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Dicas para comprar dólar mais barato e economizar em viagens internacionais

Daniel Gadelha
Daniel Gadelha
13/03/2020 às 7:51

Dicas para comprar dólar mais barato e economizar em viagens internacionais

Em tempos de dólar nas alturas, fica mais complicado viajar para o exterior. É preciso pesquisar as opções de câmbio disponíveis e encontrar a que mais se adapta ao seu perfil.

Durante muito tempo utilizar o cartão de crédito internacional era a melhor opção, mas depois que o IOF (imposto cobrado para transações no exterior) subiu de 0,38% para 6,38%, o produto perdeu um pouco da sua atratividade. Também surgiram os cartões pré-pagos e as contas digitais internacionais. Com tantas opções, como comprar dólar mais barato e economizar em viagens internacionais? Confira algumas dicas para economizar na compra de dólar.

1- Planeje-se com antecedência

Se você está com viagem marcada ou pretende viajar em um período específico, comece a planejar a quantidade de dólar que você irá precisar. Faça um cálculo estimado considerando as despesas que você pretende pagar em dinheiro como alimentação, compras e um valor extra no caso de uma emergência. Infelizmente é impossível prever quando a moeda americana vai ficar mais barata. Mas uma dica é comprar pequenas quantias da moeda de tempos em tempos como uma vez ao mês ou a cada duas semanas.

Dessa forma, você terá adquirido o montante pela cotação média do período considerando as oscilações do câmbio. Comprar todo o valor necessário de uma só vez provavelmente sairá mais caro.

2- Pesquise em mais de uma casa de câmbio

Existem várias ferramentas que ajudam a encontrar dólar pelo menor preço comparando a cotação de várias casas de câmbio em uma única pesquisa. Uma delas é o Click Câmbio. O site permite ainda fazer a compra da moeda online e, dependendo da região, você pode receber os dólares no conforto de casa ou do trabalho. O portal permite ainda cadastrar alertas para ser avisado quando a moeda atingir um determinado valor.

Evite deixar para comprar a moeda em aeroportos. Além de oferecerem as piores cotações, as casas de câmbio localizadas em aeroportos geralmente funcionam apenas em horário comercial (se seu voo for à noite, madrugada, finais de semana ou feriados, esqueça). Existe também o risco de o local não dispor de toda a quantia que você deseja comprar.

Tenha cuidado ao comprar moeda estrangeira de “doleiros” ou em casas de câmbio de reputação duvidosa. Além do risco de estar adquirindo uma moeda falsa, o local pode não ser autorizado pelo Banco Central para prestação do serviço de câmbio. Em caso de dúvida, consulte a lista no site.

3- Consulte se seu banco oferece serviço de câmbio

Algumas agências bancárias oferecem o serviço de câmbio e possuem até caixas eletrônicos com a funcionalidade de saque em moeda estrangeira. Essa opção pode oferecer comodidade e algumas instituições contam com uma cotação diferenciada para correntistas. No entanto, é preciso conhecer todas as tarifas cobradas pelo serviço. Alguns bancos cobram um valor fixo de até R$60 por transação e, no caso de baixas quantias, o desconto pode não compensar e o custo final da transação pode sair bem caro.

4- Não deixe para trocar dinheiro no país de destino

Em uma emergência, você até pode trocar os seus reais por dólares em outro país. Em cidades com fluxo grande de turistas brasileiros como Miami e Orlando, é fácil encontrar casas de câmbio que façam a troca. No entanto, você certamente estará fazendo um péssimo negocio. Infelizmente a nossa moeda não é forte no exterior, além de ser pouco procurada. Sendo assim, as casas de câmbio de outros países tem pouquíssimo interesse em adquirir a moeda brasileira e oferecerão conversões bem mais desvantajosas do que no Brasil.

5- Saiba o custo de usar o cartão de crédito internacional

O cartão de crédito internacional é a forma mais prática e simples para efetuar compras no exterior, mas pode não ser a mais barata. É importante conhecer os custos que incidem sobre esse tipo de pagamento para evitar surpresas ao receber a fatura. Em todas as compras feitas em moeda estrangeira com o cartão, o IOF de 6,38% é cobrado, valor mais alto que o 1,1% cobrado na compra de papel moeda.

Desde 1 de março de 2020, os cartões de crédito são obrigados a cobrar o dólar do dia da compra e não mais do dia do pagamento da fatura, como era feito até então. Essa novidade trouxe mais transparência aos consumidores, além de protegê-los caso a moeda americana suba de preço entre o dia da compra e o dia do pagamento da fatura. A medida também determinou que os bancos informem o valor da cotação da moeda em seus canais de auto-atendimento. Verifique sempre qual a cotação cobrada pelo cartão de crédito antes de realizar uma compra.

6- Veja se uma conta digital internacional é interessante para você

A conta digital internacional é um produto novo no mercado brasileiro. O serviço permite que o cliente mantenha um saldo em dólar sem oscilação cambial. O usuário pode transferir recursos da sua conta corrente em real para a conta digital internacional por uma cotação bem competitiva pagando o mesmo IOF que pagaria ao comprar papel moeda. O saldo pode ser utilizado através de compras ou saques no exterior através de um cartão de débito internacional. Essa opção é interessante para pessoas que viajam com frequência para o exterior. Saiba mais sobre as contas digitais internacionais.

7- Não venda o dólar que não gastou na viagem

A menos que você realmente esteja precisando do dinheiro, não é um bom negócio você trocar os dólares que sobraram da sua viagem. Com certeza o valor que você venderá seus dólares será bem mais baixo do valor que você comprou.

Quem viaja uma vez para o exterior já volta para casa pensando na próxima viagem, não é mesmo? Então, se possível, guarde o valor residual para um próxima viagem. Em caso de uma desvalorização do real, o papel moeda que você tem em casa estará assegurado.

Em minhas primeiras viagens internacionais eu optava sempre por usar o cartão de crédito devido à comodidade e o acúmulo de pontos. Mas logo vi que o IOF pesava bastante, além da variação cambial. Então passei a utilizar mais dinheiro em espécie, mesmo esse não sendo o meio de pagamento mais seguro e prático. Hoje estou considerando testar as contas digitais internacionais.

De qualquer forma, sempre levo uma certa quantia em papel moeda e cartões de crédito internacionais para eventuais emergências. (Uma dica é não guardar todos os cartões no mesmo lugar. Se você for roubado, perder a mochila ou algo assim, você terá um cartão reserva em outro lugar).

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E você, qual sua dica para economizar na compra de dólar?