A partir de hoje o site da Webjet deixa de existir

Leonardo Marques 17 · outubro · 2012

Não perca mais nenhuma promoção!

Promoções no e-mail

Faça como 1 milhão de brasileiros. Cadastre seu email e receba as melhores promoções de passagens!

Promoções no Whatsapp

Agora você pode receber promoções direto no Zap! Escolha se quer receber todas ou só as melhores!

Aprovada a compra da Webjet pela GOL, já teve início o processo de unificação das duas empresas, que passarão a ser apenas GOL . A partir de hoje o site da Webjet deixa de existir e as passagens da companhia carioca serão vendidas apenas pelo site da GOL. A mudança também afetou as agências de viagem, que desde ontem passaram a emitir bilhetes somente pelo sistema da GOL.

Além do efeito prático, as mudanças deixam claro que a Webjet chegou ao fim, assim como aconteceu com a Varig e com a Pantanal e  irá acontecer com a Trip no dia 02/12. Em algumas semanas, a Webjet será apenas uma pintura de aviões usados para operar voos da GOL até que a marca desapareça em definitivo. Não deve haver cancelamento de voos, uma vez que isso já foi feito no decorrer de 2012. Daqui pra frente o que deve mudar é que os voos operados pela Webjet passem a ser  voos GOL.

Podemos dizer que a Webjet foi a primeira e única empresa low cost, low fare a operar no Brasil. É lamentável que a companhia, depois de tanto lutar para conseguir seu espaço no mercado, tenha chegado a esse fim. Por outro lado, esse final era inevitável: os preços da Webjet pressionavam muito TAM e GOL e uma das duas uma hora iria comprar a Webjet para por fim a esse modelo de preços baixíssimos. Quem acompanhou o Melhores Destinos em 2010 e 2011 viu a agressividade dos preços da Webjet e certamente aproveitou promoções fantásticas como esta.

Em maio de 2011, eu estive na sede da Webjet, conversei com o presidente da empresa e com todos os diretores. Eles estavam empolgados com o crescimento da companhia e com a implantação de um modelo de empresa aérea diferente no Brasil. Na época Charles Clifton, um dos fundadores da Ryanair, coordenadava a reformulação na operação da Webjet. Ele conseguiu tornar a empresa a mais pontual do Brasil por 18 meses consecutivos, mesmo tendo a frota mais antiga entre as seis maiores aéreas brasileiras. Inovaram em muitas coisas mas foram limitados pela legislação brasileira. 


Sede da Webjet no Rio de Janeiro

Sempre achei que era importantíssimo o Brasil ter uma empresa como a Webjet, já que ela representava algo realmente diferente para o mercado de aviação no Brasil. É verdade que os serviços dela eram inferiores aos de empresas como GOL e TAM, mas o objetivo era exatamente esse: ser diferente, mais acessível. Será que faz sentido ter seis empresas aéreas operando nas mesmas rotas com o mesmo modelo, oferecendo o mesmo tipo de serviço de bordo e se diferenciando apenas por preço? Eu acredito que não. A partir de 3 de dezembro a Azul irá operar sozinha em 42 cidades brasileiras! Onde estão as outras empresas? Estão todas brigando pelas mesmas rotas, oferecendo praticamente o mesmo serviço. Enquanto isso, a Azul terá o monopólio em 42 cidades brasileiras, você tem ideia do que é isso? A TAM voa para 42 cidades no Brasil, a GOL voa para 48 e a Azul, que agora incorpora a Trip, voa para mais de 100 destinos.

Portanto, mesmo que a Webjet não fosse uma empresa aérea para você voar e mesmo que a Azul não seja, é muito importante termos companhias  fazendo algo diferente, atendendo novos destinos, oferecendo alternativas, sacudindo o mercado e incomodando as gigantes.

Geralmente, quanto mais concorrência, melhor para os consumidores e obviamente que são mais promoções de passagens e mais visitas ao Melhores Destinos 🙂 Mas também não adianta ter seis empresas aéreas quebradas. 2012 entra para história como o ano que o Brasil começou com seis empresas aéreas grandes e terminou com quatro, sendo que uma delas passou a ser chilena.

Só nos resta torcer para que com todos esses ajustes, as empresas aéreas se fortaleçam e consigam oferecer boas tarifas mas também tenham lucros e consigam se manter no mercado.

Autor

Leonardo Marques - Diretor do Melhores Destinos