15 coisas para saber antes de viajar ao Egito
15 coisas para saber antes de viajar ao Egito
O Egito nos faz sentir tanta coisa: é tanta história, tanta cultura, tanto sabor. Mas pode nos fazer sentir raiva também, especialmente para quem não se preparar. É um lugar distinto de tudo a que estamos habituados: os costumes são outros, a língua é outra, até os golpes são diferentes dos nossos hehe.
Eu visitei a terra dos faraós em maio para fazer um guia completo, onde eu detalho quando ir, como chegar, dou sugestões de hospedagens e tudo o que de mais incrível tem para visitar por lá. Esse post aqui é praticamente um resumo, uma lista com 15 coisas que você precisa saber antes de ir ao Egito.

1. Precisa de visto para entrar no Egito
Sim, precisa tirar visto de turismo, mas é mais fácil do que parece. A maioria das pessoas faz ao chegar no Aeroporto do Cairo. Preenche-se um formulário de imigração (a gente já recebeu ele no avião) e paga-se em um guichê lá dentro do aeroporto mesmo o valor de 25 dólares (preço de julho de 2025).
A taxa estava inclusa no nosso pacote da Civitatis, um funcionário da agência estava nos esperando dentro da área de embarque — o que eu achei muito inusitado —, pegou nosso passaporte, o formulário e resolveu tudo em dois toques. Nunca passei pela imigração tão rápido.
Se você gosta de se antecipar, dá para fazer o visto pela internet, por meio deste link. É fácil também, e pode te poupar de uma fila no aeroporto. Só que, nesse caso, não deixe para a última semana. O do meu colega saiu em uns 3 dias úteis, mas pode levar mais.
2. Também precisa de vacina da febre amarela
Também é necessário ter vacina contra a febre amarela para entrar no Egito. Eu não fui cobrada, mas um colega de grupo foi impedido de embarcar por causa disso, então não vacile. É preciso tomar a vacina pelo menos dez dias antes da viagem e emitir a carteira de vacinação internacional.
Obviamente, também é preciso ter um passaporte válido. Não é obrigatório ter seguro viagem, mas eu jamais viajaria para o Egito sem, não saberia nem por onde começar a procura ajuda em caso de doença. Nossos leitores têm desconto especial.
3. É melhor não viajar para lá no verão
Dá para viajar ao Egito em qualquer época do ano, mas como é uma região desértica, eu evitaria os meses de junho a agosto, verão no Hemisfério Norte. A temperatura pode chegar a quase 50°C — mas, em contrapartida, é baixa temporada, então você pode conseguir bons descontos, e rola de pegar uma prainha no Mar Vermelho. Em maio e setembro, também pode fazer muito calor. Eu fui em maio e peguei máxima de 38°C, mas acho até que dei sorte heheh.
Os meses de março, abril, outubro e novembro tendem a ser menos quentes, batendo no máximo uns 35°C, e, de dezembro a fevereiro, as temperaturas caem bastante, especialmente à noite. Mas dificilmente abaixo de 8°C. Veja as dicas completas no post quando ir ao Egito.

Eu peguei 38°C no Vale dos Reis em maio
4. As Pirâmides ficam em uma área fechada
As Pirâmides do Egito podem ser vistas de vários pontos de Gizé e do Cairo, a área urbana acabou cercando o sítio arqueológico. Mas, para chegar perto e até para entrar nelas, é necessário pagar ingresso, é como se fosse um parque. A Esfinge de Gizé fica no mesmo sítio arqueológico, a apenas 500 metros delas. O nosso ingresso custava 700 libras egípcias, o equivalente a uns R$ 80 em 2025.
Nesse post, a gente te explica tudo sobre a atração: onde fica, como é a visita, preço, restaurante, e também traz contexto e curiosidades históricas. Mas não prometo milagre, para entender exatamente o que são, você vai ter que ir até lá para ver com os próprios olhos.
Os passeios nas Pirâmides mais reservados:
- Free tour pelas pirâmides de Gizé e pela Esfinge
- Excursão às Pirâmides de Gizé, Mênfis e Saqqara
- Jantar e espetáculo noturno nas pirâmides de Gizé
- Excursão ao Cairo e às pirâmides de Gizé
- Pacote de oito dias pelo Egito com tudo incluído

5. Ficar só no Cairo não é o suficiente
Vale ficar pelo menos três dias pelo Cairo, para conhecer as Pirâmides, os restaurantes, o centro histórico, algumas mesquitas e os melhores museus — sob hipótese alguma deixe de ir no Grande Museu Egípcio. Mas seria um desperdício viajar para o Egito e ficar apenas na capital.
É que os principais templos estão espalhados ao longo do Rio Nilo. A coisa que eu mais gostei, por exemplo, foram os templos de Abu Simbel, no sul do país. As cidades de Assuã e Luxor são bases importantes, também tem quem queira conhecer Alexandria e pegar uma prainha no Mar Vermelho. Veja o nosso roteiro no Egito.
O que fazer no Cairo:
- Pirâmides do Egito – leia a matéria completa
- Esfinge de Gizé – leia a matéria completa
- Grande Museu Egípcio – leia mais sobre o “museu novo”
- Museu Egípcio do Cairo, “museu antigo”
- Cairo Antigo (Rua El Moez)
- Mercado Khan el Khalili, foto acima
- Cidadela de Saladino e Mesquita de Alabastro
- Bairro Copta
- Museu da Civilização Egípcia, o museu das múmias
- Saqqara e Mêmfis (bate e volta)
O que fazer na região de Assuã
- Templo de Philae (em Assuã)
- Templos de Abu Simbel (a 290 km)
- Templo de Kom Ombo (a 50 km)
- Templo de Edfu (a 110 km)
- Ilha Elefantina
- Represa de Assuã e Obelisco Inacabado
O que fazer em Luxor:
- Templo de Luxor
- Templo de Karkak
- Templo de Hatchepsut
- Vale dos Reis
- Colossos de Mêmnon
- Passeio de balão ao amanhecer
- Museus de Luxor e da Mumificação
Leia o post completaço sobre o que fazer no Egito

Templo de Abu Simbel, no interior do Egito. Fotos: Jéssica Weber
6. A moeda é a libra egípcia, mas aceitam outras
A moeda oficial é a libra egípcia (EGP). Quando eu viajei, em maio de 2025, um dólar equivalia a 50 libras egípcias. Mas praticamente todos os lugares que a gente foi aceitavam também euros e dólares. A conversão, os vendedores faziam na hora, de cabeça.
Para fazer compras em lojas grandes ou pagamento no hotel, eu usei cartão Wise (conta digital) ou cartão de crédito, com bandeiras Visa ou Mastercard. Mas levei também dólares e troquei para ter algo em libras egípcias em uma máquina dessas da foto, que tinha no hotel. Um colega do grupo sacou libras egípcias com o cartão da Nomad em um ATM (caixa eletrônico) no aeroporto.
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7. É preciso pechinchar nos souks — e desconfiar
Nos souks (mercados árabes), vale a lei da pechincha. Tente oferecer uns 20% do valor que o homem pediu e negocie. Eu sou péssima nisso, levei alguns calotes no primeiro dia. Chega a acontecer de os vendedores recusarem, mas correrem atrás de você depois na rua com uma nova oferta.
Ainda nesses mercados, evite pagar em cartão, pode acontecer de passarem o valor duas vezes ou fazerem algum golpe do tipo. Leve dinheiro em espécie, notas baixas pra conseguir pechinchar melhor.
Ah, e tenha em vista que a maioria desses produtos vem da China mesmo. Evite comprar coisas de valor, como joias, e se os vendedores disserem que o produto é feito com algum material caro, desconfie.

Mercado Khan El Khalili. Fotos: Jéssica Weber
8. Tem muitos passeios guiados em português
O idioma oficial no Egito é o árabe. E costumam falar bem rápido entre eles, às vezes parecem até que estão brigando — tipo cariocas, sabe? As pessoas que lidam com o turismo costumam falar bem inglês e espanhol. Mas eu recomendo muito escolher pacotes ou passeios com guias que falam português, eles são bem comuns. Seguem alguns exemplos:
- Egito completo, 8 dias com tudo incluído
- Egito completo + Mar Vermelho: 11 dias com tudo incluído
- Excursão de 2 dias a Abu Simbel
9. O Egito ainda é um país barato
É fato que o Egito é um dos destinos turísticos internacionais mais baratos que existem. Em linhas gerais, as coisas são mais em conta que no Brasil. Mas a diferença não é tão grande, também, imagino que já tenha sido bem mais barato quando nossa moeda estava mais valorizada.
O pacote de 8 dias que a gente fez, com comida, hospedagem, transportes internos e passeios com guia, custava a partir de R$ 5,6 mil na categoria básica e R$ 7,8 na categoria luxo (para crianças, é mais barato). Clique neste link para simular sua viagem. Passagem para o Egito, eu já vi a partir de R$ 5 mil. A gente divulga promoções para lá no aplicativo do Melhores Destinos volta e meia.
Informação importante para quem está viajando sem pacote fechado: templos, pirâmides, necrópoles… todas essas atrações são pagas. Em maio de 2025, o ingresso variava entre R$ 50 e R$ 100.
10. Tem hotéis maravilhosos (e com bom preço)
O país oferece paisagens que vão do deserto a praias paradisíacas, opções para o viajante prático e para o que sonha em ver as pirâmides da janela do quarto. E até isso pode ser barato, acredita? No post onde ficar no Egito, a gente traz as melhores dicas de hotéis por região, mas segue uma listinha de sugestões com vista para as pirâmides.
- Sequoia Pyramids View: nota 9,5 no Booking
- Spire West Hotel: nota 9,4
- Turquoise Pyramids & Grand Egyptian: nota 9
- Soul Pyramids View: nota 8,9
- Marriot Mena House: nota 8,8
- Gaya Pyramids Hotel: nota 8,7
- Great Pyramid Inn: nota 8,6

Marriot Mena House. Créditos: Booking/Divulgação
11. É bom se planejar quanto ao transporte
A gente foi do aeroporto ao hotel e fez todos os passeios com van e micro-ônibus da agência, já inclusos no pacote — foi excelente. Também dento do pacote, fomos de avião do Cairo a Assuã e percorremos o Rio Nilo em um cruzeiro até Luxor, de onde voltamos ao Cairo voando, novamente. Sei também que existe trem entre essas cidades, inclusive um trem noturno, Sleeper Train.
Táxi é barato no Egito, mas recomendo os mesmos cuidados que você teria sendo um estrangeiro no Rio de Janeiro. Poucos taxistas usam taxímetro e, se usam, podem dar algumas voltas a mais para te tirar mais dinheiro. Pelos relatos que vi, normalmente se negocia o preço e se paga em dinheiro. Mas combine antes para tentar evitar surpresas indesejadas.
Cairo tem Uber, mas eu não tive uma boa experiência. Usei na única vez que me separei do grupo, para visitar o Grande Museu Egípcio. O motorista pediu, no chat do aplicativo, cinco vezes o valor da corrida por fora (10 dólares, no caso). Como ninguém mais estava aceitando corridas, acabei embarcando.
Eu também achei bizarro não conseguir ler a placa do carro, que obviamente estava em árabe, e meu motorista não me dirigiu uma palavra. Já o meu colega teve mais sorte com Uber. Ele conseguiu corridas depois de acionar no app a opção de pagamento em espécie, na moeda local.
A não ser que você seja um viajante experiente dessa região entre o norte da África e o Oriente Médio, não recomendaria usar transporte público no Egito. Quando eu perguntei para o guia se turistas usavam o metrô, ele soltou uma sonora gargalhada.
12. Aplicam golpes no Egito, mas dá para se precaver
Sempre que tem algum post sobre o Egito nas redes, vejo comentários sobre golpes, falando que teve uma experiência ruim ou mesmo dizendo que tem medo de viajar para lá por causa deles. Fora a “extorsão consentida” do Uber que eu relatei acima, eu não caí em golpes, mas acredito nos relatos e sugiro ficar alerta.
A raiz de praticamente todo golpe no Egito é te tirar dinheiro. Por exemplo, tem vendedor que anuncia algum produto a 1 dólar e, quando você vai pagar, diz que era “um dólar só para olhar”. Tem que desconfiar das pessoas, infelizmente, e ter em mente que os árabes querem gorjeta até nas funções mais inimagináveis — já ouvi falar até de policiais pedirem.
Fique alerto com qualquer pessoa que vier oferecer ajuda; ao fazer uma compra ou pegar um táxi, negocie e seja claro sobre o preço e sobre a moeda; não compre nada se sentindo na obrigação; só dê atenção a um vendedor se realmente tiver interesse em comprar.
A boa notícia é que assaltos não são comuns, já que as penas são mais altas que em outros países e são muito mal vistos por afetar negativamente o turismo.
Mas não sejamos xenofóbicos nem hipócritas, porque não é tão diferente da forma que o brasileiro trata o turista gringo em algumas cidades, né?! E aqui também entra a importância de viajar com um bom guia, escolher bem para que ele mesmo não te coloque em enrascadas, tipo levar em um restaurante ou loja muito cara por interesse próprio.
13. Mulheres evitam usar decotes nas ruas
Bastante gente comentou comigo sobre assédio contra as mulheres, algumas pessoas relataram que se sentiram desconfortáveis com os olhares dos homens, ou que alguém que conhecia se sentiu.
O cuidado que eu tomei ao fazer rolês nas ruas foi evitar shorts e blusas decotadas, roupas que destoam muito das vestes das mulheres muçulmanas. Em pontos turísticos como Pirâmides e templos do Antigo Egito, vesti a roupa que queria e levei um lenço junto na bolsa, para tapar os ombros se achasse necessário — não foi.
Eu achei tranquilo, mais do que imaginava, com esses alertas todos. Posso ter tido sorte também, ou sou meio avoada para reparar em olhares hostis. O que tinha de comum era os vendedores elogiarem a gente enquanto tentavam vender seus produtos. Tipo uns “how pretty”, “very nice”, nada mais inconveniente que isso. Mas, é claro, imagino que tenha sido tranquilo porque eu só fui em lugares bem turísticos, em grupo e com guia.
Para viajantes LGBT: existe um grande estigma no Egito em relação a esse tema, e policiais já prenderam pessoas apenas por exibir a bandeira do arco-íris. Imagino que o tratamento aos turistas seja menos rígido, mas, infelizmente, é importante ficar alerta.
14. Serve comida árabe, mas sem kibe ou esfiha
Da culinária árabe que estamos habituados aqui no Brasil, no Egito você deve encontrar shawarma (carne cozida lentamente em um espeto vertical e servido em fatias finas em pão pita), kebab (espetada de cubos de carne, que podem ir dentro de um sanduíche), faláfel (bolinho de grão-de-bico, que também pode virar sanduíche) e cafta (espécie de almôndega). Não vá com fome de kibe e esfiha, são especialidades do Oriente Médio.
Tem muito pato assado nos almoços e jantares egípcios, e você ainda deve encontrar tajine. É um prato tradicional do norte da África — conhecido por seu cozimento lento, que ajuda a intensificar os sabores — que pode incluir carne de gado, cordeiro ou frango, legumes e frutas secas. Ah, e sempre tem aquele pão achatado nas refeições, que aqui chamamos de pão sírio. Além de homus, que é a tradicional pastinha de grão-de-bico, encontrei bastante muhammara, que é esta pasta vermelha de pimentão com nozes.

Churrasco árabe com cafta
15. É uma boa ideia viajar em grupo, com agência
Eu não faria essa viagem sozinha, mas adorei ter feito em grupo e com agência. Eu digo isso porque os costumes na região entre o norte da África e o Oriente Médio são muito diferentes dos nossos, as leis são outras também.
Tem a questão dos golpes que é muito chata, das gorjetas que às vezes adquirem ares de coação, e nessas horas a presença do guia me tranquilizava. E há regrinhas internas difíceis de prever. Tipo, eu não sabia que era necessário entrar em um comboio com policiamento para ir de Assuã até Abu Simbel.

Rio Nilo, o mais extenso do mundo ao lado do Amazonas
Espero que essa lista colabore para o planejamento da sua viagem e que evite alguns perrengues hehe. O Egito uma experiência inesquecível, não tenha nem dúvidas disso. E se você já foi e tem outras dicas, deixa nos comentários, para ajudar os outros viajantes.