Roteiro em Bariloche: 5 dias na Patagônia Argentina

Leila Aisen 3 · agosto · 2018

Não perca mais nenhuma promoção!

Promoções no e-mail

Faça como 1 milhão de brasileiros. Cadastre seu email e receba as melhores promoções de passagens!

Promoções no Whatsapp

Agora você pode receber promoções direto no Zap! Escolha se quer receber todas ou só as melhores!

Bariloche se encontra no sul da Argentina, na região da Patagônia, e é uma das cidades turísticas mais importantes do país. Aproximadamente 900 mil turistas por ano a escolhem no inverno pelos centro de ski e no verão por suas paisagens imponentes e atividades aquáticas. No inverno a cidade é a queridinha dos brasileiros, ao ponto de ganhar o apelido de “Brasiloche”. De qualquer maneira, é uma cidade que vale a pena visitar não só no inverno, mas durante todo o ano.

O Melhores Destinos esteve em Bariloche por cinco dias e conta neste post como foi a experiência, com muitas dicas pra quem está pensando em ir.

– Dia 1

Saímos do Aeroporto El Palomar bem cedinho para pegar nosso primeiro voo com a low-cost argentina Flybondi.

Chegamos em Bariloche 10 minutos antes do previsto. No aeroporto local já estava nos esperando o transfer para nos levar ao hotel, o bonito e histórico Hotel Llao Llao. Ele fica afastado do centro da cidade e a única maneira de chegar até ele é com transporte privado.

Como chegamos super cedo, nosso quarto ainda não estava pronto. Aproveitamos o tempo livre pra conhecer o hotel e suas instalações, que são enormes!

Depois de tanto andar, bateu a fome e aproveitamos para almoçar no restaurante Patagonia, que fica dentro do hotel.

Terminado o almoço, hora de conhecer o quarto, onde descansamos um pouco antes de partir para o centro da cidade. Desde o hotel há duas formas de fazê-lo: com remis que custa cerca de 500 pesos (R$ 70), e outra que é o ônibus 20, que custa apenas 35 pesos (R$ 5) com o cartão SUBE. Optamos pela segunda opção e em 40 minutos estávamos no centro de Bariloche.

Apesar de pequeno, o centro de Bariloche merece ser visitado para conhecer o Centro Cívico, a Catedral e provar os melhores chocolates da Patagônia argentina.

A Catedral foi desenhada pelo arquiteto Alejandro Bustillo, o mesmo que projetou o Hotel Llao Llao. Seu estilo neo-gótico lembra construções francesas e o edifício tem forma de cruz, com a cabeceira orientada para o Leste, de modo que o sol ilumina a igreja desde o começo do dia. Pouco distante dali está o Centro Cívico, que é um monumento histórico da Argentina.

Caminhando mais um pouco, encontramos o mais importante: chocolaterias! As mais conhecidas são Mamushka, Rapa Nui e Abuela Goye e são uma aposta certa para uma lembrancinha pra alguém especial.

Entramos na minha predileta, Rapa Nui (que tem filial em Buenos Aires) para tomar um chocolate quente. Encerrado o tour pelo centro, voltamos ao hotel sem fome e nem vontade de fazer mais nada.

Dia 2

No dia seguinte, acordamos cedo para o passeio ao impactante Cerro Tronador. Mas antes, claro, desfrutamos do incrível café da manhã do Llao Llao, abundante, variado e com muita qualidade nas comidas e bebidas.

Para chegar à base do Cerro Tronador percorremos parte do Parque Nacional Nahuel Huapi que tem bosques, lagos, praias, montanhas e cascatas. Os principais atrativos do Cerro são os Glaciares Manso, Castaño Overa, Alerce e Frías, que ficam no topo, e o Ventisquero Negro, que é um glaciar muito particular.

Com 3.500 metros o Cerro Tronador é a montanha mais alta da região e está no coração da Cordilheira dos Antes, sendo limite natural entre a Argentina e o Chile. Seu nome vem do ruído que faz o gelo quando quebra. Não é recomendável ir num dia nublado, pois não será possível apreciar a beleza do lugar por completo. O lugar é acessível por automóvel ou através de Tours que custam 100 dólares.

O almoço foi lá mesmo no parque, no único restaurante disponível, que serve comida caseira de qualidade e bom preço.

Chegamos de volta ao Llao Llao às 19:30 com vontade de uma única coisa: conhecer o spa! O hotel conta com uma piscina climatizada que tem uma parte coberta e outra descoberta, além de sauna e massagens. Um final de dia perfeito!

– Dia 3

Neste dia acordamos ainda mais cedo para embarcar num dos tours mais famosos da região: San Martín de Los Andes e os Sete Lagos.

Como o tour estava marcado para as 7h20 e o café da manhã começa às 7 horas, pedimos e o hotel permitiu nosso acesso 15 minutos antes do horário de abertura. De barriga cheia, fomos para o passeio!

San Martín de Los Andes é uma das cidades mais importantes da Patagônia argentina e se encontra a 183 km de Bariloche. Foi fundada em 1828 e conta com apenas 45 mil habitantes. É um passeio de um dia que permite conhecer os famosos sete lagos (Espejo, Correntoso, Escondido, Villarino, Falkner, Machónico e Lacar). Na primavera e verão é comum ver muita gente ao redor dos lagos.

No caminho entre as duas cidades atravessamos os Parques Nacionais Nahuel Huapi y Lanín, e paramos para visitar a Villa La Angostura, um típico vilarejo de montanha. Aproveitamos para tomar um chocolate quente.

Uma curiosidade do caminho entre Bariloche e San Martín de los Andes é que ele passa pela lendária ruta 40, que é a maior estrada da Argentina, com 5100 km. Vai do Sul ao Norte do país, de Santa Cruz a Jujuy, pela Cordilheira. Passa por El Calafate, Esquel, Bariloche, Villa la Angostura, San Martín de Los Andes, Mendoza, Salta, Tucumán e Jujuy.

Almoçamos em um bar de San Martín de Los Andes, que possui vários lugares para refeições rápidas ou restaurantes que tem preços mais elevados.

Este passeio se pode fazer por conta própria, em carro alugado, ou em excursão, que custa cerca de 110 dólares.

Chegamos de volta ao hotel por volta das 20h e fomos direto pro quarto. Dormir? Nada disso: nos arrumar para o show que o hotel oferece aos hóspedes.

– Dia 4

A ideia original era visitar a Ilha Victoria e o Bosque dos Arrayanes, mas não parou de chover o dia inteiro, assim acabamos ficando pelo hotel. E foi super divertido, já que ele conta com diversas atividades que variam de acordo com a época do ano. Eu optei pelo trekking pelo hotel e pelo arco e flecha, mas há atividades para todas as idades. 

Aproveitei também para conhecer um pouco mais sobre este hotel histórico. O Llao Llao foi construído pela primeira vez em 1938 pelo arquiteto Bustillo, mas um ano depois se incendiou por completo. A única parte sobrevivente são as duas chaminés que seguem firmes e fortes no lobby do hotel.

Em 1940 o hotel foi novamente construído e se manteve aberto até meados dos anos 70, quando encerrou suas atividades e ficou anos fechado, até que em 1993, depois de algumas reformas, foi reaberto com a incorporação da piscina.

O projeto do hotel valoriza as áreas comuns e por isso os quartos são bastante pequenos, se comparados aos hotéis modernos. Um dado curioso é que tais dormitórios são considerados patrimônio histórico e por isso não podem ser mexidos de maneira alguma. Nem mesmo podem instalar ar condicionado nos mesmos.

Quem deseja algo mais moderno pode optar pela Ala Moreno, construída em 2007. Aqui os quartos são bem maiores e tem outras comodidades. É onde personalidades como Barak Obama escolhem se hospedar.

À tarde optamos pelo clássico chá da tarde do Llao Llao, que é servido no jardim de inverno. Por 800 pesos por pessoa ou 1.500pesos para duas pessoas, se pode desfrutar de uma mesa repleta de deliciosas guloseimas, saladas, cafés, chás, chocolate quente e sucos de fruta. Tudo com uma vista incrível. Um banquete que vale também pelo jantar! Vale lembrar que não é preciso estar hospedado no hotel para participar do chá da tarde e pode ser uma ocasião para conhecer também o hotel. Recomendo.

– Dia 5, último dia

Último dia significa último café da manhã no Llao Llao, que tristeza! Fizemos o check out às 9h45 e saímos para o último tour, o clássico Circuito Chico.

O trajeto do tour pode ser feito por conta própria e tem o percurso de 60 km entre a cidade e o Llao Llao. No caminho paramos em diversos mirantes para apreciar as lindas paisagens de Bariloche. Também subimos pelo teleférico ao Cerro Campanario, que tem as melhores vistas da cidade e arredores, um passeio que vale a pena. Antes de regressar ao hotel, visitamos um local onde se produzem diversos produtos com base em Rosa Mosqueta, flor típica de Bariloche.

Retornando ao hotel, era hora de nos despedir e pegar o transfer rumo ao aeroporto. Também na volta voamos com a Flybondi e, como já contei em outro post, o voo teve um atraso.

O que mais gostei?

As paisagens! Bariloche é uma cidade que toda hora te fascina com os lagos e montanhas. O ar que se respira é puro e é ideal para quem precisa descansar. E não posso deixar de destacar os chocolates! Quem gosta de cervejas artesanais também vai gostar de saber que há várias na região.

O que poderia ser melhor?

Problema comum de muitas cidades argentinas, o transporte público poderia ser melhor. É escasso e não chega a todos os pontos. A melhor linha de ônibus é a 20 que une o centro ao Llao Llao, mas fora isso a melhor opção é o carro alugado ou os tours privados e nenhuma destas alternativas é muito econômica.

Raio X

Hotel: Recomento procurar algo na região do Lago Nahuel Huapi, que abraça toda a cidade, para poder desfrutar de paisagens únicas. Não faz muito sentido se hospedar em pleno centro já que há pouco o que ver e fazer.

Comida: Recomendo tomar o chá da tarde do Llao Llao, como comentei mais acima. Se estiverem na cidade numa quarta feira ou domingo, podem ir até a Colônia Suíça provar do tradicional Curanto. Também há em muitos restaurantes e pratos à base de cogumelos de pinheiro, típicos da região. E claro: comer muito chocolate e tomar cerveja artesanal local!

Passeios e atrações imperdíveis: Além dos já comentados no post, vale a pena dar uma olhada nas opções deste post que escrevemos sobre o assunto.

Melhor forma de transporte: Se estiver seguro para dirigir pela montanha (principalmente no inverno), o melhor é alugar um carro. Caso contrário é necessário contratar os tours.

Dinheiro: Em Bariloche os cartões de crédito não são aceitos em todos locais, assim recomendo que levem pesos argentinos ou os saquem nos caixas eletrônicos.

Conclusão

Fiquei encantada de voltar a Bariloche! Fazia muitos anos que não ia e realmente a cidade e seus arredores dão uma visão geral da Patagônia argentina e tudo que ela tem a oferecer. Numa próxima visita gostaria de ir no verão para aproveitar as paisagens de uma outra maneira, como as atividades aquáticas.

E aí, curtiram o roteiro? Já foi a Bariloche e fez algo diferente? Comente! 

Autor

Leila Aisen - Editora - Argentina