Boa notícia! Azul recebe aprovação da Justiça para plano de recuperação financeira
Boa notícia! Azul recebe aprovação da Justiça para plano de recuperação financeira
Após uma votação iniciada em novembro, os credores (instituições que emprestam dinheiro e bens a outras) da Azul aprovaram o plano de reestruturação financeira da companhia aérea. O trâmite, chancelado pela Justiça na sexta-feira, abre caminho para que a empresa saia do chamado Chapter 11, mecanismo de recuperação judicial dos Estados Unidos, onde corre o processo.

Em comunicado, a Azul afirmou que o plano recebeu “recebeu apoio expressivo de todos os credores com direito a voto”. Segundo a companhia aérea, a conclusão desta etapa permite que “avance para as próximas fases de implementação”.
A expectativa da Azul é a de que o processo seja finalizado em fevereiro, e com um nível de endividamento menor do que o previsto quando entrou no processo, em maio. A empresa afirma que deixará a reestruturação com uma alavancagem de 2,5x, contra uma previsão inicial de 3x.
A Azul prevê uma redução progressiva da alavancagem nos anos seguintes, com previsão de 2x em 2026, 1,5x em 2027, 1,2x em 2028 e 0,8x em 2029.
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que a dívida da empresa vai cair mais de 60%, e a dívida com aeronaves vai recuar mais de 28%. Disse também que vai buscar US$ 1,2 bilhão junto a investidores em janeiro para bancar a saída do processo. A empresa já tem outros recursos disponíveis, aprovados pela Justiça (veja mais detalhes abaixo).
Entre julho e setembro deste ano, o índice ficou em 5,1x, maior do que os 4,9x registrados no mesmo período de 2024. Entre abril e junho de 2025, a alavancagem da Azul era de 4,9x.

De maneira geral, a alavancagem é um recurso que envolve o uso de dinheiro próprio da empresa e de empréstimos para potencializar um negócio. Esta solução permite às companhias obter valores adicionais para investimentos, sem a necessidade de aumentar o próprio orçamento. Um dos principais riscos é o endividamento excessivo. Via de regra, quanto menor for a alavancagem, melhor.
Azul em recuperação judicial
A Azul entrou em recuperação judicial no fim de maio deste ano, com dívidas bilionárias que se tornaram insustentáveis e fizeram a empresa recorrer à proteção da Justiça dos Estados Unidos contra falência.

Um dos destaques do processo até agora tem sido a devolução de aeronaves. A ideia da empresa é se desfazer de 35% de sua frota futura – esses aviões, segundo a Azul, já estavam fora de operação. Antes, em março, a empresa anunciou o corte de operações em 14 destinos, e reduziu seus voos em determinadas rotas.
Em julho, a companhia comunicou que estava se desfazendo também de dois Airbus A330-900neo, modelo usado em voos de longa distância, sobretudo internacionais. Esses aviões eram muito criticados por não terem o padrão de conforto da Azul.
Por outro lado, a companhia já foi autorizada pela Justiça a obter quatro novos aviões A330.

Em termos financeiros, a principal aprovação em favor da Azul foi de um empréstimo de US$ 1,6 bilhão, que estava nos planos da companhia aérea desde o início da recuperação judicial. Além disso, a empresa economizou US$ 1 bilhão a partir de um acordo com a arrendadora de aeronaves AerCap.
A Justiça americana também aprovou um aporte de US$ 650 milhões, que ajudará a Azul em seu processo de capitalização. Esse valor se soma aos cerca de US$ 300 milhões que deverão ser investidos por American Airlines e United Airlines, o que totaliza os US$ 950 milhões apresentados pela Azul no plano enviado à Justiça em setembro.
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