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Governo quer investir R$ 1 bilhão e levar voos regulares para 200 cidades brasileiras

Leonardo Cassol
Leonardo Cassol
23/03/2021 às 18:04

Governo quer investir R$ 1 bilhão e levar voos regulares para 200 cidades brasileiras

O Ministério da Infraestrutura anunciou hoje a meta de dobrar a quantidade de cidades atendidas por voos regulares no Brasil até 2025. Com a promessa de expandir a aviação regional, o governo planeja investir R$ 1 bilhão em equipamentos de navegação aérea, reforma e construção de novos aeroportos nas cinco regiões do país.

Meta: 200 cidades com voos regulares

A meta do governo é ter 200 cidades com voos comerciais regulares até 2025. O Brasil já chegou a ter 128 destinos com voos regulares em 2019, mas atualmente tem apenas 96 por conta da pandemia.

De um lado, o projeto exige melhorias de infraestrutura, com equipamentos adequados e modernização em pistas, pátios e terminais aeroportuários. Do outro, depende da recuperação das companhias aéreas, seriamente atingidas durante a pandemia.

Amazônia em foco

De acordo com o governo, a região amazônica, com muitos municípios isolados e sem ligação rodoviária, é uma das prioridades. Desde 2019, cerca de R$ 200 milhões estão sendo destinados para obras e aquisição de equipamentos em 25 aeroportos, localizados no interior do Acre, do Amapá, do Amazonas, de Mato Grosso e do Pará.

Além disso, uma parceria público-privada (PPP) está em fase de estruturação para qualificar oito aeroportos do Amazonas (Parintins, Carauari, Coari, Eirunepé, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Lábrea e Maués), que devem receber R$ 380 milhões em investimentos a partir de 2022. O modelo será o de concessão patrocinada, prevendo a ampliação, manutenção e exploração dos aeroportos, por gestor privado, com objetivo de melhorar a infraestrutura e a prestação dos serviços. O modelo de PPP deve ser replicado também para outros estados do Norte.

Obras de modernização em outras regiões

De acordo com o governo, serão realizadas obras para a construção do novo terminal de passageiros do Aeroporto de Oiapoque (AP), além da reforma e ampliação do Aeroporto de Barreiras (BA), construção de cerca operacional e guaritas do Aeroporto de Barreirinhas (MA), ampliação e adequação do Aeroporto de Patos (PB), implantação de novo terminal de passageiros e ampliação da área operacional do Aeroporto de Santo Ângelo (RS), e da aquisição de equipamentos para o Aeroporto de Cascavel (PR).

O Aeroporto de Jericoacoara (CE) vai receber um novo sistema de segurança. Há previsão ainda de ampliação e adequação do Aeroporto de Bom Jesus do Gurguéia (PI), aguardando licitação. A implantação de auxílios visuais à navegação aérea nos Aeroportos de Paracatu (MG) e Rio Verde (GO) estão com obras iniciadas. Os aeroportos de Valença (BA) e Feira de Santana (BA) também têm licitação em andamento para aquisição de um sistema que auxilia na navegação visual durante o pouso das aeronaves.

Investimentos da Infraero

O Ministério anunciou que a Infraero planeja investir R$ 365 milhões em 2021 e 2022 para melhoria operacional dos aeroportos de Congonhas, Santos Dumont, Belém, Manaus e de outras capitais. Além disso, neste ano a estatal vai destinar mais R$ 174,5 milhões para a conclusão de obras de reforma e ampliação dos terminais de passageiros de Navegantes (SC), Uberlândia (MG) e Montes Claros (MG); ampliação do pátio e da pista de pousos e decolagens de Foz do Iguaçu (PR), além de investimentos em Joinville (SC) e Petrolina (PE).

Concessões de aeroportos

Os investimentos prometidos não serão feitos somente pelo governo federal. Os recursos privados da quinta rodada de concessões, que leiloou 12 aeroportos no interior de Mato Grosso, do Ceará, da Paraíba e do Rio de Janeiro somam R$ 3,5 bilhões para os próximos anos.

Além disso, estão previstos mais R$ 6 bilhões em melhorias para o conjunto dos 22 aeroportos que vão a leilão pela sexta rodada, marcada para 7 de abril. Além de algumas capitais, serão contemplados 13 aeroportos do interior do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, do Acre, do Amazonas, do Maranhão e de Pernambuco.

Já na sétima rodada, com leilão previsto no final de 2021, deve envolver mais de R$ 5 bilhões em investimentos em 16 aeroportos, sendo nove regionais localizados em Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais e no Pará.

Aviação regional não é novidade

Não é a primeira vez que a aviação regional é anunciada como uma prioridade de governo. Em 2012, no então governo Dilma Housseff, houve a promessa de construir 900 aeroportos regionais no Brasil, algo que obviamente não saiu do papel. De lá para cá a aviação regional nunca decolou pra valer, por conta de limitações de infraestrutura, dos altos custos de administração e do desinteresse comercial das companhias aéreas.

Será que agora a promessa sai do papel? Vamos aguardar e acompanhar!

Com informações da Agência Brasil.


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