Temer planeja liberar operação de companhias aéreas estrangeiras no Brasil

Denis Carvalho 6 · maio · 2016

O jornal Folha de S. Paulo informa hoje a intenção do vice-presidente de permitir que empresas estrangeiras possam manter companhias aéreas no Brasil, sem a participação de empresários brasileiros, caso de fato assuma a Presidência. Desde março há uma medida provisória que aumenta a permissão de capital estrangeiro nas empresas nacionais dos atuais 20% para até 49%, e prevê elevação desse percentual a até 100%, mas somente nos casos em que haja reciprocidade da medida. A decisão está sendo avaliada pelo Congresso.

Segundo o jornal, a equipe de Temer quer ampliar essa permissão e vai trabalhar para que o texto seja alterado por emendas, já apresentadas, que permitem o controle de 100% por estrangeiros em qualquer caso. 

A abertura das empresas aéreas ao capital estrangeiro teria como objetivo atrair investimento para acelerar a retomada do crescimento. Dois dos principais aliados de Temer, Moreira Franco e Eliseu Padilha, foram ministros da Aviação Civil do governo Dilma e apoiavam a abertura total para o capital estrangeiro, defendida por parte dos técnicos da pasta.

Para eles, as empresas brasileiras já são na prática controladas por estrangeiras, por meio de acordos de acionistas, e a abertura total ajudaria a trazer mais empresas para competir com as atuais. Ou seja, a ideia não é que empresas comprem o que resta da GOL, Latam, Avianca e Azul, mas sim abrir espaço para empresas estrangeiras montem filiais no País, oferecendo mais concorrência e preços mais baixos.

O controle total por estrangeiros, no entanto, tinha a oposição de Dilma. O ex-ministro Moreira Franco chegou a negociar com o Congresso inclusão da permissão em uma MP em 2014, mas a tentativa foi barrada.

Neste ano, com a queda ainda maior do número de passageiros e prejuízos crescentes das companhias nacionais, o Planalto acabou cedendo, mas com limites à participação.

O número de passageiros aéreos no país está em queda desde agosto de 2015. Em março, ele foi 7,2% menor que o mesmo mês de 2015, voltando ao nível de 2013, com 7,2 milhões de passageiros.

A oferta de assentos também está em queda e, em março, foi a menor desde o ano de 2010. A demanda de passageiros internacionais das empresas brasileiras, que vinha crescendo desde 2013, também caiu pela primeira vez desde 2013.

Vale lembrar que a GOL já tem boa parte do capital controlado pela Delta e Air France-KLM e a Azul pela Hainan e United. Enquanto isso, TAM se fundiu com a chilena LAN para formar a Latam e a Avianca Brasil ensaia uma fusão com a Avianca Colômbia, que pertence ao mesmo grupo.

E você, o que acha deste tema? É a favor da chegada de novas companhias ou acha que o governo deve proteger as empresas nacionais? Deixe sua opinião nos comentários e participe!

Publicado por

Denis Carvalho

Editor chefe

  • Machado Oliveira

    vai terminar de quebrar as aéreas nacionais… não vai ter mais amendoim da gol, mas os preços vão disparar… que péssima noticia

    • pm

      como na europa, que a ryanair irlandesa, easyjet inglesa, vueling espanhola, wizzair hungara, transavia franco-holandesa.
      O preco abaixou e fez as cias tradicionais se adequarem.

      Eu entro num avião para ser transportado. Se eu quiser comer vou num restaurante! Se quiser algo a mais pago por isso.

      • Fefa Porto

        Disse tudo!

      • Alan

        hahaha

      • Alex Bogarim

        Melhor comentário que li até agora

      • Lucas Ribeiro

        Discordo sobre a comida!

        Procure os preços GRU-EZE, mesmo dia, entre a GOL, TAM e QATAR. A diferença vai ser de uns 20 reais (comida no aeroporto é extremamente cara).

        • Machado Oliveira

          Isso mesmo, Lucas! O meu comentário era pra sugerir que vamos deixar de ouvir reclamações sobre o amendoim da gol… mas algumas desvantagens importantes podem vir no futuro

        • pm

          para ver como a gol cobra caro e ainda pode baixar… quem sabe a ryanair do brasil podendo cobrar pela bagagem, marcarcao de assento etc nao fara metade do preco ?? quem quiser pagar o dobro para comer a comida da qatar pague. quem preferir pagar metade do preco e com essa diferenca pagar um belo jantar em buenos aires que assim o faça

        • Leandro Vale

          Cara? Já tentou sair do portão de embarque?
          Como super barato em vários aeroportos só tirando meu pé do portão de embarque.

      • Caco Nogueira

        não é apenas a questão de comer… até para despacho de bagagens vc paga… isso em um país como o nosso de dimensões continentais não pega…

        • pm

          grandes coisas ser um pais enorme e a maior concentracao ser no sul e sudeste com vos de 1hr….

          o Estados Unidos é maior e a mala é paga em voo domestico e pegou.

          na europa londres-atenas sao 4 horas de voo, mais do q qq voo domestico brasileiro

    • Machado Oliveira

      No primeiro momento, é claro que os preços caem pela concorrencia. Isso tem até nome, chama dumping. Daí as empresasa nacionais quebram e as alienigenas tem estrada livre pro preço disparar. A “lógica” de vocês está certa… só peca pela miopia.

      A maioria desses players lowcost só tem infra pra atender demanda regional. Ou Alguem aí já viu widebody da Ryanair?

      Depois, em vez de termos 3 nacionais brigando entre si pra sobreviver, teremos no maximo umas duas gringas dividindo as rotas em acordos de cavalheiros e disparando os preços.

      Aguardemos

      • Leonardo Furnival Marar

        E porque voce acha que as gringas necessariamente operam melhores que uma Tam, Avianca ou Azul da vida? E porque voce acha que haveria um cenário em que apenas 2 empresas estrangeiras se interessariam en entrar no Brasil? E porque voce acha que somente haveria acordo de cavalheiros entra gringas e isos não seria possivel com as brasileiras que aí estão? E o que tem a ver que RyanAir só tem narrowbody? Como 80% da frota das brasileiras…

        Ja achava seu 1o comentário sem sentido nenhum. Sua replica conseguiu fazer menos sentido ainda!

        • Machado Oliveira

          Olá, Leonardo! Obrigado pela(s) pergunta(s) rs… não dá pra entrar em muitos detalhes sem fazer textão mas, em resumo, o cenário mundial é de concentração e, se reparares em como tem funcionado nas Oropa, as low cost tem competido mais com as “grandes” do que entre elas (com algumas variações de modelo misto em que uma “grande” tem, ela mesma, uma lowcost subsidiária e algumas exceções de rotas de altissima demanda, principalmente LONxPARxFRAxMUNxAMSxMAD). Temos poquissimos aeroportos/rotas por aqui com demanda alta e não chegam aos pés de LON e PAR, por exemplo. Daí a suspeita de que muitas “gringas” se interessasse em manter operações aqui que não fosse extensões de seus voos longhaul (geralmente com widebody).

          Não acredito que muitas dessas (Ryanair foi só um exemplo) entrassem com operação domestica aqui com interesses fossem muito além de SPOxRJOxBSB e alguma periferia.

          da combinação dessas duas coisas insinuei o tal acordo de cavalheiros (que pode até ser tácito, como imagino que seja em alguns casos na Europa).

          Sobre achar que as gringas operam melhor que TAM. gol, etc… não lembro de ter escrito isso. Não desejei ter dado a entender assim não.

          Claro que eu não considerei alguns cenários importantes: interesses das aéreas do oriente médio e das latino americanas que ainda restam. Ou ainda imaginar que um mercado mais parecido com o da américa do norte seja o que venha a acontecer… Daí a análise é mais complexa.

          Não sou lá nenhum grande especialista, não. E “fazer sentido” em curtos comentários de blogs realmente é uma tarefa, por vezes, bem difícil. Mas ainda acredito que as “vantagens” iniciais podem virar pesadelos num horizonte não muito distante… e aí vai acabar repetindo os casos de iniciativa privada ser socorrida por renúncias e programas de salvação do governo e todos nós pagarmos a conta… e a tarifa alta 🙁

          • Leonardo Furnival Marar

            Para mim, quando voce diz:
            ‘Daí as empresasa nacionais quebram e as alienigenas tem estrada livre pro preço disparar”Depois, em vez de termos 3 nacionais brigando entre si pra sobreviver, teremos no maximo umas duas gringas’, entendo que está supondo que qualquer gringa opera melhor que umas das cias que eu citei. Que ultimamente não é o caso.

            Minha opinião: o Brasil tem algumas rotas valiosas, que seriam de interesse de diversas empresas estrangeiras (mesmo além do triangulo SAO-RIO-BSB que você cita). Hoje são trechos caríssimos basicamente porque: 1) existe altíssima demanda e 2) há um cenário com, na prática, 3 players (não considero VCP Sao Paulo) acomodados.
            Uma abertura do mercado deveria fazer esse ponto 2 cair, e ajudar a reduzir um pouco os preços.

          • Leonardo Furnival Marar

            Para mim, quando voce diz:
            ‘Daí as empresasa nacionais quebram e as alienigenas tem estrada livre pro preço disparar”Depois, em vez de termos 3 nacionais brigando entre si pra sobreviver, teremos no maximo umas duas gringas’, entendo que está supondo que qualquer gringa opera melhor que umas das cias que eu citei. Que ultimamente não é o caso.

            Minha opinião: o Brasil tem algumas rotas valiosas, que seriam de interesse de diversas empresas estrangeiras (mesmo além do triangulo SAO-RIO-BSB que você cita). Hoje são trechos caríssimos basicamente porque: 1) existe altíssima demanda e 2) há um cenário com, na prática, 3 players (não considero VCP Sao Paulo) acomodados.
            Uma abertura do mercado deveria fazer esse ponto 2 cair, e ajudar a reduzir um pouco os preços.

      • pm

        lowcost nao eh regional!!!
        a ryanair tem mais de 300 737-800, opera voos de ate 5 horas de duracao!
        a gol e a avianca brasil so tem narrow body. a azul tem meia duzia de a330 e esta se desfazendo para a tap.

        se o preco disparar chega uma outra com preco baixo.

        nao tem logica nenhuma esse comentario

        • Machado Oliveira

          legal. nao é mesmo. Eu me referia a voos intra-europa versus voos domésticos no Brasil. Intra-europa tb não dá pra chamar de domestico. Tua referencia a duração de voo (<=5h) parece mesmo mais adequada, Obrigado.

      • Alayr Pessôa Filha

        Iiiiisso!!! Vão disparar pq as nacionais serão engolidas e, qdo as estrangeiras dominarem, darão as cartas e os preços. Além disso, td é caro p/ uma população desempregada ou subempregada em virtude da quebra das empresas nacionais.

  • Rodrigo Coqueiro

    ótima notícia, com maior competição pode haver aumento na qualidade e diminuição dos preços. Pouco importa pra mim se a companhia aérea é brasileira, só quero voar a um preço justo e ter opções de escolha.

  • ale

    Acho que um pouco de protecionismo neste caso não seja ruim. Não sou nenhum especialista….
    Também acho que as passagens aéreas no Brasil já são baratas. O problema que eu vejo no serviço são os péssimos aeroportos…

    • Tarcísio Medeiros

      O preço pode ser baixo pra você ai, ou quando aproveita promoções. Mas os preços são absurdos. Uma passagem REC – RIO chega a custar uns R$ 600, quase um salário mínimo. Enquanto isso na Europa ou EUA as vezes se consegue atravessar o oceano por U$ 600, que tu consegue em 80h de trabalho. Ou seja, 2 semanas de salário mínimo.

      Agora o que de fato pode (e deve) encarecer a passagem são os “bônus” inclusos que nós temos, mas que as vezes pagamos por isso sem usar. Eu não imaginava que nos vôos internos dos EUA das tradicionais cias não tinha direito a bagagem despachada, enquanto aqui no Brasil temos acho que 2 de 23kg. Aqui não é comum se pagar pra escolher assento (como janela), pagar pra fazer check-in no aeroporto, etc. Todos esses “bônus” podem acabar encarecendo a viagem, mesmo que você não use.

    • Rodrigo

      Tarcísio, não são raras as vezes em que acho o trecho POA x SSA mais caro que POA x MIA. Ou seja, o preço é absurdo sim, abusivo. Quem não acha que é, é porque tem a sorte de morar num estado onde os vôos têm boa ocupação ou que têm hubs de companhias aéreas e por isso os preços são mais baixos.

    • ale

      Tarcisio e Rodrigo, talvez seja isso mesmo. Moro em SP, não é estranho ver promoções ou preços mais baixos….Não conheço preços de outras partes do Brasil….

    • Benício Monte

      Cara tu viaja pra onde RIO-SP? Compra uma passagem POA-MCZ, e tu vai ver que no final do ano são 2000 reais. Deixei de ver minha família por esse absurdo. Ok? Uma passagem normal custa 600 a 800 reais. Durma com essa.

      • ale

        Benicio, durmiu de calça jeans? Pra que essa hostilidade…. cada um….

        • Benício Monte

          Não parceiro, mas considerar passagem no Brasil barata é um pouco demais. Pra quem mora em SP é cômodo falar isso pq a estrutura é toda feita pra vcs. Se houvessem mais empresa, estaríamos tendo a possibilidade de vê-las com hubs e linha mais atrativas. Não podemos defender algo sem ter base da realidade brasileira. Esse tipo de pensamento é que faz você paga tudo mais caro no país. Que viver em um país capitalista, mas só pros amigos, pro inimigos é sistema estatal que te barra. Defendendo os direitos da nação, nação somos nós, e defender nossos direitos é diminuir o lucro ostensivo dessas empresas. E o pior, que mesmo assim vivem quebradas, isso é pq não tem competitividade e ai quando o mercado nacional vai mal, ferrou, pois lá fora ninguém vai viajar nessas empresas nojentas, pq as internacionais dão show de bola, só vê etihad, Emirates, Qatar, Turkish e por ai vai.

  • Daniel Henriques

    Ótima notícia. Empresa não tem nacionalidade. Empresa quer ter lucro. Sem contar que, como explica a matéria da Folha de São Paulo, o controle estrangeiro já se dá por conta dos arranjos societários nos conselhos de administrações das empresas.

  • pm

    O título está incorreto. Deveria ser “Temer planeja liberar capital estrangeiro em empresas aéreas brasileiras”.

    1 – empresas aéreas estrangeiras já são liberadas no Brasil, não são é autorizadas a fazer voo nacional.
    2 – Empresas aéreas estrangerias não serão autorizadas a fazer voos domesticos.

    O que está em discussão é o capital de uma empresa aérea brasileira ser 100% de um sócio estrangeiro. Mas a empresa continua sendo brasileira, respeitando leis brasileiras, com tripulações brasileiras, protanto empresas brasilieras de socios estrangeiros.

    O que alias é a unica solução contra a falência da gol. Uma melhor integração da Avianca Brasil com as demais aviancas.
    A TAM já é chilena e a Azul americana….

    Quem sabe vem ai uma ryanair do Brasil?

  • pm

    as empresas aéreas nacionais estão falidas
    a gol corre risco de fechar esse ano
    a tam é chilena,
    a avianca colombiana
    a azul americana

    O capitalismo é ruinzao mesmo!

    Bom é voar na cubanna de aviacion e a na air koroyo

    • Cidadão

      Não existe isso de tam chilena, avianca colombiana, etc. Todas possuem capital de vários países e todas estão sujeitas a lei que limita as proporções desse capital

  • Vinicius Matos

    O cara numa noticia de aviação civil criticando o capitalismo. Deve ser zuera so pode kkkkk

  • Oscar Luiz da Silva Neto

    No mínimo, regulariza a picaretagem que é hoje.

  • André Felipe

    Eu sou contra essa solução.
    A melhor solução a curto prazo é a redução da carga tributária do setor como um todo.
    Não adianta trazer as cias estrangeiras achando que o preço vai cair. Com essa carga tributária astronômica sobre este setor, IMPOSSÍVEL.
    Reduzir o ICMS em cima do querosene e avgás, além dos tributos federeais…
    Isso pode trazer uma redução de 20 a 40% do preço das passagens e ser um ótimo estímulo ao setor.
    Se a redução de impostos não trouxer benefícios, essa solução apresentada deve ser estudada, mas também deveria focar o estímulo a aviação regional. As estrangeiras só irão querer operar no filé mignon. Vocês acham que terão interesse em Imperatriz, São Luiz, Macapá, Rio Branco, Boa Vista? Elas só irão querer RJ, SP, BH, POA, Curitiba, Brasília, Salvador, Fortaleza.

    • pm

      as empresas são todas sujeitas a mesma carga tributária. sendo ela de capital 100% brasileiro ou 100% estrangeiro!

      não se engane, quando a empresa não tme lucro acaba com a rota. A Gol, Azul, Tam.. todas andaram cacnelando destino e rotas.

      As empresas vivem do lucro, não são instituição de caridade!

      Na Europa a carga tributária é muito maior e a Ryanair, easyjet etc batem recorde de lucro trimestre após trimestre…

      • André Felipe

        Não estou falando em ser instituição de caridade… seria para realmente ter uma política pública que garantisse a pulverização das rotas, como POLÍTICA PÚBLICA VIÁVEL ECONOMICAMENTE.
        Quando disse a carga tributária, todo mundo que entra aqui vai ter que pagar a mesma carga e logo vão ver que o preço não vai cair. Essa estratégia é errada. Diminua o custo Brasil primeiro para ele ser atrativo!

      • Cidadão

        Nunca que na europa a carga tributário é maior. O combustível de aviação no Brasil é o mais caro do mundo por causa do ICMS

        • pm

          ate onde eu sei o jet-a no galeao e em guarulhos eh metade do preço que em NY. eh mais barato que em frankfurt, madrid e etc…

          e sim, os impostos em geral no brasil sao muito mais baixos que na Europa, sobretudo o imposto de renda

  • Caio

    Vou pagar menos na passagem? Se sim, pode aprovar isso ai

  • Roger

    “Quanto menos barreiras ao investimento estrangeiro, menos necessárias serão as agências reguladoras”… espero que haja uma super argumentação por trás dessa afirmação e eu seja apenas ignorante sobre ela.

  • Adilson Uchoa

    Sou a favor! Baixar os preços! Não importa quem sejam os donos, vai continuar empregando os brasileiros!

  • Rodrigo

    Boas intenção todo político tem, né?

  • Pessoal do MD, o título está equivocado. E pelos comentários vocês já devem ter percebido que o leitor “viajou” no que deveria ser o real assunto.

  • Raul Grilo

    Só concordaria com isso se, antes, promulgassem a Lei das remessas de lucro.

  • Raul Grilo

    Só concordaria com isso se, antes, promulgassem a Lei de Remessa de Lucro.

  • ChargerBR

    Pessoal tem que atentar ao contexto e histórico. Melhores comentários aqui são do Machado Oliveira e do Raul Grilo. A abertura aqui nunca foi isso que estão falando em relação a nada, de carros à telefonia continuamos pagando o pato.

    Uma abertura tem que ser bem feita, com regras adequadas, rígidas e mais do que isso, algo no sentindo da Lei de Remessa de Lucro, ou teremos uma melhora virtual no início pra depois cairmos em um monopólio onde o call center será na Índia.

    • Lembrando que nos EUA só 25% para capital externo. Bolívia, Venezuela e Argentina liberaram 100% e o setor está como está. Portugal recomprou a TAP por um preço bem maior que o de venda (ótimo negócio para Neeleman e chineses). Muitos países entendem que aviação é questão de segurança nacional, tal qual petróleo e telecomunicações. Além disso, nosso país tem dimensões continentais. Hoje nossa malha atende razoavelmente todo o país. Seguindo a filosofia de deixar o caminho bem preparado para o “investidor”, teremos também a aviação como uma das mais caras do mundo. Sugiro leitura de cartilha do Sindicato Nacional dos Aeronautas versando sobre a abertura de capital.

      • Dionísio Alencar

        Até quem enfim uma mente pensante. Nego tem trauma e reduz tudo a jogo político PT X PSDB.

  • Thiago Oliveira

    Enfim uma notícia boa desse possível e provável novo governo. Das “nacionais” a única efetivamente nacional seria a gol, e essa pelo tamanho eu acho que não quebra. Então acredito que seja algo bom para o mercado!

  • izaias

    totalmente favorável,pois temos poucas opções
    hoje.

  • Wilson Machado

    Eu acredito que seja muito bom para o país, como a propria reporttagem descreve, as aereas nacionais, em verdade são consorcios entre grupos de empresarios com empresarios brasileiros para poder trabalhar com as aereas nacionais, na pratica as aereas ja são controladas por empresarios estrangeiros. isso e para aumentar a concorrencia, porque nao, aviões melhores, atendimento melhor. Eu ja voei: Tam, Azul, Gol, a Tam foi a unica que senti em casa, super atendimento. A gol perdeu minha bagagem, entregou 3 dias depois e nem recebi indenização, ainda discuti com a chefe da Gol em Salvador, Azul, bem parece comida sem sal. sem graça, nada do que ela vende. Eu acredito que a Tam, vai ficar melhor com a chegada da Latam. Eu prefiro voar com a Tam, seja nacional ou internacional, ultrapassa a expectativa. Melhor somente voando Emirates, essa sim o passageiro esta em casa, mais isso e outra historia.

  • Wilson Machado

    Eu acredito que seja muito bom para o país, como a propria reporttagem descreve, as aereas nacionais, em verdade são consorcios entre grupos de empresarios com empresarios brasileiros para poder trabalhar com as aereas nacionais, na pratica as aereas ja são controladas por empresarios estrangeiros. isso e para aumentar a concorrencia, porque nao, aviões melhores, atendimento melhor. Eu ja voei: Tam, Azul, Gol, a Tam foi a unica que senti em casa, super atendimento. A gol perdeu minha bagagem, entregou 3 dias depois e nem recebi indenização, ainda discuti com a chefe da Gol em Salvador, Azul, bem parece comida sem sal. sem graça, nada do que ela vende. Eu acredito que a Tam, vai ficar melhor com a chegada da Latam. Eu prefiro voar com a Tam, seja nacional ou internacional, ultrapassa a expectativa. Melhor somente voando Emirates, essa sim o passageiro esta em casa, mais isso e outra historia.

  • Claudio

    Interessante!!!!!! ônibus cobra caro e demorada viagem, risco de assaltos constantes, não dão um copo de água e ninguém reclama, ja paguei trecho Brasília/SP mais barato que um lanche no aeroporto, e ainda ficar exigindo alimentação da empresa aérea, concordo com o Machado Oliveira, viajo pela rapidez e não pra lanchar.

  • Sergio Ricardo Cruz

    Na minha humilde opinião, primeiro deveria ocorrer a privatização dos aeroportos de todas as capitais e cidades com mais de 1 milhão de habitantes, ficando a Infraero apenas com os aeroportos menores. Só nisso, o preço das taxas que as aéreas pagam cairia e, provavelmente, refletiria no preço das passagens. Só abrindo o mercado não significa que as passagens teriam preços menores – salvo dumbings. Para uma melhor análise, precisaríamos saber quais países permitem que operadoras estrangeiras façam rotas domésticas, visando a reciprocidade.

    Ah, para quem não sabe, a sede da LATAM fica em Santiago.

  • Bruno Bastos

    Se for aprovado, em 10 anos não tem mais nenhuma empresa nacional. Em 25, só vai ter uma americana, fazendo voos pra lá, uma europeia fazendo voos pra lá e talvez uma de Dubai indo pra África/Oriente Médio e pronto. Uma passagem vai continuar custando os olhos da cara. Pra quem se ilude com low cost, lembrem que a maioria delas pertence aos grupos que são donos das flag carriers.

  • Benicio, em altíssima temporada o valor é maior justamente por conta da demanda. E, mais uma vez, que fique claro: esta medida não vai trazer, por si só, mais cias aéreas. Ao menos por enquanto (no contexto da crise econômica global em vigor), não há tendência de novas empresas. A tendência atual é de criação de conglomerados. Infelizmente, a lei de mercado não está favorecendo a nós consumidores que desejamos preços menores e mais qualidade nos serviços. :-/

    • Benício Monte

      Caro Kako, ouve um erro, era aumentem a oferta. Tu tem até a razão que surgem mais monopólios nos dias de hoje. Entretanto deixar nesse “quadripólio” também não ajuda, então, trazer novas cias não seria nada mal, agora que fujam do mesmo feijão que arroz, que já existe. O custos do Brasil são altos, e tudo isso, ainda tem outros fatores econômicos do país, ok. Mas o custo otário Brasil também entra. Abraços.

  • Caco Nogueira

    aí o que vai acontecer? as empresas vão quebrar… como diminuir preços com dívidas em dólares nas alturas? Além de queda na receita?

    • tem bastante avião velho… empresas que entrem com frotas novas são mais competitivas (avião é tudo leasing, e um moderno, que gaste x% menos combustível consegue repassar esse gasto)… além claro de melhoria em processos e automação.

  • Alayr Pessôa Filha

    Vão disparar pq as nacionais serão engolidas e, qdo as estrangeiras dominarem, darão as cartas e os preços. Além disso, td é caro p/ uma população desempregada ou subempregada em virtude da quebra das empresas nacionais.

    • amiguinho, concorrencia significa que quando uma estiver cobrando cara, entra outra pra roubar toda a clientela… só ocorre o que você falou quando existe monopólio COM barreira de entrada (quando uma lei impede que outras empresas entrem por não terem “autorização”, ou não cumprirem uma série gigantesca de regras que não fazem sentido).

  • Alayr Pessôa Filha

    Temer golpista.

  • Paul W Dixon

    Precisamos de mais empresas aéreas estrangeiras mas em vôos para o exterior. Empresas como JAL, SAS, Brussels Airways (ex-Sabena), Korean, Singapore e ElAl precisam urgentemente reativar seus vôos ao Brasil. Poderiam vir outras empresas ainda, como Thai, Qantas e Cathay Pacific.