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Boeing vai pagar R$ 2,4 bilhões para a GOL por paralisação do 737 MAX

Thayana Alvarenga
13/05/2020 às 17:35

Boeing vai pagar R$ 2,4 bilhões para a GOL por paralisação do 737 MAX

A GOL vai receber da Boeing uma compensação de US$ 412 milhões (cerca de 2,4 bilhões) pela paralisação de seus aviões 737 MAX 8. O aterramento das aeronaves em todo o mundo após as duas tragédias em 2018 e 2019 atingiu fortemente a companhia brasileira, que é uma das maiores clientes do modelo. A novidade foi anunciada nesta quarta-feira por meio de um comunicado aos investidores enviado pela empresa.

Considerando o tamanho da frota existente, a parada na produção e entrega dos aviões tiveram um impacto significativo nas operações da GOL. Na época dos acidentes, a brasileira havia recebido sete aeronaves 737 MAX, de um pedido de 135.

A compensação chega em um momento muito oportuno. Como todas as companhias aéreas, a GOL está sofrendo durante a atual pandemia de coronavírus e o dinheiro vai ajudar na sobrevivência.

Caixa para 10 meses

No comunicado divulgado pela GOL, a companhia informou também que possui mais de 10 meses em reservas de caixa para se proteger da crise. “A GOL acredita que estará bem posicionada no mercado durante a recuperação, devido à malha doméstica que atende tanto os passageiros de negócios quanto os de lazer.”

Segundo o relatório, em 30 de abril a GOL tinha R$ 4,0 bilhões em liquidez total, o que garante mais de 10 meses de caixa disponível (excluindo reembolsos e caixa restrito). Incluindo os valores financiáveis de depósitos e ativos não onerados, a fonte de liquidez da GOL seria aproximadamente R$7 bilhões.

Capacidade nos voos

Desde 28 de março, a empresa teve de paralisar 120 aeronaves (92% de sua frota), e os voos em abril foram operados do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para todas as capitais brasileiras e o Distrito Federal, o que representa 7% do realizado em abril de 2019.

A expectativa da companhia para o final de maio é que esse patamar de operações esteja em 12% do realizado no ano passado, com a esperada reabertura das bases nos aeroportos de Foz de Iguaçu, Navegantes e Maringá, assim como o reinício de um número limitado de voos a partir de Congonhas, São Paulo, para os aeroportos de Santos Dumont e Galeão, no Rio de Janeiro.

Devolução de aviões

Está nos planos da GOL devolver um total de 18 aeronaves arrendadas em 2020, podendo retornar até outras 30 em 2021 e 2022 com a devolução de sete B737-800 no primeiro trimestre deste ano e de outros quatro B737-800s pretendidos no segundo trimestre. Em decorrência de uma demanda esperada mais fraca, a companhia avalia uma redução de frota focada nos seus 23 B737-700s (15% do total de assentos). Além disso, a GOL cortou os recebimentos do Boeing 737 MAX para 2020/2021/2022 em 14/20/13 aeronaves, e reduziu a despesa de capitais em R$ 200 milhões para um total de R$ 300 milhões entre maio e dezembro.


Certamente a pandemia de coronavírus afetou os seus planos futuros com a GOL mas, sejam quais forem, eles ainda envolverão o 737. E você, o que achou do acordo com a Boeing?

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