Azul apresenta plano para sair da recuperação judicial e cortar US$ 2 bilhões em dívidas
Azul apresenta plano para sair da recuperação judicial e cortar US$ 2 bilhões em dívidas
Luz no fim do túnel? A companhia aérea Azul apresentou ontem à Justiça de Nova York, nos Estados Unidos, a sua proposta de reestruturação financeira, etapa importante dentro de sua recuperação judicial. A ideia da empresa, agora, é ter uma audiência de confirmação deste planejamento em 11 de dezembro – nesta etapa, o juiz que supervisiona o processo decide se aprova ou reprova o plano.

No documento apresentado à Justiça, a Azul reforça o que já estava no seu plano inicial: eliminar cerca de US$ 2 bilhões em dívidas e obter US$ 950 milhões em novos aportes de capital, o que deve ser feito por meio de American Airlines e United Airlines.
Com a provável audiência em dezembro, a Azul parece estar nos trilhos em relação a seu cronograma de saída completa da recuperação judicial, prevista para o início de 2026. Antes do veredito, porém, a proposta de reestruturação passará por uma votação, que deve acontecer até 1º de dezembro.
O percurso da Azul na recuperação judicial

Desde o fim de maio, quando anunciou que recorreria à Justiça dos Estados Unidos para se proteger de credores e iniciar a reestruturação de sua dívida, que beirava os US$ 35 bilhões, a Azul tem colocado boa parte de seus esforços em tentar se reerguer.
Um dos destaques do processo até agora tem sido a devolução de aeronaves que estavam fora de operação. A Azul se desfez de 12 aviões e sete motores, número que estava previsto pela empresa desde julho (a ideia original era eliminar 20 aeronaves).
A Azul informou também fechou um acordo previamente anunciado com a AerCap, que representa a maioria de sua despesa de aluguel de aviões. A expectativa é que somente esse acordo tenha resultado em mais de US$ 1 bilhão em economia na operação da sua frota.

Nos documentos que deram início à recuperação judicial, a empresa informou a intenção de eliminar 35% de sua frota futura, ou seja, aviões já parados e pedidos que ainda não foram concluídos.
Outro ponto importante foi a aprovação, em julho, de um financiamento de US$ 1,6 bilhão, que também estava previsto no início da recuperação da Azul.