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Azul anuncia voos para Joinville, Blumenau e mais 7 destinos em Santa Catarina

Mateus Tamiozzo
14/08/2026 às 12:53

Azul anuncia voos para Joinville, Blumenau e mais 7 destinos em Santa Catarina

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A Azul ampliará a presença em Santa Catarina a partir de novembro. Por meio da Azul Conecta, focada em voos regionais com aeronaves de pequeno porte, a empresa terá voos de Florianópolis para nove destinos do interior definidos pelo governo estadual: São Miguel do Oeste, Joaçaba, Caçador, Blumenau, Correia Pinto, Lages, Jaguaruna, Forquilhinha e Joinville.

A iniciativa da companhia nasce do acordo assinado com a administração catarinense para a implementação do Programa VOA+SC, que busca ampliar a conectividade aérea no Estado, sobretudo em cidades com pouca ou nenhuma operação regular. A formalização ocorre após a Azul vencer uma licitação – o valor estimado da contratação é de R$ 22,5 milhões no primeiro ano de contrato.

A aérea afirma que, até o início dos voos, realizará as etapas de implantação do projeto, que incluem o planejamento operacional, a integração de sistemas, as avaliações de infraestrutura aeroportuária, a preparação comercial e o treinamento das equipes.

Aeroporto de Florianópolis

O edital mostra que o prazo de vigência do contrato será de 18 meses, sendo que  três meses serão dedicados à preparação da companhia aérea, o que coincide com o anúncio da Azul de iniciar os voos em novembro. Não está claro qual é o cronograma exato de estreia de cada rota.

Quantos voos a Azul vai operar e quais aeronaves serão usadas?

A Azul ainda não detalhou quantos voos vai operar. O edital, no entanto, cita uma frequência mínima de dois voos semanais por rota, enquanto a definição da frequência efetiva será estabelecida pela empresa, seguindo o limite mínimo de rotas e o máximo de 160 horas de voo/mês. Reuniões do governo com a companhia a partir de hoje devem começar a desenhar essa oferta.

Cessna Grand Caravan da Azul Conecta, de nove assentos

O documento também prevê que a operadora escolhida deve ter aeronaves de até 19 assentos. Por si só, esse número já limitava os participantes, tirando, por exemplo, Gol e Latam da disputa. A Azul é uma das poucas do Brasil, e a única das três grandes, a operar o Cessna Grand Caravan, de nove assentos. Futuramente terá também o Cessna SkyCourier, equipado com 19 assentos.

O argumento do governo para essa limitação de tamanho das aeronaves passa pelas dificuldades de infraestrutura de alguns aeroportos catarinenses, que não são capazes de receber aviões maiores.

Preços definidos pelo governo e subsídio estadual

Segundo o edital, o preço das passagens do VOA+SC será estabelecido pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), “limitado ao custo da operação” e considerando a “oferta e a demanda de cada trecho”. De acordo com o governo, a Azul Conecta terá bilhetes entre R$ 315 e R$ 825, e os recursos arrecadados com as vendas serão abatidos do valor do contrato.

Interior do Cessna Grand Caravan da Azul Conecta

Além disso, a SPAF aplicará subsídios sobre as passagens, com base nos seguintes critérios:

  • a natureza do subsídio estatal, que inclui uma subvenção econômica que corresponda ao pagamento dos custos relativos à hora-voo, incluídos os custos dos assentos não comercializados e/ou à diferença entre o custo da operação e o valor da venda da passagem;
  • redução dos custos relativos às tarifas aeroportuárias;
  • análise de mercado e variação de custos diretos e indiretos referentes à capacidade e à eficiência da aeronave, à distância e ao tempo estimado de voo por trecho, aos custos com tripulação, à frequência, à regularidade, à demanda e ao perfil de utilização da rota.

Cessna SkyCourier, modelo de 19 assentos que chegará para a frota da Azul Conecta

Além das passagens, a proposta do governo de Santa Catarina prevê subvenção econômica de investimento de até 20% para aquisição de aeronaves com capacidade de 17 a 19 assentos, para uso exclusivo nas operações do VOA+SC.

Governo catarinense queria companhia aérea própria, mas desistiu da ideia

Antes de abrir espaço às companhias aéreas já estabelecidas, o governo de Santa Catarina analisou a possibilidade de estruturar e operar uma companhia aérea própria, ou uma unidade administrativa especializada para execução dos voos regionais. Essa alternativa, segundo a administração local, revelou-se “tecnicamente complexa e economicamente onerosa”.

Entre os argumentos para abandonar a ideia estão a necessidade de aquisição ou aluguel de aeronaves, estrutura de manutenção, hangares, certificações aeronáuticas, formação de tripulação, corpo técnico especializado, seguros e conformidade regulatória.

Além disso, o governo afirmou que “o tempo necessário para estruturação e certificação de operação estatal tornaria a solução incompatível com a urgência do atendimento do interesse público, além de implicar elevado risco financeiro e administrativo”.

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Mateus Tamiozzo
Mateus Tamiozzo

Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.

Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!

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