Como é voar com a GOL para os Estados Unidos

Denis Carvalho 22 · outubro · 2012

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O Melhores Destinos publica hoje aquela que certamente é uma das avaliações de voo mais aguardadas dos últimos tempos: como é voar com a GOL para os Estados Unidos. Desde que a laranjinha iniciou os voos charter para Miami e Orlando muitas perguntas têm sido frequentes entre nossos leitores: “Será que tem entretenimento? Como são as paradas? Tem barrinhas de cereal?” Agora que a companhia acaba de anunciar os voos regulares para os Estados Unidos, é o momento ideal para por fim a estas dúvidas, por meio de uma avaliação caprichada, escrita pela leitora Nyce. Com muito bom humor, ela conta os pontos positivos e negativos desta rota, que em breve passará a ser uma alternativa regular a todos os passageiros.

Como leitora do MD, tenho notado muitas observações sobre os novos voos da GOL/Smiles para os EUA, então resolvi compartilhar minha recentíssima experiência, para talvez ajudar alguns leitores a esclarecerem suas dúvidas, ou não (como diria Caetano).

Há algum tempo venho fuçando a net, na esperança de encontrar ofertas para o período de outubro, e mês passado achei o que procurava: voos para Orlando com 15.000 milhas/trecho, bem no período de que eu e meu marido dispúnhamos. Então, não vacilei: emiti logo as passagens para os dias 12 a 20/10.

Porém, já tinha lido muito aqui no site a respeito do desconforto do avião, do serviço de bordo “cereal vip” etc., então resolvi ligar para a Central Smiles, perguntando os detalhes. Fiquei super feliz quando falaram que a aeronave seria a Next Generation com design Sky Interior, entretenimento a bordo e sei lá mais o quê, mas na hora H… Bom, leiam até o final.

Check-in e embarque

Saímos de Salvador para a conexão em Guarulhos e pegamos o voo das 22 horas. Avião vazio, voo tranquilo, embarque prioritário para clientes Smiles. Chegamos a GRU por volta da 00h30, fizemos o check-in tranquilamente, sem filas, e fomos conduzidos até a sala vip.

O serviço estava ótimo, serviram uma sopa de abóbora maravilhosa, dentre outros quitutes e comodidades. Pensei: “se não tiver serviço de bordo,  já vou me garantir por aqui – hehehehe!” Enfim, foi uma boa opção para descansar e passar o tempo até o embarque – que ocorreu pontualmente às 3 da manhã, assim como o voo, que saiu conforme programado, cerca de 40 minutos depois.

Avião

Ao chegar à aeronave, a decepção: o avião era aquele 737-800 mixuruca, e nada de Sky Interior. Ao contrário, tínhamos o inovador “Sky Exterior”, sistema de entretenimento a bordo no qual você admira o céu pela janela do avião durante todo o voo :-).

O único conforto que tínhamos foi o assento do meio livre, já que reservamos as primeiras poltronas e os assentos do meio até a fileira 14 eram bloqueados. Numa última tentativa de felicidade, esbocei um sorriso de Monalisa quando vi a frase “GOL no Ar” na parte superior do avião, mas minha alegria durou somente até a comissária informar que o sistema não estava preparado para voos internacionais…

Então, nada de GOL no Ar, somente GOL na Terra, porque no ar ele não funciona ainda. Mas eu sou brasileira e não desisto nunca: levei no meu tablet uma infinidade de filmes, livros e músicas, pensando que nem tudo estava perdido e eu ainda poderia ter alguma diversãozinha. Infelizmente, a minha alegria durou somente cerca de uma hora, porque a bateria não estava completamente carregada e não havia tomadas na aeronave, segundo a comissária. Mas tinha o lado bom: deixaram nas poltronas um kit de viagem com pasta de dentes, escova e enxaguatório bucal, além de miniaturas da Natura e algumas revistas. Esse era o sistema de entretenimento de bordo, além de dormir, é claro. Optei por essa última alternativa.

A propósito, antes de o avião decolar, a comissária fez um procedimento que eu nunca havia visto antes em voo nenhum. Ela explicou que teria de passar um inseticida no avião – segundo ela, inofensivo – como procedimento de segurança. Imaginei algo tipo Baygon, mas o cheiro era um pouco menos forte, porém igualmente irritante. Esse procedimento também foi feito no voo de volta – seria exigência dos Estados Unidos, ANAC ou algo da GOL mesmo? Já fui três vezes para os EUA pela American e quatro vezes para a Europa via TAP e Air France, e nunca vi algo tão grotesco, para dizer o mínimo. Seria medo de estarmos infectados??? Piolhos?? Gripe suína??

Serviço de bordo

Cerca de uma hora depois da decolagem, começou o serviço de bordo. Como só tirei fotos do cardápio da volta, vou descrevê-lo (mas não foi muito diferente do menu da ida): uma opção de massa com molho vermelho ou frango, um pãozinho, manteiga, salada e um pudim de leite, além de sucos, refrigerantes e whisky (creio que esta última opção fazia parte do sistema de entretenimento, pois fez muita gente dormir a viagem toda). Umas três horas depois, serviram nova refeição, composta de sanduíche de queijo com peito de peru, salada, pãozinho e brownie de chocolate. Aí, gente, nada de barrinhas!!

Conexão e chegada

Chegamos a Punta Cana por volta das 9h30. Entre a aterrissagem e a decolagem foram 50 minutos, ou seja, estava tudo conforme previsto. Vez ou outra, a tripulação reclamava do povo, que não conseguia ficar sentado durante o abastecimento e limpeza da aeronave, mas não foi nada demais. Pena que não podemos fazer um stopover em Punta Cana, estava um dia tão bonito! Da próxima vez, vou querer passar uns dias lá para conhecer o local. A chegada a Orlando foi por volta das 13h30, sem mais delongas.

Quanto ao voo de volta, foi praticamente a mesma coisa da ida. Vale dizer que a Gol tem um guichê no aeroporto de Orlando, e tinha dois funcionários brasileiros, facilitando a comunicação para quem não se dá muito bem no inglês – não sei se só naquele dia ou se é algo regular nesses voos charter que eles estão fazendo.

Check-in da GOL em Orlando

Porém, de todo o relato que eu fiz, a única coisa que realmente me desagradou foi a conexão em Guarulhos. Chegamos a São Paulo às 3h30 da manhã, e as nossas malas levaram cerca de uma hora para serem despachadas. (Obs: para quem tinha dúvidas, a GOL realmente disponibilizou duas malas de 32 kg para cada passageiro, além de bagagem de mão, apesar de eu e meu marido só voltarmos com uma mala grande e uma mala de mão cada um.) Após isso, tivemos que passar pela fila da Alfândega, depois pela fila QUILOMÉTRICA para novo check-in.

A fila realmente estava gigantesca, assustadora, e somente havia dois funcionários da GOL para atender a todo mundo. Quem iria pegar a conexão para o Rio de Janeiro com o voo da 5 horas, teve que trocar de horário para as 6h30. O nosso voo era às 6 horas, e somente às 5h40 uma funcionária da GOL teve a “bondade” de chamar os passageiros do referido voo para Salvador para efetuarem logo o check-in, caso contrário, teríamos perdido a conexão e sabe-se lá que horas sairia o próximo voo.

Conclusão

Resumindo o meu longo relato, apesar dos pontos positivos (30 mil milhas, serviço de bordo “razoável”, tripulação simpática ), eu não faria novamente esse voo com a GOL, só por causa da conexão em Sampa, que é extremamente cansativa. Da próxima vez que quiser ir para os EUA, vou optar pela American Airlines, que vai ter um voo direto saindo de Salvador na ida (eliminando a escala em Recife) e já tem um direto na volta (MIA-SSA). O avião é o Airbus meio velhinho, dá umas sacolejadas pelo caminho, tem a mesma configuração 3×3, a tripulação não é muito simpática, mas além de ter a vantagem de ser direto, ainda há uma televisãozinha compartilhada como entretenimento… Mas #fica a dica!

Agradecemos à Nyce por esta excelente avaliação, que certamente será de grande utilidade para os leitores poderem comparar se vale ou não a pena escolher a GOL nestas rotas aos Estados Unidos. E você? Já voou com a companhia para Miami ou Orlando? Deixe suas impressões nos comentários!  Se você fez ou vai fazer uma viagem com alguma empresa aérea que ainda não foi avaliada aqui no Melhores Destinos ficaremos felizes em publicar sua avaliação: entre em contato pelo e-mail dicas@melhoresdestinos.com.br Você pode conferir todas as avaliações publicadas pelo MD neste post.

 

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe