Azul recebe primeiro de 5 Airbus A330-200 para reestruturar voos internacionais – veja como está a frota
Azul recebe primeiro de 5 Airbus A330-200 para reestruturar voos internacionais – veja como está a frota
Tentando reestruturar a frota para voos internacionais de longa distância, a companhia aérea Azul recebeu no fim de semana passado mais um Airbus A330-200, que antes estava voando pela American Airlines e tem cerca de 15 anos de uso. Agora a empresa tem quatro unidades deste modelo.

O avião que pousou no Brasil no fim da semana passada está em processo de alteração para os padrões externos, internos e de entretenimento de bordo da Azul. A aérea espera receber outros quatro Airbus A330-200 nos próximos meses, totalizando oito – segundo a empresa, as aeronaves estarão configuradas com 247 assentos, sendo 20 na classe executiva.
A expectativa é que os outros A330-200 também sejam unidades que passaram pela última vez pela American Airlines. O movimento acontece no momento em que a Azul tenta validar um aporte de US$ 100 milhões dos norte-americanos, que está em discussão no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Azul recebe primeiro A330-900neo direto de fábrica

Além desses A330-200, a Azul prevê receber 11 unidades do A330-900neo diretamente de fábrica. A primeira unidade chegou ao Brasil no mês passado e já está em operação, enquanto a próxima é esperada para o segundo semestre deste ano. As demais, de acordo com a companhia, serão entregues nos próximos anos. Essas aeronaves terão 298 assentos, sendo 34 na executiva.
Recentemente, a aérea devolveu todas as sete unidades que tinha do A330-900neo, pertencentes à arrendadora de aeronaves Avolon. Parte desses aviões, porém, retornará ao Brasil em breve, mas nas cores da Gol.
Como consequência desses movimentos de encerramento de operação e devolução do A330-900neo, a Azul viu sua capacidade internacional despencar 20% no segundo trimestre. Agora, a chegada de mais aeronaves deve ajudar a recuperar o espaço perdido.
Em resumo, este é o cenário atual da Azul em relação à frota internacional própria:
| Aeronave | Frota atual | Frota futura |
| A330-200 | 4 aeronaves | 8 aeronaves (+4) |
| A330-900neo | 1 aeronave | 11 aeronaves (+10) |
Companhia também opera com aeronaves fora dos padrões

Ainda que a chegada de mais aviões nos padrões externos e internos seja uma boa notícia, a Azul ainda depende de aeronaves emprestadas pela empresa portuguesa EuroAtlantic, cuja configuração foge ao que passageiros frequentes da companhia estão acostumados a encontrar.
Empresas como a EuroAtlantic atuam no modelo chamado ACMI (Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance, o que se traduz como Aeronave, Tripulação, Manutenção e Seguro). Nesse tipo de contrato (wet lease), como o próprio nome sugere, todos esses serviços são fornecidos por uma mesma empresa.
É diferente do modelo mais “tradicional” de aluguel de aeronaves (dry lease), quando uma companhia recebe um avião de uma empresa de arrendamento e é responsável por todos os outros aspectos da operação.

Atualmente, a Azul pega emprestados quatro dos aviões da EuroAtlantic: dois Boeing 767-300, um Boeing 777-200 e um Airbus A330-200, todos com mais de 20 anos de uso. Anteriormente, a companhia também usou aeronaves da Hi Fly. Esses equipamentos eram e são alvo recorrente de reclamações de alguns passageiros, que não encontram o “padrão Azul” a bordo.
Um dos motivos pelos quais a Azul – e outras empresas do setor – foi atrás dessas alternativas é a escassez de aeronaves, problema que assombra o mercado e é reflexo de problemas nas cadeias de suprimentos iniciados na pandemia. O cenário adverso tem atrasado as entregas por parte das fabricantes, e não há perspectiva de solução no curto prazo.
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Mateus Tamiozzo
Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.
Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!