Nova era! Como a Gol pavimentou o caminho até lançar voos para Europa e EUA com aviões grandes?
Nova era! Como a Gol pavimentou o caminho até lançar voos para Europa e EUA com aviões grandes?
Nova York, Lisboa, Paris, Orlando e Airbus A330 eram uma combinação inimaginável de palavras no vocabulário da Gol cerca de 12 meses atrás – ao menos publicamente. Em recuperação judicial até junho do ano passado, a companhia lutava contra dívidas que solapavam sua capacidade de investir e crescer, e precisou recorrer à Justiça dos Estados Unidos para sobreviver.

Imagem gerada por IA/Melhores Destinos
Nove meses depois (período de uma gestação humana, caso você seja afeito a coincidências) do fim da reestruturação financeira, a Gol deu um dos passos mais ousados de sua história ao anunciar voos do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, para Nova York, Lisboa, Paris e Orlando com um avião que nunca existiu (e ainda não existe oficialmente) em sua frota: o Airbus A330-900neo.
No fundo, não foi um movimento de todo surpreendente em razão dos inúmeros sinais emitidos pela companhia desde pelo menos julho do ano passado. Não deixa, contudo, de ser um marco na aviação brasileira que vai ser acompanhado de perto por especialistas, entusiastas e por quem realmente importa: o passageiro.

Imagem gerada por IA/Melhores Destinos
Neste post, vamos passar por alguns dos aspectos mais importantes que levaram a Gol a iniciar um novo momento de sua história e o que esperar de seus voos internacionais para Europa e Estados Unidos com o Airbus A330.
Como a criação do Grupo Abra encorajou a Gol a atravessar o Atlântico?
Em maio de 2022, a Gol anunciava, ao lado da Avianca, a criação do Grupo Abra, uma holding que passaria a ser o controlador de ambas as companhias. À época, as aéreas afirmavam que se beneficiariam de “maior eficiência e investimentos feitos pelo mesmo grupo”. Em 2024, a Abra abraçou a Wamos, focada no empréstimo de aeronaves.

O palco estava cada vez mais pronto para algo maior. Com cerca de 300 aviões e um dinamismo entre as companhias aéreas, o Grupo Abra deixava a porta aberta para que Gol e Avianca pudessem testar novos formatos de operação e novos destinos sem assumir compromissos financeiros – sobretudo relacionados a aeronaves – que poderiam machucar seus cofres.
Na prática, os aviões pertencem ao Grupo Abra, que pode alocá-los da forma que achar melhor, sempre em alinhamento às necessidades de suas companhias aéreas. Ou seja, há uma facilidade de movimentar recursos – como as aeronaves – entre as empresas, o que garante uma previsibilidade financeira e impactos menores.

Portanto, a chegada dos A330-900neo na Gol não significa que pertençam à aérea brasileira, e se em algum momento precisar se desfazer deles, podem ser rapidamente realocados.
Com esse “colchão” de segurança, a Gol se viu encorajada a elaborar o ousado plano de atravessar o Oceano Atlântico pela primeira vez em sua história e desembarcar mais ao norte nos Estados Unidos – tal qual um pai que ensina seu filho a andar de bicicleta e está por perto caso ele caia e se machuque.
A vitória política do Aeroporto do Galeão
Enquanto o Grupo Abra se estabelecia e a Gol tentava sobreviver financeiramente, uma outra trincheira se abria no Rio de Janeiro, e que mais tarde interessaria diretamente à companhia aérea brasileira.

Um movimento que teve como protagonista o prefeito do Rio, Eduardo Paes – ou seja, algo acima de tudo político, mas com resultados econômicos -, fez com que o Galeão voltasse a recuperar protagonismo.
Entregue às moscas e fadado ao ostracismo, o gigante terminal recebia poucos voos, enquanto o Santos Dumont, a 20 km de distância, sufocava tentando abarcar toda a demanda.
A dança das placas tectônicas da aviação no Rio de Janeiro, proporcionada pelo terremoto Paes, colocou um freio no limite anual de passageiros no Santos Dumont, o que fez com que as flores voltassem a nascer por entre o concreto do Galeão. Em razão das mudanças, diversos voos foram mandados para a Ilha do Governador.

Para a Gol, a novidade caiu como uma luva. Sem uma casa para chamar apropriadamente de sua no Sudeste – a Latam tem a maior parte das operações em Guarulhos e a Azul domina Campinas -, o Galeão logo virou o “lar, doce lar” da aérea laranja. Quando saiu da recuperação judicial, a empresa já dizia que o maior aeroporto do Rio seria um hub (centro de distribuição de operações).
Segundo o CEO da Gol, Celso Ferrer, 85% do crescimento recente da Gol ocorreu no Rio de Janeiro. No segundo semestre do ano passado, a companhia teve uma das maiores operações da história de uma empresa aérea no Galeão.

Em 2025, o aeroporto transportou cerca de 17,5 milhões de passageiros, maior número de sua história e 23% superior a 2024. Considerando apenas o mercado internacional, registrou 5,7 milhões de passageiros, o maior número de sua história do aeroporto.
Segundo o governo federal, em dez anos, o hub internacional da Gol no Rio pode ampliar o PIB do estado em R$ 50,6 bilhões e gerar cerca de 684 mil novos empregos. No cenário nacional, o impacto estimado é de aumento de 0,6% no PIB do Brasil no mesmo período.
A entrevista que começou a revelar as ambições da Gol
Em meados do ano passado, logo depois de a Gol sair da recuperação judicial, o vice-presidente Comercial da empresa, Mateus Pongeluppi, disse ao portal ch-aviation que havia a “possibilidade de olhar para essas opções [aviões de grande porte] nos próximos anos”. No fim, a coisa toda aconteceu em questão de meses.

Uma das opções apontadas por Pongeluppi à época era justamente usar aviões da Wamos, o que de fato vai acontecer no começo da operação da Gol com o A330 – confira mais detalhes na sequência.
Pongeluppi destacou também que, ao adotar aviões da Wamos, “não precisamos lidar com a complexidade […] para começar a testar alguns novos mercados”.
Pesquisa com passageiros alimentou suspeita de voos para a Europa
Empresas de diversos setores da economia fazem pesquisas com seus consumidores. Na Gol, uma consulta específica chamou a atenção: a companhia queria saber a opinião de seus clientes Smiles sobre operações próprias para a Europa e para a América do Norte.
Esse foi um dos primeiros indícios de que a Gol estava se preparando para testar novos ares. A pesquisa foi feita poucos dias depois de a companhia e o Grupo Abra anunciarem a chegada do A330-900neo (leia mais a seguir).
O anúncio do A330-900neo pelo Grupo Abra
Em outubro do ano passado, o Grupo Abra e a Gol anunciaram um acordo com a arrendadora de aviões Avolon para obter até sete modelos Airbus A330-900neo. O movimento surpreendeu por envolver a aérea brasileira, mas a holding afirmava que as aeronaves pertenceriam a ela e que a decisão de como usá-las (fosse na Gol, na Avianca ou na Wamos) seria tomada depois.

Na prática, a Gol apenas emprestou a caneta para a assinatura do acordo, uma vez que a compra de aviões só pode ser feita por uma companhia aérea, algo que o Grupo Abra essencialmente não é. De toda forma, as especulações aceleraram: era a hora de a Gol entrar para o segmento de aviões de corredor duplo, caso do A330, e abandonar a filosofia de frota única em torno do Boeing 737.
Pouco tempo depois, as especulações não só aceleraram como praticamente deixaram de ser apenas especulações. Em mais de uma oportunidade, o CEO Celso Ferrer deixou claro que a companhia estava olhando para aviões maiores e que queria o A330-900neo na frota.

No início deste mês, a expectativa se concretizou com o anúncio oficial da Gol de que até cinco -900neo, que chegam até o ano que vem, passariam a integrar a frota da empresa.
Uma das informações mais interessantes dessa etapa da história é que os A330-900neo da Gol deverão ser os que atualmente pertencem à… Azul – os números de série das aeronaves apontam para esse cenário. A Azul pretende devolver todos esses modelos para a Avolon até agosto.
Os pedidos de slots da Gol para voar para Europa e Estados Unidos
A partir de novembro, a intenção da Gol de estrear em mercados internacionais de longa distância com aviões maiores passou a ser algo mais sério.
A companhia deu entrada em pedidos de slots (autorizações de pousos e decolagens) para voar para Lisboa, Porto, Nova York, Orlando, Miami, Londres, Paris e Roma. Apenas parte dessas solicitações se concretizou, como veremos na sequência deste post.

Entre o silêncio e posicionamentos vagos – algo esperado quando algo tão grande e estratégico está em jogo -, a Gol não revelava detalhes. De todo modo, era o maior indicativo até então de que algo grande estava para acontecer, ainda que pedidos de slots possam ser cancelados ou alterados.
No Brasil, as primeiras informações oficiais registradas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontavam que a operação seria a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Mais tarde, entretanto, revelou-se que o Rio de Janeiro seria palco da expansão internacional da Gol.
O anúncio oficial do A330 na Gol e seus novos destinos internacionais
O mistério acabou, pelo menos parcialmente, na primeira quinzena deste mês. A Gol oficialmente divulgou que pegaria para si cinco dos sete A330 encomendados pelo Grupo Abra e iniciaria voos para Nova York (a partir de 8 de julho), Lisboa (16 de setembro), Paris e Orlando (datas ainda a definir), todos saindo do Rio.

Para alimentar essa operação internacional, a prefeitura do Rio já anunciou que vai liberar incentivos financeiros na casa dos R$ 6 milhões.
Especificamente sobre Lisboa, a decisão da Gol de estrear em Lisboa em 16 de setembro pode ter relação com o número de slots liberados no aeroporto português. A companhia tem 44 movimentos de pouso e decolagem autorizados, e com quatro voos semanais, todos terão sido usados até 23 de outubro.
Um dia depois, termina a temporada de verão da aviação (que neste ano vai de 29 de março a 24 de outubro). Para a temporada de inverno (25 de outubro de 2026 a 27 de março de 2027), a Gol deverá renovar os pedidos e até mesmo tentar mais espaço para ampliar as operações – desejo já mencionado pelo CEO da companhia.

Sobre Paris, a Gol cancelou os pedidos de slots que tinha para a temporada de verão – a solicitação era equivalente a um voo diário. Agora, a expectativa é que as operações comecem entre a última semana de outubro e dezembro. A companhia não revelou detalhes sobre a decisão, mas a falta de aeronaves pode ser uma das razões para o “recuo”.
Orlando também está pendente de data de estreia. A Gol enxerga uma forte demanda na rota a partir do Rio e a vê como um dos maiores mercados sem voos diretos atualmente. Os voos entre a capital fluminense e Orlando não mudam a programação da Gol em outros lugares, como Brasília. Por lá, a operação direta para a terra da Disney vai ser mantida.
A Gol vai ter voos para o Porto e Londres?

A Gol tinha slots aprovados para o Porto para a temporada de março a outubro deste ano – no entanto, decidiu cancelar o pedido integralmente. A decisão ocorreu em razão da limitação de aeronaves, mas a cidade portuguesa segue nos planos da companhia.
Em Londres, a história é mais complicada. O Aeroporto de Heathrow é um dos mais saturados e congestionados do mundo, o que torna muito difícil a entrada de novas companhias aéreas. A Gol fez um pedido de mais de 500 slots, mas nenhum foi aprovado até o momento, e as probabilidades de o cenário mudar para melhor são muito baixas.
Como vai ser a conectividade da Gol?
Como em praticamente todo voo internacional de longa distância, parte do tráfego depende de conexões em ambas as pontas de uma rota. Essa alimentação é, quase sempre, crucial para o sucesso de uma operação.
Embora a Gol ainda não tenha anunciado parcerias específicas para seus novos voos, é natural pensar que a American Airlines, que tem uma participação financeira na aérea brasileira, vai ser a opção de conectividade para quem desembarca em Nova York e Orlando (e vice-versa).

Em Lisboa, a parceira deverá ser com a TAP. Ferrer já afirmou que a malha da companhia aérea portuguesa é forte para conectividade em direção a outros pontos da Europa e vice-versa.
A Air France, por sua vez, deverá entrar em cena em Paris. Por meio de sua rede, pode garantir conexões não só para o resto da Europa, mas também para a África e a Ásia. O Grupo Air France-KLM, assim como a American, tem uma participação financeira na Gol.

Inicialmente, os novos voos devem trazer um desafio para a aérea brasileira em termos de composição de malha, mas a companhia já está em negociações com os parceiros para avaliar o que converge e o que diverge. Ou seja, a princípio será concorrente, mas a ideia é trabalhar com quem já está ao seu lado.
Outro ponto que ainda está em negociação na Gol é se a companhia vai deixar de compartilhar voos com American, Air France e TAP ou vai deixar de vender voos dos parceiros para Nova York, Orlando, Paris e Lisboa.

De qualquer forma, a articulação da Gol mostra que a companhia está atenta às necessidades básicas para o sucesso de uma operação. Assim, não deve incorrer no erro da Azul ao operar no Aeroporto de Orly, em Paris, sem parceiros para conectividade. A ausência de conexões minou o sucesso da companhia na capital francesa e foi um dos motivos que a levou a desistir da operação.
No Brasil, o fato de já ter estruturado um hub doméstico no Galeão coloca a Gol em uma posição favorável para a conectividade. Resta saber como a companhia vai adaptar os bancos de conexão à nova realidade internacional, sobretudo para o voo que sai para Lisboa no início da manhã.
Por que a Gol vai iniciar os voos com aviões da Wamos?

Na falta do A330-900neo, busca-se uma alternativa – e ela está dentro de casa. Para o começo dos voos para Nova York e Lisboa, a Gol vai usar aviões A330-200 da Wamos. O fato de que a Azul só vai devolver todos os -900neo apenas em agosto pode ter motivado a opção por aviões.
A Wamos é uma empresa que atua sob o modelo chamado de ACMI (Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance, ou Aeronave, Tripulação, Manutenção e Seguro).

Neste formato, uma empresa terceira empresta aeronave e tripulação para a operação de outra. A Azul atua nesta configuração em algumas rotas internacionais de longa distância e já foi alvo de diversas críticas de passageiros, especialmente por conta do padrão de conforto, que não é o mesmo encontrado nas aeronaves próprias.
Segundo a Gol, os aviões da Wamos vão ser usados “como forma de ampliar capacidade de forma ágil, atender picos de demanda ou garantir maior eficiência e flexibilidade na operação intercontinental”.

Projeção de classe executiva de um dos A330-200 da Wamos
A companhia, porém, pode estar recorrendo a essa medida, vista como temporária, por conta dos prazos de recebimento do A330-900neo. Como já dissemos, há a expectativa de que esses aviões venham da Azul, que pretende devolvê-los à Avolon até agosto.
Produto a bordo deve apenas seguir o padrão atual do mercado
O passageiro não deve esperar inovações no produto a bordo da Gol. Os jatos Airbus A330-900neo vão ter uma classe executiva que apenas segue o padrão do mercado: acesso direto ao corredor, assento que fica totalmente na horizontal, telas maiores de entretenimento, fones com cancelamento de ruído e kit de amenidades.

Outro aspecto que coloca a Gol no mesmo patamar de concorrentes desde o início é o fato de ter um chef assinando o menu da executiva. Trata-se de algo que avançou com força nos últimos anos e é aposta das maiores companhias aéreas do mundo.
Na classe econômica, o espaço não deve ser muito diferente do que se vê atualmente, e a comida do avião não deve ir além do chicken or pasta na maioria dos casos.

A vantagem é que a Gol está justamente pensando na prática atual do mercado desde o início, sem deixar margem para críticas. Vale ressaltar, porém, que o padrão de conforto, por exemplo, não deve ser visto logo de cara, uma vez que o avião para Nova York e Lisboa nos primeiros meses é o A330-200 da Wamos. O A330-900neo com o produto completo sonhado pela Gol só entra depois.
Por que as passagens da Gol para Europa e Estados Unidos estão tão caras?
As primeiras simulações de passagens para as novas rotas da Gol assustaram. Em algumas datas, há bilhetes acima de R$ 10.000 (ida e volta) tanto para Nova York quanto para Lisboa em classe econômica (as vendas para Paris e Orlando ainda não começaram). Na executiva, os preços ultrapassam R$ 20.000.

Mas é muito importante ter calma nessa hora. A tendência é que as tarifas se ajustem à realidade do mercado nos próximos dias e semanas. É comum observar valores “fora da realidade” quando as passagens são recém colocadas à venda.
Seria muito difícil para a Gol concorrer com as tarifas atuais de suas concorrentes diretas ou de outras companhias aéreas. Para muitos passageiros, o cenário atual compensa mais fazer uma conexão em outra cidade antes de chegar a Nova York e Lisboa, e assim gastar bem menos.

A companhia certamente está de olho nisso, e precisamos lembrar que em muitos casos as empresas lançam promoções justamente para divulgar novas rotas e ajudar a encher os primeiros voos.
Procurando passagens baratas? Baixe o app do Melhores Destinos e receba promoções e ofertas gratuitamente!
A guerra no Oriente Médio pode colocar água no chope da Gol?
Há muita incerteza na aviação mundial por conta da guerra no Oriente Médio. Os ataques na região fizeram o preço do petróleo cruzar a marca de US$ 100 – cerca de 20% da produção global da commodity passa pelo Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã e que está atualmente fechado. O petróleo é a matéria-prima do combustível de aviação, que é o maior custo das empresas do setor.

Ao redor do mundo, líderes de várias companhias aéreas estão de cabelo em pé com a possibilidade de aumento nos custos de combustível. Isso, como consequência, pode encarecer passagens, inviabilizar algumas rotas e causar estragos na contabilidade financeira.
Como os voos da Gol começam somente em julho para Nova York, em setembro para Lisboa e no último trimestre para Paris, um arrefecimento da guerra nas próximas semanas pode fazer com que o problema não respingue diretamente na nova operação internacional. E, além disso, os aviões da Gol vão passar longe dos problemas geopolíticos atuais, pelo menos geograficamente.

De qualquer forma, uma guerra de longo prazo pode ferir o poder de compra dos passageiros em razão de bilhetes mais caros e causar alguma complicação na relação oferta x demanda. A companhia, porém, não acredita que o conflito possa forçar uma mudança de planos.
Como você acha que a Gol vai se sair na operação internacional para a Europa e os Estados Unidos com o A330? Participe nos comentários!
Mateus Tamiozzo
Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.
Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!