Embraer vê espaço para jatos E2 na Gol após anúncio do A330-900neo e fim da frota única
Embraer vê espaço para jatos E2 na Gol após anúncio do A330-900neo e fim da frota única
O anúncio da Gol de que vai ter até cinco aviões Airbus A330-900neo para voos internacionais para Europa e Estados Unidos fez brilhar os olhos… da Embraer. Com o fim da frota única em torno do Boeing 737, a fabricante brasileira vê uma oportunidade de emplacar o jato E2, opção que está na mesa do Grupo Abra, do qual a Gol faz parte, desde o ano passado.
“Há o interesse de introduzir o E2 na Gol, como fizemos na Latam e na Azul. Seria bom para a Embraer e para o Brasil”, disse o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, ao jornal Valor Econômico. Segundo o executivo, há conversas hoje em andamento tanto com a Gol quanto com a Abra.

No ano passado, o CEO da Gol, Celso Ferrer, já havia dado diversos sinais de que a companhia, junto com o Grupo Abra, está olhando para outras opções de aeronaves, que incluem o E2, e o Airbus A220, concorrentes diretos no mercado de até 160 assentos. De acordo com Ferrer, a ideia é ter até 30 aviões desse tipo.
Além dele, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, indicou que a Gol seria a próxima na fila depois da compra de até 74 jatos Embraer E195-E2 pela Latam.
O governo tem buscado mecanismos para incentivar a venda de aviões da fabricante brasileira. Uma das iniciativas passa pelo Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), um “cofrinho” de nada menos do que R$ 4 bilhões que pode ser acessado pelas companhias aéreas desde que cumpram diferentes requisitos – um deles é a compra de aviões nacionais.
Como o E2 pode se encaixar na estratégia de frota da Gol?

Assim como nos casos de Azul e Latam – e caso a ideia saia do papel -, a Gol deve apostar no E2 (ou no A220) para rotas regionais, em cidades de demanda menor ou que tenham aeroportos que não comportem aviões maiores, como o Boeing 737, de cerca de 180 assentos. O E2 tem capacidade máxima de 146 lugares.
“Todas as vendas do E2 em 2025 reforçam o papel que esse avião tem para complementar frotas ‘narrow-body’ maiores. É um avião para abrir novas rotas e operar com mais frequências de voo”, disse o presidente da Embraer.
Mais do que isso, o E2 inevitavelmente vai ter um papel semelhante ao do Boeing 737 de alimentar as rotas internacionais que a Gol vai operar com o Airbus A330, de aproximadamente 300 lugares.
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Mateus Tamiozzo
Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.
Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!