Roteiro em Quito e Galápagos: 8 dias pela história e natureza exuberante do Equador!

Redação 10 · maio · 2018

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Em novembro de 2017, a leitora Sonia Maria Conti viajou com o marido e um grupo de amigos para o Equador. Foram oito dias de passeios pela capital, Quito, e também por um dos lugares de natureza mais intocada em todo o mundo: o arquipélago de Galápagos! Antes de voltar para o Brasil, teve ainda uma rápida passada por Lima. Confira no relato da Sonia todas as dicas do que fazer e do que evitar em uma viagem ao Equador! Boa leitura!

Roteiro de 8 dias em Quito, Galápagos e Lima

* Por Sonia Maria Conti

Resolvi fazer este roteiro por vários motivos. O principal deles é que há muito tempo meu marido queria conhecer o arquipélago de Galápagos, mas todas as vezes que tentávamos fazer esta viagem acabávamos desistindo – pela dificuldade da passagem aérea, ou porque não tem voo direto para o arquipélago, ou porque as ilhas não pareciam ter hotéis ou infraestrutura que oferecesse conforto e segurança, ou porque parecia ser uma logística difícil para os passeios, já que as ilhas são distantes uma das outras e não entendíamos qual seria a melhor maneira de conhecê-las.

Até que em setembro de 2017 decidimos viajar no feriado de 2 de novembro, mas sem muito tempo, no máximo, uma semana. Então, voltamos a pensar neste roteiro. Fomos pesquisar na internet, em operadoras de viagem que ofereciam opções, lemos relatos de pessoas que já foram, olhamos o site do arquipélago e vimos que algumas das nossas dúvidas e problemas pareciam estar solucionados.

Quanto à passagem aérea entendemos que tinha que ser com algumas escalas obrigatórias: a primeira, sem dúvida, em Quito ou Guayaquil, porque todos os voos para Galápagos saem destas duas cidades. Para nós, Quito seria mais fácil, pois saímos de São Paulo. A outra escala poderia ser Lima, Bogotá ou Panamá. A opção com menor tempo de espera de conexão foi via Lima, com a Avianca.

O segundo problema era a estadia. Aí encontramos um ótimo hotel que atendia nossas necessidades. Entendemos também que ou você pega um barco em Galápagos e conhece várias ilhas e faz do barco seu hotel, ou você escolhe um hotel em uma ilha e vai conhecer mais uma ou duas ilhas, contratando avulso um barco que faz passeios de um dia, num bate e volta. Escolhemos a segunda opção, porque o hotel que definimos tinha um iate próprio, permitindo comprar os passeios que quiséssemos. Como lemos que o mar na região é muito agitado, contratamos apenas um passeio de barco para ver como seria.

DIA 1 – Viagem a Quito, no Equador

Primeiro dia: 28 de outubro de 2017, um sábado. O horário de saída do primeiro trecho da viagem, São Paulo/Lima, era às 6h55. No check-in, no balcão da Avianca nos foi solicitado a carteira de vacinação internacional contra a febre amarela, emitida pela Anvisa, mas tínhamos esquecido de levar. Ela seria exigida na entrada no Equador. A pessoa no balcão da Avianca nos informou que no aeroporto tinha um balcão da Anvisa, mas que abriria às 8h. E não falou mais nada…

Não havia tempo suficiente de ir até em casa pegar a carteira de vacinação e voltar para o aeroporto. Nosso filho conseguiu encontrar apenas a carteira do meu marido e levou para o aeroporto. Meu marido conseguiu embarcar, pagamos uma mala extra (R$131,20) e ele levou a minha mala também, o que depois vimos que facilitou muito a minha ida.

Voltei para casa, encontrei minha carteira de vacinação internacional e voltei para o aeroporto. No caminho telefonei para uma amiga que tem uma agência de viagem e pedi que ela visse que opções de voo eu teria para chegar a Quito. Só aí foi que ela me avisou que a Anvisa tem um registro online das pessoas vacinadas, que já emitiram o certificado internacional, que você não precisa estar com o documento provando que já  tomou a vacina – e que, se eu esperasse a Anvisa abrir às 8h, eles emitiriam outro comprovante e eu poderia embarcar, em um voo da Avianca para Bogotá às 9h30. Pena que essa informação chegou muito tarde.

A única forma que encontrei para chegar em Quito, no mesmo dia foi um voo da Latam às 15h50 para Bogotá, que custou, com as taxas R$2.866,63. A Avianca remarcou o trecho Bogotá/Quito para às 20h20, horário local de Bogotá. Deu tempo de conexão, porque tinha 3 horas de diferença fuso de São Paulo para Bogotá, devido ao horário de verão no Brasil. Cheguei em Quito às 22h05. Meu marido foi me buscar no aeroporto com o mesmo motorista que havíamos contratado para fazer os transfers de chegada e saída e dois passeios em Quito. O contato em Quito chama Alfredo Padilla, contratado através do Facebook, que foi indicado em um dos blogs de viagem. Ele foi sempre pontual, cumpriu o prometido e quando pedíamos, fazia as alterações de programa.

Quito está a uma altitude de 2.800 metros e você pode ter dor de cabeça por isso – o que eles chamam de mal da altitude ou soroche. Assim, não fiz o primeiro dia de passeio em Quito. Meu marido e mais 4 amigos que fizeram a viagem com a gente foram conhecer “Ciudad Mitad del Mundo”.

Eles relataram que foi cansativo porque, embora a distância do centro de Quito ate lá seja de só 25 km, o trânsito de Quito, que já é muito congestionado e travado, estava pior por conta da chuva. Era para ter também um city tour, mas eles preferiram voltar para o hotel. Estavam muito cansados e preferiram jantar e ir dormir.

Tivemos muitos aprendizados neste primeiro dia de viagem: deixe sempre a carteira de vacinação internacional grampeada no seu passaporte válido e não tire de lá. Se você, por alguma razão, ficar para embarcar depois, tente
mandar a sua mala, porque quando cheguei a Bogotá eu não precisei passar na imigração ou ir até a esteira de bagagem. Saí do avião da Latam e fui direto para conexões internacionais. No próprio portão de embarque, já foi emitido o meu cartão de embarque para o voo da Avianca que havia sido remarcado. Eu estava apenas com um papel que me deram no aeroporto de São Paulo e pronto. Isso economizou um tempo enorme.

Aprendemos também: sempre viaje com tudo separado do seu marido ou grupo de viagem: dinheiro, cartão de crédito, passaporte, celular habilitado, cada um com o seu, cópias das reservas ou fotos no celular. Quando ele embarcou e eu fiquei, tudo estava separado e foi só por isso que consegui ir sozinha. Confira sempre se o seu nome na reserva do bilhete aéreo, onde consta só o primeiro e o último nome, são realmente seu primeiro e último nome igual ao do passaporte. Até isso estava errado. Por sorte não deu problema. Deu problema na hora de
computar as milhas aéreas da Avianca para o outro programa de milhagem que preferíamos, o Victoria da TAP, porque o nome do cartão de embarque não era igual ao nome no programa de milhagem. Verifique muito bem antes de emitir o bilhete aéreo.

DIA 2 – Visita ao Vulcão Cotopaxi

Segundo dia de viagem: 29 de outubro de 2107, domingo. Nosso hotel em Quito foi o Reina Isabel, na Av. Amazonas, N23-44 y Veintimilla. Nosso quarto era o 212, bem amplo, com banheiro grande e uma saleta na entrada, cama ótima, bons lençóis e toalhas. Entramos dia 28 de outubro e saímos dia 31 de outubro. Pagamos 293,49 dólares americanos, com todas as taxas. Fizemos a reserva pelo Booking. Escolhemos este hotel por ser um bairro próximo ao centro histórico (mas não da para ir a pé) e próximo da região de La Mariscal e a Plaza Foch, onde tem restaurantes e lojas. Neste não havia barulho à noite, tivemos um sono tranquilo. O hotel tem duas torres com elevadores distintos e isso pode confundir um pouco no início. Estava incluído na nossa diária o café da manha, que era muito farto e gostoso. Tem entrada para duas ruas e wifi grátis.

O dinheiro utilizado no Equador é o dólar americano. O país não tem moeda própria. Eventualmente recebemos algumas moedas “estranhas” por falta de moedas americanas, mas tinham valor equivalente a dólar (pelo menos lá no Equador). Elas foram guardadas de souvenir!

Nesse dia, às 8h, além de o motorista que havia nos atendido no dia anterior, nos acompanhou também Juan Carlos Montenegro (juanm55000@hotmail.com), guia de turismo que faz passeios de dia inteiro até o vulcão Cotopaxi. De novo o trânsito atrapalhou um pouco nossa saída da cidade – e os motoristas são imprudentes. Na saída paramos em um mirante onde pudemos ver melhor a geografia da cidade, rodeada por vulcões, a distribuição dos bairros, a posição das atracões turísticas, como o teleférico (que não fomos por falta de tempo, mas pareceu ser um bom passeio), o centro histórico e a estátua da virgem de Panecillo.

Continuando o trajeto para o vulcão Cotopaxi, paramos em um mercadinho muito simples para compramos água e usar o banheiro (muito ruim). Uma parte da estrada é asfaltada, depois é chão de terra batido, que vai piorando com pedras soltas. Logo depois chega a entrada do Parque do Cotopaxi. Tem algumas lojinhas, uma lanchonete e toaletes. As pachiminas de alpaca são lindas, custam em média 10 dólares. Mas tem que pechinchar. Muito chato.

A visão do vulcão Cotopaxi é muito linda. Ele solta fumaça, e os equatorianos dizem que ele esta “fumando”. Outra parada foi em um pequeno museu, onde tem também uma lojinha e um local que serve refeições, onde na volta almoçamos (não recomendo). Gostei do chá com folhas de coca, que alivia a dor de cabeça – se chama Mariscal Sucre. A lojinha tem souvenirs e postais, e o museu é bem simples com painéis da geologia da região e uma maquete da Avenida dos Vulcões. Aqui tem um toalete melhor.

A partir daí, a estrada piora muito. Chegando mais próximo do vulcão, a estrada fica com lama e tem que ir caminhando porque o carro não sobe mais. Neste trecho começou a nevar. Leve muito agasalho, casaco impermeável, chapéu ou boné, cachecol de lã. Neste trecho você já estará a uma altitude de mais de 3.500 metros e pode não passar bem. A altura total do Cotopaxi e de 5.900 metros! Não fomos ate o refúgio, seria uma caminhada de mais de uma hora e o tempo estava muito instável. Tiramos lindas fotos e voltamos.

O tempo muito instável é uma característica da região. Abre e fecha muito rápido, o que dá um certo medo dependendo de onde você está. Neste caso preferimos não arriscar. Fizemos uma parada para o almoço, que como já disse foi ruim, e voltamos para a cidade.

Fomos conhecer a Virgem del Panecillo. Uma estátua enorme, que tem ao redor uma feira com artesanato e alimentos. Trânsito muito ruim. Você pode subir até uma parte da estátua e ter uma boa visão das igrejas e do centro histórico.

Na volta para o hotel, preferimos ficar no centro histórico e fomos visitar algumas igrejas. Quando há missas você não pode entrar. São muito lindas, mas se quiser conhecer todas procure se informar dos horários de visitação.

Fomos a uma loja onde vende os famosos chapéus Panamá, mas que na verdade são feitos no Equador (vale ler sobre a história destes chapéus), a Casa Montecristi. Vimos os passos fabricação e a explicação dos diferentes tipos de chapéu e o porquê dos preços tão altos.

Centro Histórico de Quito

Tínhamos uma reserva no restaurante Casa Guancotena, anexo ao hotel do mesmo nome, que fica na mesma praça. Jantar excelente, serviço ótimo. Comida deliciosa. Lugar lindo. Voltamos para o hotel de táxi.

DIA 3 – Feira de Otavalo, Reloj solar Quitsato e Vulcão Cotacachi

Terceiro dia de viagem: dia 30 de outubro, segunda-feira. Nesse dia quem nos levou no passeio foi o próprio Alfredo Padilla, com o mesmo motorista. Nosso destino era a feira de Otavalo. De novo: trânsito ruim, motoristas muito imprudentes. Estrada com bastante movimento e muitas curvas. São apenas 100 quilômetros, mas demora quase duas horas, devido à estrada ruim e ao trânsito travado.

Nossa primeira parada foi em um lugar onde os cientistas consideram como verdadeiramente a metade do mundo e onde tem o projeto Quitsato. Dão ótimas explicações e você pode comprar um kit com um globo com a posição da Terra virada. Muito interessante. Vem também um CD. Lá fica o “Reloj solar Quitsato”, a 47 km ao norte de Quito. Paramos também em um lugar chamado “Bizcochos San Pedro, Restaurante e cafeteria”, em Cayambe para comer os biscoitos que são bem conhecidos, mas que não têm nada de especial. Quentinhos são gostosos.

Vista do restaurante Cayambe

A próxima parada foi para ver o vulcão Cotacachi em um ponto chamado Mira – Lago, em San Pablo del lago. Rende belas fotos. Tem um painel com um casal com trajes típicos equatorianos onde você põe o rosto e pode tirar fotos com o vulcão ao fundo. Tem toda uma explicação a respeito dos trajes equatorianos típicos, além de uma lojinha e restaurante.

A famosa feira de Otavalo fica em uma praça com muitas barracas de lona iguais as de feira livre no Brasil. Fomos em uma segunda-feira, parece que aos domingos é bem maior. São muitas, acho que no dia em que fui tinha umas 50. Tem chapéus, tapetes, pachiminas, toalhas, roupas, meias, luvas, utensílios para casa, quadros. Tem que pechinchar, pedir desconto. Tudo pago em dinheiro, dólares americanos. Os preços comparados com de Quito são menores.  Almoçamos em um restaurante bem simples comida equatoriana, que o guia nos levou. Depois fomos tomar o sorvete Helados de Paila San Mateo com sabores próprios do Equador. Tem uma rua com lojas com artigos de couro, mas caro. Fomos em mais um parque conhecer mais um vulcão na Reserva Ecologica Cotachi Cayapas, mas a chuva estava forte e vimos só de dentro da Van. A Lagoa que se formou na cratera do vulcão se chama Laguna Cuicocha que fica em Imbabura.

Voltamos para o hotel e à noite fomos conhecer a praça Foch, onde tem vários bares, restaurantes e jantamos em uma cantina chamada Nose, comida bem saborosa.

DIA 4 – Viagem a Galápagos

Quarto dia de viagem: dia 31 de outubro, terça-feira. Dia de fechar as malas e ir para o aeroporto. A van que veio nos buscar não tinha lugar para todas as malas na parte interna e foram amarradas no teto. Não achei isso bom, mas deu certo. No aeroporto você tem que pagar uma taxa de 20 dólares para ir para Galápagos e as malas passam por revista e são lacradas. O Equador é muito conhecido por suas orquídeas e no aeroporto tem um lindo jardim com várias espécimes.

Pegamos o voo da Avianca, às 10h40, para a ilha de Baltra, no arquipélago de Galápagos – ilha que está separada da Ilha de Santa Cruz apenas por um canal. Chegamos a Baltra às 12h. Neste aeroporto você paga outra taxa que, para brasileiros, é de 50 dólares. As malas de despacho e de mão passam por outra revista bem rigorosa. Compramos uma flor desidratada no aeroporto de Quito que só deixaram entrar em Galápagos porque apresentamos a nota fiscal.

Logo que você sai do aeroporto tem pessoas oferecendo táxi (caminhonetes cabine dupla, que levam você para o hotel depois que atravessar de balsa o canal que separa Baltra da Ilha de Santa Cruz). Contratamos duas caminhonetes, para levar 6 pessoas e as 6 malas. Até o canal, o aeroporto disponibiliza gratuitamente  um ônibus. O motorista do táxi já se encarregou de todas as malas. Sempre solícitos e educados (José Luis Bayas – telefone: 0986 595365 ou e-mail: joseluiz@hotmail.com).

Chegando ao canal você paga 2 dólares por pessoa de travessia, que demora 5 minutos. Do outro lado ficam as caminhonetes. Dali até Porto Ayora são 42 km. As malas são colocadas na caçamba e cobertas por um plástico. Aqui o tempo também é muito instável. No caminho já havíamos combinado de conhecer Los Gemelos, dois buracos enormes, que foram túneis de lava que com o tempo tiveram o teto desabado.

Conhecemos também o Rancho Primícia para ver as tartarugas gigantes – tem muitas, são enormes mesmo, e você pode chegar até 2 metros de distância.  Imperdível! Depois fomos ver os túneis de lava, um túnel enorme feito pela passagem da lava do vulcão, (parece um túnel de metrô) com 600m de comprimento. Vá de calça comprida e tênis velho. O chão tem lama e em um trecho o teto desabou e você tem que passar deitado rastejando sobre uma tábua de 2 metros de comprimento para continuar até o fim do túnel onde o táxi vai estar te esperando.

Chegando à cidade de Porto Ayora já fomos conhecer a Estação Científica Charles Darwin. Muito bonita, grande. Tem que caminhar bastante e o carro não entra. Gastamos 2 horas para ver tudo. Em vários lugares de Galápagos eles colocam carimbos no seu passaporte. Aqui é um deles. Na lojinha no caminho do Cotopaxi, onde tem o restaurante, também carimbam. Só depois desta visita fomos para o Hotel. Por volta das 18h.

O táxi nos deixou no Pier de Puerto Ayora, onde um barco privativo do hotel nos levou até uma trilha, uma caminhada de uns 10 minutos, que dá acesso ao Hotel Finch Bay Galapagos. Fomos recepcionados com suco e toalhinhas umedecidas para limpar as mãos. Não tem acesso por terra. O hotel muito confortável e charmoso. Quartos bons, não é grande mas a cama e ótima, ficamos no quarto de numero 7. Tem uma varanda de madeira com rede. Café da manhã incluído com muita variedade e comidas típicas equatorianas.

Ali ficamos hospedados de 31 de outubro a 3 de novembro, pelas três diárias pagamos total de 1.193,29 dólares americanos. Este hotel é uma boa opção de hotelaria confortável na ilha de Santa Cruz com fácil acesso por barco privativo do hotel bem no centro da cidade. O restaurante do hotel também é muito bom. Jantamos lá dois dias. Tem lancha própria que pode ser contratada em separado para visitar outras ilhas. A noite fomos para a cidade e disponibilizaram um celular para chamar o barco do hotel.

DIA 5 – Ilha de Santa Fé, em Galápagos

Quinto dia de viagem: 01 de novembro, quarta-feira. Compramos no hotel (260 dólares por pessoa) o passeio de lancha para conhecer a Ilha de Santa Fé. Saímos às 9h. A lancha é confortável e grande, mas o mar tem ondas grandes e a embarcação balança muito. Fica muito instável, bastante difícil para quem passa mal com o balanço do barco. Passamos quase duas horas navegando em mar aberto.

Chegando à Ilha Santa Fé

Chegamos na ilha por volta das 11h. Desembarcamos em botes até a praia lotada de leões marinhos de todos os tamanhos – tem que manter uma distância de 2 metros deles. Na água, muitos tubarões que comem os filhotes. Entramos junto com um guia na ilha e vimos muitas iguanas terrestres, cactos enormes que parecem árvores, chamados Opuntias Gigantes, caranguejos vermelhos que ficam nas pedras e enormes falcões.

Depois de muitas fotos voltamos para o barco e foi servido o almoço. Após a refeição, a lancha foi para um canto da praia e quem quisesse podia fazer snorkel e nadar ao lado dos leões marinhos. A água é muito fria devido à Corrente de Humboldt, que vem da Antártida. Só da para entrar com roupa de neoprene, que o barco fornece. É por causa dessa água gelada que em algumas ilhas de Galápagos é possível encontrar pinguins.

Voltamos para Porto Ayora e aproveitamos para conhecer a cidade que tem muitas lojinhas e restaurantes na avenida margeando a praia. Jantamos em um restaurante chamado Giardino, próximo onde os pescadores trazem os peixes no final do dia. Se você quiser, pode comprar um peixe e eles fazem lá mesmo. Tem muitos pelicanos que ficam esperando as sobras.

DIA 6 – Tortuga Bay, em Galápagos

Sexto dia de viagem: 02 de novembro, quinta-feira. Neste dia, após o café e uma caminhada de 40 minutos a partir do hotel, chegamos a uma das atracões da ilha de Santa Cruz: a Las Grietas. É um cânion na rocha onde a água doce se mistura com a água do mar e você pode nadar. Não tem nenhuma infra estrutura, nada, nem banheiro, nem restaurante. Vá prevenido com toalha e água.

Depois fomos caminhando para Porto Ayora, para conhecer Tortuga Bay. Desde o píer de Porto Ayora, o trecho é feito em uma hora e meia de caminhada. Tortuga Bay é uma praia bonita com muitas iguanas marinhas. São duas praias na verdade. Uma de mar aberto e a outra é uma baía onde muitas famílias vão com crianças para nadar.

Voltamos caminhando, mas existem lanchas-táxi de hora em hora que saem desta praia. Almoçamos na cidade em um restaurante muito bom chamado La Garrapata. Passeamos mais um pouco pelas lojinhas porque era nosso último dia em Galápagos. Jantamos no hotel, que oferecia comida e serviço excelentes. Não deixe de experimentar os coquetéis.

DIA 7 – De Galápagos para Lima

Sétimo dia de viagem: 03 de novembro, sexta-feira. Hora de fechar as malas novamente. O mesmo táxi que nos pegou no aeroporto nos buscou no píer de Porto Ayrora e nos levou de novo ao aeroporto.

Chegando lá, não havia ninguém no balcão da Avianca para fazer nosso check-in ou despachar as malas. Cerca de 30 minutos antes de o voo decolar, eles abriram o check-in. O voo saiu às 13h35 e foi tranquilo. Chegamos em Quito às 16h40 e já pegamos uma conexão para Lima às 18h29. Chegamos em Lima às 20h49 e fomos de táxi para o Hotel Estelar, onde uma diária com café da manhã saiu por 482,79 soles – o que equivale quase o mesmo em real.

O trânsito de Lima é pior que o de Quito. Os motoristas não respeitam as regras, buzinam o tempo todo, cortam a frente dos carros. Por isso, preferimos andar sempre de táxi. Comemos um lanche no próprio hotel e fomos dormir.

DIA 8 – Lima e volta para o Brasil

Oitavo dia de viagem: 04 de novembro, sábado. Contratamos uma van para fazer um city tour pelo centro de Lima. Conhecemos as igrejas, o centro histórico, museu e as catacumbas San Francisco que são impressionantes. Fomos até o museu Del Oro. Fica muito longe do centro e o acervo, que é muito grande, não tem uma disposição agradável e se restringe a muitas peças da história do Peru.

Vista do Shopping Larcomar

Almoçamos no shopping Larcomar. Voltamos para o hotel porque era hora de voltar para casa. A distância do hotel ao aeroporto é de 20 km – trajeto que demoramos 1h40. Muito cuidado com o trânsito de Lima. De preferência guarde alguns solis para pagar o táxi.

O que mais gostei da viagem

Em Quito, gostei de conhecer uma cidade muito diferente da que estamos acostumados, quer seja aqui no Brasil ou fora dele. Tem a dificuldade geográfica, entre vulcões, a dificuldade socioeconômica, mas tem também uma cultura muito bonita, um povo simpático e atencioso. Costumes e culinária bem diferentes. Ver um vulcão tão bonito de perto, que parece um bolo de chocolate com glacê escorrendo é uma atração imperdível. Gostei também da feira de Otavalo.

Em Galápagos, o que chama atenção é a natureza que não sofreu  modificações pelo homem. Há animais quase pré-históricos – animais sem medo. As tartarugas gigantes são lindas.

Em Lima, foi legal ver os extremos: uma cidade com restaurantes de alta gastronomia e ao mesmo tempo com tanta dificuldades sociais.

O que poderia ser melhor

Em Quito, o almoço no passeio do vulcão Cotopaxi foi muito ruim. A
van que foi nos buscar e levar para o aeroporto era pequena. Em Galápagos, deveríamos ter comprado voos entre as ilhas. De barco demora muito e balança demais. Insuportável. Em Lima, deveríamos ter ficado mais dias e ir conhecer Paracas e Machu Pichu. Não recomendo conhecer o Museo Del Oro. É longe e se resume a um amontoado de coisas só para conhecedores da história do Peru.

Resumo

Onde é melhor se hospedar: o hotel Finch Bay em Galápagos é
muito bom, mas precisa pegar um barco para ir para a cidade. Eu experimentaria o Red Mangrove.

Restaurantes ou comidas que recomenda: Casa Guancotena, em
Quito, e Restaurante Garrapata, em Porto Ayora, na Iha de Santa
Cruz.

Passeios e atracões imperdíveis: Cotopaxi, Feira de Otavalo, ir a
quantas ilhas puder em Galápagos, ver as tartarugas gigantes e o túnel de lava.

Melhor forma de transporte: em Quito e Lima, vá de táxi ou contrate uma van para passeios. Em Galápagos, entre as ilhas eu recomendo ir de avião e nas ilhas de táxi ou a pé.

Como levar dinheiro: leve dólares em espécie e cartão de crédito. No
Peru, é preciso trocar dólares por solis. Troque no aeroporto mesmo, já que precisará deles para pagar o táxi.

Dicas finais

– Não se esqueça da sua carteira de vacinação, ela será exigida na entrada
no Equador.
– Conheça as ilhas do Arquipélago de Galápagos de avião.
– Em Quito, tem uma marca de camisetas muito bonita e diferente
chamada Szimon. Tem uma loja no aeroporto e no shopping de
Quito. Lindas e diferentes.
– No Peru, visitamos uma joalheria chamada Ilaria: peças diferentes e
lindas. Tem loja no Duty Free do aeroporto
– A cerveja boa do Equador se chama Pilsener.
– Leve casacos e jaquetas corta vento. Pegamos frio e vento o tempo todo (viajamos no início de novembro).
– Para quem gosta de joalheria em prata: Galapagos Jewelry,  peças lindas,
originais e com motivos de Galápagos.
– Se quiser ir aos restaurantes estrelados de Lima, faça reserva com 4
meses de antecedência.

Conclusão

Vale a pena viajar para este destino? Pergunta bem pessoal. Nossa resposta é sim, porque gostamos de natureza, porque temos disposição para andar a pé, porque gostamos de conhecer culturas diferentes e porque viajamos bastante e este é um destino exótico e diferente.

Qual foi o ponto forte da viagem? Em Quito e Lima, vimos uma cultura diferente. Em Galápagos, a natureza.

Mudaria algo em sua programação de viagem? Sim, os deslocamentos entre as ilhas de Galápagos faríamos somente de avião.

Pensa em viajar novamente para lá? Para Galápagos, não. No Equador talvez fôssemos conhecer Guaiaquil e outras cidades. E, no Peru, visitaríamos também Paracas, Linhas de Nasca e Machu Picchu.

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Agradecemos à leitora Sonia Maria Conti por esse super relato de viagem, que será muito útil para quem está planejando uma viagem ao Equador! Quer mandar o roteiro de sua viagem para o MD? Entre em contato com a gente pelo e-mail convidado@melhoresdestinos.com.br

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