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Quais são as cidades mais seguras do mundo (e também as mais perigosas) para viajar!

Wendell Oliveira
23/10/2019 às 4:57

Quais são as cidades mais seguras do mundo (e também as mais perigosas) para viajar!

Sentir-se seguro na hora de viajar para um novo destino é essencial. Por isso, a The Economist lançou um relatório com as cidades mais seguras do mundo em 2019. O ranking considerou 60 cidades com base em 57 indicadores qualitativos e quantitativos, que vão desde segurança pessoal, até segurança de infraestrutura, sanitária e digital. A pontuação vai de 0 a 100. O resultado você acompanha agora, não somente das cidades com melhor posição no índice, mas também aquelas consideradas menos seguras. Confira!

1º lugar: Tokyo (92,0)

Capital da terra do sol nascente, Tokyo é a maior metrópole do mundo e será a sede das Olímpiadas de 2020! Para os padrões brasileiros, é difícil imaginar como uma cidade tão grande pode ser ao mesmo tempo tão segura. Investimentos em educação e infraestrutura são frequentemente apontados como a razão para o alto índice de desenvolvimento do Japão.

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Tokyo, Japão: sede dos Jogos Olímpicos de 2020.

2º lugar: Singapura (91,5)

Com leis severas, que punem até cusparadas no chão e mascar chicletes, a pequena cidade-Estado de Singapura garantiu o segundo lugar na lista de cidades mais seguras do mundo. O custo de vida alto e o grande número de empresas estrangeiras que atraem imigrantes qualificados impulsiona o país, que fica em primeiro lugar quando consideradas somente a segurança de infraestrutura e a segurança pessoal. No quesito segurança sanitária, porém, o país desce para a 8ª posição, sinalizando que ainda há espaço para melhorias.

Singapura: custo de vida alto e leis severas.

3º lugar: Osaka (90,9)

Segunda cidade japonesa no ranking e medalha de bronze no quesito segurança, Osaka mostrou que leis mais rígidas e fiscalização podem ser a resposta para uma cidade melhor. O poder da Yakuza, a infame máfia japonesa, foi drasticamente reduzido nos últimos anos, tornando Osaka uma das cidades mais seguras não só do Japão, mas do mundo todo!

Osaka: fiscalização das leis diminuíram o poder da Yakuza, a infame máfia japonesa.

4º lugar: Amsterdã (88,0)

Com ideias progressistas, Amsterdã, a capital da Holanda, tem a fama de estar na vanguarda do mundo. Há anos vem dando verdadeiros nós na cabeça de muitos governantes ao apresentar políticas públicas alternativas, principalmente no que se refere ao transporte público e a descriminalização das drogas. Faltam estudos que comprovem que o modelo adotado pela cidade seja um exemplo, mas é inegável que os resultados obtidos são satisfatórios, a ponto de trazê-la para a quarta posição de cidade mais segura do mundo!

Amsterdã, Holanda: transporte público e descriminalização de drogas sob uma outra ótica.

5º lugar: Sydney (87,9)

A cidade de Sydney, capital do estado de New South Wales, na Austrália, já foi uma colônia penal. Entre 1788 a 1868, cerca de 160.000 condenados foram transportados até a região. Era isso ou a pena de morte. Alguma dúvida que os criminosos souberam aproveitar a “segunda chance”? Dando saltos maiores do que os de um canguru, a cidade despontou como um dos principais motores econômicos do país, tornando-se famosa pela tolerância às diferenças e segurança.

Sydney Austrália

Sydney, Austrália: antiga colônia penal que deu um salto para o desenvolvimento.

6º lugar: Toronto (87,8)

Maior cidade do Canadá, Toronto possui 5,5 milhões de habitantes em sua região metropolitana, mais da metade formada por imigrantes. Uma cidade moderna, organizada, plural e que abraça culturas de todas as partes do mundo. Como taxas de crime muito baixas, Toronto tem a reputação de ser a cidade mais segura da América do Norte, sendo receptiva a viajantes, estejam eles acompanhados ou não.

Toronto, Canadá: a cidade mais segura da América do Norte.

7º lugar: Washington, D.C. (87,6)

É de se esperar que a casa onde mora o presidente seja um lugar seguro. No entanto, muito além do forte esquema de segurança da Casa Branca, a cidade de Washington respira tranquilidade e sossego. O cenário pouco lembra o mais importante centro político, econômico e militar do mundo, conquistando os visitantes com seu jeito acolhedor e atrações de qualidade.

Washington D.C., capital dos Estados Unidos.

8º lugar: Copenhagen (87,4)

Os destinos da Escandinávia são conhecidos por serem seguros, e não seria diferente com Copenhagen, capital da Dinamarca. A cidade possui baixos níveis de crimes contra locais e turistas, embora recentemente tenha vivenciado um pequeno aumento nas taxas. Nada tão preocupante a ponto de tirá-la da lista das dez cidades mais seguras do mundo.

Copenhagen, Dinamarca: segurança no padrão nórdico.

9º lugar: Seul (87,4)

Reforçando a imagem da Ásia como um destino seguro, Seul, a capital da Coreia do Sul, é onde a tradição e a modernidade encontram a segurança. Uma grande metrópole com excelente rede de transporte público, onde não existem “áreas perigosas” ou que devam ser evitadas. Explorar Seul é conhecer uma cidade completa, sem medo de errar.

Seul, Coreia do Sul: onde tradição e modernidade encontram a segurança.

10º lugar: Melbourne (87,3)

A Austrália marca presença novamente no ranking, dessa vez com Melbourne, a segunda maior cidade do país. Um destino para quem gosta de ar cosmopolita, restaurantes com mesinhas ao ar livre e vida noturna ativa. Com belas praias e belas paisagens naturais, Melbourne esbanja qualidade de vida, onde a violência não é uma preocupação do dia a dia.

Melbourne, Austrália: praias, calor e estilo mais relaxado.

As cidades menos seguras do mundo

De acordo com o ranking, essas são as cidades consideradas menos seguras do mundo, com notas inferiores a 50 pontos, abaixo da média:

  • 55º Cairo, Egito (48,6)
  • 56º Dhaka, Bangladesh (44,6)
  • 57º Karachi, Paquistão (43,5)
  • 58º Yangon, Mianmar (41,9)
  • 59º Caracas, Venezuela (40,1)
  • 60º Lagos, Nigéria (38,1)

Rio de Janeiro e São Paulo aparecem na lista, consideradas cidades de “segurança média”.

Duas cidades brasileiras aparecem no ranking: Rio de Janeiro (40ª posição, nota 60,9) e São Paulo logo em seguida, em 41º lugar com nota 59,7. A segurança é considerada “média” em ambas. A América do Sul ainda é representada por Santiago (33º), Buenos Aires (34º), Lima (45º), Quito (50º) e Bogotá (51º).

Confira o estudo completo: Safe Cities Index 2019 (em PDF).

Entendendo a segurança nas cidades

A humanidade já é uma espécie majoritariamente urbana. Mais de 56% da população mundial vive nas cidades, e até 2050 seremos 68%, refletindo um processo de urbanização mais rápido do que o previsto. Com mais gente dividindo o mesmo espaço, aumentam os desafios de segurança.

Não deixa de ser interessante analisar que em muitas cidades desenvolvidas, como Tokyo (1º) ou Copenhagen (8º), as principais preocupações sejam em relação a cibersegurança, políticas de privacidade e disponibilidade de acesso a internet. Em cidades com nível médio de segurança, como São Paulo (41º) e Santiago (33º, calculado antes das manifestações do Chile), gargalos de infraestrutura e desigualdade social causam desequilíbrio nas notas. Qualquer um que tenha visitado o Rio de Janeiro (40º), por exemplo, sabe que existem áreas da cidade com IDH muito elevado, enquanto outras apresentam baixíssimo desenvolvimento.

Aeroporto de Caracas, Venezuela: possivelmente o lugar mais seguro da cidade.

Já em casos extremos, como Caracas (59º), na Venezuela, e Lagos (60º), na Nigéria, conflitos armados e instabilidade política de grandes proporções afetam a todos e tornam o turismo extremamente não recomendado. Outros casos excepcionais merecem ser analisados com calma: É o caso de Yangon (58º), no Mianmar, onde uma crise étnica interna derruba a nota do país. Assim como Bangkok, na Tailândia, e Ho Chi Minh, no Vietnã, ambas empatadas em 47º lugar: o número alto de acidentes de trânsito é fator preponderante para a nota baixa no ranking, mas não necessariamente afeta quem vem de fora.


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