Arequipa! Vulcões, fontes termais e ótima gastronomia na segunda maior cidade do Peru
Arequipa! Vulcões, fontes termais e ótima gastronomia na segunda maior cidade do Peru
Quando pousei em Arequipa, em uma manhã de quinta-feira um pouco gelada, mas com muito sol, entendi o porquê de ela ser considerada uma das cidades mais bonitas do Peru: cercada por três imponentes vulcões (sendo um ativo), esse cenário nos acompanhará praticamente durante toda a viagem – e muitos outros deles vão ainda aparecer em demais passeios.
Arequipa, a cidade branca, é mais do que um município. É a capital do departamento que leva o mesmo nome. Distante cerca de uma hora de voo de Lima, é a segunda maior cidade peruana (só atrás da capital) e merece estar em seu roteiro em uma viagem ao Peru.
Arequipa: a cidade branca e seus vulcões
Podemos dividir Arequipa em duas partes: a cidade e o estado, por assim dizer. Desse modo, podemos entender melhor essa região, que fica no sul do Peru e é cercada por muitos vales, cânions e vulcões, nos Andes peruanos.
O departamento de Arequipa é um dos 24 do Peru, com oito províncias (incluindo a capital Arequipa) e 1,3 milhão de habitantes. É como se falássemos da cidade de São Paulo ou do estado que leva o mesmo nome. Ou do Rio de Janeiro. É preciso saber diferenciar os dois – e vamos falar aqui tanto da província quanto do departamento, com suas devidas características.
Ainda dentro do Airbus A320 da Latam, na chegada ao Aeroporto Internacional Rodríguez Ballón, pude me encantar com os vulcões que emolduram a cidade de Arequipa. São três: o ainda ativo e impressionante El Misti com seus 5.822 metros de altura, o Chachani e seus picos nevados e o menorzinho Pichu Pichu. Dependendo da época, todos eles estarão com a neve embelezando ainda mais o cenário.
Da janela de algum restaurante ou do quarto de hotel (se você der sorte), o trio estará lá te esperando para fotos. E já te digo que é uma cena que não nos acostumamos nunca: de qualquer ângulo, é uma vista que queremos para sempre.

O nevado Chachani à esquerda, o imponente El Misti no meio e o menorzinho Pichu Pichu à direita
Fundada em 1540 pelos espanhóis, a cidade de Arequipa está a cerca de 2.300 metros de altitude, e alguns hotéis da região oferecem gratuitamente na recepção o chá de coca que ajuda a combater os “males da montanha”.
Os sintomas da altitude incluem enjoos, cansaço e dor de cabeça, mas devido às folhas de coca, chá e um remedinho que me indicaram, o máximo que sofri foi um cansaço ao andar – e isso em alturas ainda maiores, como quando chegamos a quase 5 mil metros acima do mar (mais para frente conto como foi). Na cidade de Arequipa, nada senti.
Conhecida como “Cidade Branca”, dizem que Arequipa ganhou esse apelido pelo fato de a maioria das construções da província ter sido feita com a pedra sillar, um mineral vulcânico branco. Uma outra versão, hoje menos famosa e menos divulgada, diz que o nome veio devido à cidade ter origem europeia ao meio de um mundo inca (já que a pele branca do espanhol chamava a atenção).

Independentemente da origem do apelido, a verdade é que a pedra sillar faz parte da cidade de Arequipa, assim como os vulcões que moldam a província. Sem eles, Arequipa não existiria. E, graças a eles, temos uma cidade que encanta com sua natureza, construções, gastronomia e história, e que hoje segue firme devido principalmente ao turismo, à mineração, agricultura e pecuária.
Como chegar a Arequipa
Apesar de ser a segunda maior cidade do Peru, Arequipa é pouco conhecida dos brasileiros. A dupla Cusco e Machu Picchu ainda é a preferida dos turistas, mas a dobradinha Lima / Arequipa também deve e merece ganhar a atenção dos viajantes.
A capital Lima está a cerca de 1 mil km de Arequipa, e o jeito mais fácil de fazer esse trajeto é mesmo de avião. A Latam tem vários voos diários entre as duas cidades, em uma viagem que dura cerca de 1 hora, e a Sky e a JetSmart também fazem o percurso.

Não há voos diretos do Brasil para Arequipa, mas a Latam oferece voos com uma conexão em Lima. Em minha viagem de ida, eu fiz duas “pernas”: de São Paulo para a capital peruana, com direito a dois dias de passeio, e depois um voo rápido de Lima para Arequipa.
Para quem deseja conhecer as duas cidades, o ideal é comprar duas passagens aéreas separadas, já que a companhia não permite stopover no Peru: de SP para Lima e, depois, da capital para Arequipa.
Minha volta foi em um processo só: despachei minha mala em Arequipa e fui só retirar na capital paulista, mesmo com a conexão em Lima.
Veja também:
A Latam também tem voos diretos de Cusco para Arequipa, em um trajeto mais curto, de cerca de 500 km. Há também a opção de ir para a Cidade Branca de carro ou de ônibus, com diferentes empresas – a viagem dura cerca de 10 a 12 horas nesse caso.

Arequipa
O que fazer em Arequipa
Não é preciso muito tempo em Arequipa para ela te conquistar. A mistura entre arquitetura colonial, maravilhas naturais, atrativos históricos e ótima gastronomia é o combo perfeito para se encantar com o destino.
Confesso que eu mal tinha ouvido falar de Arequipa antes de receber o convite da Latam e do PromPerú, a agência de promoção turística do país, para visitar a região. E quando fui me inteirar sobre ela, me impressionei com as fotos e com a história do local. Como assim eu não conhecia Arequipa?, me indaguei. Dias antes da viagem, já estava ansioso para mergulhar nessa diferente cultura.
Logo que o A330 da Latam pousou no Aeroporto Internacional Rodríguez Ballón, já percebi que teria dias de muitas maravilhas pela frente – afinal, não é sempre que chegamos com três vulcões (El Misti, Chachani e Pichu Pichu) dando as boas-vindas.

Vista de dentro do avião na pista do Aeroporto de Arequipa
Pouco tempo depois, assim que abri a porta da varanda do meu quarto no hotel San Agustín Posada Monasterio, dei novamente de cara com o trio ao fundo, em um cenário que os arequipeños podem até estar acostumados, mas que eu sempre ficava boquiaberto ao olhar para os lados da cidade.
E é com essa vista que vamos começar nosso passeio, com as dicas de o que fazer em Arequipa. Partiu?
| Passeios em Arequipa | Reservas |
| Tour panorâmico por Arequipa | Reserve aqui |
| Tour por Arequipa e seus mirantes | Reserve aqui |
| Tour do pisco e do vinho pelo vale de Majes | Reserve aqui |
| Tour e aula gastronômica por Arequipa | Reserve aqui |
| Tour por Arequipa + Mundo Alpaca | Reserve aqui |
| Visita guiada por Arequipa e convento de Santa Catalina | Reserve aqui |
| Rafting no rio Chili | Reserve aqui |
| Excursão à Laguna de Salinas | Reserve aqui |
Andar pelo centro histórico (de dia e à noite)
Não tem lugar mais emblemático em Arequipa do que a Plaza de Armas, onde tudo começou em 15 de agosto de 1540. A história da cidade está totalmente ligada à praça principal, já que foi nesse ponto que ela foi fundada pelo espanhol Garci Manuel de Garbajal.
Rebeliões, festas e a independência de Arequipa (em 1821) também passaram pela Plaza de Armas, mas agora vamos nos concentrar aqui nas belezas do lugar.
As construções brancas estão por toda a cidade, mas no centro histórico elas dão o tom. Os famosos portais coloniais de Arequipa circundam a praça em três seções: o Portal da Prefeitura, o Portal do Cabildo e o Portal de San Augustín. Feitas com sillar, elas são o reflexo da arquitetura colonial espanhola.

Se os portais ficam nos três cantos da praça, no outro está a enorme Catedral de Arequipa, que falaremos mais daqui a pouco. Na praça e nas ruas que dão nela estão também alguns dos principais restaurantes da cidade. Aliás, essa é a melhor região para se hospedar em Arequipa, já que toda a vida noturna da cidade se rende ao seu redor.
Como meu hotel era a poucos metros da Plaza de Armas, fui logo conhecer a região e algo me chamou a atenção: moradores com roupas típicas andando com suas lhamas e alpacas. Por mais que a cena seja recorrente, não se engane: eles não estão lá à toa, é o seu ganha-pão.
Sem saber (mas já desconfiado, não nego), tirei fotos deles e depois tomei uma bronca porque não dei nenhum dinheiro por isso. E aqui já deixo uma dica: vá em alguma casa de câmbio (no aeroporto ou no centro mesmo) para trocar por moeda local. Muitos lugares aceitam real (numa cotação inferior) e dólar (um pouco melhor).

Por mais que a maioria das lojas e restaurantes de Arequipa aceitem cartão de crédito e cartões como Nomad e Wise, por exemplo, é sempre bom ter um trocado com a moeda local, principalmente para usar em algumas paradas no Vale do Colca, onde os estabelecimentos só aceitam dinheiro. Um sol peruano está cotado em R$ 1,6.
Há várias lojinhas no centrinho de Arequipa, a maioria com os mesmos produtos e com um preço bastante parecido entre eles. Há desde lembrancinhas da cidade (imãs, copinhos e até alpacas e lhamas de pelúcia) a roupas feitas com a lã da alpaca – uma das mais caras é feita com a fibra de baby alpaca (que significa a primeira tosa) e, para saber se ela é verdadeira, você sente o toque frio na malha).
Tem também lojas de chocolate e, claro, de pisco, a bebida tradicional do país, feita a partir da destilação de mostos e sucos de uva fermentados.

Ainda na Plaza de Armas, fica o Museu Santuários Andinos, um dos principais museus de Arequipa e que conta um pouco da história da cidade. Com peças arqueológicas, abriga a famosa múmia de Juanita, que foi encontrada em 1995 após cerca de 550 anos.
A menina de 12 anos foi sacrificada num ritual no topo de um vulcão, e o corpo foi mantido intacto devido ao congelamento. É uma das múmias incas mais bem preservadas do mundo.
Infelizmente, não tive tempo de visitar os principais museus da cidade (fica pra próxima), mas dei sorte de estar em pleno domingo em Arequipa, já que neste dia costuma haver desfiles de escolas e outras instituições na Plaza de Armas pela manhã.
É uma festa, com fanfarras e muitas danças e músicas típicas, dando vontade de ficar mais tempo contemplando tudo na Cidade Branca. Por horas, dezenas de pessoas desfilam e dançam pelas ruas da Plaza de Armas, com muita animação e alegria.

Além de passear pela Plaza de Armas durante o dia, vale também curtir o local à noite, antes ou após jantar em algum dos restaurantes da região. Por ser um destino turístico, as lojinhas costumam ficar abertas até mais tarde e há bastante animação e movimento na pracinha.
Basílica Catedral de Arequipa
Já que estamos na Plaza de Armas, vamos para a atração principal do lugar: a Catedral de Arequipa, que começou a ser construída em 1544. Em 1940, ela ganhou o título de “Basílica Menor” do então Papa Pio XII.
Ao longo dos anos, a Catedral foi destruída várias vezes, principalmente devido a terremotos e por causa da erupção de vulcões. A forma como conhecemos hoje é da construção de 1845.

De estilo neo-renascentista, feita com a pedra sillar, sua construção impressiona de fora e de dentro. As visitas guiadas são pagas e, logo, na entrada, o enorme órgão da Catedral, um dos maiores da América do Sul, chama a atenção.
O tour de cerca de 45 minutos vale a pena, mesmo para quem não é católico. Afinal, estamos conhecendo também um pouco da história de Arequipa e com vistas lindas – é possível subir no topo da catedral, onde estão os sinos da igreja e aquele lindo cenário emoldurado pelos vulcões.
Outro ponto alto da visita é o Museu da Catedral de Arequipa, inaugurado em 2011. Por guardar diversos tesouros da cidade (coroas encravadas de pedras preciosas, por exemplo), é proibido filmar e tirar fotos da sala.
As visitas são realizadas de segunda a sábado, das 10h às 17h.
Monastério de Santa Catalina
As pedras brancas dão o tom de toda a Plaza de Armas e também do Monastério Santa Catalina, uma espécie de cidade fundada em 1579 que servia de morada para as freiras – ainda hoje há 15 religiosas morando lá.
O espaço de 20 mil metros quadrados, com seis ruas, foi aberto ao público em 1970, e é fácil entender por que ele é um dos lugares mais visitados de Arequipa. Com suas paredes coloridas, o local guarda um pouco da história espanhola da cidade, de quando famílias nobres pagavam para que suas filhas se tornassem freiras.

Há diferentes moradias – e as maiores eram justamente das famílias mais abastadas, uma casa bem grande e completa, muitas com quintal. Algumas, inclusive, acomodavam mais de uma pessoa, normalmente da mesma família.
Parte do segundo andar das construções foi derrubada em antigos terremotos, mas no geral toda a instalação segue intacta e com as casas do jeito como eram décadas (ou séculos) atrás.
Andar por suas vielas com uma guia oficial (pode ser contratada no local) é um mergulho na história de Arequipa. Se a cidade foi fundada em 1540, podemos perceber que o mosteiro veio logo em seguida, quatro décadas depois. Por isso, sua construção está justamente na chamada cidade velha, o centro histórico de Arequipa, a poucos metros da Plaza de Armas, na rua Santa Catalina, 301.
Visitantes estrangeiros (adultos) pagam 45 soles de entrada. Funciona de segunda a domingo, das 9h às 18h (podendo entrar até 17h). De terça, as visitas são das 17h às 19h30. Fecha apenas na sexta-feira santa e nos dias 25 de dezembro e 1 de janeiro.
Você pode reservar uma visita guiada Arequipa e pelo Convento de Santa Calina aqui com a Civitatis.
Dica: se conseguir, tenta visitar o Monastério de Santa Catalina no fim da tarde. Terminar a visita no alto de uma das construções, contemplando o pôr do sol e os vulcões nesse lugar sagrado, foi mesmo divino.

Visitar o bairro e o mirante Yanahuara
O distrito de Yanahuara é um dos 29 da província de Arequipa, e fica a cerca de 3 km da Plaza de Armas, sendo mais indicado ir de carro ou contratando algum passeio.
O mirante Yanahuara é um dos pontos mais procurados pelos turistas de Arequipa, e também um dos mais fotografados. Os arcos de sillar desta atração servem como um porta-retratos para emoldurar o vulcão Misti ao fundo.
Os visitantes aguardam o momento do enquadramento perfeito para sua foto, em uma “briga” por espaço – dependendo do horário, pode ter bastante gente querendo sua selfie perfeita, mas é só aguardar um pouquinho que todo mundo sai feliz com sua foto.

Os arcos contam com inscrições de poetas arequipeños e, ao lado, a igreja de San Juan Bautista é uma das principais da cidade, com seu estilo barroco. O bairro que já foi um importante centro de tecelagem tem também uma charmosa pracinha e vendinhas de produtos locais.
Outros dois mirantes que valem a visita, mas que têm entrada paga e que dá para ir a pé de um para outro, são o Mirador Carmen Alto e o Observatório Boyden – achei esse segundo mais legal, por causa do letreiro mais bonito da cidade. Se não tiver tempo para tudo, priorize o mirante Yanahuara.

Observatório Boyden
- Mirador Carmen Alto
Rota do Sillar
Apesar de eu não ter feito esse passeio, deixo aqui como dica. Afinal, conhecer as pedreiras de onde saem as pedras de sillar deve ser bem interessante. Há diversas agências que realizam o tour pago, já que as pedreiras ficam abertas aos visitantes.
Nesse passeio da Civitatis de 4 horas, o tour é pela Rota do Sillar + Cânion de Culebrillas. Confira todos os detalhes aqui.

Foto: divulgação Civitatis
Conhecer uma picantería
Mais à frente vou me aprofundar na culinária da região, mas se tem algo que você não pode deixar de fazer em Arequipa é visitar uma picantería. Se você não sabe o que isso é, saiba que você não está sozinho(a) – eu mesmo só fui descobrir lá.
Uma picantería nada mais é do que um restaurante tradicional de Arequipa, que serve pratos típicos e fartos. O nome é porque nesses lugares se servem também pequenas porções de cada prato, ou seja, eles vêm “picados” (mas nada pequeno, vale dizer).
Cada restaurante tem a sua característica, mas no geral a comida é feita em forno à lenha e mantendo viva tradições milenares. Logo logo eu volto para mostrar como foi minha experiência em uma picantería, mas já adianto que vale a pena reservar um almoço (ou jantar) para essa visita.

Vale del Colca
Um dos principais passeios de Arequipa não fica na cidade em si, mas na região. E é rumo ao Vale do Colca (ou Valle del Colca) que partimos agora, para ver o voo do condor (uma das maiores aves do mundo) e paisagens deslumbrantes, com muitos cânions e águas termais.

Muita gente faz esse passeio em uma tacada só, num bate-volta muito cansativo. Mas, segundo nosso guia Alonso, fazer esse tour em apenas um dia não é muito recomendado, já que é um programa bem puxado. Muitas vezes, a van busca o pessoal no hotel em Arequipa antes das 3h da manhã. O ideal, segundo ele, é pernoitar em algum dos povoados da região, que foi o que fizemos.
| Passeio | Reservas |
| Tour de 2 dias ao Vale do Colca e ao mirante Cruz del Cóndor | Reserve aqui |
| Excursão a Chivay e ao Vale do Colca | Reserve aqui |
| Tour de 3 dias pelo Vale do Colca | Reserve aqui |
Cerca de 160 quilômetros separam Arequipa de Chivay, a porta de entrada para o Vale do Colca. Pode parecer uma distância curta, mas demoramos quase seis horas para percorrer todo o caminho devido às várias paradas que fizemos, curtindo cenários deslumbrantes.
Pelo caminho, passamos em parte do deserto do Atacama e pela Reserva Nacional de Salinas y Aguada Blanca, onde o clima árido toma conta e podemos ver as famosas vicunhas, o animal que possui o menor tamanho entre os camelídeos andinos e com as fibras (ou pelos) mais finos do planeta, o que faz com que as roupas produzidas com elas sejam bem caras.
À medida que seguimos, vamos subindo a montanha e aí não tem jeito: o corpo já começa a sentir um pouco os efeitos da altitude.
Logo que saímos de Arequipa, a primeira parada foi numa vendinha para comprarmos aquilo que vai ajudar bastante a combater o chamado “mal da montanha”: folhas e balas de coca. No dia anterior, já precavido, também comprei na farmácia um remédio que me indicaram, e que acredito ter ajudado bastante a não sentir tanto a altitude.
Durante o trajeto até Chivay, fizemos várias paradas – algumas para apreciar os cenários em volta, outras para ir ao banheiro.
Em uma dessas paradas estratégicas, uma espécie de restaurante/loja, todos tomamos uma boa caneca de chá de coca, muna (feita com a erva minthostachys mollis), e outras ervas, que já ajudou a combater principalmente o cansaço, no meu caso.
Achei bem gostoso, melhor do que apenas o chá de coca, que achei sem graça. E nosso guia ainda sugeriu que a cada 10 minutos mascássemos folha de coca – é um pouco amargo, mas nada ruim – ela vem com uma espécie de bala doce junto (escolhi de morango), que misturamos e ajuda a melhorar o gosto.

No percurso, vimos também muitas lhamas e alpacas, animais típicos dessa região peruana. Algumas vezes soltas pela paisagem, outras vezes em lugares tipicamente turísticos, elas são mesmo uma atração à parte.
Mas fica a dica: nas paradas, é sempre de bom tom comprar uma lembrancinha ou dar uma gorjeta para quem está com os animais caso você queira filmar ou tirar fotos – e isso só não só aqui na estrada, mas também em Arequipa e outras cidades.

O que mais me impressionou durante o trajeto todo foi mesmo como a natureza é maravilhosa e nos prega surpresas que nem imaginamos. Se na hora em que paramos para ver as lhamas e alpacas o sol estava forte (apesar do vento frio), adivinha o que aconteceu cerca de 30 minutos depois? Encontramos neve no caminho!
Nunca imaginei que veria neve nessa minha viagem ao Peru – e olha que eu nunca tinha ido a um destino de neve em toda minha vida. Estávamos a 4.800 metros acima do nível do mar, em uma cratera de um extinto vulcão, e claro que paramos para fazer muitas fotos e imagens.
Vesti todos os meus casacos que estavam à mão (todos os DOIS que eu tinha kkk) e fui correndo sentir e ver essa novidade, sem me preocupar com o frio congelante. Não teve como não se emocionar, a natureza é mesmo fascinante!

Dez minutos depois, já descendo para a cidade, adivinha? A paisagem mudou de novo e o céu se abriu, com o sol dando as boas-vindas a mais um destino dessa viagem.
Banhos termais
Para entrar em Chivay, é preciso pagar uma taxa turística, cobrada logo na entrada. E assim fomos direto para o nossa nova hospedagem, o Aranwa Pueblito Encantado del Colca, um charmoso hotel com piscinas e até alpacas passeando, além de um super quarto com banheira em Coporaque, um dos vinte da Província de Caylloma (assim como Chivay e Yanque, que ainda visitaremos), na Região de Arequipa, a 3.330 metros acima do nível do mar.

O nosso hotel ficava no meio dessa paisagem. Nada mal, né?
Praticamente grudado ao hotel está um dos vários banhos termais que existem no Vale do Colca, com as águas vindo de fontes vulcânicas. Esse espaço particular pertence ao povoado Coporaque e, assim como outras piscinas quentes, cobram a entrada de visitantes (15 soles, cerca de 24 reais).
Já era fim de tarde e o espaço não estava tão cheio. Ele conta com várias “banheiras” ao ar livre, com temperaturas diferentes. O recomendado é não ficar mais de 40 minutos dentro da água, para evitar dor de cabeça e outros sintomas devido aos minerais da água.
Com tantos vulcões nas regiões, é fácil encontrar diferentes águas termais no Vale do Colca. Um dos mais instagramáveis e procurados são os banhos termais de Chacapi, bem mais bonitos do que aquele que havíamos ido na tarde anterior.
Dessa vez, foi uma passada rápida, apenas para fotos, mas deu para perceber que o local é bastante procurado por turistas: estava lotado na hora em que fomos. A ponte de pedra ao fundo e a ponte para chegar às águas termais dão um charme único ao lugar, que fica localizado no povoado Yanque, um dos 109 distritos do departamento de Arequipa.
Voo do condor
Para chegar ao Cânion do Colca, um dos cinco mais profundos do mundo, e ao Mirador Cruz del Condor e onde o condor dá as caras, passamos pela cordilheira de Chila e pelo distrito de Maca, que fica em uma falha geológica. Avistamos também no caminho o vulcão Mismi, onde fica a nascente do Rio Amazonas.

Há um custo para conhecer o mirante Cruz del Cóndor, de 40 soles para visitantes latinos. Antigamente, o condor atingia até 7 metros de envergadura, e não à toa é conhecido como uma das maiores aves do mundo. Hoje, a asa de ponta a ponta chega a pouco mais de 3 metros.
É preciso chegar cedo para avistar o condor, de preferência entre 8 e 9 da manhã, mas há chances de vê-lo um pouco mais tarde. A melhor época para ir é de abril a setembro e, em outubro, quando fomos, começa a época de acasalamento dos pássaros, o que pode diminuir um pouco a sua presença no céu.

Assim que chegamos, já deu para perceber o local cheio de turistas. E, se tem turistas, tem também tudo aquilo que eles trazem junto: gente vendendo produtos e querendo ganhar dinheiro, como o “condor humano”, por exemplo, que cobra 5 soles por foto. E acredite: tem gente que vê a foto depois e acha que ele é de verdade. Eu, heim!

De verdade ou de mentira? Acredite: tem gente que acha que esse condor é real
Mas vamos deixar o condor falso de lado para falar do de verdade: há vários pontos de observação e a expectativa é grande para vê-lo voando. Consegui ver uns quatro ou cinco no céu, e é impressionante como eles planam no ar. A cada rasante, no cânion de quase 4 mil metros de profundidade (o que faz dele um dos cinco maiores cânions do mundo), era um burburinho na plateia.
Dificilmente quem faz esse passeio vai embora sem ver o condor – dependendo da época, o visitante pode dar sorte de ver vários ao mesmo tempo. O máximo que vi junto foram três, mas já valeu muito a pena o tour.


Povoados do Vale do Colca
Apesar de o voo do condor ser o passeio mais procurado pelos turistas, acredito que o combo de tudo o que fizemos é o que faz esse tour ser tão especial. E o mirante Cruz del Condor é só a “cereja do bolo”.
Passando a noite no Vale do Colca, dá para entender por que esse é o programa mais indicado. Assim, podemos conhecer um pouco melhor a cultura local, passear com calma por alguns povoados, provar da comida típica e até começar a nos habituar com a altitude.
Uma das paradas que fizemos foi no povoado Maca. Com sua igrejinha e tradições locais, é diferente de tudo o que estamos acostumados, apesar de ser um lugarzinho completamente turístico, devido às lojinhas locais. Uma vez lá, não deixe de provar a colca sour, que parece o pisco sour, mas que usa o suco do fruto do cacto em vez de limão. Muito bom!

Assim como Arequipa, há muitos moradores com suas lhamas e alpacas esperando um turista para tirar fotos, à espera de alguns soles. O vilarejo é uma parada quase que obrigatória dos ônibus turísticos. Os povoados do Vale do Colca vivem hoje da agricultura (os terraços incas, que são os “degraus” nas encostas das montanhas, são vistos por todo lugar) e do turismo.
De lá, fomos conhecer outro povoado, o de Yanque, onde o mundo parece outro, onde o tempo parece correr mais devagar. A igrejinha estava já preparada para um casamento, alguns poucos moradores se encontravam na rua para seu almoço, ali mesmo numa sombra de um guarda sol.
E a gente, de passagem, com outras preocupações e visões. Ficamos poucos minutos por lá, o suficiente para saber que éramos mesmo forasteiros.

Antes de encarar a viagem de volta para Arequipa, paramos para almoçar em um restaurante local, e logo fomos para a estrada. Dessa vez, os cerca de 160 quilômetros foram feitos em pouco mais de 3 horas, já que fizemos apenas uma parada, no ponto mais alto do percurso. E foi justamente no Mirador de los Andes e seus 4.910 metros que eu mais senti os efeitos da altitude.
Se lá de cima dá para avistar diversos vulcões e ter vistas lindas do cenário andino, a respiração também é mais pesada e o cansaço chega facilmente com a caminhada. Fiquei poucos minutos e, com muito frio, voltei para a van, rumo a Arequipa.

Onde comer em Arequipa e no Vale do Colca
Se tem algo que sabemos do Peru é que sua culinária é inigualável e premiada no mundo todo, e a gastronomia de Arequipa não fica atrás. A região conta com ótimos restaurantes (de renomados chefs às picanterías locais) e com uma comida que dá água na boca. Ô lugar incrível para comer e beber bem.
No total fiz quatro refeições na cidade de Arequipa, além de visitas a outros dois bares. E vou me ater a eles.
O Clan Restaurante é daqueles lugares que você entra e fica na dúvida do que pedir. Um ambiente totalmente diferente, que aposta em elementos terrosos como decoração e como ingredientes, para lembrar os vulcões da cidade. A mesa posta chama logo a atenção, mas é rapidamente transformada assim que os pedidos são feitos.
De entrada no almoço, fui em um chupe de camarões, um prato que repeti outras vezes durante a viagem. A diferença era que aqui o caldo vinha com um sorvete crocante à parte como acompanhamento. Aprovado!
O prato principal foi um diferente cordeiro braseado com tacu-tacu, que me explicaram que é uma mistura feita com feijão e uma saladinha verde por cima. Também gostei. Dessa vez, dispensamos a sobremesa.

Seguindo nossa experiência gastronômica, o 13 monjas é um bar-restaurante bem ao lado do meu hotel e em frente ao monastério, com ótimos drinks e pratos e que visitamos à noite.
O lugar é bastante descolado e com filas – tentei dar uma passadinha no dia seguinte só para tomar um drink e não consegui, estava lotado! Quando fomos, já tínhamos mesa reservada, e foi a nossa sorte, senão teríamos de esperar um bom tempo para sentar – e já digo que vale a espera!
Em um primeiro momento, achei que a especialidade das casas estava na carta de drinks, e o que mais me chamou a atenção foram os diferentes tipos de negroni (todos aprovados). As comidas, no entanto, também se mostraram super saborosas, e todos da mesa foram embora satisfeitos.

O Chicha, do famoso chef peruano Gaston Acurio, é um dos principais de Arequipa. A ideia do chefe é mesclar ingredientes e costumes locais à sua famosa gastronomia, e a apresentação dos pratos e bebidas é mesmo impressionante.
Como quis provar pratos locais, de entrada pedi o cuy, o porquinho da índia e prato bastante tradicional da região. Apesar de ter achado ele um pouco gorduroso, o sabor estava sensacional.
Diante de um extenso cardápio, estava na dúvida do que pedir de prato principal, mas assim que o arroz de chupe com camarões chegou soube que fiz a pedida certa.
Ele é um dos poucos pratos que dá para dividir, e saí de lá satisfeito – ainda mais depois dessa belíssima e saborosa sobremesa, que também foi repartida no grupo. Para beber, escolhi um drink de macerado de coca, laranja, vermouth andino e água tônica. O sabor no começo foi estranho, mas logo curti!
Na mesma rua Santa Catalina desses restaurantes, estão também o Museo do Pisco, um bar que serve dezenas de bebidas feitas com pisco – e que vale sua visita – e o Grieta, que entrei despretensiosamente apenas para tomar um drink e comi uma deliciosa pizza. Neste local, podemos nos sentar no balcão e acompanhar o preparo das bebidas e comidas.
- Museo do Pisco
- Grieta
O último restaurante visitado em Arequipa – o último da viagem, por sinal – foi a picantería La Nueva Palomino.
Como já expliquei anteriormente, picantería é um restaurante tradicional peruano, que serve pratos regionais e quase sempre picantes. Como disse nosso guia Alonso, “se não tem pimenta, não é comida arequipeña”. E a pimenta realmente está presente em quase todos os pratos da região, mas nem sempre exagerado.
A La Nueva Palomino é um dos restaurantes mais procurados em Arequipa pelos turistas, e o recomendado é chegar cedo para pegar um lugar, já que não aceita reservas.

Fiquei surpreendido pelo tamanho dos pratos, tanto as porções como os pratos principais. Mais uma vez fui no chupe de camarões, que chegou fervendo e saboroso. De sobremesa, experimentei o famoso helado de queijo, bom demais!
No Vale do Colca, minhas refeições se resumiram praticamente ao hotel Aranwa Pueblito Encantado del Colca, onde tudo estava muito bom! Foi lá que experimentei pela primeira vez carne de alpaca, que achei bem saborosa, mas preferi a massa com ossobuco.
O único restaurante fora do hotel em que fomos foi o Urinsaya, um buffet em Chivay em que comemos à vontade por preço fechado e que me surpreendeu positivamente.
Novamente comi carne de alpaca (costelinha, no caso) e muitas outras coisas gostosas, mas o que fez a alegria de todos os brasileiros foi mesmo o franguinho frito, temperado e apimentado na medida certa e muito melhor do que as grandes marcas de restaurante e fast food que vendem algo do tipo.
Hotel em Arequipa
Não há dúvidas de que a melhor localização para buscar um hotel em Arequipa é no centro histórico, perto da Plaza das Armas. É onde estão os principais restaurantes e as principais atrações da cidade.
O hotel em que me hospedei por duas noites foi o San Agustín Posada Monasterio, cuja localização não poderia ser melhor, bem em frente ao Monastério e com uma vista para os vulcões.

O casarão tradicional de sillar data do século XVIII e foi anos depois completamente restaurado, mantendo todo o seu charme, seja no pátio da frente, no jardim dos fundos ou nos seus 68 quartos.
De alguns quartos, aliás, dá para avistar os três vulcões da cidade de Arequipa e, acordar e dar de cara com eles, é realmente um “bom dia” e tanto.

O hotel tem café da manhã incluso e, na recepção, oferece chá de coca (e outros sachês de chá) de graça para os viajantes.
| Hotel | Nota na Booking.com | Reservas |
| San Agustin Posada del Monasterio | 8,7 | Reserve aqui |
| Hampton by Hilton Arequipa | 8,9 | Reserve aqui |
| Casona Plaza Hotel Arequipa | 8,1 | Reserve aqui |
| Hotel Maison Du Solei | 8,2 | Reserve aqui |
| La Hostería Boutique Hotel | 8,5 | Reserve aqui |
| Andari Hoteles | 8,5 | Reserve aqui |
| qema Arequipa | 8,3 | Reserve aqui |
| Bella AQP | 8,9 | Reserve aqui |
Onde ficar no Vale del Colca
Se sua ideia é visitar o Cânion do Colca e o mirante Cruz del Cóndor, já dissemos que uma boa opção é se hospedar na região para fugir da cansativa viagem de bate-volta de Arequipa.
Há bons distritos para se hospedar, principalmente em Chivay, que é a porta de entrada para o Vale, Coropaque (onde fiquei), Yanque, onde há luxuosos hotéis, e Cabanaconde, pertinho do Cânion e ideal para quem quer fazer trekking na região.
O Aranwa Pueblito Encantado del Colca é um charmoso situado no meio de muita natureza, às margens do rio Colca, que forma um cenário perfeito para quem procura descanso na região.

O hotel oferece piscinas coberta e descoberta, salão de jogos, spa (pago à parte) e ainda tem um espaço com alpacas – você pode até alimentá-las em um horário específico do dia.
Os quartos são enormes, com banheira e varanda, e tem café da manhã incluído na diária. O restaurante, como já mencionei anteriormente, também é muito bom, com refeições bem preparadas e ótimos ingredientes: fiz um almoço e um jantar no hotel (incluindo um prato com carne de alpaca) que me deixaram satisfeito.

Confira alguns hotéis do Vale do Colca:
| Hotel | Distrito | Nota na Booking.com | Reservas |
| Aranwa Pueblito Encantado del Colca | Coporaque | 8,6 | Reserve aqui |
| Lodge El Portal de Qopuy | Coporaque | 8,9 | Reserve aqui |
| Casa Andina Standard Colca | Chivay | 8,8 | Reserve aqui |
| Hotel El Refugio | Chivay | 8,6 | Reserve aqui |
| Las Casitas, A Belmond Hotel, Colca Canyon | Yanque | 9,3 | Reserve aqui |
| Colca Lodge Spa & Hot Springs | Yanque | 9,3 | Reserve aqui |
| La Granja del Colca | Cabanaconde | 9,1 | Reserve aqui |
Quantos dicas ficar em Arequipa
Em minha viagem ao Peru, eu fiquei dois dias em Lima (cheguei no fim da noite de segunda-feira e fui embora quinta de manhã) e quatro dias (três noites) na região de Arequipa.
Chegamos à cidade de Arequipa na manhã de quinta-feira e, cedinho no dia seguinte, já fomos para o Vale de Colca. Pernoitamos no Aranwa Pueblito Encantado del Colca e voltamos para Arequipa, onde dormimos mais uma noite e aí iniciamos nossa volta para o Brasil no domingo (chegando em São Paulo apenas na segunda-feira cedo).
Deu para aproveitar bem os quatro dias/três noites na região de Arequipa, mas eu diria que, para fazer tudo com mais tranquilidade e para conhecer mais lugares, dois dias a mais seria melhor: um na cidade de Arequipa e outro no Vale de Colca – até porque o hotel era muito bom e infelizmente não conseguimos aproveitá-lo.

Clima em Arequipa e Vale de Colca
A melhor época para visitar Arequipa é principalmente durante a estação seca, de maio a outubro – em maio, por exemplo, dá ainda para ver os terraços incas (a antiga e ainda presente técnica de cultivo) verdinhos no Vale do Colca.
O clima árido da região prevalece, quente e seco, e é normal ter sol durante o dia e fazer friozinho durante à noite. No inverno, junho e julho, pode fazer bastante frio e o ideal é estar bem agasalhado.
No Vale do Colca, em altitudes mais altas, faz ainda mais frio. Na única noite que passei lá, no meio de outubro, cheguei a pegar 3 graus logo cedinho, apesar do sol. É normal as temperaturas baixarem do zero no inverno, mas é bem difícil nevar nos vilarejos principais e nas áreas dos cânions, apesar de as montanhas e os vulcões ficarem cobertos de neve.

Como evitar o mal da montanha
Uma dúvida muito comum de praticamente todo viajante que vai pela primeira vez para Arequipa e o Vale do Colca é como o corpo vai reagir às altas altitudes.
A cerca de 2.300 metros acima do nível do mar, já podemos dizer que há quem sinta o mal da montanha (também conhecido como soroche) em Arequipa. Normalmente, os principais sintomas são dor de cabeça, náuseas, fadiga, tontura e até falta de ar.
Chivay, no Vale do Colca, está ainda mais alto, a 3.600 metros de altitude. E os efeitos são ainda mais sentidos.
Para tentar amenizar todos os efeitos, há algumas medidas que podemos tomar:
- Mantenha-se hidratado;
- Faça refeições leves;
- Evite álcool e cigarros.
- Evite realizar atividades físicas;
- Experimente os chás de coca e muna, e também mascar a folha de coca (saiba que é proibido trazer para o Brasil);
- Tome um remédio indicado (fale com seu médico antes da viagem).

No geral, passei super bem em minha viagem, apesar de ter sentido muito cansaço ao caminhar em altitudes mais elevadas. E uma dica passada pelos próprios peruanos é uma só: tente não se preocupar com o que pode acontecer e aproveite ao máximo a sua viagem.
E é essa dica que eu também te dou: não se preocupe com a alta altitude, se tudo der certo você vai passar por ela como eu e como todos do meu grupo: numa boa!
Arequipa e o Vale do Colca se mostraram uma maravilhosa surpresa para mim, que não conhecia nada da região. Fui embora de lá deslumbrado com os cenários, os vulcões, a gastronomia e a hospitalidade do povo peruano.
Termino esse texto com uma palavra quéchua (a língua oficial inca) que significa “até que nos encontremos novamente”, algo como um “até logo” e que simboliza bem essa viagem, esperando um dia voltar a Arequipa: “tupananchiskama”!
Você já conhecia ou está planejando viajar para Arequipa? Participe dos comentários!
