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É oficial! Fernando de Noronha reabre, mas apenas para quem já teve Covid-19

Wendell Oliveira
Wendell Oliveira
28/08/2020 às 8:55

É oficial! Fernando de Noronha reabre, mas apenas para quem já teve Covid-19

Após os rumores sobre a reabertura, está confirmado: Fernando de Noronha vai voltar a receber turistas a partir de 1º de setembro! O anúncio foi feito pelo governo de Pernambuco. No entanto, a retomada terá uma exigência inédita no Brasil: o turista precisará apresentar exames com resultado positivo, que indiquem a presença de anticorpos contra a Covid-19.

A decisão de barrar turistas que ainda não tiveram a doença é contestada por especialistas. Segundo a OMS, não há evidências científicas de imunidade para quem já contraiu o novo coronavírus. Além disso, casos de reinfecção em todo o mundo estão sendo notificados.

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Reabertura de Fernando de Noronha

O arquipélago de Fernando de Noronha vai reabrir para o turismo a partir de 1º de setembro, quando começam a ser permitidas as visitas de turistas que tiveram diagnóstico de Covid-19 e já estejam comprovadamente curados.

Segundo o administrador da ilha, Guilherme Rocha, antes de desembarcar será exigido do turista a apresentação de exames, seja o RT-PCR positivo realizado há mais de 20 dias, seja o exame sorológico (IgG) positivo, que indica a presença de anticorpos contra a Covid-19.

Os exames serão encaminhados à Administração, juntamente com o pagamento da Taxa de Permanência (TPA), que a partir de agora só será feito via online, através do site sounoronha.com, até 72 horas antes do embarque. O governo não informou o prazo para que outros turistas possam visitar o arquipélago.

Reabertura de Fernando de Noronha

Reabertura de Fernando de Noronha

Sem evidências científicas

A medida de vetar a entrada de turistas em Fernando de Noronha que ainda não tiveram a doença é inédita — e polêmica. Segundo a OMS, ainda não há evidência científica de imunidade para quem já contraiu o novo coronavírus e nem quanto tempo ela duraria.

Em entrevista ao UOL, a professora e pesquisadora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) na área de infectologia, Vera Magalhães, diz que a medida do governo pernambucano “não tem o menor sentido porque o fato de ter tido a doença não dá nenhuma garantia que a pessoa não vá ter novamente. Veja que esse caso de reinfecção, trata-se de paciente assintomático. Ele provavelmente — ainda não se sabe ao certo — pode transmitir a doença”.

Segundo a especialista, a recomendação é que um mesmo protocolo sanitário seja seguido, sem distinção. “Até que tudo isso esteja esclarecido, a orientação é que as medidas de prevenção devem ser mantidas: distanciamento social, uso de máscara, lavagem das mãos com frequência, está em ambiente aberto. As mesmas medidas devem ser adotadas por pessoas que já tiveram a doença e que ainda não tiveram”, explica.


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