As 13 maiores roubadas de viagem que a equipe do MD já enfrentou e como evitá-las

Redação 30 · julho · 2018

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O Melhores Destinos está completando dez anos e nesse período nossa equipe já passou por bons bocados em suas viagens. Seja um golpe esperto na Tailândia, um tufão no Vietnã, carro atolando no Ceará, não há como não escapar de algumas roubadas, que acabam rendendo boas histórias de viagens! Nesse post reunimos 13 dos maiores perrengues que já enfrentamos para que você possa ficar alerta e também rir um pouquinho com a gente!

Bruna Scirea, editora
Viajar é também estar aberto a perrengues – que graça teriam nossas histórias de viagem sem alguns deles? Nessas andanças por aí, já passei um domingo inteiro sem comer por não imaginar que, chegando no meio da tarde em Cienfuegos, no centro de Cuba, encontraria lanchonetes e restaurantes fechados. Me restou matar a fome bebendo cerveja, o que rendeu outros problemas… Em Nápoles, já tive que lidar com a desgraça de ter uma carteira furtada do bolso da frente da calça dentro da Circumvesuviana, certamente a linha de trem com maior concentração de batedores de carteira por metro quadrado. Isso minutos depois de ouvir avisos quando comprava a passagem e após ter lido, na primeira página do livro que levava comigo, que “Nápoles é o lugar onde te roubam as meias sem te tirar os sapatos”. Em Portugal, após um dia de sol, praia e vinho verde, deixei para pegar o último ônibus de Albufeira para Faro, onde estava hospedada no Algarve. E ele nunca chegou.

Tentando carona para voltar para Faro

Na Alemanha, já peguei carona em um carro que tinha um narguilé INSTALADO dentro. Já pedi dinheiro emprestado às 4h da madrugada em uma estação de Londres, pois a única chance de chegar no aeroporto a tempo do voo era pegar o trem que partia no próximo minuto (juro, no próximo minuto). Meu cartão não funcionou, as notas de libras que tinha foram rejeitadas, o taxista estacionado ali perto não quis trocá-las. Eis que apareceu um santa pessoa e botou mais de 10 libras naquela máquina, a tempo de eu sair correndo e entrar no trem, quase tendo minha mala esmagada pela porta – mais tarde, no aeroporto, reencontrei a salvadora e anotei os dados bancários para devolver a grana.

Mas nada me provocou tanta angústia (e também risada, é verdade) do que ver o carro que eu havia alugado sendo transportado até o outro lado de um rio, no litoral cearense, sobre uma balsa de madeira podre, que se deslocava graças à força de uma pessoa e UM REMO. Para piorar: é claro que eu assistia a tudo isso estando TAMBÉM EM CIMA da balsa podre. E como a desgraça acontece em sequência.. neste mesmo dia, havíamos contratado um motorista para fazer um deslocamento pela areia, achando que ele conhecia todas as manhas e passaríamos ilesos à qualquer perrengue maior. Vai vendo. Atolamos CINCO vezes, em todos os cenários possíveis: dunas, beira da praia, morrinho de areia… No fim, eu tinha que assumir a direção, enquanto o motorista tentava achar tocos de madeira pra colocar sob as rodas, escavava a areia e empurrava o carro. A vontade era de, logo após cada desatolada, deixar o motora ali de castigo e sair acelerando, rodando por conta própria.

Por essas e outras, não pense que o bolso da frente da calça é um bom lugar para guardar pertences; tenha sempre comida na mochila; não confie no último ônibus; tenha muito cuidado com as caronas e… lave bem o carro da locadora antes de devolvê-lo! Haha. No mais: mantenha o bom-humor. Sem ele, os perrengues serão mais perrengues ainda.

Infecção alimentar com… guerra de água!

Camille Panzera, editora de destinos
Já me perdi de ônibus no interior do Japão, esqueci meu passaporte dentro do avião e só percebi na hora do check-in no hotel, já fiquei presa em um aeroporto inundado pela chuva e resolvi conhecer o Teatro Solís, em Montevideu, durante a passagem de um ciclone que deixou a cidade em alerta vermelho (eu não sabia, achei que eram apenas ventos e muita chuva)… por isso fiquei algumas horas sem poder sair do local. Mas o pior perrengue acho que foi ter infecção alimentar em Phi Phi, na Tailândia, por ter participado de uma guerra de água (era ano novo no país). A internação na “clínica” (não tem nem como dizer que era um hospital) teve direito a alergia a medicamentos, enfermeiras desesperadas tentando resolver o problema e, posteriormente, a paciente aqui deixando a clínica “contra recomendações médicas” porque visivelmente queriam me segurar no lugar por mais tempo para fazer mais procedimentos do que o necessário e assim ganhar dinheiro do seguro saúde.

Minha dica é se preparar bastante pra viagem, se informar muito sobre os lugares que irá visitar, avisar a alguém próximo sobre seus passos na viagem e sempre fazer seguro-saúde!

Parada Gay em Salvador

Denis Carvalho, editor-chefe
Já passei por alguns perrengues engraçados, como não conseguir entrar no apartamento alugado pelo AirBNB em Paris por não ter lido que a chave ficaria debaixo do tapete e também por lá perder o trem para Milão porque uma carreta enorme estava tentando manobrar em uma ruazinha estreita, onde por azar ficava nosso hotel. Já tivemos nossa câmera furtada em um dos melhores resorts de Punta Cana, pegamos ventos de alerta laranja em Amsterdã, uma tempestade em Blumenau, esquecemos a mala no táxi-barco em Veneza, fomos trolados por um garçom na Argentina que fingiu não saber o que era “arroz” e nos trouxe um monte de batata-frita e por ai vai!

Da primeira vez que estivemos em Salvador, optamos por alugar um carro para conhecer a cidade e destinos próximos, como Praia do Forte. Essa decisão por si só já seria uma roubada, porque o trânsito na cidade é caótico. Mas como era domingo, não estava tão ruim: pegamos a avenida Octávio Mangabeira para ir apreciando o litoral rumo ao hotel, que ficava ao lado do Largo Campo Grande. Já era por volta das 2 da tarde e estávamos a poucas ruas de lá quando encontramos uma rua interditada pelo departamento de trânsito. Tudo bem, mudamos a rota no GPS para desviar, mas surpresa! Mais uma rua interditada! Novo contorno, nova rota e mais uma rua fechada, então decidimos parar para perguntar. “Ah, é que vai começar a Parada Gay e toda essa área vai ficar fechada. Corre que vocês ainda conseguem entrar pela Sete de Setembro do outro lado, mas ja está fechando!” Era mais fácil falar do que fazer: alcançar um ponto da avenida que ainda não estivesse fechado, ainda mais com o trânsito que já estava péssimo, se mostrou uma tarefa impossível. Tudo fechado, era simplesmente impossível chegar ao hotel com o carro. Passamos a procurar então algum lugar para estacionar, o que também estava muito difícil com as ruas congestionadas. Já era quase 4 horas quando finalmente encontramos lugar em uma ruazinha, onde o flanelão baiano ja estava à espreita: “É 20 reais antecipado!” Como seria mais caro se ele causasse algum dano ao veículo, pagamos e pegamos as malas para caminhar os vários quarteirões até o hotel. Claro que as rodinhas não aguentaram e em poucos minutos estávamos nós, arrastando as malas pelas ruas de Salvador. Podia piorar, obviamente! A Parada Gay, que a essa altura seguia a todos vapor com os trios elétricos e o povo muito empolgado, passava pela rua do hotel e o único jeito era ir pedindo licença no meio da parada e desviando dos participantes, já que as calçadas estavam tomadas pelos espectadores. Cansados, suados, famintos e purpurinados, chegamos enfim ao hotel, onde todos os funcionários estavam à porte vendo a parada. Claro que a essa altura o restaurante estava fechado, mas conseguimos comer um lanchinho, tomar um banho e assistir ao resto do desfile. Felizmente quando liberaram as ruas e conseguimos pegar o carro, por volta da uma da manhã, ele continuava lá, intacto. Fica a lição: sempre pesquise grandes eventos que podem alterar o trânsito da região que vai visitar!

Supertufão e a fronteira de Moçambique

Gisela Cabral, editora de destinos
Estava em Hoi An, no Vietnã, dias após a passagem do supertufão que devastou as Filipinas, o Hayan. A ideia era curtir a cidade e participar da famosa full moon party, porém, mal tive tempo de descer do avião para que a chuva começasse a cair com força total, como poucas vezes vi na vida. Ainda conheci alguns pontos turísticos debaixo de muita água, mas comecei a ficar encucada quando a cidade começou a ficar alagada, devido à abertura das comportas. O resultado disso é que dois dias mais tarde saí do hotel e da cidade em uma canoa, até a estrada mais próxima, onde consegui um táxi para Da nang. O meu perrengue, no entanto, não foi nada perto da situação dos moradores de Hoi An, que tiveram suas casas alagadas e um grande prejuízo com o cancelamento da festa.

Outra: percorri a África do Sul, a Suazilândia e Moçambique de carro, saindo de Joanesburgo. No momento em que aluguei o carro, não fui informada de que o veículo sul-africano precisaria de uma autorização especial para cruzar a fronteira com Moçambique (mesmo tendo mencionado o destino por escrito para o atendente). Ao chegar na fronteira, na parte moçambicana, a confusão começou. Não tinha o documento do carro para fazer a travessia e a única forma de passar era voltando a Joanesburgo, para adquirir o tal papel, ou pagar uma boa propina ao agente de trânsito do país. Como Joanesburgo estava bem longe – saí do Kruger Park para Moçambique – optei por pagar a propina que, no fim das contas, nem foi alta, mas não deixou de ser ilegal. Fora o estresse da situação, de passar por isso num país que nunca havia visitado. Bem, pelo menos lá se fala português!

“Você eu não conserto!”

Uma vez viajei pra Jamaica sozinho e tive a brilhante ideia de alugar um scooter para ir até uma cidade vizinha a Ocho Rios. Detalhe: eu nunca tive habilitação para dirigir motos. É óbvio que essa façanha não ia ficar impune: na volta acabei escorregando numa curva na metade do caminho, no meio do nada. E claro que depois disso a motinho não ligava. Depois de um bom tempo esperando um milagre cair do céu, apareceu um caminhão salvador que me deu uma carona até uma “oficina” mais adiante. Oficina entre parêntesis pois era um casebre com cobertura de folhas de palmeira e um rastafári com instrumentos de madeira. Mesmo não botando fé nenhuma naquilo, não é que ele consertou a moto?! Paguei o conserto e sai tão alegre que esqueci que na Jamaica se dirige na mão inglesa. Resultado: fui parar dentro de um matagal ao desviar de um carro que vinha na direção contrária. Nisso chega o mecânico e diz pra mim: “a moto eu conserto, mas você não. Tenha cuidado”. Como toda boa roubada de viagem hoje virou estória pra contar. Lembre-se disso quando estiver numa roubada dessas e tente rir da situação (chorar não vai adiantar nada).

Golpes na Tailândia

Leila Aisen, editora do MD Argentina

Há alguns anos eu viajei para a Tailândia por ocasião da minha lua de mel. Antes de ir, li muito sobre os golpes comuns no país, e sendo uma viajante assídua e informada, achei que estava preparada … mas não! O país não é inseguro sobre roubos, mas os golpes estão na ordem do dia! Apesar de não cair em todos os golpes que me foram apresentados, fui vítima de vários! Eu lhes conto os dois principais, para que riam comigo e evitem que aconteça com vocês.

Na Tailândia, pechinchar é um esporte, um hábito, um direito! Mas eles nunca perdem. No mercado flutuante de Bangkok, nós compramos uma lembrança na água depois de pechinchar ferozmente (Baixei o preço de 1000 baht para 450 baht!). Mas quando voltei à superfície, em uma barraca em uma esquina que tinha preços marcados e esclarecia que ali não havia barganha (raro), eu vi exatamente a mesma lembrança em apenas 250 bahts. Mesmo que eles tenham me enganado em apenas 5 dólares, não posso explicar o quão mal eu me senti!

Para ir a determinados lugares, é melhor contratar um tour. Fizemos o que nunca havíamos feito: reservamos o passeio no hotel onde estávamos hospedados. A intenção era ir ao Mercado Flutuante em Bangkok, onde depois de 2 horas de viagem ficamos por apenas meia hora. Além disso, eles nos cobraram à parte o essencial do passeio, que é o bote que leva você através do mercado flutuante… Não podíamos acreditar! E é que o guia tinha melhores planos para nós: levar-nos a um parque onde eles fizeram graças com os animais (o pior que eles podem fazer para mim!), e a um centro de gemas, que são muito populares no país e onde ocorrem muitos golpes. Estes são apenas alguns possíveis golpes que podem sofrer na Tailândia, portanto, fique atento para aproveitar melhor a sua viagem!

Almoço pegadinha e hotel em outra cidade

Leonardo Cassol, editor
Em Cancún, estava desfrutando o incrível quarto do meu hotel quando o telefone toca com um convite irresistível: um super almoço cortesia com uma oportunidade única para quem ama viajar. Na hora desconfiei, mas a curiosidade falou mais alto e lá fui eu com a família para esse evento. Basicamente era a apresentação de um programa onde você paga um valor anual para ter direito a se hospedar em diversos resorts pelo mundo. Como não existe almoço grátis, apesar da excelente comida, o assédio é forte para você gastar de US$ 2.000 a US$ 10.000 em algum dos programas oferecidos. Não vou entrar no mérito se que se tem em troca vale ou não esse dinheiro todo, mas o que me incomodou muito foi a insistência e a exposição, claramente visando te deixar constrangido de não comprar. Um casal de amigos que viajava comigo se deu por vencido e aceitou o pacote mais barato, mas no fim quase não conseguiu aproveitar, por falta de tempo para viajar mesmo. Perdi uma manhã inteira de praia pra ficar num hotel vendo apresentação de slides e sendo assediado por vendedores insistentes. Nunca mais! Aliás, minha sugestão quando você tiver em qualquer resort no México é tirar o telefone da tomada.

Abu Dhabi

Outra situação tragicômica aconteceu em 2017. Eu cheguei feliz da vida em Abu Dhabi, de madrugada, e entrei no táxi para ir para o hotel. Falei o endereço pro taxista e ele disse que o local ficava a 3 horas dali e que a corrida sairia muito cara. Incrédulo, eu mostrei o endereço com medo dele não ter compreendido direito. Ele repetiu o que havia dito. Depois do carro já ter saído pedi para ele voltar pro aeroporto pois eu não iria seguir viagem. Eu precisava entender o que estava acontecendo e fiquei com medo daquilo ser algum tipo de golpe. Chequei minha reserva e, de fato, ela era para outra cidade, bem distante. Não sei se eu cliquei errado na hora de reservar, se era um hotel com nome idêntico ou parecido, ou se foi um erro do site de reservas, só sei que eu tinha uma reserva pré-paga não cancelável para um hotel muito longe, e que ia perder tudo. Afinal, eu iria ficar poucos dias em Abu Dhabi e era inviável ficar tão distante. Ainda impactado e sem entender direito como aquilo tinha acontecido comigo, comprei um chip de dados para celular e fiz uma nova reserva pelo app. Dessa vez para um hotel na cidade que eu estava… Lição aprendida: viajantes experientes também erram! Confira atentamente o que está comprando para sua viagem e não faça reservas quando estiver cansado ou muito atarefado, pois ficamos mais sucetíveis a erros.

Dia do Buda

Monique Renne, editora de destinos

Quem nunca, não é mesmo? Os perrengues estão aí para serem vividos e contados com muito bom humor anos depois de passada a viagem. E que graça teria embarcar rumo a novos horizontes se não fosse para se divertir e resolver pepinos, rs? Faz parte!Como diria o meu pai: Se a vida do esperto já é difícil, a do mané é extremamente atribulada! O melhor a fazer é reduzir os riscos e ficar sempre ligado! Malandro é malandro e mané é mané! Mas vira e mexe trocamos de papel. Eu já “dormi” em barraca de camping ouvindo rugido de leões na Namíbia; Joguei o meu cartão de crédito no lixo do Mc Donald’s de Las Vegas (e encontrei uma hora depois revirando o mesmo lixo); Tive uma câmera furtada do meu colo em um shopping de Fort Lauderdale (essa eu não encontrei); Já saí fugida de hotel na Cidade do México por tentarem invadir o meu quarto de madrugada (e eu gritei igual faria a Maria do Bairro); Fui às Pirâmides de Teotihuacán em uma segunda-feira para não pegar fila e descobri que era o equinócio de primavera, quando acontece o maior acúmulo de energia no topo das pirâmides (segundo a tradição local) e por isso é o dia mais cheio do ano; Passei muito frio em uma campervan na Nova Zelândia por não saber que aquela coisa que parecia um ventilador, na verdade, era um aquecedor; Comi um tal de um bolinho em Amsterdã que deu uma onda muito errada (ainda bem que tinha mais uma amiga comendo e mais dois sem comer); E já tive uma diarreia coletiva com mais três amigos em uma ilha da Indonésia sem abundância de água no banheiro (essa seria capaz de causar trauma e vergonha em qualquer viajante com um pouco menos de humor). São incontáveis perrengues. Todos, ao final, resolvidos! E aqui estou eu, vivinha e feliz, pra contar histórias.

Foi em um dia de mané que eu e meus amigos caímos no golpe mais ridículo de Bangkok: O Buda Day! Aliás, o termo se tornou sinônimo de golpe pra mim. Acordamos cedinho para chegar ao Grand Palace e fazer o passeio antes do sol nos torrar. Saímos conforme o programado, chegamos ao palácio sem fila e, para a nossa surpresa, fomos informados que naquele dia era o Buda Day. Até 11h da manhã só poderiam entrar no local cidadãos tailandeses. Quem nos deu essa informação foi uma pessoa vestida igual aos guardas do palácio, na porta do palácio! Como poderia ser golpe? Pois era! Ele nos sugeriu fazer um passeio pelos templos nos arredores, marcou algumas opções no nosso mapa e, despretensiosamente, chamou um tuk-tuk para no levar (ali quebramos nossa regra de não pegar tuk-tuk em Bangkok exatamente porque sabíamos que sempre era golpe). E nós, manés, achamos tudo normal. Bastou entrar no tuk-tuk (por ali todos os tuk-tuks estão no esquema) para sacarmos, ao mesmo tempo, que era golpe! Caímos na versão mais branda (tem versões bem piores) e, para a nossa sorte, nos levaram de fato pra um porto onde havia um barco (com cara de clandestino) e onde realmente existia um passeio. O tour que nos ofereceram custava três vezes mais que o mais turístico dos passeios oficiais. A sorte? Somos brasileiros! Já sabíamos o preço médio das coisas, nos recusamos a pagar e acabamos fazendo o passeio pelo preço quase igual ao oficial. Só não foi um passeio tão completo (o mercado flutuante era só um barquinho, rs). Na volta ao Grand Palace, vi o mesmo homem dando o golpe em um casal. Fui avisar os gringos sobre o esquema e qual foi a reação do golpista? Me chamou de trombadinha e fez os turistas subirem no tuk-tuk pra fugirem de mim. Não fui a única a cair no Buda Day e não serei a última. Buda Day nunca mais! E, para relaxar, bastou um bom mergulho em Phi Phi:

Na hora que acontecer um grande perrengue, o melhor é manter a calma e, principalmente, o bom humor. Peça ajuda aos mais próximos para resolver o problema, torne pública a sua questão antes que fique pior (alguém sempre aparece pra ajudar) e, em caso de emergência de verdade, não deixe de entrar em contato com um parente, polícia ou a embaixada. Para a sua segurança, tenha sempre um seguro de viagem e deixe seus dados com alguém no Brasil que seja esperto o suficiente para te encontrar no caso de um problema grave. Lembre-se de compartilhar com alguém próximo informações como dados de voos, reservas de hotel e passeios do dia. Ter a cópia de todos os documentos e números de telefone de emergência (como banco e cartão de crédito) é muito importante para facilitar na hora de resolver o pepino. Com um pouquinho de precaução quase tudo vai dar certo. E o que não der, bem, conta pra gente aqui! Ah! Anos depois voltei à Tailândia e o mesmo golpe continua sendo praticado ativamente! Desta vez, eu já estava vacinada. E que venham os próximos!

Sem cinto de segurança em Cancún

Rafa Torres, comercial

Mesmo depois de muita pesquisa, lendo relatos em grupos especializados no Facebook, conversando com amigos que passaram por isso, minha viagem para Cancún foi marcada por uma roubada que me deixou bem chateado, mas que na verdade, não deixou de ser minha culpa. Passeio para Chinchen Itza agendado, perdemos a hora do ônibus que nos levaria na excursão com outras pessoas. Como havia alugado um carro, resolvemos ir por conta própria. Tudo certo, fora o fato de perder o ônibus, até o momento. Chegamos em Chinchen, encontramos o grupo, falei com o guia e consegui nossos vouchers de entrada. No retorno para nosso hotel, fomos parados pela polícia em uma blitz. Pediu os documentos, tudo certo, mas quando ele olhou para o banco traseiro, viu que minha esposa estava sem o cinto de segurança. Ai já sabe né? Me chamou para a traseira do carro, abriu o porta malas e me disse que eu poderia pagar a multa na delegacia ou ali mesmo com ele (propina). Se eu pagasse na hora ele não anotaria a multa e valor seria menor do que se eu tivesse que ir até a delegacia, mesmo sendo ilegal e devido aos inúmeros relatos que havia lido, paguei e segui viagem. Lá se foram 1000 pesos e nos restou a experiência.

Furto no hostel

Uma amiga e eu resolvemos viajar para passear um fim de semana no Rio de Janeiro. Passagens aéreas compradas, resolvemos escolher onde iríamos nos hospedar. Foi quando pensamos: por que não experimentar um hostel? E iniciamos as pesquisas. Procuramos avaliações de internet, comentários em perfis públicos, recomendações e etc. Quando chegamos a um nome e fizemos a reserva. Nós nem imaginávamos que nosso estresse iniciava aqui.

Chegamos na Cidade Maravilhosa e fomos diretamente ao hostel para fazer check-in e guardar as malas. Nosso quarto era compartilhado e contava com quatro beliches. Como já era noite, saímos para dar uma volta pela cidade e voltamos pensando em descansar. Foi aí que a história mudou. Minha amiga subiu para o quarto e eu fiquei em um sofá no lobby do hostel sentada, mexendo no celular. Havia um homem sentado também, tomando cerveja enquanto mexia no notebook. Ele puxou assunto comigo e fomos conversando. O homem contou que era dos Estados Unidos e que estava “morando” no hostel por um tempo a trabalho. Fomos conversando em inglês e entramos em diversos assuntos: política, esportes, música… Eis que meu celular vibra e era uma mensagem da minha amiga dizendo: “Thay, tá muito frio aqui no quarto, pede um cobertor a mais na recepção para mim e traz quando subir, por favor”. Respondi que tudo bem, mas ainda fiquei por mais um tempo conversando com o gringo. Na época eu havia ido ao show do Information Society, banda que ele falou que gostava muito, então mostrei as fotos e vídeos do show. Foi quando eu percebi que estava ficando tarde e disse que ia para o quarto dormir. Peguei o cobertor da minha amiga e tchau.

Ao entrar no quarto, percebi que ela já estava desmaiada. Eu, como uma boa amiga que sou, joguei o cobertor em cima dela e me preparei para dormir. E lembro CLARAMENTE de ter observado o celular dela carregando ao lado da cama. Depois de tomar banho e escovar os dentes, eu já estava de pijama mais do que pronta para dormir. E assim fiz. Acordei de manhã com a minha amiga me chacoalhando e perguntando: “thay, você viu o meu celular?” e eu prontamente disse que me lembrava dele carregando na tomada ao lado da cama dela. Mesmo o quarto sendo compartilhado, somente nós duas dormimos nas beliches nesta primeira noite. O problema é que o celular sumiu! Então ela pediu na recepção para ver as imagens da câmera e bingo! Na madrugada um homem entrou em nosso quarto e permaneceu dentro dele por alguns minutos e depois saiu de cabeça baixa. Quem era o cara? O americano que eu estava conversando antes de dormir!

Aí começou a correria. Tentamos resolver amigavalmente, começando ali mesmo na recepção do hostel, que alegou que o cara tinha a chave do quarto porque estava dormindo nele na noite anterior e teria “se confundido”. Minha amiga tentou falar com o gringo, que somente negava e dizia que não pegou nada. Então virou caso de Polícia. Já era sábado e lá estávamos perdendo o nosso fim de semana tentando resolver o problema. Fomos até a delegacia e aguardamos atendimento, quando nos disseram que iriam investigar. Com tanta burocracia e demora, já imaginávamos que seria difícil recuperar o celular. No mesmo dia, à noite, o Delegado ligou para mim pedindo para falar com minha amiga e deu à ela a notícia de que mesmo com a filmagem do cara entrando no quarto, ele não poderia fazer nada porque não houve flagrante. Inconformada ao saber que nada seria feito, ela resolveu falar de igual para igual com o cara e chegou intimando para que ele devolvesse o celular dela e ele continuou negando. Mas nós tínhamos certeza que havia sido ele, afinal, ninguém mais entrou no quarto. Como ele estava irredutível, ela foi ficando com raiva e acabou empurrando nele o copo de cerveja que estava na mesa, assim molhando o cara. Eis que ele levanta e diz: “agora quem vai chamar a Polícia sou eu”. Sim, mais confusão. Acabou que a história ficou por isso mesmo e fomos embora para São Paulo sem o celular dela.

Desta história, tirei um aprendizado muito grande com relação a hostels: infelizmente desconfie de tudo e de todos, principalmente ao compartilhar quarto com estranhos. Como sempre há pessoas do mundo inteiro é importante se atentar e não confiar em qualquer um, mesmo que pareça bonzinho. Por exemplo, o americano que conversei no hostel também parecia um cara bacana e inteligente, porém entrou em nosso quarto e furtou o celular dela. Toda vez que fico hospedada em hostel evito deixar minhas coisas à mostra, sem contar que sempre tranco tudo nos armários quando saio do quarto para evitar problemas. Desta vez ele não furtou o meu celular, por exemplo, provavelmente porque o aparelho estava embaixo do meu travesseiro e todos os meus pertences estavam guardados no armário. No caso da minha amiga, o celular estava carregando na tomada bem ao lado da cama dela, numa escrivaninha. Uma coisa é certa: gente espertinha tem em qualquer canto do mundo, temos que estar com o “radar” sempre ligado para evitar surpresas desagradáveis como a que tivemos.

Grão de bico na imigração

Thiago Ibrahim, redes sociais

A maior roubada que passei ultimamente foi voltando da lua de mel em Cartagena das Índias, Colômbia, com a minha esposa Sara. Ela é vegana e ama grão de bico. Por isso, aproveitando o preço baixo do produto por lá, ela resolveu trazer alguns pacotes na bagagem. Partimos para o aeroporto, em Cartagena, despachamos a bagagem e embarcamos normalmente no nosso voo, que faria uma escala em Santiago, no Chile. Era um voo noturno e estávamos bem cansados. Chegando ao Chile precisamos passar novamente pela aduana. Ao passarmos as bagagens pelo equipamento de raio-x, o policial pediu para abrirmos a bagagem pois precisaria revistá-la. Foi exatamente aí que me lembrei do grão de bico da Sara, pois na correria e com sono esqueci de declarar no formulário de imigração que estava portando o produto. O policial revirou as nossas malas, tirando quase todas as peças de roupas e acessórios lá de dentro, uma bagunça. Por fim, ele localizou o grão de bico, apreendeu e disse que iria nos multar em U$ 400,00 por não termos declarado o transporte do produto, que tem entrada proibida no Chile. Por uns segundos me senti um traficante internacional! Como bom brasileiro, conversei com o agente explicando o ocorrido, reconhecendo a minha falha, dizendo que estávamos voltando de lua de mel e era a primeira vez que passávamos pela aduana chilena. Para a nossa sorte ele deixou passar, mas não sem antes nos dar uma bronca daquelas.

Depois desse perrengue, fechamos as nossas malas e corremos para o embarque da companhia aérea, pois já estava dando o horário do voo. Ao perguntar a funcionária da companhia, fomos informados de que nosso voo havia sido cancelado e que precisaríamos aguardar até as 13:30h, quando sairia o próximo voo para o nosso destino, Rio de Janeiro. Agora eram 6:30h da manhã, estávamos com fome, com peso, havíamos passado por um estresse na aduana e ainda precisamos aguardar por 7 horas o voo que nos levaria finalmente para casa.

Depois de passar por isso ficaram duas lições:

Lição 1: Preste muita atenção ao responder formulário de imigração.
Lição 2: As vezes sai mais barato pagar mais caro no seu próprio país por uns pacotes de grão de bico.

Taxista espertinho nas Filipinas

Dizem que a pressa é a inimiga da perfeição. Eu acrescentaria que ela também é a melhor amiga das pessoas má-intencionadas. Gente má existe no mundo todo e, mesmo em minoria, sempre estão com as anteninhas ligadas prontos para tirar vantagem – principalmente de turistas desatentos e apressados.

Certa vez, ao chegar em Manila (Filipinas), optei por pegar um táxi do aeroporto rumo ao hotel. Eu já sabia da fama de alguns taxistas e havia pesquisado o custo médio do trajeto. Para minha surpresa, ao chegar no destino, fui cobrado cinco vezes mais! Imediatamente pedi o recibo e verifiquei que valor solicitado pelo motorista de fato estava correto! Paguei com bastante raiva, tentando entender como aquilo era possível. Só depois, com calma, é que li atentamente o recibo e vi: “Valor total do dia”. O espertinho havia faturado todos os ganhos dele em um dia só na minha corrida! Não fiquei feliz em ser tapeado e corri para a delegacia mais próxima denunciá-lo, mesmo que fosse algo “bobo”. Mas não é que os policiais se prontificaram a me ajudar, levando o caso como prioridade? Em questão de minutos o taxista foi encontrado, teve a licença cassada e eu ainda fui reembolsado! As autoridades filipinas sabem da importância de manter o turista satisfeito, e ainda fizeram questão de registrar o momento da devolução do dinheiro, colocando a minha foto (e a do golpista) na internet. Felizmente tudo terminou bem, mas depois dessa, aprendi a lição: desconfie, leia tudo atentamente e confira duas vezes, sempre!

Minha foto está no site da Polícia das Filipinas!

Conhecendo o Michael Jackson no Egito

Yenifer Contreras, editora MD Chile
Decidimos ir para o Egito. Sempre viajamos sem pacotes ou guias: utilizamos o transporte público e planejamos de acordo com nosso tempo. Dessa vez, por causa do idioma, consideramos bom fechar um pacote para viajar pelo país. Mas decidimos deixar de fora do pacote o guia no Cairo: iríamos às pirâmides por nossos próprios meios. Saímos do hotel, paramos um táxi, mostramos uma imagem das pirâmides ao taxista, por meio de sinais. Jorge, meu namorado, concordou com o preço e saímos.
À medida que avançávamos, vimos cada vez mais perto as tão esperadas pirâmides. Que emoção! Já estávamos perto quando o taxista começou a parar o táxi e ligou para alguém pelo celular. Ele falava em árabe, rápido, como se estivesse com pressa sobre alguma coisa. Eu comecei a me assustar e Jorge disse a ele para seguir em frente. Ele nos fez com a mão que não, que esperássemos. Avançava algumas quadras e ligava novamente. A certa altura, ele virou o táxi e entrou num beco cheio de lama, galinhas e cabras. Perdi as pirâmides e comecei a desmoronar de susto. No final do beco havia uma mesa com um grupo de homens jogando cartas e dados. O mais enorme se levantou (minha angústia aumentou tudo, talvez o homem media 1,40 m), e caminhou em direção ao nosso táxi. Comecei a rezar para que Liam Neeson viesse nos resgatar. Gritei para o meu namorado “Eles vão nos sequestrar! Eles vão nos sequestrar!” E meu namorado tentava dialogar com o taxista enquanto me acalmava.
O homem grande começa a falar muito alto com o taxista através da janela do passageiro. Eu continuei gritando “eles querem nos seqüestrar!”. Jorge tentava intervir na conversa para descobrir o que estava acontecendo. O homem se dirige a Jorge com um tom surrado em um inglês que eu não entendi. Eu estava à beira de chorar, quando meu namorado me disse: “Acalme-se, ele está nos oferecendo um passeio de camelo, mas entrando pelo lado das pirâmides. Relaxe que preciso negociar”. Ele chegou a um acordo e em alguns minutos aparecem Mohamed e Michael Jackson, nossos dois camelos com os quais passeamos pelas pirâmides do Egito. Foi uma “tour forçado”.

Mohamed  e Michael Jackson em nosso “tour forçado”. Liam Neeson não quis aparecer na foto

E ai, gostou das nossas histórias? Agora é a sua vez: conte nos comentários qual foi o maior perrengue pelo qual passou em suas viagens e o que aprendeu com isso – se é que teve alguma lição!

Autor

Redação - Equipe Melhores Destinos