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De olho em América do Sul e África, Gol planeja ter 25% de sua operação no exterior

Mateus Tamiozzo
25/07/2025 às 5:00

De olho em América do Sul e África, Gol planeja ter 25% de sua operação no exterior

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Após sair da recuperação judicial em junho, a companhia aérea Gol prometeu uma expansão internacional que inclui todos os países da América do Sul. Desde então, não fez anúncios de novas rotas, mas o CEO da empresa, Celso Ferrer, declarou, em um post no LinkedIn, que “em cinco anos, a ideia é que 25% da nossa malha seja composta por operações internacionais”.

Atualmente, 17% da operação da Gol é voltada ao exterior, segundo a companhia informou ao Melhores Destinos, citando dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O último anúncio foi em abril, quando a empresa ainda estava no processo de recuperação financeira, com a rota São Paulo-Caracas, que começa em agosto. Ou recomeça, porque a Gol já operou na capital venezuelana no passado.

Vale ressaltar, inclusive, que em fevereiro a empresa interrompeu a venda de passagens aéreas para um voo de Brasília para a capital venezuelana via Bogotá. A operação até hoje não foi confirmada.

A Gol tem voos internacionais regulares do Brasil para Buenos Aires, Córdoba, Mendoza, Rosário (Argentina), Montevidéu (Uruguai), Punta Cana (República Dominicana), Miami, Orlando (Estados Unidos), Assunção (Paraguai), Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), San José (Costa Rica), Bogotá (Colômbia), Cancún (México), Paramaribo (Suriname) e Aruba. A empresa também opera em Bariloche, na Argentina, na alta temporada de inverno.

Neste cenário, ainda faltariam voos da Gol para Chile, Peru, Equador e Guiana. A companhia aérea já operou em Santiago, Lima e Quito antes da pandemia.

África pode estar no radar da Gol

Lagos, maior cidade da Nigéria

A expansão internacional da Gol pode incluir outros continentes, e a primeira aventura transatlântica pode ser para o continente africano. Recentemente, executivos da empresa estiveram na Nigéria para avaliar as condições de mercado.

Especula-se que o voo seria entre Salvador e Lagos, maior cidade nigeriana. Outra possibilidade, menos provável, seria uma operação para Cotonou, capital do Benim, país que faz fronteira com a Nigéria.

A Gol diz não haver intenções de um voo para a África neste momento.

Falta de aviões é um obstáculo para expansão

Assim como outras companhias aéreas, a Gol também tem enfrentado atrasos em entregas de novos aviões e na falta de peças para manutenção de sua frota. Isso naturalmente gera um efeito cascata, que impede a empresa de expandir suas operações, incluindo as internacionais, sem cortar em outras rotas.

Segundo o último relatório de resultados, a empresa tinha 132 aviões para operações de passageiros em 31 de março. No primeiro trimestre, adicionou dois aviões à frota e retirou um. A Gol tem um pedido de 91 aviões junto à Boeing, que tem atrasado entregas para companhias aéreas clientes em todo o mundo.

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