Como planejar uma viagem de volta ao mundo

Wendell Oliveira 11 · julho · 2017

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Foi-se o tempo que dar uma volta ao mundo era um sonho inalcançável, digno das aventuras de Marco Polo ou ficções de Julio Verne. Atualmente, dar um giro pelo globo é mais fácil (e barato) do que você imagina.

Preparamos super dicas que vão esclarecer suas dúvidas e facilitar bastante a “difícil” tarefa de viajar pelo mundo! 🙂

1. Planejando o roteiro de uma viagem de volta ao mundo

Você quer viajar, ótimo. Mas para onde? Definir um itinerário é essencial, já que uma viagem de volta ao mundo não necessariamente significa viajar o mundo todo.

Faça uma lista dos lugares que você deseja conhecer e defina o tempo disponível que pretende ficar em cada um deles. Nessa etapa, é importante buscar algumas informações básicas sobre os destinos escolhidos, como exigência de visto e o clima da região no período de sua visita.

Acredite, você não vai querer viajar para as praias da Tailândia na época chuvosa, pegar o pico do verão de 50°C em Dubai, nem curtir Nova York em plena época de nevasca.

2. Passagens aéreas de volta ao mundo

Com o roteiro definido, é hora de colocar o plano no papel. No papel do ticket de embarque 🙂

Existem duas maneiras bem práticas de comprar passagens para uma volta ao mundo: primeiro você pode comprar os tickets avulsos por trecho, de acordo com a sua vontade. Isso dá mais flexibilidade e liberdade na hora de escolher os destinos, mas ao mesmo tempo é mais trabalhoso e há o risco de sofrer com as variações de tarifa conforme a demanda, o que pode prejudicar seu orçamento.

Existe uma segunda opção que pouca gente conhece: Uma passagem de volta ao mundo (Round The World Ticket). Com esse ticket você pode reservar todos os voos de sua viagem com antecedência e garantir um roteiro definido.

As principais alianças de companhias aéreas vendem esse tipo de passagem, contando inclusive com simuladores online onde você seleciona os destinos desejados e monta um roteiro personalizado. Confira:

– Simulador de Volta ao Mundo da Star Alliance

– Simulador de Volta ao Mundo da One World

– Simulador de Volta ao Mundo da Sky Team

Existem algumas regrinhas que variam de acordo com a aliança, mas que podem ser resumidas da seguinte maneira:

– A viagem precisa começar e terminar no mesmo país;

– O duração mínima da viagem é de 10 dias, e a máxima é de 1 ano;

– O número mínimo de trechos é 3, e o máximo 16.

– É necessário dar uma volta completa no globo, seguindo no mesmo sentido. Isto é, se você sair do Brasil para Europa, não pode regressar para a América do Norte, por exemplo. Será necessário seguir em frente passando pela Ásia/Oceania e voltando ao Brasil via Oceano Pacífico;

– O preço final é calculado levando em consideração o número de milhas percorridas, a classe escolhida e o número de zonas (as alianças separam o mundo em zonas/continentes visitados);

– É possível realizar alterações nas datas de voo sem pagar taxas, desde que dentro do prazo mínimo determinado pela aliança. Mas alterações no roteiro serão sujeitas à cobrança.

Experimente fazer uma simulação e veja que o preço de uma viagem de volta ao mundo pode custar a partir de U$5.000, o que não é nenhuma fortuna para viajar pelo período de até um ano.

Se por um lado essa opção passa mais segurança e pode até ser mais barata do que comprar todos os trechos separadamente, ela também pode engessar sua viagem, já que você terá menos flexibilidade em mudar os destinos e o período de estadia, caso queira.

Não existe um jeito melhor ou pior, mas sim um que mais se adeque ao seu estilo de viagem. Reflita bem antes de tomar uma decisão e efetuar sua compra.

3. Volta ao mundo em 30 dias: É possível?

Sim, é perfeitamente possível! Como explicado acima, um ticket de volta ao mundo pode ter duração mínima de até 10 dias. No entanto, sejamos francos: Essa é uma alternativa que atende mais a quem quer “pisar” nos destinos, do que de fato conhecê-los. A gente explica o porquê:

Dependendo da quantidade de trechos da sua viagem, esse período pode ser extremamente corrido. Considere por exemplo alguém que opte por usar o número máximo de trechos (16) em uma viagem como essa. Em 30 dias, isso dá menos de dois dias em cada destino! Isso sem considerar o tempo perdido no deslocamento entre cidades – e quanto mais lugares a serem visitados, mais tempo se perde!

Mesmo uma viagem de 30 dias com “apenas” 10 trechos resultaria em uma média de 3 dias por destino – o que pode até ser considerado razoável quando se está viajando pela Europa, mas não quando você está cruzando dois ou mais continentes em uma mesma semana!

Portanto, a não ser que você queira entrar para o livro dos recordes, fazer uma viagem com muitos destinos e pouco tempo não é exatamente uma experiência agradável. Tente reservar o máximo de dias disponíveis – ou faça a dolorosa tarefa de excluir destinos.

4. Orçamento e dicas financeiras para uma viagem de volta ao mundo

Passagens aéreas à parte, os custos de uma viagem de volta ao mundo vão variar de acordo com dois fatores importantes:

1) O padrão de consumo do viajante;
2) O custo de vida do destino a ser visitado.

Hoje em dia é relativamente fácil antecipar os gastos de uma viagem ao exterior, já que sites como o Numbeo disponibilizam tabelas atualizadas com os custos médios em cada país. Gastos extras com passeios e atrações turísticas podem ser pesquisados individualmente em ferramentas como o TripAdvisor e WikiTravel.

No entanto, ainda não existe uma resposta definitiva para a pergunta “Quanto custa uma viagem de volta ao mundo“. Há quem empreenda uma viagem como essa gastando uma média U$50 por dia, e outros que precisam de pelo menos dez vezes mais.

É o seu estilo de viagem que mais vai influenciar nos seus gastos. É necessário adequar seu orçamento ao definir o quanto será gasto na tríade hospedagem, alimentação e transporte.

Dependendo do seu orçamento, hospedar-se em hotéis luxuosos pode não ser sustentável em uma viagem de longa duração. Vale a pena procurar alternativas como pousadas mais baratas, hostels e Airbnb, que podem ajudar a reduzir consideravelmente seus gastos com hospedagem.

Em relação aos gastos com alimentação, vale a pena adaptá-los de acordo com os destinos. Em países do Sudeste Asiático como Tailândia e Indonésia, por exemplo, comer fora é muito barato, com pratos a partir de U$1-2. Diferente de países como Inglaterra ou Estados Unidos, onde comprar sua comida em supermercados ou apelar para o fast food seja uma opção mais econômica.

O mesmo vale para o transporte, já que o uso do transporte público quase sempre costuma ser mais em conta do que se deslocar de táxi.

Não se prive do mínimo de conforto necessário para o seu bem-estar e tente sempre usar o raciocínio da “compensação”: economizar dormindo em um hostel na Europa pode lhe poupar o suficiente para ficar em um resort na Ásia. O preço alto pago em uma atração imperdível pode ser economizado no outro dia, com um passeio na cidade por atrações gratuitas. Comer macarrão instantâneo no almoço pode significar um jantar romântico à noite.

Acima de tudo vale a pena usar a moderação e o bom senso nos gastos diários. Lembre-se: o objetivo de viagem de volta ao mundo é explorar, aprender, se divertir. O orçamento é só um detalhe!

Como levar o dinheiro para uma viagem de volta ao mundo?

Apesar dos 6,38% de IOF cobrados nos saques de contas correntes feitos no exterior, usar o cartão de crédito em uma viagem de volta ao mundo ainda é uma opção prática e segura – e você ainda pode acumular milhas! Mas não se esqueça de solicitar ao banco que ative o uso do seu cartão internacionalmente.

Cartões pré-pagos deixaram de ser vantajosos com o aumento do IOF, mas também são opções práticas: você pode recarregar com a moeda desejada e evitar perder dinheiro nas conversões. Os mais famosos são o Visa Travel Money e o MasterCard Cash Passport, e vale a pena ter pelo menos um com uma bandeira diferente do seu cartão de crédito para eventuais emergências.

Dinheiro em espécie é um excelente meio de fugir das taxas dos cartões, mas há a preocupação adicional com a segurança. Leve-o em moedas facilmente conversíveis, como Dólar ou Euro. Dê preferência a uma moneybelt – as famosas “doleiras” que ficam sob a roupa – e respeite a quantia limite que pode ser levada sem declaração à Receita Federal (saiba mais aqui).

Caso pretenda passar muito tempo fora de casa, organize as coisas para sua ausência: coloque as contas no débito automático, deixe as chaves de casa com alguém de confiança e, se for o caso, faça uma procuração em seu nome para resolver pendências que não possam ser solucionadas a distância.

5. Saúde

Cuidar da sua saúde antes e durante a viagem é importantíssimo. Antes de mais nada, certifique-se que você já tomou a vacina da febre amarela e tenha em mãos o Certificado Internacional de Vacinação da Anvisa. Atenção máxima a isso, já que essa é uma exigência básica para viajantes brasileiros que pretendem ir ao exterior.

Consulte um médico, preferencialmente em um centro de medicina do viajante, e informe seus planos de viagem. Você poderá obter recomendações de profilaxia contra Malária, Raiva e outras doenças (dependendo das regiões que você visitar), além de ser encaminhado para vacinas adicionais como as de Hepatite B e Tétano, por exemplo.

Leve uma farmacinha na bagagem, contendo remédios para situações comuns como dor de cabeça, diarreia e enjoo. Caso tome algum medicamento controlado, leve a receita – e não esqueça de pedir ao seu médico para traduzi-la em inglês.

Também é essencial que você faça um seguro viagem – inclusive isso é uma exigência ao visitar a Europa. Contrate um seguro que cubra atendimentos médicos de urgência e emergência. Dependendo do seu estilo de viagem, vale a pena até mesmo procurar um seguro que cubra acidentes por esportes radicais, por exemplo.

Não viaje desprevenido, imprevistos acontecem.

> Confira nossas 15 dicas sobre seguro de viagem

6. Bagagem

Por último mas não menos importante: o que levar?

Novamente seu estilo de viagem vai fazer toda a diferença nesse quesito. No entanto, tenha em mente que quanto mais longa for sua viagem, pior será para lidar com a logística de carregar malas grandes de um canto ao outro.

Você não precisa comprar um mochilão gigante – que é igualmente desconfortável e talvez não faça seu estilo. Mas vale a pena “viajar leve”, escolhendo apropriadamente a melhor forma de levar sua bagagem, com o menor volume possível:

– ROUPAS: Evite cair na tentação de levar o guarda-roupa todo. Você terá diversas oportunidades de comprar roupas novas ao longo da viagem.  Priorize cores neutras e que combinem entre si, e lembre-se que roupas claras sujam mais rápido. Dê preferência a tecidos leves, de secagem rápida e que não amassem.

– HIGIENE: Tenha consigo uma necessaire básica, com utensílios como kit dental, shampoo em frascos pequenos, etc.  Não se preocupe muito em levar suprimentos para toda sua viagem, afinal você pode ir repondo no caminho.

– ELETRÔNICOS: Além de levar na bagagem de mão seus principais equipamentos, como celular, câmera, tablets, etc, não se esqueça dos carregadores e de um adaptador universal, porque você vai precisar. Baterias extras são recomendáveis, assim como headphones e cartões de memória.

– EXTRAS: Por fim, separe na bagagem pequenas coisas que podem fazer toda a diferença na sua viagem: Um travesseiro de pescoço inflável para longas viagens, tapa-olhos e plugs de ouvido podem fazer total diferença para o seu conforto. Cadeados, um canivete suíço e até mesmo uma corda de varal podem soar como exageros, mas não ocupam muito espaço e você pode acabar precisando.

Com todo o checklist resolvido, é hora de embarcar na maior viagem da sua vida! Chegue com antecedência nos aeroportos, pesquise bem sobre os destinos, mantenha um controle dos seus gastos e, acima de tudo, aproveite ao máximo essa experiência.

Afinal, não é todo dia que se dá uma volta ao mundo 🙂

Autor

Wendell Oliveira - Editor