Como é viajar no trem da Vale do Pará ao Maranhão pela Estrada de Ferro Carajás

Wendell Oliveira 20 · abril · 2018

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Você já ouviu falar da Estrada de Ferro Carajás? Com 892 quilômetros de extensão, a ferrovia liga a capital do Maranhão, São Luís, até a cidade de Parauapebas, no interior do Pará. Administrada pela mineradora Vale, esta é uma das três linhas de trem de longa distância que transportam passageiros no Brasil – as outras duas são o trem da Vale de Belo Horizonte a Vitória e o trem de Curitiba a Morretes com a Serra Verde Express.

Em um país com proporções gigantescas e enorme potencial ferroviário, são poucas as opções para os amantes desse tipo de transporte. Até mesmo a oferta de trens turísticos e comemorativos é diminuta. Felizmente, entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil, é possível encontrar um moderno e confortável trem, com passagens até 50% mais baratas do que as de ônibus.

Inaugurada em 1985, a linha passou por diversas transformações e desde setembro de 2015 conta com vagões renovados. Atualmente possui 15 pontos de paradas em cidades do Maranhão e Pará, transportando até 1.300 passageiros por viagem em um trajeto de 16 horas. Embarque com a gente no novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e confira!

Rotas e Horários

Alguns dos maiores trens do mundo trafegam na Estrada de Ferro Carajás, com composições de até 330 vagões.

A ferrovia compartilha o transporte de cargas e passageiros, ligando a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás (PA) ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA).

O trem trafega em ambos os sentidos, em dias alternados, conforme horários abaixo:

> Sentido São Luís – Parauapebas (às segundas, quintas e sábados)

Estação Programado Previsto
São Luís 8:00 8:00
Arari 10:09 10:19
Vitória do Mearim 10:37 10:47
Santa Inês 11:46 11:55
Alto Alegre 12:51 13:10
Mineirinho 13:16 13:32
Auzilândia 13:37 13:50
Altamira 13:59 14:05
Vila Pindaré 14:25 14:36
Nova Vida 15:21 15:41
Açailândia 17:31 18:11
São Pedro 19:54 20:50
Marabá 21:21 22:28
Itainópolis 22:19 23:41
Parauapebas 23:50 01:47

> Sentido Parauapebas – São Luís (às terças, sextas e domingos)

Estação Programado Previsto
Parauapebas 6:00 6:00
Itainópolis 7:28 8:00
Marabá 8:19 8:59
São Pedro 9:53 10:48
Açailândia 12:09 13:17
Nova Vida 14:24 16:00
Vila Pindaré 15:20 17:05
Altamira 15:48 17:39
Auzilândia 16:10 17:54
Mineirinho 16:31 18:13
Alto Alegre 16:54 18:33
Santa Inês 17:54 19:40
Vitória do Mearim 19:10 20:56
Arari 19:34 21:21
São Luís 22:00 23:56

Ingressos

Os ingressos para o trem de passageiros da Estrada de Ferro Carajás podem ser adquiridos diretamente nas bilheterias das estações de São Luís, Santa Inês, Açailândia, Marabá e Parauapebas; postos de venda ou comprados online no site da Vale, até três horas antes do horário do embarque.

Os preços variam de R$80 a R$15 por trecho, de acordo com a distância percorrida, na Classe Econômica; e entre R$150 a R$32 na Classe Executiva. Há desconto para idosos, cadeirantes e crianças de colo.

Classe Econômica

A Classe Econômica do trem da Vale possui vagões climatizados, um corredor bem amplo e limpeza impecável. Os assentos possuem bandejas, tomadas e um espaço generoso para as pernas. No entanto, eles não são reclináveis.

Há bastante espaço para guardar as bagagens no compartimento superior, e as malas que ultrapassam as especificações de tamanho podem ser facilmente despachadas em um vagão específico, sem custo extra.

Um grata surpresa é a existência de um vagão completamente adaptado para pessoas com necessidades especiais, que também contam com descontos na compra das passagens.

Classe Executiva

Com configuração de assentos 1 x 2, a Classe Executiva oferece muito mais conforto a bordo com suas poltronas reclináveis e aconchegantes. Fora isso, não há maiores diferenças em relação à Classe Econômica. As bandejas e tomadas continuam presentes e o cuidado com a limpeza é vísivel.

Os preços são o dobro dos praticados na Classe Econômica, mas ainda assim podem ser considerados justos, já que são próximos aos valores dos ônibus.

Refeições

A comida a bordo se destaca. Prepare-se para um menu com bastante sustância, característico da culinária do Norte e Nordeste do Brasil. O arroz e feijão estão presentes como acompanhamento, bem como macarrão e farinha. As refeições podem ser solicitadas diretamente no vagão da lanchonete, e também são servidas em um carrinho que passa pelos corredores durante a viagem.

Mesas do carro restaurante

Há opções econômicas a partir de R$10 (ou R$6 em versões mini), além de refeições executivas a partir de R$20. Salgados, doces e sucos também podem ser encontrados na lanchonete.

Entretenimento

O trem possui telas de entretenimento em todas as classes, com filmes bem recentes. Mas como não há espaços para fone de ouvido e o volume é baixo por padrão, acompanhar a história pode ser uma experiência mais contemplativa do que audiovisual.

Um dos maiores pontos negativos da viagem é que não há wifi disponível a bordo. O sinal de celular também fica sujeito a instabilidades durante o caminho.

Por falar nisso, vale mencionar que o trajeto não é exatamente cênico, passando por meio de paisagens de vegetação sem grandes destaques.

Na dúvida, a melhor opção é levar seu equipamento eletrônico carregado com filmes, músicas ou joguinhos. Bateria não é problema: Há tomadas elétricas de 220V disponíveis em cada assento.

Conclusão e dicas

Viajar a bordo do novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás é uma experiência bem interessante, seja para os aficionados por trens ou simplesmente para quem deseja economizar no trajeto interestadual entre Maranhão e Pará.

No entanto, é importante salientar que a viagem é bem longa: São 16 horas de uma ponta a outra, em um trem cuja velocidade média é de 40 km/h. Apesar de possuir vagões climatizados, a Classe Econômica não possui assentos reclináveis e costuma ficar bem cheia, o que significa barulho durante toda a viagem. Quem preferir conforto e silêncio para dormir será melhor servido na Classe Executiva.

Apesar de ser comum comprar as passagens nas bilheterias no mesmo dia do embarque, recomenda-se adquiri-las com alguma antecedência, especialmente em datas próximas a feriados e datas comemorativas.

Para mais informações, entre em contato com o canal de atendimento gratuito Alô Ferrovias (0800 285 7000) ou acesse o site do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás.


E você, já viajou no trem da Vale pela Estrada de Ferro Carajás? Deixe suas dicas e opiniões nos comentários! Fez alguma viagem de trem bacana pelo mundo? Mande sua avaliação para publicarmos!

Autor

Wendell Oliveira - Editor
  • Anderson Montenegro

    Nunca viajei de trem. Deve ser uma experiência interessante.

  • Mayko Amaral

    Moro em Parauapebas e sou leitor assíduo do MD, até achei engraçado quando vi a matéria rsrs. O trem da Estrada de Ferro Carajás é sem dúvida a mais importante ligação entre o Interior do Pará e a região de São Luís. Por Parauapebas ter sido uma atração econômica devido a mineração, esses trens antigamente chegaram a estaçao de Parauapebas completamente lotados de trabalhadores de cidades do interior do maranhão, tanto que a classe econômica é conhecida pelo termo “farofeiro” devido as pessoas que traziam comida para a viagem, além dos vendedores ambulantes que saíam correndo atrás do trem entregando marmitex e vendendo bebidas nas paradas. Hoje tudo isso não é mais permitido, a Vale modernizou os vagões e colocou comida acessíveis a todos. MD muito boa a reportagem, ilustra bem a realidade desse transporte. Abraços

  • ROBSON

    Só queria fazer uma pequena correção ao texto. Hoje não se utiliza mais a frase “portadores de necessidades especiais”, mas sim “pessoas com necessidades especiais”, isso se deve ao termo portador, pois quem porta alguma coisa, está escolhendo carregar, e no caso das pessoas com deficiências, isso não foi uma escolha.

    • Obrigado Robson, corrigimos. Não foi a nossa intenção, apenas vício de linguagem.

    • Itamar Bressan

      Na verdade, o termo em uso atualmente é “pessoa com deficiência”

  • Luiz Pereira

    Chamar de moderno um trem que anda a 40 km/h só pode ser piada. Em qualquer país decente até os trens de carga trafegam a mais de 100 km/h!

    • André Franco

      O trem é moderno mas anda devagar.

      • Cecilia de Paula

        gostei kkk

    • José Costa

      Para a realidade brasileira, um trem limpo e confortável é um avanço. Estamos bem atrasados em termos de transporte ferroviário. Isso é notório, não parece que vai mudar tão cedo e explica parte do “custo Brasil”.

    • Marcos Henrique Lopes

      Amigão, pelo que entendi, o trem é de carga, e por acaso transporta passageiros em alguns de seu vagões. No texto diz que o comboio chega ater 330 vagões, e com esse tamanho não acredito que seja viável se locomover a 100 kms/hora.

  • jfcarli

    Talvez quem ja usou o trem, ou more nas cidades por onde ele passa, possa esclarecer a questao da velocidade:

    Este trem de passageiros e uma composicao exclusivamente de passageiros, ou ele faz parte daquele comboio de 300 vagoes levando carga?

    Se fizer parte do comboio, esta esclarecido o porque dos 40km horarios, senao, realmente esta muito longe de ser moderno.

    • Davi Medrado

      O trem de passageiros é exclusivo para passageiros, não faz parte do comboio de carga!
      A velocidade é por questões de segurança, deve-se principalmente ao fato de existirem duas linhas férreas, muito próximas (pra não dizer coladas) uma da outra. Assim, ao mesmo tempo que o trem de passageiros está se deslocando em uma direção, outro trem pode passar na linha ao lado (até mesmo em direção oposta).
      Um dos motivos que enxergo para a baixa velocidade é o deslocamento de ar causado pelo trem, que ao se deparar com outro, se deslocando ao lado, poderia desestabilizar o veículo e até mesmo levar ao descarrilamento.
      Outro motivo pode estar no fato de que os trens que se deslocam ao lado do veículo de passageiros transportam minério, e a alta velocidade do trem de passageiros poderia maximizar o impacto do mineral (que nem sempre está na forma de pó) em algumas das janelas, acarretando um grave acidente e até mesmo lesões.

      Já fiz inúmeras viagens de trem (estrada de ferro Vitória a Minas), e fica evidente que o trem de passageiros tem a capacidade de atingir uma grande velocidade, mas não o faz por segurança. É também evidente os riscos que se teria com o trem operando em alta velocidade!

      • Luiz Pereira

        “Um dos motivos que enxergo para a baixa velocidade é o deslocamento de ar causado pelo trem, que ao se deparar com outro, se deslocando ao lado, poderia desestabilizar o veículo e até mesmo levar ao descarrilamento.” De onde que tirou essa idéia? Um dos maiores absurdos que li nos últimos tempos! Enquanto escrevo, trens de alta velocidade passam a centímetros um do outro, trafegando a mais de 300 km/h, em diversos países do mundo. Esse trem não trafega mais rapidamente porque tanto a ferrovia quanto a composição são tecnicamente inadequados para isso – na prática, a tecnologia empregada aí é dos anos 30. Velocidades mais altas invariavelmente resultariam em descarrilamento, resultado das ondulações na ferrovia.

  • Paulo Silva

    nunca viajei,mas parece ser melhor q a gol.kkkkk

  • Carlos Neto

    Bela materia. Os trens na China, em constante modernizacao, tb dariam uma bela materia. Em poucos anos os caras reduziram distancias enormes a poucas horas.

  • Leonardo F J

    Muito interessante, mas poderia ter mais conforto na executiva.

  • Fabio

    Guarana Jesus!!!!! O melhor refrigerante da face da Terra.

    • Wendell Oliveira

      Amém!

  • Cecilia de Paula

    Muito boas lembranças dessa viagem que fiz há cerca de 20 anos. Na época não havia comida no trem e eram vendidas marmitas pela janela kkkk valeu muito a pena, saudades de Parauapebas e seu povo acolhedor, tranquilo e trabalhador. Dias maravilhosos ali!

  • Cecilia de Paula

    Os incomodados que se retirem… kkkkkkkk

    • Fabio

      Da mesma maneira que falo sem papas na lingua e quem nao gostar que se…..

  • NYC_Man

    Gostei da matéria.
    Trem muito legal por dentro