TAP volta atrás e continua a operar em Campinas, mas Pluna só retorna em dezembro

Denis Carvalho 29 · maio · 2012

Após anunciar que deixaria de operar em Campinas a partir de outubro, a  TAP voltou atrás na decisão. Em comunicado à imprensa, a companhia aérea portuguesa informou que continuará operando seus voos, partindo do Aeroporto de Viracopos, no período de baixa temporada entre o final do mês de outubro de 2012 ao final do mês março de 2013. Por outro lado, a companhia uruguaia Pluna comunicou o adiamento de seu retorno ao aeroporto paulista. Antes previstos para junho, os voos só devem retornar em dezembro.

“A decisão de suspender temporariamente os voos no Aeroporto de Viracopos foi examinada cuidadosamente e após uma série de reuniões e compromissos firmados envolvendo a companhia, autoridades e diversas entidades prestadoras de serviços do aeroporto, chegaram a um consenso positivo que permitirá a manutenção destas frequências”, informou a empresa em seu comunicado.

A TAP não detalhou os termos dos acordos, mas a empresa estava insatisfeita com a infraestrutura de Viracopos e exigia, entre outras medidas, novas instalações para armazenamento de alimentos utilizados em seus voos e a abertura de um free shop.

“A TAP fica feliz com o desfecho, não só pelo fato de manter todas as reservas já realizadas por seus clientes assim como pelos compromissos previamente assumidos com os agentes e passageiros de toda a Região Metropolitana de Campinas. A expectativa da companhia é, de acordo com os compromissos firmados, que em breve todos os serviços efetivamente condizentes a uma operação aeroportuária internacional estejam em operação”, afirmou a companhia.

No anúncio anterior, no início de maio, a TAP anunciou que suspenderia os voos a partir do dia 28 de outubro e as operações seriam retomadas  apenas no dia  30 de março de 2013, quando termina a baixa temporada dos voos para o Brasil.  A TAP opera três voos semanais de Campinas a Lisboa.

Pluna

Se as notícias são boas para os clientes da TAP o mesmo não se pode dizer com relação à Pluna. A companhia uruguaia anunciou que continuará pelo menos mais seis meses longe de Viracopos.  A empresa suspendeu as operações na cidade paulista no dia 11 de abril, alegando “razões de ordem operacional (manutenção de algumas aeronaves) e necessidade de compactação da malha”.

A previsão era que os voos entre Campinas e Montevidéu fossem retomados no dia 30 de junho deste ano, mas a empresa anunciou hoje que as operações foram adiadas para dezembro. Com isso, crescem as especulações de que a saída da Pluna de Viracopos seja definitiva – ou pelo menos dure mais do que a empresa deu a entender de início.

Com informações da TAP e da Pluna

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe
  • Pedro H

    com a boa condição econômica, sobretudo no bolso do país, SP, os brasileiros sonham mais alto. Antes viajar era ir ao Guarujá, e sair do país era ir ao Paraguai, ali na fronteira mesmo.

    No grande início da época de crescimento foram todos conhecer Buenos Aires.

    Agora estão todos ansiosos por desvendar o mundo. Se antes era fácil achar brasileiros em qualquer lugar do mundo, agora já está até ficando chato.

    Brasileiros invadem a Europa, EUA, começamos a ir a Ásia e África em massa.

    A TAP, mesmo tendo diversos problemas de serviço(depois de anos de bons serviços), não vai perder a chance de operar no rico mercado do interior paulista como monopolista. Assim como faz no nordeste, RS, BSB e BH.

    Por mais que muitos reclamem, acabam indo viajar de TAP porque é mais fácil, por que fala português, porque a imigração em Lisboa(assim como em Paris) é muito fácil, e pela não exigência de seguro viagem quando se entra por Portugal.

  • Alex Freitas

    Ainda há luz no fim do túnel, antes as notícias eram piores, sorte aos Campineiros e região

  • João Rodrigue

    Vamos ver se o "susto" servirá para começarem a investir de verdade em Viracopos. Não entendo a dificuldade dos setores públicos e privados de investirem em um aeroporto com uma demanda tão boa!

  • Boa noticia pelo lado da TAP e uma pessima pelo lado da Pluna, como disse anteriormente já viajei para o Uruguay 2x com a Pluna partindo de Campinas e era uma facilidade enorme. Um pena a Pluna demorar tanto pra voltar.

  • Luiz Gustavo

    Em maio fui à Lisboa via Campinas numa quinta-feira, muito fácil pela comodidade pois moro na região. Mas sinceramente antes fosse somente a falta do Free Shop o grande problema, mas é sim toda a infraestrutura de operação e atendimento para voos internacionais em VCP. Logo no check-in a atendente sugere comprar água antes de entrar na sala de embarque, que não tinha nem água ou café para comprar. Hora de embarcar e subir pelas escadas para o A330 (ida) e A340 (volta), muito alto para pessoas de idade, causando lentidão e desconforto para todos. A volta foi num sábado a noite com uma hora de atraso, após o pouso (que foi tranquilo) um verdadeiro caos; a começar pelas malas, que ficam jogadas no chão numa verdadeira confusão e após isso, rumo a entrada somos recebidos por funcionários terceirizados mal educados e numa completa bagunça, para os estrangeiros então!! Se formam filas de prioridade, brasileiros e estrangeiros, e que não houve atendimento em inglês, somente em português, por fim o raio X das malas, mais filas, lentidão e abertura das malas, tiveram que chamar o agente da vigilância sanitária ou agricultura para verificar uns vidros de azeite, que logo liberou. Toda essa confusão e apenas um único voo internacional….Sinto muita pena pelas condições de VCP, pois é uma vergonha o tratamento aos passageiros e a falta de infra. Temos muita demanda para voos internacionais mas fazemos muito "feio" perante os outros paises (inclusive de terceiro mundo).

  • Vitor J. Nunes

    Falando em TAP:

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  • Ivânia Silva

    Deveria ter mas promoções partindo de Recife.

    Ivânia

  • RABUGENTO (@RABUGENT

    A verdade é que só usam a TAP porque é a única que faz voos diretos até Portugal.

    Campinas continua sem o freeshopping e em quase todos os voos da TAP há prisões de traficantes.

  • Henry Razec

    A verdade é uma só: as alas de embarque e desembarque (doméstico e internacional)de Viracopos não comportam ampliação na atual infraestrutura do prédio-terminal. Assim como o antigo terminal de Recife, o de Viracopos deverá ser desativado ou mesmo demolido, e erguida uma construção moderna, funcional, que permita salas amplas, instalação de fingers (pontes de embarque entre a estação aeroportuária e as aeronaves), área comercial e de alimentação compatíveis com um aeroporto que se pretende internacional, etc. Campinas e o interior paulista, com mais de 20 milhões de habitantes e maior que qualquer outro Estado inteiro da federação, têm um potencial e uma demanda fantásticos, os quais as autoridades públicas não estão sabendo explorar. É uma pena. O Interior de São Paulo continua tratado como "interior" no sentido pejorativo da palavra, isto é, como "roça", "boca do sertão", "atraso", "pouco progresso". A expressão Interior Paulista, na verdade, possui apenas condão político-histórico e cultural, pois seu hodierno estágio de desenvolvimento socioeconômico o coloca acima de praticamente todos os Estados brasileiros, com exceção do próprio Estado de São Paulo como um todo (Grande São Paulo + Litoral + Interior). Em verdade, atualmente o Interior de SP só perde em termos socioeconômicos para a Grande São Paulo, conjunto de 38 municípios contíguos à metrópole paulistana, também um município de mais de 1.500 km2 de área. Se pensarmos em termos de macrometrópole, ou seja, num raio médio de 150 km a partir da Praça da Sé (marco zero paulistano), temos as regiões metropolitanas de Campinas, da Baixada Santista e do Vale do Paraíba, mais as aglomerações urbanas e microrregiões de Jundiaí, Sorocaba, Piracicaba, Bragança Paulista, Circuito das Águas Paulista e Moji-Mirim. Todas altamente desenvolvidas, cheias de indústrias de ponta e prestação de serviços qualificados, além de excelente infraestrutura de transportes (aéreo, marítimo, fluvial e rodoferroviário). Mas os políticos de Brasília, longes demais, não entendem isso. "Pobre" Interior Paulista…