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Depois dos sapatos, Estados Unidos podem aliviar regras de inspeção para mais itens em aeroportos

Mateus Tamiozzo
18/07/2025 às 20:00

Depois dos sapatos, Estados Unidos podem aliviar regras de inspeção para mais itens em aeroportos

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Cerca de uma semana depois do anúncio do fim da obrigatoriedade de retirada de sapatos para passar pelo raio-x de segurança em aeroportos dos Estados Unidos, o novo alvo da Transportation Security Administration (TSA) passou a ser as regras para computadores, líquidos, jaquetas e cintos.

A secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Kristi Noem, afirmou que está “questionando tudo o que a TSA faz”, e foi mais enfática ao dizer que o “próximo grande anúncio pode ser o tamanho que seus líquidos podem ter”. A secretária destacou que novos processos de escaneamento multicamadas permitem o alívio de algumas regras.

Ainda não há detalhes sobre quais seriam as mudanças e como seriam implementadas. No caso de líquidos, vale destacar que o limite atual é de 100 ml ou menos por item na bagagem de mão. Cintos, jaquetas e computadores devem ser colocados nas bandejas que passam pelas máquinas de raio-x.

É possível que, em um futuro próximo, cenas de passageiros bebendo água rapidamente para esvaziar uma garrafa ou procurando tubos com líquidos em suas malas sejam cada vez menos comuns nos Estados Unidos.

Isso sem falar na lentidão que retirar computadores da mochila, cintos e jaquetas causam para todos, especialmente aos atrasados para um voo!

Sapatos não precisarão mais ser retirados

O burburinho em torno das regras de raio-x em aeroportos dos Estados Unidos ganhou mais força depois do fim da necessidade de retirar os sapatos na inspeção de segurança. A norma estava em vigor há quase 20 anos.

A derrubada da regra tem efeito imediato em todo o país e deve reduzir – um pouco – a burocracia de passar pelas revistas. Em alguns terminais, porém, a exigência ainda pode aparecer.

A determinação das autoridades americanas nasceu a partir de uma tentativa de atentado terrorista com explosivos escondidos em sapatos. No fim de 2001, o passageiro britânico Richard Reid embarcou no voo 63 da American Airlines de Paris para Miami com bombas caseiras escondidas em um par de coturnos pretos.

Elogios e críticas às medidas

As novidades para a segurança dos aeroportos dos Estados Unidos têm despertado reações distintas. Por um lado, a US Travel Association elogiou as medidas de “reexaminar práticas de inspeção que não são mais necessárias uma vez que as tecnologias certas estejam em funcionamento”. A entidade também disse que a mudança nas regras “moderniza o transporte aéreo” nos Estados Unidos.

Na contramão estão especialistas que demonstram preocupação por eventuais “decisões políticas” em torno do alívio nas inspeções, já que senadores americanos apresentaram propostas para que a TSA seja substituída por uma empresa privada de segurança aeroportuária. As críticas se estendem ao fato de que a secretária de Segurança Nacional não apresentou argumentos técnicos que embasem as alterações.

Por fim, vale lembrar que a TSA atualmente tem um diretor interino. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não nomeou uma liderança definitiva para a agência. O cenário atual é visto por alguns especialistas como algo que pode deixar a TSA “sem rumo”.

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