Com prejuízo, GOL reduz comissários em voos e planeja redução de frota

Denis Carvalho 7 · maio · 2012

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A partir de hoje, a GOL reduzirá a tripulação em 30% de sua frota – em vez de quatro, passarão a ser três comissários por voo. A mudança afetará as rotas operadas com Boeings 737-700, que são 37 dos 121 aviões da empresa. Ao mesmo tempo, a companhia planeja a redução de 14 aviões em sua frota até o fim do ano. A GOL encerrou 2011 com 150 aviões no total, incluindo os da Webjet, mas planeja ter 138 ao final deste ano. Em 2013, a companhia prevê frota total de 136 aeronaves. E, se tudo der certo, em 2014 a GOL começa a retomar o crescimento, com 140 unidades.

Estes são apenas mais dois capítulos da movimentada história da GOL em 2012. A eles se somam o fim do serviço de bordo gratuito na maior parte de seus voos; afastamento ou demissão de funcionários, gerentes e diretores; o acordo com venda de ações para a Delta; o fechamento de salas de embarque e mudanças no programa Smiles – todos parte de um planejamento para corte de custos a fim de sanear a empresa e reverter os recentes prejuízos – foram R$ 41,4 milhões desde o início do ano.

Ainda é cedo para dizer se as mudanças são suficientes ou se a GOL terá de tomar novas medidas, mas é certo que a companhia está determinada a se tornar de fato uma low cost, reduzindo ao máximo seus custos operacionais. Na visão dos investidores, a GOL está correta em suas decisões – tanto que as ações da companhia  registraram a maior alta do Ibovespa na sexta-feira, com 5,18%.

Na visão dos sindicatos do setor, as medidas punem os funcionários e são inaceitáveis – o Sindicato Nacional dos Aeronautas, por exemplo, articula uma greve nacional de comissários de bordo contra a redução no número de comissários, que colocaria em risco a segurança dos voos.

E quanto a nós, passageiros? Muitas dessas mudanças afetam diretamente o conforto de quem usa a companhia, e em um primeiro momento é normal que sejam vista com maus olhos. Observando o passado recente da aviação nacional (e mesmo mundial), porém, temos que reconhecer que é melhor a GOL ser dura no corte a custos e responsável em sua gestão do que seguir o mesmo caminho da Varig, Vasp, Transbrasil e tantas outras.

Pode-se questionar, isso sim, se são estas as medidas mais adequadas ou se a GOL poderia seguir por outros caminhos, buscando novas rotas inexploradas e lucrativas, por exemplo. Ainda assim, por piores que sejam, os cortes de custo são melhores do que o aumento nas tarifas e fim das promoções de passagens. Esperamos que as medidas tenham de fato sucesso e a GOL volte a exibir números positivos o quanto antes, oferecendo sempre bilhetes com preços acessíveis e forçando as concorrentes a baixar também suas tarifas.

Com informações dos jornais Valor Econômico, Folha de S. Paulo e portal G1

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe