United e American Airlines podem se unir e formar o maior grupo aéreo do mundo, diz agência
United e American Airlines podem se unir e formar o maior grupo aéreo do mundo, diz agência
A United Airlines e a American Airlines, dos Estados Unidos, estariam ensaiando uma fusão. De acordo com a agência de notícias Reuters, a ideia partiu do CEO da United, Scott Kirby, que teria feito contato com representantes do governo norte-americano para avaliar a possibilidade. Não está claro, no momento, se há um processo em andamento.

As companhias são duas das maiores dos Estados Unidos (e do mundo) e rivais diretas da Delta, e um negócio entre elas seria um dos mais importantes da história da aviação comercial. Juntas, criariam a maior empresa aérea do planeta, com mais de US$ 100 bilhões em receita e uma frota de mais de 2,8 mil aeronaves.
As companhias não comentaram os rumores.
Preocupação sobre competição no setor aéreo pode impedir negócio
Uma fusão entre ambas poderia, também, gerar preocupações sobre competição no mercado aéreo americano e passagens mais caras. No Brasil, a United e a American operam nos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Galeão, no Rio de Janeiro. Ao lado da Delta, são as três opções de voos diretos para os Estados Unidos operados por empresas norte-americanas.

Uma eventual combinação de negócios teria de ser aprovada pelo Departamento de Transportes e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O secretário de Transportes Sean Duffy já disse que o governo olharia para uma série de fatores ao considerar potenciais fusões, incluindo impacto no setor e preços de passagens.
A United tem um valor de mercado de pouco mais de US$ 30 bilhões, contra apenas US$ 7,4 bilhões da American. Os rumores de uma fusão surgem no momento em que a American enfrenta pressão de investidores para melhorar sua lucratividade e diminuir a distância para suas duas maiores rivais.

Os Estados Unidos, porém, têm tido um histórico recente de barrar operações de fusão ou alianças que não representem uma combinação de negócios. Entre elas estão um acordo entre American Airlines e JetBlue e a tentativa da JetBlue de comprar a Spirit Airlines.
Crise do petróleo aumentou ambições da United
Enquanto muitas empresas do setor aéreo vivem dias de preocupação por conta da disparada do preço do petróleo em razão da guerra no Oriente Médio, a United escolheu um discurso mais otimista – e agressivo.

Em uma carta aos funcionários publicada no fim de março, o CEO da United deu a entender que um conflito prolongado e preços elevados do petróleo e dos combustíveis poderia abrir uma janela de oportunidade para companhias aéreas mais fortes e bem posicionadas. Na prática, a possibilidade de ir às compras e adquirir concorrentes fragilizados.
“Ouvi a maioria dos nossos concorrentes na conferência do J.P. Morgan esta semana, e muitos disseram alguma versão de ‘esperança é a nossa estratégia’. É possível que estejam certos e que a guerra termine rapidamente. Mas, se isso não acontecer, essa será nossa oportunidade, mais adiante, de adquirir ativos, absorver mudanças de rede, entre outros”, escreveu Kirby.
O que achou dessa possibilidade? Você acredita que o negócio pode ir adiante ou será barrado pelas autoridades? Participe nos comentários!
Mateus Tamiozzo
Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.
Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!