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Guia do alfajor argentino: história, curiosidades, melhores marcas e onde comprar

João Goldmeier
13/06/2026 às 14:00

Guia do alfajor argentino: história, curiosidades, melhores marcas e onde comprar

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Tem gente que volta da Argentina com vinho. Outros, doce de leite. Mas tem uma coisa que todo mundo traz na bagagem: uma caixa de alfajor. O doce virou um símbolo do país e conquistou também os brasileiros, que lotam supermercados, kioskos (mercadinhos de bairro) e lojas especializadas em busca das marcas mais famosas.

Mas afinal, o que é alfajor? Qual é a diferença entre os tipos? Quais marcas realmente valem a pena? E onde comprar mais barato em Buenos Aires? Neste guia, explicamos tudo sobre o doce argentino mais popular — da origem às melhores versões para provar na sua próxima viagem.

O que é alfajor?

O alfajor é um doce tradicional muito popular na Argentina, geralmente feito com duas camadas de massa recheadas com doce de leite e cobertas com chocolate, açúcar ou merengue.

Hoje existem dezenas de versões, desde as mais simples, artesanais, que você encontra em qualquer padaria da cidade, até versões industrializadas. Embora o recheio mais comum seja de doce de leite, hoje existem diversas outras versões que levam até figo na receita!

Qual é a origem do alfajor?

O alfajor é um doce de origem árabe, e seu nome original al-hasú quer dizer “recheado”. A receita foi levada à Espanha pelos mouros no século VIII, e com as navegações veio parar na América Latina. Mas foi na Argentina que ele ganhou a notoriedade mundial!

A receita original espanhola levava mel, nozes e amêndoas. O alfajor ganhou sua identidade argentina quando o químico francês Augusto Chammas adaptou-a e começou a fabricá-lo em massa no país em 1869, introduzindo a clássica combinação de massa macia com recheio de doce de leite.

Quais são os tipos de alfajor argentino?

Uma das melhores partes é justamente experimentar diferentes versões. Veja os tipos mais comuns:

  • Alfajor de chocolate: é o mais popular entre locais e turistas. A cobertura pode ser de chocolate ao leite, meio amargo ou branco, e normalmente o recheio é de doce de leite.
  • Alfajor de maizena: versão mais artesanal, feita com uma massa que desmancha na boca, recheio de doce de leite, com coco ralado nas laterais.
  • Alfajor gourmet: produzido por marcas menores e lojas regionais, geralmente usa ingredientes premium e recheios mais diferentes.
  • Alfajor santafesino: o alfajor da região de Santa Fe é mais fino e possui várias camadas crocantes.

Melhores marcas de alfajor argentino

A Argentina tem dezenas de marcas famosas, mas algumas são praticamente obrigatórias para quem visita o país. Conheça as principais:

Havanna

É a marca mais conhecida pelos brasileiros e provavelmente a mais fácil de encontrar. São dezenas de lojas espalhadas em Buenos Aires e nas principais cidades argentinas.

Com Havanna não tem erro: é um clássico que nunca sai de moda. Ah, e se a sua viagem passar pelo Mar del Plata, é possível visitar a fábrica em passeios guiados.

Cachafaz

A Cachafaz é outra marca super conceituada, que muita gente considera superior à Havanna. Ele tem um recheio mais generoso e o doce de leite que recheia é sensacional (dá para comprar só o doce de leite deles, recomendo demais!).

A Cachafaz tem uma apresentação mais premium, apesar de não ser mais cara que o Havanna. Para um presente, isso pode ser um diferencial.

Jorgito

O Jorgito é um dos alfajores mais tradicionais da Argentina. Tem uma apresentação simples, é barato e não conheço um argentino que não tenha uma ligação emocional com a marca.

Se estiver buscando algo bem “raiz”, o Jorgito é a pedida certa! Esse aí da foto é o com cobertura de açúcar, que para mim é o melhor de todos!

Capitán del Espacio

Marca cult entre argentinos, especialmente na região de Buenos Aires, mas extremamente difícil de se encontrar.

O Capitán é para quem já conheceu todos os outros e quer algo que pouca gente conhece. Eu já provei e, tirando o hype (que existe), não vi grandes diferenças dos demais.

Rasta

E chegamos à novidade que virou uma febre depois que um vídeo de um teste às cegas viralizou. O Rasta é um novato nessa lista, mas certamente vale a pena prová-lo.

Ele é menos doce que os demais, usa chocolate meio amargo e a massa é crocante (parece um biscoito de chocolate). Foi uma das gratas surpresas que eu tive provando alfajores na Argentina – gracias mi amigo Alan!

Parador Atalaya

Esse aqui foi a dica de um amigo argentino, a Atalaya é uma marca de alfajores gourmet, que vai além dos recheios tradicionais: tem recheio de frutas vermelhas, figo (recomendo demais!) e outros sazonais.

A marca é super tradicional (desde 1942) e tem algumas poucas lojas em Buenos Aires. A boa notícia é que uma delas fica no Aeroparque, de onde partem diversos voos diretos para o Brasil.

Onde comprar alfajor na Argentina?

Você vai encontrar alfajores praticamente em todo lugar:

  • supermercados;
  • kioscos (mercadinhos de bairro);
  • cafeterias;
  • lojas próprias (Havanna, Cachafaz e Atalaya);
  • aeroportos;
  • duty free.

Mas os preços podem variar bastante. Nos supermercados, você vai encontrar marcas como Cachafaz e Jorgito com os melhores preços. Se não tiver um super por perto, é só procurar um kiosco. Geralmente, eles têm algumas marcas mais difíceis de conseguir e preços razoáveis.

Já a Havanna possui diversas lojas próprias em Buenos Aires e nas principais cidades argentinas. Nestes locais, é possível encontrar latas e edições comemorativas, ideais para um presente especial.

Por fim, se tiver esquecido de comprar na cidade, não se preocupe: há lojas que vendem alfajor nos principais aeroportos da Argentina, inclusive nos Duty Free de Buenos Aires.

Quanto custa um alfajor na Argentina?

Os preços dos alfajores na Argentina variam conforme a marca, o tamanho e o tipo escolhido, mas partem de AR$ 800 a 1.500 (entre R$ 4 e R$ 7,50) e podem chegar a AR$ 2.500 a 5.000 (cerca de R$ 12,50 a R$ 25).

As versões mais simples e populares, como o Jorgito, costumam ser bem acessíveis, enquanto marcas mais premium, como Havanna e Cachafaz, têm preços um pouco mais altos — especialmente nas versões recheadas, triplas ou em edições especiais. Em geral, comprar em supermercados sai mais barato do que em aeroportos e lojas turísticas.

Curiosidades sobre o alfajor argentino

  • A Argentina consome 4,38 bilhões de alfajores por ano – eu colaboro com essa estatística!
  • Existem campeonatos nacionais para eleger os melhores do país.
  • Há versões regionais difíceis de encontrar fora de determinadas cidades, mas não se preocupe: é quase impossível um alfajor ser ruim 😂.
  • O alfajor é tão importante para a Argentina que tem até um dia oficial: 4 de maio é o Dia do Alfajor.

    Dúvidas frequentes sobre alfajor argentino

    Qual é o melhor alfajor da Argentina?

Depende do gosto pessoal, Havanna e Cachafaz são os mais populares. Porém, o meu preferido é o Jorgito com cobertura de açúcar.

Qual a diferença entre Havanna e Cachafaz?

Ambas são marcas excelentes, mas o Havanna é a marca mais conhecida, como seria a Garoto para os brasileiros. Já o Cachafaz é uma marca mais moderna, com embalagens mais bem cuidadas.

Pode trazer alfajor na mala?

Sim. Alfajores industrializados podem ser transportados normalmente em viagens internacionais, inclusive na mala de mão.

Onde comprar alfajor mais barato em Buenos Aires?

Em geral, os melhores preços vão estar nos grandes supermercados, mas não desvie seu caminho por isso. Qualquer kiosko (mercadinhos de bairro) na Argentina possui uma boa oferta de alfajores a preços razoáveis.

Qual alfajor os argentinos mais gostam?

As marcas mais famosas, são também as mais caras e passam longe do dia a dia dos argentinos. Eles preferem marcas como Jorgito, que tem um excelente custo/benefício.


Ficou com vontade de comer um bom alfajor direto da fonte? Então aproveite para conferir também nossas dicas de como encontrar o melhor hotel em Buenos Aires e as melhores promoções de passagem aérea para a Argentina

João Goldmeier

João Goldmeier

Tudo mudou depois de um mochilão, transformando o ato de viajar em uma obsessão do editor João Goldmeier. Passou a pesquisar absolutamente tudo sobre promoções e milhas, virando um especialista no assunto, e desde 2017 compartilha essa experiência no Melhores Destinos, ajudando leitores a também realizarem seus sonhos!

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