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Mudanças! Azul encerra operação de A330-900neo alugados enquanto recebe primeira unidade própria

Mateus Tamiozzo
08/06/2026 às 10:58

Mudanças! Azul encerra operação de A330-900neo alugados enquanto recebe primeira unidade própria

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A companhia aérea Azul está reorganizando o quebra-cabeças de sua frota internacional. Recentemente, a empresa encerrou os voos com as aeronaves Airbus A330-900neo – usados em voos de longa distância – alugadas da Avolon, que agora serão preparadas no exterior para voltar ao Brasil, mas nas cores da Gol.

Ao mesmo tempo, a companhia iniciou neste fim de semana a operação com o primeiro A330-900neo diretamente de fábrica – a companhia tem um contrato com a Airbus para receber 11 aviões deste tipo nos próximos anos. Além disso, aguarda a chegada de outros modelos A330-200, mais antigos, para compensar a capacidade de assentos perdida com as devoluções.

Em razão do desequilíbrio na frota por conta dessas mudanças, a Azul deve fechar o segundo trimestre com 20% menos voos internacionais, de acordo com o CEO da Azul, John Rodgerson, em conversa com o Melhores Destinos durante a reunião anual da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês).

Vale lembrar, ainda, que a Azul faz alguns voos com aeronaves da portuguesa EuroAtlantic. Nessas operações, as aeronaves não recebem a identificação externa tradicional da companhia e assentos e sistema de entretenimento não seguem o padrão de aviões próprios.

Azul comemora momento de devolução de aeronaves

Com a crise nos preços do querosene de aviação (QAV) por conta da guerra no Oriente Médio, a avaliação da Azul é a de que a devolução dos A330-900neo e ter menos aeronaves à disposição tornou-se um cenário positivo para a companhia.

“[A redução] foi uma bênção para nós, porque aconteceu quando o combustível dobrou em um trimestre que é fraco”, disse. “Eu acho que nós vamos conviver com combustível mais caro. Então, isso é a realidade. Por isso você tem que focar em rotas que fazem mais sentido”, disse Rodgerson.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, o preço do combustível de aviação no Brasil (QAV) subiu cerca de 70%, impactado pela redução da oferta de petróleo em razão do fechamento do Estreito de Ormuz, no Irã. A commodity tem sido  cotada em torno de US$ 100 o barril, contra US$ 70 antes do conflito.

Segundo Rodgerson, a Azul deve mexer na capacidade de assentos de acordo com a necessidade e os movimentos de preços do petróleo e do QAV. Não se descarta, portanto, a possibilidade de novos cortes na malha aérea nos próximos meses.

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Mateus Tamiozzo

Mateus Tamiozzo

Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.

Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!

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