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Grand Mercure Pinheiros: como é ficar no mais novo hotel premium da Accor em São Paulo

Bruno Rocha
23/08/2026 às 11:00

Grand Mercure Pinheiros: como é ficar no mais novo hotel premium da Accor em São Paulo

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O Grand Mercure Pinheiros é uma das novidades mais recentes da hotelaria em São Paulo. O hotel, localizado na zona oeste da capital paulista, foi reinaugurado no começo de julho, após deixar de ser o Hilton Garden Inn São Paulo Rebouças para se integrar à rede Accor (saiba mais aqui).

Como eu tinha um evento para ir em São Paulo e precisava de um lugar para passar a noite, acabei escolhendo o hotel para ficar e resolvi trazer minha experiência neste post.

Para conferir preços e disponibilidade para as suas datas na capital paulista, clique aqui!

Check-in

O processo de check-in foi rápido e sem filas. O hotel estava com uma ocupação razoável, devido a uma corrida de rua que seria realizada naquele final de semana, mas sem lotação.

Porém, achei que faltou um pouco de cuidado com o atendimento, apesar da agilidade. Como tenho status no programa ALL, teria direito a um drink de boas-vindas, mas não fui informado como deveria fazer para aproveitar o benefício.

O horário e local do café da manhã também não foram informados. Eu só consegui saber de tudo isso ao questionar o recepcionista, após ele entregar os cartões para entrar no quarto.

Normalmente, é nessa hora, depois da entrega das chaves, que o hotel costuma comunicar principalmente o horário do café da manhã. Pelo menos foi assim em outros hotéis da rede em que já me hospedei, inclusive fora do Brasil.

Já o drink eu pedi para tomar antes de sair para o evento que eu tinha marcado. Tinha opção de cerveja, vinho ou bebidas sem álcool, como suco ou refrigerante.

O drink de boas-vindas escolhido foi uma long neck de Corona

O quarto

O quarto que eu reservei era da categoria Superior, com cama king size. O espaço era bem razoável para um casal. Tinha um armário espaçoso, mesa com cadeira, poltrona, uma máquina de café Nespresso – com duas cápsulas de cortesia – e a cama, claro.

Do outro lado da entrada, uma janela grande, mas com abertura limitada, virada para a Avenida Rebouças. Aqui, um ponto positivo: o isolamento acústico. Mesmo com a janela virada para uma das avenidas mais movimentadas da capital paulista, pouco se ouvia do lado de fora.

Vista da janela do quarto no oitavo andar. Região é tão arborizada que nem parece SP

A cama era super confortável. Eu prefiro travesseiros mais firmes, mas mesmo com o que era oferecido, mais macio, consegui dormir bem.

O banheiro também tinha um bom espaço e o chuveiro era muito bom. A única coisa que fez falta foi o secador de cabelo, que precisei pedir na recepção. Pelo que o recepcionista disse, era para ter um no banheiro, mas não estava lá. De qualquer forma, fica a observação.

Café da manhã

Admito que o café da manhã é uma das coisas que mais me chamam atenção em um hotel, e eu estava animado com o do Grand Mercure, mas a expectativa não foi correspondida.

O buffet até era diversificado, com destaque para as frutas frescas. Tinha até caqui, pitaya e caju. Acho que foi a primeira vez que vejo caju no café de um hotel ou pousada que não seja na região Nordeste.

Ainda era possível fazer alguns pedidos para serem preparados na hora. Tinha tapioca, omelete, misto-quente e até croque monsieur, mas o atendimento mais uma vez falhou. O cardápio das opções estava só em cima do balcão, em um canto, e ninguém avisou sobre essa possibilidade ou para quem pedir.

Pedi uma tapioca com queijo e tomate e o croque. Ela chegou à mesa fria e sem tempero, e o queijo parecia que nem chegou a derreter. Já o lanche francês estava saboroso (e já vou pedir desculpas porque esqueci de fazer as fotos desses pratos).

Vale destacar que o restaurante não estava lotado para o café, o que até poderia justificar alguma demora no preparo ou entrega dos pratos.

Estrutura de lazer

O hotel não conta com uma estrutura de lazer como quadras ou piscina. Acredito que seja por ser mais voltado ao público executivo ou de negócios.

O que foi possível conhecer foi a academia, que fica bem ao lado do restaurante. Ela é pequena, mas tem equipamentos suficientes para pelo menos fazer um treino e manter o corpo ativo durante a sua viagem.

Valor da diária

Quando vou me hospedar em hotéis da rede Accor, costumo utilizar os pontos do Accor Live Limitless (ALL), programa de fidelidade da marca. Foi o que fiz dessa vez no Grand Mercure Pinheiros.

Nesse caso, a estadia de sábado para domingo, em julho, custou 6.000 pontos para um casal – mais R$ 48 que precisei pagar diretamente no hotel – em um quarto superior. A tarifa já contava com café da manhã incluído e cancelamento grátis, caso eu desejasse.

Se fosse pagar em dinheiro, a hospedagem sairia por R$ 798.

Importante: o hotel não tem estacionamento próprio, apenas um terceirizado que atende os hóspedes. Na época da minha visita, a diária para estacionar custava R$ 50.

Como reduzi o custo da hospedagem

Esses pontos Rewards do ALL funcionam assim: cada 2.000 pontos representam um crédito de 40 euros (cerca de R$ 232) em créditos. Eles podem ser acumulados em promoções de transferência bonificada de outros programas parceiros. É o caso do Azul Fidelidade.

E como é possível gerar pontos do Azul Fidelidade com custo mais baixo combinando ofertas de transferência para o programa da companhia, consegui reduzir o custo da minha hospedagem.

Acompanhe a conta: 

Para gerar os 6.000 pontos que usei para pagar a estadia, seriam necessários pelo menos 45 mil pontos Azul Fidelidade na promoção mais recente.

Esses pontos Azul poderiam ser gerados a R$ 11,65 cada lote de 1.000 pontos. Com isso, 45.000 pontos custariam o equivalente a R$ 524,25. Somados com os R$ 48 pagos diretamente ao hotel, o custo final seria o equivalente a R$ 572,25 – uma economia de R$ 225,75 comparado com a tarifa do site da Accor.

No meu caso, esse custo foi ainda mais baixo – perto de zero, na verdade – já que praticamente todos os meus pontos Azul acumulados foram de forma orgânica ou por um custo ainda menor do que esses R$ 11,65.

  • Para entender melhor, clique aqui e confira o nosso post sobre como funcionou essa combinação de ofertas e como isso pode baratear o seu hotel. Vale lembrar que essas condições, usadas na simulação, já não estão valendo mais (a oferta encerrou dia 23/07).

Benefícios ALL

Por ter o nível Silver no programa ALL, pude aproveitar um drink de boas-vindas e o late check-out, mas vale o aviso de que a saída tardia está sujeita à disponibilidade do próprio hotel.

Quando eu fui, dei a sorte de poder aproveitar o benefício – embora por apenas 1h30 a mais, sendo liberada a saída até 13h30.

Localização

A localização do hotel é um dos pontos fortes. Em plena Avenida Rebouças, na Zona Oeste de São Paulo, está a um quarteirão da estação de metrô Fradique Coutinho, da Linha 4-Amarela, e próximo à Vila Madalena, bairro paulistano conhecido pela vida noturna com bares e baladas.

Veja a distância de alguns pontos importantes de São Paulo:

  • Beco do Batman (Vila Madalena) – 1,5 km
  • Avenida Paulista – 3,5km
  • Parque do Ibirapuera – 4,5 km
  • Museu do Futebol – 5 km
  • Nubank Parque (antigo Allianz Parque) – 6 km
  • Estádio MorumBIS – 7 km
  • Mercado Municipal de São Paulo – 9 km
  • Aeroporto de Congonhas (CGH) – 11 km
  • Transamérica ExpoCenter – 13 km

Vale a pena?

O Grand Mercure Pinheiros vale a pena se você não abre mão de uma boa localização, com fácil acesso ao metrô, ônibus e até mesmo para andar de carro ou usar aplicativos de transporte. Some a isso uma estrutura um pouco mais requintada e confortável. Porém, esse tipo de comodidade tem seu preço.

Por isso, o hotel não vale a pena se você quer uma hospedagem econômica ou não faz questão de ficar em um hotel de categoria superior.

Ou seja, a escolha pelo novo Grand Mercure vai depender da sua necessidade.

No meu caso, como reservei faltando pouco tempo para me hospedar e usando meus pontos Rewards no ALL, acabou valendo a pena. As alternativas custavam praticamente a mesma coisa e ofereciam menos conforto, além de ficarem mais distantes. Era isso ou partir para um hostel com quarto compartilhado.

Outro ponto que achei interessante é que o hotel fica em um prédio comercial, com algumas opções de restaurantes conhecidos praticamente ao lado da recepção, como Outback, o restaurante japonês Nagairô e o Steak Bife, do chef Erick Jacquin. Isso pode ajudar na hora de comer alguma coisa sem precisar se deslocar (caso você não queira as opções do próprio hotel).

Mas, sem dúvidas, para mim o atendimento foi um dos pontos baixos da hospedagem. Não por ser ruim, já que a equipe foi muito educada e solícita quando questionei algum ponto ou fiz algum pedido, mas por ainda parecer um pouco “perdido”.

Já fiquei em outros hotéis da Accor, incluindo Ibis, uma das marcas econômicas da rede, e em todos o serviço foi mais proativo. Mas vale ser justo: o hotel é praticamente novo, já que a Accor assumiu as operações a partir do dia 1º de julho, e acredito que o atendimento será aperfeiçoado com o passar do tempo.

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Bruno Rocha
Bruno Rocha

Jornalista por formação, atuo na área há mais de 15 anos. Milheiro desde 2016, no Melhores Destinos eu dou dicas para você conseguir cartões de crédito com mais benefícios e de como usar milhas aéreas para viajar mais e melhor, gastando menos!

Com as milhas, já viajei por três continentes diferentes (e contando!), incluindo para grandes eventos esportivos, como a Olimpíada de Paris, em 2024, e o Mundial de Clubes da Fifa nos Estados Unidos, em 2025.
Por aí já dá pra saber que adoro acompanhar esportes, né? Também gosto de dar uns pitacos de boas promoções de compras no Melhores Cartões e Melhores Descontos.

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