Como é voar na United Airlines

Leonardo Marques 19 · julho · 2010

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Dando continuidade às avaliações das companhias aéreas, hoje estamos publicando a avaliação da United Airlines, a segunda maior companhia aérea do mundo.

Com sede nos Estados Unidos, a United tem 560 aviões e voa para mais de 440 destinos. Recentemente a empresa anunciou fusão com a Continental, caso essa fusão aprovada a empresa resultante será a maior companhia aérea do mundo.

O relato que você confere abaixo foi enviado pela leitora Carolina Lannes, uma das leitoras/leitores que mais participam aqui no Melhores Destinos. Ela também já relatou como é voar na Mexicana.

Recentemente fui aos Estados Unidos via United Airlines. O vôo era simples: São Paulo – Washington, Washington – São Paulo. Na ida, o vôo deveria sair de Guarulhos, com destino a Washington, às 22:30 do dia 20/06/2010. Houve um contratempo neste vôo: por problemas mecânicos, o avião não chegou até São Paulo. Neste ponto, um elogio à companhia: tão logo foi identificado o problema, os passageiros foram chamados e informados. Ofereceram-nos opções: ficar em São Paulo até o dia seguinte, o mais cedo possível, ou a companhia endossaria as passagens para outros vôos/trechos. Como estava em um grupo com mais 19 pessoas, optamos por ficar em São Paulo. Fomos encaminhados a hotéis, com vouchers de refeição. À meia noite já estava em um quarto bastante confortável, com jantar providenciado. No dia seguinte, a recepção do hotel entrou em contato logo cedo para informar que o check-out seria às 9:00 e haveria um ônibus para nos levar ao aeroporto.

No aeroporto, alguma confusão. Não havia ninguém nos balcões de check-in. Quando apareceram funcionários, foram apenas 2 para o check-in da classe econômica, ficando os outros cinco responsáveis pela executiva/primeira classe. Como muita gente tinha que reorganizar as conexões, por conta do atraso, os check-ins foram muito demorados. Apesar de ser uma das primeiras da fila, levei mais de 2 horas até ser atendida. Tive, pelo menos, uma boa surpresa: estava na classe economy plus.

Me perguntei sobre o que seria essa classe. O atendente explicou que eu teria 12 centímetros a mais de espaço para as pernas. A princípio, considerei interessante. Não pagaria os quase 100 dólares de diferença pelo assento, mas como foi gratuito o ‘up-grade’ e era um assento de corredor, aceitei.

Entramos no avião apenas às 15:00. Ponto negativo para a United: eles consideraram que o vôo não estaria muito atrasado, já que o novo horário divulgado foi 13:00, e não ofereceram qualquer alimentação. Revisando: saímos do hotel às 9:00, entramos no avião às 15:00 = 6 horas no aeroporto sem qualquer apoio.

Dentro do avião, tive uma agradável surpresa. 12 centímetros são muito espaço! Efetivamente, não é apenas a vantagem de suas pernas caberem melhor. É a vantagem de não receber chutes durante o vôo, porque a pessoa de trás também tem 12 centímetros a mais de espaço! Eu tenho 1,75 metros, então posso dizer que o conforto valeu a pena.

Na volta, infelizmente, não tive a sorte de receber um assento economy-plus de graça. Seria esperar demais, não é? E tive que considerar os fatos. Não sou baixa. Era um vôo noturno. Eu estava vindo de um curso desgastante e trabalharia no dia seguinte, pela manhã. Eu precisava dormir no vôo!! Perguntei o valor da diferença: exatos 87 dólares. E resolvi pagar.

O economy plus é uma forma das Companhias cobrarem mais pelo espaço que deveria ser o mínimo aceitável entre as poltronas. Ano passado viajei de Mexicana para os Estados Unidos e comentei, aqui mesmo no Melhores Destinos, que fiquei agradavelmente surpresa com o espaço entre as poltronas. O espaço que obtive a mais no economy plus era justamente a diferença. Fora os 12 centímetros, não há qualquer outra diferença em relação à classe econômica “normal”. Mesma refeição, mesma reclinação de cadeiras. Compensa pagar? Vai da pessoa. Se eu estivesse indo para férias, possivelmente não teria pagado. Estava voltando de uma viagem a trabalho, para trabalhar no dia seguinte. Considerei um dinheiro bem gasto. Dependendo do valor da passagem, acho que pagaria de novo.

Sobre os vôos da United como um todo: o atendimento foi ok, sobretudo na ida. A comida é aquela esperável de avião, nada demais. Uma coisa interessante: acho que eles tentaram nos convencer de que o vôo tinha saído no horário, na ida! Às 15:00, desejaram boa noite aos passageiros (?!). Às 17:00, serviram o jantar e, finalmente, às 22:00, serviram o café da manhã!!!!

Na volta, houve outros problemas: por conta de uma neblina que fechou Guarulhos, fomos desviados para Brasília – que era meu destino final! Por falta de estrutura em terra, não permitiram que os mais de 70 passageiros que iriam para Brasília desembarcassem aqui. Tivemos que esperar 3 horas em solo, enquanto o avião era reabastecido, voltamos para Guarulhos e fomos abandonados a nossa própria sorte para tentarmos providenciar novas conexões. Durante as quase 5 horas extras que ficamos no avião, acabou qualquer tipo de comida ou bebida que pudesse ser oferecida. Chegando a Guarulhos, não havia sequer água para uma senhora que engasgou.

Se o check-in no Brasil foi complicado, na ida, o check-in em Washington foi caótico, na volta. Eu vinha trazendo um volume extra, sabia que teria que pagar. Conferi o preço no site da United antes de ir ao aeroporto: 100 dólares. A atendente não tinha a menor idéia do que estava fazendo, não sabia quanto cobrar, tive que ameaçar chamar a polícia, quando uma supervisora me informou que “ou eu pagava 450 dólares, ou não embarcava”.

Além disso, a companhia não teve qualquer preparo para lidar com a situação de fechamento de Guarulhos, na volta. Suponho que não houvesse agentes de imigração e alfândega em Brasília que permitissem o desembarque dos passageiros aqui. Mas não houve apoio em Guarulhos. Ficamos mais de 5 horas de pé, em uma fila da TAM, tentando conseguir conexões. Informaram que não havia mais hotéis disponíveis para quem quisesse deixar para voltar no dia seguinte. Raios, não havia vôos disponíveis para todos. Fui uma das sortudas. Depois de 5 horas de pé, muita confusão e ameaças das atendentes da TAM (tenho filmado a hora em que uma delas mandou chamar a Polícia Federal para me prender, pois eu tinha filmado ela deixando outra pessoa cortar a fila) consegui embarcar para Brasília às 20:45. Com mais alguns atrasos, consegui chegar a Brasília à meia noite.

Por tudo isso, faço o seguinte resumo:
Check-in Brasil: nota 7
Check-in Washington: nota 3
Conforto nos aviões (considerando o economy plus): nota 8
Entretenimento a bordo: não posso julgar, pois dormi o tempo todo 😛 Mas disseram-me que havia mais de 10 filmes à escolha. A desvantagem é que eles não eram iniciados quando o passageiro queria, mas em horários pré-determinados.
Atendimento nos aviões: nota 8. Havia sempre um comissário a bordo que falasse português
Alimentação a bordo: nota 6
Apoio da equipe de terra: nota 2. Não houve em nenhum momento apoio da equipe de terra na volta. O que conseguimos em relação a troca de reservas de conexão, na volta, foi apenas porque briguei MUITO na direção da United.Na ida, o procedimento foi correto em relação a hotel e refeições, exceto pela volta ao aeroporto.

Avaliação geral: a United não é uma companhia muito barata. Voei com ela porque foi a serviço e a passagem foi paga pelo empregador. A classe econômica normal não é diferente de qualquer outra classe econômica ‘clássica’, como a da American ou da TAM. A economy plus é um conceito bastante interessante. Possivelmente voaria de novo nessa classe. É uma boa opção de horários e trechos, e ocasionalmente há boas promoções. Mas não conte com ajuda da equipe de solo no caso de eventos extraordinários.

Autor

Leonardo Marques - Diretor do Melhores Destinos