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Será? Boeing estuda novo avião para substituir o 737 MAX

Mateus Tamiozzo
30/09/2025 às 14:30

Será? Boeing estuda novo avião para substituir o 737 MAX

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A fabricante norte-americana Boeing estaria em fase inicial de um projeto de novo avião para substituir o Boeing 737 MAX. De acordo com o The Wall Street Journal, o CEO da empresa, Robert Ortberg, se reuniu recentemente com representantes da Rolls-Royce, que seria a fornecedora dos motores da futura aeronave.

Ainda segundo a reportagem, a fabricante estaria trabalhando no desenho de uma cabine de comando para um futuro novo avião.

Procurada pelo Melhores Destinos, a Boeing disse, em nota, que o foco está no presente, mas não descartou a possibilidade de um novo avião. Vale ressaltar que o tipo de reunião reportado pelo jornal norte-americano é corriqueiro na aviação (e em outros setores, diga-se de passagem), afinal, em uma indústria altamente competitiva e em que a eficiência de sua engenharia é crucial para se alcançar o sucesso, nenhuma empresa quer ficar de braços cruzados.

Nossos times continuam focados em nosso plano de recuperação, incluindo a entrega da carteira de pedidos existente de quase 6.000 aeronaves comerciais e a certificação dos novos modelos 737 7, 737 10 e 777 9. Ao mesmo tempo, como temos feito ao longo de décadas, nossa equipe avalia o mercado, avança em tecnologias chave e melhora nosso desempenho financeiro, para que estejamos prontos, no momento certo, para avançar com um novo produto”, afirmou a empresa.

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Problemas recentes minaram confiança no Boeing 737 MAX

De todo modo, as informações sobre um possível substituto do Boeing 737 MAX surgem em um contexto de dificuldades para a fabricante norte-americana com o seu principal avião, sobretudo no que diz respeito à qualidade e à segurança.

(Foto: Taylor Rains)

Um incidente no início do ano passado com a Alaska Airlines, quando a porta de um Boeing 737 MAX da companhia se desprendeu em pleno voo, colocou a Boeing sob amplo escrutínio das autoridades dos Estados Unidos, com investigações que revelaram problemas na linha de montagem das aeronaves.

Anteriormente, dois acidentes fatais – um com a Lion Air e outro com a Ethiopian Airlines – foram os primeiros sinais concretos de que algo não ia bem com o Boeing 737 MAX.

A crise em torno da aeronave foi o empurrão que a Airbus precisava para ganhar espaço com o A320neo, a nova geração que chegou para substituir o A320, seu irmão mais velho. A fabricante europeia tem obtido melhores resultados do que sua concorrente do outro lado do Atlântico há alguns anos, e está prestes a ver a família A320 superar a série 737 em entregas para companhias aéreas.

Um avião com novo nome?

Com tantos problemas em torno do Boeing 737 MAX, uma pergunta interessante a ser feita é se o possível novo avião poderia ter outro nome, aposentando a nomenclatura 737. O único espaço ainda existente na sequência numérica usada pela empresa em suas aeronaves comerciais seria o Boeing 797 (em sua história, a empresa teve e tem o 707, 717, 727, 737, 747, 757, 767, 777 e 787).

É evidente que este é um exercício de pura imaginação, mas sobram casos na história de empresas de diferentes setores que mudaram seus produtos de nome ou mexeram em suas características visuais, mas mantendo sua base, em razão de crises de imagem que tornaram o padrão anterior insustentável.

Novo avião da Boeing pode levar anos para sair do papel

Quase tudo na aviação leva bastante tempo para sair do papel, e uma das coisas que mais leva tempo é o projeto de um novo avião. Por isso, mesmo que as informações publicadas hoje se concretizem, nada deve acontecer em um futuro imediato.

Projetos de novos aviões levam alguns anos entre as conversas iniciais e a entrega do primeiro modelo. Nesse meio tempo, a fabricante precisa, entre outras coisas, trabalhar no design da aeronave, desenvolver suas especificações técnicas, criar e fabricar protótipos (em escala reduzida e real), fazer inúmeros testes, passar por certificações, fazer o marketing em torno do avião e encontrar clientes.

Embraer avalia fabricar aviões maiores

O interesse em um novo avião não se limita à Boeing. Aqui no Brasil, a Embraer também estaria de olho na possibilidade, mas em um contexto diferente: a empresa brasileira considera entrar em um mercado onde não atua para competir com o Airbus A320 e Boeing 737.

As primeiras notícias em torno do assunto apareceram em maio do ano passado. À época, o jornal The Wall Street Journal afirmou que o projeto da Embraer ainda estava em fase preliminar, envolvendo estudos de requisitos de carga e alcance e discussões com potenciais parceiros financeiros e industriais de vários países.

A fabricante não negou a informação. Disse que “certamente tem a capacidade técnica para desenvolver uma nova aeronave de fuselagem estreita, mas que estava focada em “vender produtos atuais e fortalecer a Embraer”. Ao portal Brazil Journal, porém, confirmou a intenção e disse que uma decisão seria tomada no fim deste ano.

A Embraer não teria vida fácil em uma entrada neste novo segmento de aeronaves. A Airbus e a Boeing são historicamente dominantes com o A320 e o B737, nunca tiveram outros concorrentes relevantes – quem tentou entrar se deu mal – e contam com uma máquina de marketing e publicidade que não encontra paralelo no setor.

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