Roteiro na Europa: 20 dias de mochilão pela Alemanha, Luxemburgo, Polônia e Suíça

Redação 25 · julho · 2017

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Apesar de ser um dos continentes mais visitados pelos brasileiros, não se pode dizer que é tarefa fácil organizar uma viagem pela Europa. A primeira dificuldade costuma ser escolher as cidades ou os países a serem visitados, já que tudo é relativamente perto (se comparado às distâncias dentro do Brasil) e a vontade de não deixar nada de fora do roteiro é grande.

Nesse caso, fazer um mochilão pelo continente é uma boa alternativa para quem quer conhecer vários lugares gastando pouco. Para ajudar quem está planejando uma viagem de baixo custo pela Europa, o leitor do Melhores Destinos Rozembergue Nominato conta como foi o seu mochilão de 20 dias pela Europa. No fim deste post, ele ainda dá dicas de como planejar um mochilão!

Rozembergue tem 36 anos, é mineiro de Belo Horizonte, mas mora em Campo Grande desde 2006. Graduado em Direito, ele escreve sobre suas viagens para o blog Mochilão Barato. Confira o super roteiro do Rozembergue!

Mochilão de 20 dias pela Europa

Por Rozembergue Nominato

Meu nome é Rozembergue e sou leitor do Melhores Destinos há muitos anos. Por muito tempo o MD foi a página inicial navegador do meu computador. Atualmente, sempre recebo alertas de promoções na tela do meu celular, utilizando o aplicativo.

Costumo viajar no estilo mochileiro e na maioria das vezes sozinho. Usei as dicas de promoções divulgadas aqui na maioria das minhas viagens para o exterior. Já conheci mais de 25 países. Hoje venho falar um pouco da minha última viagem para Europa e dar dicas de como planejar um mochilão pela Europa.

Viajei sozinho em novembro do ano passado aproveitando uma promoção divulgada pelo MD. A passagem de ida saindo de São Paulo para Frankfurt, na Alemanha, custou R$603,59 já com as taxas. A passagem de volta eu emiti por 30 mil pontos Multiplus (também dica do MD).

Meu roteiro foi de 20 dias, chegando e retornando por Frankfurt. Visitei quatro países e 10 cidades em um percurso onde as cidades foram escolhida de forma a não repetir nenhuma e formar uma sequência lógica em que eu pudesse retornar a Frankfurt no último dia. Os países visitados foram: Alemanha, Suíça, Polônia e Luxemburgo. A sequência de cidades visitadas foi: Frankfurt, Heidelberg, Zurique, Munique, Berlim, Varsóvia, Cracóvia, Colônia, Trier, Luxemburgo e Frankfurt.

Os deslocamentos internos foram feitos de ônibus e de trem. A maioria de ônibus por ser mais barato, porém em alguns trechos a diferença era pouca e eu optei por viajar de trem, meio de transporte mais rápido e seguro que o ônibus.

A hospedagem foi sempre em albergues (hostels), geralmente em quarto coletivo. Entretanto busquei estabelecimentos que garantissem o mínimo de conforto e com boa localização. Todos possuíam a opção de quarto compartilhado (mais barato) e de quarto privativo, atendendo a quem quer gastar pouco e também a quem pode gastar um pouco mais. Os gastos com hospedagem foram entre 9,95 e 20 euros por noite.

Os gastos com alimentação também não foram altos. Quem viaja com orçamento apertado consegue se virar com até 15 euros por dia. A dica é tomar um café da manhã reforçado no hostel e no almoço comprar um lanche, salada ou congelado em algum mercado por cerca de 5 euros. Para a janta ainda restam 10 euros, dinheiro suficiente para comer em um restaurante econômico. E uma das vantagens dos hostels é contar com a cozinha comunitária, onde você pode preparar suas refeições e gastar até menos que 15 euros por dia.

Esse roteiro pode ser considerado um roteiro barato pela Europa, já que Alemanha e Polônia são uns dos países com menor custo para o viajante no velho continente. Como eu só passei um dia na Suíça e um em Luxemburgo, os gastos nesses países não impactaram o meu orçamento final de viagem.

Fiz tudo por conta própria. A maioria dos passeios que eu fiz são gratuitos e os que são pagos não custam caro. Para quem quer viajar para Europa gastando pouco, recomendo muito que visitem a Alemanha e a Polônia. Caso tenham curiosidade em conhecer a Suíça podem incluir um dia em Zurique, que fica próximo da fronteira com a Alemanha e um dia em Luxemburgo, visita que pode ser feita em um bate e volta de trem a partir de Trier na Alemanha (o bilhete de ida e volta custa 9,90 euros), não sendo necessário dormir por lá.

1º e 2º dias – Frankfurt

Meu voo partiu de Guarulhos às 22h10. Foram 12 horas de viagem até Frankfurt. Cheguei por volta das 14 horas no horário local. Tudo tranquilo na imigração, apesar do agente ter me pedido para mostrar alguns comprovantes, como passagem de volta e reserva de hospedagem em Frankfurt. Não dê bobeira, leve toda a documentação necessária para viajar para a Europa.

Segui para o centro da cidade de metrô. Basta procurar pelas placas indicativas da estação e embarcar em um trem das linhas S8 ou S9. Em 12 minutos chega-se à Estação Central de Frankfurt.

Vista por muitos viajantes apenas como a porta de entrada ou saída da Alemanha, para mim foi uma das cidades da viagem, tanto que fiquei arrependido de não ter reservado mais tempo para conhecê-la melhor.

As principais atrações estão concentradas no centro e podem ser facilmente conhecidas em um dia. As imperdíveis são a Hauptbahnhof – Estação Central de Trens, a Praça Hauptwache – um dos locais mais movimentados de Frankfurt, a Praça Römerberg – uma das praças mais bonitas da Alemanha, a Catedral, a belíssima Ponte Eiserner Steg e a Main Tower – o prédio mais alto da Alemanha, de onde é possível ver toda Frankfurt e região.

De Frankfurt eu segui de ônibus para Heidelberg, no sul da Alemanha. O transporte mais utilizado para chegar lá é o trem, porém o mais barato é o ônibus, sendo possível encontrar passagens a partir de €5 na empresa Flixbus.

3º e 4º dias – Heidelberg

Uma das cidades medievais mais preservadas da Alemanha, Heidelberg possui um dos mais belos castelos da Europa. O Castelo de Heidelberg fica em uma montanha e a forma mais fácil de chegar lá é através de um funicular. É um palácio de arquitetura gótica e renascentista, que ganhou o formato atual em 1544 e serviu como residência real. Do castelo tem-se uma linda vista da cidade e do vale do rio Neckar.

Algumas das outras atrações são: a ponte antiga sobre o rio Neckar, o Caminho dos Filósofos – uma trilha que garante belas paisagens e a Hauptstrasse – uma rua fechada apenas para pedestres no centro histórico.

De Heidelberg eu segui de ônibus para Zurique na Suíça. A passagem custou 15 euros e o viagem demorou aproximadamente 5 horas.

5º dia – Zurique

Zurique é a maior cidade da Suíça e tem cerca de 400 mil habitantes. As principais atrações são a Hauptbahnhof – uma das estações de trens mais bonitas de toda Europa, o Lago de Zurique, as imponentes igrejas e a montanha Uetliberg – que oferece uma bela vista panorâmica da cidade e região, do lago e dos Alpes Suíços.

De Zurique eu segui de ônibus para Munique na Alemanha. São cerca 4 horas de viagem e as passagens custam a partir de €15.

6º e 7º dias – Munique

Munique, a capital da Baviera, oferece muitas atrações e é considerada a cidade mais bonita da Alemanha. É ponto de partida para alguns passeios bate e volta como o famoso Castelo Neuschwanstein, a montanha Zugspitze e o Campo de concentração de Dachau.

As principais atrações da cidade são o seu centro histórico, o Jardim Inglês – uma extensa área verde onde é possível praticar esportes, tomar banho de sol, descer pela correnteza de um pequeno braço do rio Isar e observar o famoso surf no rio Eisbach em plena área urbana e o Palácio Real Nymphenburg e seus jardins.

De Munique eu segui de ônibus para Berlim. São cerca de 8 horas de viagem e as passagens custam a partir de €17,5.

8º ao 11º dia – Berlim

O principal motivo que me levou a Berlim foi conhecer melhor as histórias das guerras mundiais, guerra fria, nazismo e holocausto. A cidade respira história. Além dos monumentos e construções ao ar livre, lá existem mais de 175 museus.

As atrações imperdíveis são: Alexanderplatz – uma das principais praças de Berlim e um bom ponto de partida para conhecer a cidade, a Torre de TV – a principal lembrança da Alemanha Oriental e de onde é possível ver toda a cidade, a catedral de Berlim, a Ilha dos Museus – região que concentra cinco importantes museus, o Reichstag – palácio do Parlamento Alemão, o Memorial Muro de Berlim – faixa de 1,4 quilômetros com o que sobrou do muro, Brandenburg Tor – símbolo mais famoso de Berlim e o Memorial dos Judeus Mortos na Europa – Memorial do Holocausto.

De Berlim eu segui de ônibus para Varsóvia na Polônia. São cerca de 8h35 de viagem e as passagens custam a partir de €14,5 com a empresa Polskibus.

12º e 13º dias – Varsóvia

A Polônia é um destino encantador. Ainda pouco visitada pelos brasileiros, concentra a maior parte de suas atrações na capital Varsóvia e na linda Cracóvia. Varsóvia foi totalmente destruída durante a segunda guerra e reconstruída sob a dominação soviética. Hoje é uma cidade bela e moderna, com arranha-céus, shoppings centers, excelentes bares e restaurantes. É muito procurada pelos jovens europeus por causa de sua agitada vida noturna.

As principais atrações são a Cidade Velha – tombada como patrimônio mundial histórico e cultural pela Unesco em 1966, o Castelo Real de Varsóvia, as Muralhas da Cidade e o Palácio da Cultura e Ciência – construído por imposição do governo soviético para ser um dos edifícios mais altos do mundo à época.

De Varsóvia eu segui de ônibus para Cracóvia. São cerca de 5h de viagem e as passagens custam a partir de €6 com a empresa Polskibus.

14º ao 16º dias – Cracóvia

A Cracóvia é a cidade mais visitada da Polônia. Medieval, tem seu centro histórico bem conservado, com inúmeras magníficas construções e igrejas. É sem dúvidas uma das cidades mais bonitas que visitei. Tem muitos atrativos como museus, passeios de carruagem, igrejas, concertos, restaurantes de comida regional e internacional, cafés, lojas de doces, souvenires, bares e discotecas.

É ponto de partida para um dos passeios mais triste da Europa, a visita aos antigos campos de concentração de Auschwitz e Birkerau. As atrações imperdíveis da cidade são o seu centro histórico – declarado patrimônio da
humanidade em 1978, a Praça do Mercado – uma das maiores de toda Europa, o Castelo Real de Wawel e a Catedral.

Da Cracóvia eu segui para Colônia, na Alemanha, em uma longa viagem. Primeiro segui de ônibus para Berlim e de lá de trem para Colônia. Foram 8 horas de viagem até Berlim e a passagem custou €19 com a empresa Polskibus e mais 5 horas de viagem até Colônia com a companhia de trens Bahn – passagem por €19.

17º dia – Colônia

Colônia ou Köln, como é chamada pelos alemães, é uma cidade reconstruída após a II Guerra e que possui mais de 40 museus e 244 igrejas, incluindo a maior catedral da Alemanha e terceira mais alta do mundo.

Sem dúvidas, a principal atração da cidade é a Catedral. Construída em estilo gótico, é a terceira igreja mais alta do mundo e patrimônio da humanidade. Recebe 6 milhões de turistas por ano e é o local turístico mais visitado da Alemanha.

Outra atração é a ponte Hohenzollern sobre o rio Reno. Conhecida como um local romântico pelos casais que penduram “cadeados do amor” nas grades.

De Colônia eu segui de trem para Trier pela Bahn. A viagem dura 2:40h e as passagens custam a partir de €19.

18º dia – Trier

Trier ou Tréveris é a cidade mais antiga da Alemanha. Foi fundada no século I a.C. como Augusta dos Tréveros, supostamente pelo próprio imperador Augusto. Nos séculos III e IV, sediou o governo do Império Romano e foi capital da província de Bélgica Prima. Tem muitas ruínas romanas antigas, sendo a mais famosa a Porta Nigra.

O portal da cidade de Trier, chamado de Porta Nigra na Idade Média por causa das pedras escurecidas pelo tempo, data do século III. A estrutura impressiona pelos seus 36 metros de comprimento, 21,5 metros de largura e 30 metros de altura.

De Trier eu segui para Luxemburgo, a capital do país com mesmo nome, através de um trem da Bahn, que liga as cidades em pouco mais de uma hora e tem um ticket que permite ir em um dia e voltar no mesmo ou no próximo, pagando apenas €9,90.

19º dia – Luxemburgo

Luxemburgo é um pequeno Estado soberano com pouco mais de meio milhão de
habitantes e uma área de aproximadamente 2.586 km². A capital é charmosa e cheia de belas paisagens.

Algumas das principais atrações são a Corniche – conhecida como a varanda mais bonita do mundo, de onde é possível ver toda a cidade baixa de Luxemburgo, o Bock – uma fortificação natural e o centro histórico da cidade.

No fim da tarde embarquei novamente para Trier, de onde segui de trem para Frankfurt. A viagem de trem dura 3h40 e custa a partir de €19.

20º dia – Retorno ao Brasil

Dia de descanso e de arrumar a mochila para o retorno ao Brasil. Segui para o aeroporto de metrô com a linha S8 e embarquei de volta a Guarulhos.

Como planejar um mochilão pela Europa

Aproveito para deixar o passo a passo para planejar um mochilão pela Europa gastando pouco.

1. Definir um roteiro inicial flexível (cidades que tem vontade de visitar).

2. Espere uma boa promoção de passagens para Europa. Instale o aplicativo do MD para receber as notificações e esteja preparado para comprar as passagens imediatamente, já que normalmente as passagens se esgotam muito rápido.

3. Compre as passagens de ida e volta de preferência chegando por uma cidade e a voltando por outra que permita montar seu roteiro de deslocamentos internos entre elas. Exemplo: Você quer ir a Londres, Paris e Roma. Tente comprar a ida chegando por Londres e a volta saindo de Roma, assim fica mais lógico a sequência interna de deslocamentos (Londres x Paris x Roma).

4. Com as passagens de ida e volta garantidas, escolha seu roteiro definitivo e quantos dias quer ficar em cada cidade.

5. Verifique a melhor forma de fazer os deslocamentos internos. Pode ser de ônibus, trem ou mesmo avião. Para deslocamentos que gastem até 8 horas de viagem, o ônibus pode ser a melhor opção, já que é possível encontrar preços muito baixos nas empresas de ônibus de baixo custo. Mas sempre verifique se os preços para viajar de trem não são próximos, pois se a diferença for pouco vale a pena pagar um pouco mais e viajar de trem. Deslocamentos de avião ficam para as distâncias mais longas. Fique atento à política de bagagem das companhias ao comprar passagens de avião para os deslocamentos internos na Europa.

6. Reserve a hospedagem. Não foque apenas no preço, pois não adianta pagar mais barato e ficar longe dos atrativos. Faça muitas pesquisas, leia avaliações e busque informações em blogs de viagem. Tente achar uma opção de hospedagem que esteja bem localizada e que garanta o mínimo de conforto.

7. Escolha os passeios que quer fazer em cada cidade. Tente escolher passeios gratuitos ou de baixo custo. Parques, praças, caminhadas, free walking tours, museus que não cobram entrada são algumas das opções para quem viaja com orçamento apertado. Mesmo nas atrações pagas pode ser que haja um dia que a entrada é gratuita ou seja possível conseguir um desconto comprando com antecedência.

8. É obrigatório contratar um seguro de viagem antes de viajar para Europa e que tenha validade para todo o período da viagem.

Seguindo essas dicas e aproveitando as promoções divulgadas no Melhores Destinos, com certeza é possível tornar real o sonho de viajar para Europa. Quem não curte o estilo de viagem mochileiro pode adaptar as dicas para o seu estilo de viagem e economizar também, já que com certeza quem é leitor do MD gosta de economizar!

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Agradecemos ao Rozembergue por esse super roteiro, que certamente vai ser muito útil para quem está planejando uma viagem para a Europa! Quer mandar o roteiro de sua viagem para o MD? Entre em contato com a gente pelo e-mail convidado@melhoresdestinos.com.br!

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Redação - redacao