas, inclusive, aumentaram a frequência de voos para dar conta da grande procura por assentos (muitas pessoas ainda tinham passagens pendentes para remarcar) e os aviões têm decolado com lotação máxima depois de quase dois anos de viagens restritas.

Além de dúvidas sobre o que é necessário para viajar para os EUA agora e de onde fazer teste grátis para Covid-19 nos EUA antes de voltar para o Brasil, muitos leitores têm perguntado sobre como está sendo passar pela imigração na chegada ao país. No início de novembro estive em Miami e meu colega Leonardo Cassol em Nova York, justamente para acompanhar a reabertura, e compartilhamos aqui nossas experiências na imigração nessas cidades:

Tempo de espera na Imigração nos EUA

Miami

Miami é uma das principais portas de entrada para brasileiros que viajam aos EUA, principalmente por concentrar o maior parte dos voos entre os dois países e ter boas ofertas de passagens. Além disso, Miami é a cidade norte-americana mais próxima geograficamente do Brasil, o que torna a viagem mais curta.

Com a reabertura das fronteiras para turistas estrangeiros vacinados não foram só os brasileiros que resolveram desembarcar em peso na Flórida. Outras 30 nacionalidades também tiveram sua entrada facilitada em novembro, o que aumentou consideravelmente o fluxo de passageiros por lá.

Para se ter uma ideia, o último domingo (21) foi o segundo dia mais movimentado de toda a história do aeroporto de Miami, segundo o The Next Miami. Então já dá para imaginar o tamanho da fila da imigração.

Meu desembarque no aeroporto de Miami foi pela manhã, período que costuma ser bastante movimentado. No mesmo horário também chegaram outros dois voos, totalizando mais de 900 pessoas na fila.

Para agilizar o processo, funcionários dividiam os passageiros em filas menores em frente aos 38 guichês de atendimento, mesmo assim levou uma hora e meia até que chegasse minha vez. Diferente da experiência que o Cassol teve em Nova York.

Para quem fica em Miami ou segue por terra para outros destinos na Flórida a espera não chega a ser um problema, mas passageiros em conexão devem ficar atentos na hora de reservar as passagens aéreas. Conexões com menos de 3 horas em Miami são sinônimo de fortes emoções e correria pelo terminal.

Tudo bem que a companhia aérea pode remarcar o voo sem custo caso você se atrase devido à demora na imigração, mesmo assim o transtorno pode ser grande, principalmente se não houver vagas nos voos seguintes ou caso a espera até a próxima partida seja bem longa.

Caso sua intenção seja fazer algum voo interno – comprado separado – o intervalo de conexão deve ser ainda maior, já que nessa situação perder o voo significa ter que comprar outra passagem de última hora no aeroporto, muito mais cara.

Nova York

Nova York é outra importante porta de entrada para brasileiros nos Estados Unidos, principalmente nos aeroportos Kennedy (JFK), que conta com voos diretos do Brasil da Latam, Delta e American Airlines, e Newark (EWR), que conta com voos diretos da United e foi por onde eu entrei no último dia 10 de novembro, dois dias após a reabertura.

O check-in da United no Brasil estava bem cheio e o atendimento demorou um pouco mais do que o normal, por conta da conferência da documentação, em especial a comprovação de vacina e o teste negativo de Covid. Eles checaram e colocaram um selinho no passaporte indicando a conferência, além de uma mensagem no cartão de embarque indicando “travel ready” (liberado para voar). Passageiros em conexão de outras cidades do Brasil eram chamados no portão de embarque para uma nova conferência de documentos e troca do cartão de embarque.

Vale lembrar que as companhias aéreas americanas permitem que se faça o envio prévio desses comprovantes pelo aplicativo ou site para habilitar o check-in online. Ajuda a ganhar tempo e foi o que eu fiz no meu voo de volta para o Brasil. Mas se não é o seu caso, chegue mais cedo!

O meu voo da United pousou minutos antes das 5h em Newark, junto com outros dois voos grandes, um vindo da Índia e outro de Israel. Apesar disso, tinham muitas posições de atendimento funcionando e o processamento das centenas de passageiros foi rápido. Eu levei menos de 10 minutos na fila. Quem demorou um pouco mais para sair do avião deve ter levado uns 30-40 minutos (tinha um conhecido meu que entrou no fim da fila e foi o tempo que ele esperou), mas não mais do que isso.

Documentação e passagem pela imigração

Para entrar no EUA as exigências continuam as mesmas: é necessário ter passaporte e visto americano dentro da validade, passagem de volta, comprovante de hospedagem e recursos para se manter no país durante sua estadia. As novidades ficam mesmo por conta do comprovante de vacinação e teste negativo para Covid-19, que devem ser apresentados ainda no Brasil, ao fazer o check-in.

Miami

Na imigração em Miami foi feita uma foto e precisei apresentar o passaporte e o visto. Nenhum outro documento foi solicitado, apesar da Latam ter pedido para preencher dois formulários no check-in no Brasil (que ficaram comigo) eles não foram utilizados ou conferidos em nenhum momento durante a viagem.

Não precisei fazer a conferência de digitais, mas vi que outros passageiros na minha frente passaram pela verificação.

Essa também foi a primeira vez que não recebi carimbo no passaporte ao entrar no país. Com o registro eletrônico da entrada e saída a ausência de carimbo tem sido cada vez mais comum, mas não é algo para se preocupar.

O processo em si foi bem rápido, não fiquei nem três minutos no guichê. Só fizeram as perguntas de praxe, mas questionaram o fato de minha estadia no país ser de apenas três dias, algo que sempre acontece nessas viagens curtas de trabalho. Afinal, não é tão comum que alguém gaste tanto com uma passagem internacional para ficar tão pouco tempo, o que pode despertar uma certa suspeita. (Mas só porque eles não sabem que com as promoções do Melhores Destinos dá para viajar muito barato).

Expliquei que era jornalista, que trabalhava no maior site de promoções de viagem do Brasil e que estava lá justamente para contar aos leitores como estava sendo esse período de reabertura. E então fui liberado.

Nova York

A conversa com o oficial de imigração em Nova York foi super rápida também, levou menos de 2 minutos. Ele perguntou o objetivo da minha viagem, com quem eu estava viajando e o que eu fazia no Brasil. E só. Como no caso do Sandro, também não teve sequer controle das impressões digitais (apenas tive que tirar a máscara para a câmera).

Nenhuma pergunta sobre vacina ou teste, imagino eu por esse controle ter sido delegado às companhias aéreas. Mas, na saída do avião, a United orientou todos os passageiros a terem em mãos os comprovantes, pois caso a imigração exigisse teriam que ser apresentados.

Acho que eles se prepararam adequadamente para a reabertura e que ninguém precisa esperar por grandes filas ou por um controle mais ou menos rígido do que antes da pandemia.

Perguntas na Imigração nos EUA

As perguntas feitas pelo oficial de imigração são quase sempre as mesmas: Qual o motivo da sua viagem? Quanto tempo vai ficar no país? Onde vai ficar hospedado? Quanto dinheiro traz com você? Perguntas adicionais geralmente só são feitas em caso de dúvida ou contradição (eles já têm os dados da sua viagem na tela).

Passar pela imigração é sempre um momento tenso para muitos viajantes e que desperta muitas dúvidas. Não deixe de conferir nossas dicas de como não ser barrado na imigração: 12 erros que você pode evitar.


Já viajou para os Estados Unidos após a reabertura? Como foi a sua experiência? Conta pra gente nos comentários.