Gol e mais cinco companhias são proibidas de operar na Venezuela após cancelamento de voos
Gol e mais cinco companhias são proibidas de operar na Venezuela após cancelamento de voos
O governo da Venezuela proibiu a Gol e outras cinco companhias aéreas de voar no país. A medida foi tomada ontem por meio da revogação das concessões operacionais das empresas e é uma reação aos cancelamentos de voos após alertas de segurança feitos pelos Estados Unidos.
Em um post no Instagram, a autoridade venezuelana de aviação disse que tomou a decisão por conta de as companhias aéreas terem “se somado às ações de terrorismo de Estado promovidas pelo governo dos Estados Unidos, suspendendo unilateralmente suas operações aéreas comerciais de e para a República Bolivariana da Venezuela, com base em um NOTAM emitido por uma Autoridade Aeronáutica sem competência na FIR Maiquetía”.

“Notam” é a sigla em inglês para Notice to Airman (Aviso ao Navegante) – é um tipo de comunicado aeronáutico emitido por autoridades de aviação sobre restrições que podem ter impactos na operação aérea. Neste caso, foi emitido pela FAA (Federal Aviation Administration), dos Estados Unidos. “FIR Maiquetía” se refere à região de voo de Maiquetía, cidade onde fica o aeroporto que atende Caracas, a capital da Venezuela.
Além da Gol, estão proibidas de operar na Venezuela as companhias aéreas Iberia, TAP, Avianca, a Latam Colômbia e Turkish Airlines.
Procuramos a Gol para um posicionamento, e aguardamos retorno. No site da companhia aérea, é possível notar que a próxima data disponível de venda de passagens para Caracas é 1º de fevereiro de 2026. A empresa havia retomado suas operações na capital venezuelana em agosto com quatro voos semanais.
IATA reage e pede que Venezuela volte atrás em revogação

Na tarde de hoje, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que representa as empresas em âmbito internacional, pediu às autoridades venezuelanas que “reconsiderem a revogação das autorizações de operação de várias companhias aéreas internacionais que servem o país”.
A entidade afirmou que “as companhias aéreas têm priorizado a proteção dos passageiros e dos membros da tripulação, evitando voar em áreas de alto risco”. Também disse que “as companhias reafirmam seu compromisso com o mercado e sua disposição de restabelecer o serviço de maneira segura e eficiente assim que as condições permitirem, com foco nos passageiros diretamente afetados por essa situação que está além do controle das empresas”.
Alertas de segurança começaram na sexta-feira

Na última sexta-feira, a FAA (Federal Aviation Administration, órgão regulador da aviação nos Estados Unidos) indicou que havia uma “situação potencialmente perigosa” no espaço aéreo controlado pelo Aeroporto Internacional de Maiquetía, que atende Caracas. As autoridades também citaram o “agravamento da situação de segurança” e o “aumento da atividade militar ao redor da Venezuela”.
Como consequência, diversos voos foram cancelados ao longo do fim de semana, incluindo um da própria Gol e de companhias aéreas como Avianca, TAP, Turkish Airlines e Latam. Posteriormente, as empresas estenderam a interrupção nas operações.
Vale lembrar que a Gol e outras empresas já haviam feito ajustes em sua operação para evitar que as tripulações precisassem dormir em Caracas. Os voos da companhia aérea brasileira, por exemplo, passaram a fazer uma escala em Manaus para troca da equipe de bordo antes de seguir para a capital venezuelana.
Black Friday! Não perca as melhores promoções de viagem na página exclusiva do Melhores Destinos!