No ar o Guia de San Blas. O incrível Caribe do Panamá.

Monique Renne 27 · março · 2015

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O Melhores Destinos desbravou um dos mais belos e pouco explorados cenários do Caribe e conta tudo pra vocês no Guia de San Blas. Visitamos o arquipélago panamenho e preparamos um guia completo com tudo o que vocês precisam para chegar a esse destino incrível! Veja dicas sobre as ilhas, onde se hospedar, quando ir, como organizar a viagem, uma super lista de contatos (com motoristas, barqueiros, ilhas e agências), além das praias de San Blas!

Nenhuma palavra seria capaz de descrever a beleza da paisagem de San Blas. Eu poderia tentar algo como: “Espetacular!”, “Sensacional!” ou “Paradisíaco!”. Tudo seria verdade. No entanto, nenhuma dessas palavras daria a real dimensão da emoção ao ver, pela primeira vez, uma ilha de San Blas. Como reagir então quando percebemos que não se trata apenas de uma ilha, mas sim de um arquipélago inteiro? São mais de 365 pequenas porções de areia, rodeadas por coqueiros e mar do Caribe, capazes de arrebatar o coração de qualquer viajante, especialmente os apaixonados por praias.

San Blas ainda é um mistério entre os viajantes de todo o mundo. Há pouquíssimas informações sobre o lugar e, à primeira vista, o arquipélago pode até parecer inatingível. Foi exatamente com o objetivo de desbravar esse paraíso (“paraíso” é a palavra que mais se aproxima de lá) que o Melhores Destinos decidiu embarcar nessa aventura.

Organizar uma viagem para San Blas é tarefa para turistas destemidos, pacientes e insistentes. O arquipélago – localizado no Panamá – faz parte da Comarca indígena de Kuna Yala (ou Guna Yala, segundo a língua nativa). Todas as ilhas – menos de 50 delas habitadas – são comandadas pelas famílias dos Kunas. O mesmo acontece com todas as hospedagens e barcos que levam até lá. O contato nem sempre é fácil, especialmente porque muitas ilhas não possuem site e tudo é organizado apenas por telefone (os índios já usam o Whatsapp também).

 

A solução que muitos turistas encontram para chegar até lá, diante da falta de informações online, é contratar uma agência de viagem. Ela organiza tudo e você terá como única preocupação efetuar o pagamento. O MD foi pelo caminho mais difícil. Contratamos o carro que leva até o porto (US$ 50), o barco para a ilha (US$ 20) e a cabana que passaríamos nossas noites em San Blas (US$ 26 a diária com três refeições). A escolha por organizar pessoalmente foi para ter liberdade em relação à opção de hospedagem e também porque é bem mais barato do que usar intermediários (apesar de nada ser realmente caro em San Blas). Depois de tudo fechado era só torcer pra dar certo! E deu!

O carro que contratamos nos buscou na hora marcada, mais exatamente 5h30 da manhã. Apenas carros 4×4 fazem o trajeto até um dos portos que levam às ilhas. Enfrentamos uma sinuosa e difícil estrada, passamos pela barreira onde acontece o controle de passaporte (documento obrigatório para todos que não são residentes no Panamá) e depois de duas horas no porto combinado com o barqueiro. Encontramos com facilidade o nosso barco, já que todos os Kunas se conhecem. Bastou dizer o nome “Rive” para que todos gritassem onde ele estava.

O porto de onde saem os barcos pouco lembra o cenário dos sonhos que imaginei antes da viagem. Tudo é uma grande bagunça e o mar em nada lembra o Caribe. Os mais pessimistas poderiam desistir ali mesmo. No entanto, depois de entrar no barco, foram necessários apenas 10 minutos até que o mar se transformasse e todos os tons entre azul e verde aparecessem na água. Era inacreditável a emoção a cada ilha percorrida. Uma, duas, três, quatro… Tantas! Uma mais linda que a outra! Um mar mais colorido que o outro. Habitualmente os turistas pegam o barco e vão direto para a ilha da hospedagem. Há também quem faça o tour de um dia. Optei por contratar um barco particular (US$ 140 para o dia inteiro), exatamente para poder percorrer várias ilhas. Visitamos Aguja, Perro Chico, Perro Grande, Chichime, Fragata, Iguana, Estrella… A vontade era parar em todas elas! Depois de muita andança, chegamos à nossa ilha: A Isla Franklin!

Quem já esteve em San Blas diz que é comum criar amor pela primeira ilha de hospedagem. Posso dizer que a Isla Franklin foi amor à primeira vista. Nem foi preciso passar uma noite para perceber que era um privilégio poder se hospedar em um lugar como aquele. Talvez essa seja a decisão mais difícil para quem quer ir a Kuna Yala. Entre tantas ilhas, qual escolher?

Elas se diferenciam em tamanho de praia, tonalidade do mar, tipo de cabanas, tipo de banheiro e vários outros detalhes. Podemos garantir que todas são lindas! Não espere, no entanto, nenhum luxo. Aliás, luxo é uma palavra que não combina com San Blas. Por lá, não há grandes hotéis e muito menos resorts. Em San Blas a hospedagem é quase sempre em cabana de palha e bambu, com chão de areia e apenas uma cama para passar a noite. Parece ruim, mas, na prática, não é. E, diga-se de passagem, é tudo realmente à beira-mar. O ponto mais fraco da estadia são os banheiros. A maioria das ilhas oferece banheiro compartilhado e a água para banho é um mix de rio e mar. É ruim, não vamos mentir! Em algum momento, no entanto, o cenário da praia te fará esquecer o balde que é usado como descarga (ô tristeza) e você entrará no clima rústico de San Blas.

A rusticidade não para no banho. É preciso contar que a eletricidade é bastante limitada (algumas ilhas só oferecem luz à noite) e sinal de internet vem e vai com a maré. Não esperem passar dias conectados. O melhor mesmo por lá é aproveitar para descansar. Já a alimentação, diferente do que é difundido, não é tão ruim. Todas as diárias em San Blas oferecem as três refeições: café da manhã, almoço e jantar. A comida é bem decente e os pratos variam entre frango, peixe e frutos do mar, sempre acompanhados de salada e arroz. Quem quiser poderá pedir lagosta e até centolla para os pescadores que todos os dias passam pelas ilhas. As iguarias custam a partir de US$ 15 e basta pedir aos Kunas o preparo da aquisição para o jantar. As bebidas são vendidas pelos índios e é possível até comprar cerveja! É bem verdade que nem sempre ela está gelada, mas nem tudo é perfeito no paraíso.

Os dias em San Blas começam com o nascer do sol. O “despertador” é um índio que passa de cabana em cabana tocando uma espécie de búzio para acordar os hóspedes. Parece desagradável, mas é ótimo poder aproveitar o mar bem cedinho. Na praia, o que mais se ouve é a pergunta “de onde você é?”. Bati papo com turista belga, português, francês, canadense, suíço, sueco, chileno, argentino, colombiano, panamenho, israelense e, claro, brasileiro! Em San Blas tem de tudo! Casais de namorados, grupos de amigas, viajantes solitários e até famílias com nenéns. Poucas vezes estive em um destino tão internacional. E vale lembrar que tudo isso foi no espaço equivalente a um campo de futebol, onde estavam hospedas, no máximo, 30 pessoas.

Em pouco tempo na ilha é fácil perceber que os turistas acabam ficando amigos. A sombra dos coqueiros aproxima as pessoas e a conversa segue animada e em várias línguas. O importante é um ajudar o outro na tradução simultânea. A partir daí é um pulo até que sejam montados grupos para visitar as ilhas vizinhas. Fiz amizades não só com os turistas, mas também com os Kunas, a ponto de ir parar em uma festa no povoado mais próximo. Ganhei vestimenta típica, pintura no rosto (um ritual de proteção) e presenciei a Fiesta de La Chicha Fuerte, uma das mais importantes e tradicionais para os Kunas.

Depois de passar dias maravilhosos, visitar várias ilhas e acreditar piamente que nada poderia ser mais bonito que aquelas ilhas, eis que vem um índio e fala pra mim: _ Cayos Holandeses é muito mais bonito! COMO? Como é possível alguma coisa ser mais bonita do que eu tinha visto nos últimos dias? O nome Cayos Holandeses começou a ser repetido à exaustão. Todo Kuna, ao ser perguntado sobre o lugar mais belo de San Blas, repetia “Cayos Holandeses!”. E eu, que partiria na tarde seguinte para a Cidade do Panamá, decidi ficar para conferir pessoalmente. E, sim, Cayos Holandeses é realmente um sonho…

Quer uma ilha para chamar de sua por alguns dias? Uma cabana de frente para o mar? Visite o Guia de San Blas, no nosso Guia de Destinos, e veja tudo sobre o incrível Arquipélago de Kuna Yala.

Autor

Monique Renne - Editora de Destinos